SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Reflexões sobre a flexibilidade curricular marcam abertura da FORPRAD

10/9/2019, 14:45h

Trinta professoras da Rede Municipal de Educação e os mesmos objetivos: a busca por um currículo flexível, um olhar sensível às singularidades de cada estudante e a garantia de uma educação de qualidade para todos. Esta foi a tônica do evento de abertura da Formação para Professores para Atuação no Atendimento Pedagógico Domiciliar e Classes Hospitalares – FORPRAD, que aconteceu na última quinta-feira, 5, no Teatro Margarida Ribeiro.

O encontro foi o primeiro de uma série de dez que acontecerão nos próximos meses – o último deles está marcado para 12 de dezembro. A principal meta da FORPRAD é discutir com os professores efetivos da Rede Municipal os conteúdos de natureza pedagógica que podem garantir a aprendizagem dos estudantes impossibilitados de frequentar a escola por condições de saúde.

O primeiro tema das discussões foi: “O desafio de pensar a diferença sob a perspectiva curricular: um convite à reflexão e à prática docente”. Antes do debate, os professores assistiram à palestra do professor doutor Marco Antônio Leandro Barzano, do curso de Biologia da Universidade Estadual de Feira de Santana, UEFS, que também é especialista em currículo.

Ele destacou a importância de um documento norteador que consiga dar conta da aprendizagem dos estudantes dos mais variados perfis. Usando como exemplo a sua área de atuação, o professor citou o ensino sobre células. “Não basta ensinar o conteúdo. Se eu estiver numa sala que tenha alunos cegos ou autistas, eu tenho que saber como ensinar aquele assunto a todos os estudantes”, explica.

De acordo com Marco Barzano, alguns alunos de Biologia acabam concluindo a graduação sem enxergar em si mesmo a capacidade de gerir uma turma com estudantes com deficiência. Para ele, isto se dá por que os currículos, geralmente, tratam todos os estudantes como se fossem iguais. Lidam com o conteúdo, mas não com as eventuais especificidades de seus principais alvos.

Salas de Recursos Multifuncionais e o Atendimento Domiciliar

Para o professor (foto), ainda que sejam documentos, os currículos podem e devem ser flexíveis. Exemplifica com uma iniciativa da própria Secretaria de Educação: as Salas de Recursos Multifuncionais (SRM). No turno oposto ao de suas aulas regulares, estudantes com algum tipo de deficiência ou transtorno que dificultem a sua aprendizagem são atendidos nas SRMs durante 50 minutos. Lá, eles participam de atividades adaptadas para auxiliar seu desenvolvimento pedagógico.

As principais temáticas desta formação também são exemplos de flexibilidade curricular, no caso, o Atendimento Pedagógico Domiciliar e as Classes Hospitalares. Sayonara Freitas de Carvalho é professora da Rede Municipal, idealizadora e coordenadora da FORPRAD. Atualmente, ela é responsável pelas aulas domiciliares das duas estudantes da Rede Municipal, beneficiadas por este atendimento.

“Estes serviços são um direito dos nossos alunos. Então, à medida que estas informações vão sendo divulgadas a demanda também aumentará. E a ideia é justamente essa. Então precisamos capacitar mais professores para que estejamos aptos a conceder este tipo de atendimento a quem necessitar”, defende a professora.

O secretário de Educação, Marcelo Neves, prestigiou o evento e celebrou o início de uma formação tão importante. “Este evento é justamente para incentivar nossos professores a se engajarem para que possam atuar com esta demanda. Todos têm condições de aprender, mas de diferentes maneiras e momentos. Nossa tarefa é prepararmos para isso”, disse. A chefe da Divisão de Educação Especial da Seduc, Rosemeire Oliveira, também compareceu à formação.

O APD e as Classes Hospitalares

O Atendimento Pedagógico Domiciliar é oferecido pelo Centro Interprofissional de Atendimento Educacional Professora Marliete Santana Bastos, InterEduc. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Educação, para crianças e adolescentes que, por questões de saúde, estão impossibilitadas de sair de casa, mas contam com liberação médica para estudar.

O atendimento é feito com base no diálogo dos educadores com os professores da turma em que a estudante está matriculada, adaptando recursos, criando possibilidades para aprender, sem que o currículo escolar seja empobrecido. Em casos de alunos com algum tipo de deficiência, também existe um diálogo com os professores das Salas de Recursos Multifuncionais, que procuram diminuir a barreira para o entendimento do aluno.

Nas classes hospitalares, será necessária uma autorização do médico para que o estudante receba um professor em seu leito. Se houver, o responsável pelo aluno deve comunicar à escola, que entrará em contato com a Seduc para viabilizar as aulas. O serviço deve ser buscado pela família do estudante.

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Programa reacende interesse pelas fanfarras, tradição de Feira de Santana

6/9/2019, 17:59h

Os acordes das fanfarras ecoavam nos quatro cantos, marcando uma tradição importante das cidades baianas, entre elas, Feira de Santana. Até hoje, os sons metálicos dos trompetes, pratos, trombones e vários outros instrumentos encantam pessoas da terceira idade, adultos e jovens. A tradição, que andava meio esquecida em Feira de Santana, começa novamente a ganhar força com as novas fanfarras do Programa Música na Escola.

Os grupos colorem, trazem dança e música para as praças públicas em diversos eventos e desfiles comemorativos. Eles se configuram em uma forma de disseminação cultural que atravessa gerações a partir da musicalidade e, em grande parte, por conta de instituições escolares que incentivam a prática.

Em Feira de Santana, três escolas municipais mantêm viva essa tradição para muita gente: a Geraldo Dias de Souza, em Humildes; a Álvaro Pereira Boaventura, em Bonfim de Feira; e a Quinze de Novembro, no distrito de Jaíba. Suas fanfarras fazem parte do “Música em Ação” – uma das quatro vertentes oferecidas pela Secretaria de Educação às unidades de ensino da Rede Municipal a partir do programa Música na Escola.

Neste sábado, 7, as três fanfarras se apresentam no Desfile Cívico pela Independência do Brasil. Os grupos vão se concentrar em frente ao Centro de Educação Profissional em Saúde do Centro Baiano, que fica no cruzamento das avenidas Maria Quitéria e Presidente Dutra, logo no início da manhã, a partir das 6h. Todo ano, elas se apresentam nesta data.

As escolas também farão apresentações próprias em seus respectivos distritos. A Fanfarra do Distrito de Jaíba (FANDJ) se concentra na sede da unidade de ensino e sai às ruas a partir de 9:00 desta sexta-feira, 6. Já em Bonfim de Feira, a Fanfarra Amor por Bonfim de Feira sai da escola às 15h do domingo, 8.

As fanfarras e o Música na Escola

Recentemente, um grupo de estudantes menores manifestou interesse em participar da fanfarra da Escola Municipal Álvaro Pereira Boaventura. Como eles não têm um porte físico adequado para o manuseio dos instrumentos, não foram integrados à banda. Entretanto, os monitores do programa criaram uma turma de flauta doce específica para eles.

Segundo a coordenadora do programa, maestrina Rosa Eugênia Vilas Boas, esta resposta por parte da escola foi crucial para que estes jovens se mantenham interessados na música até o momento em que de fato possam fazer parte da fanfarra. Este braço do programa cumpre justamente essa função: revitalizar e manter viva uma tradição que marcou várias gerações, não só de estudantes, mas de inúmeros indivíduos.

A iniciativa envolve estudantes da Rede Municipal de todas as faixas etárias. Do ponto de vista material, o pré-requisito não é a idade, mas sim a capacidade de manusear os instrumentos. Obter boa frequência e rendimento mínimos na sala de aula também são necessários para integrar as fanfarras.

Somando as três escolas, são 247 alunos integrando as bandas atualmente. Os três pelotões que compõem cada uma das fanfarras ensaiam três vezes por semana. Em duas delas, os grupos de percussão, sopro e coreografia encontram-se separadamente e, na terceira, treinam todos juntos. Os ensaios acontecem no contraturno das aulas regulares destes estudantes.

A música favorece o desenvolvimento cognitivo

O Programa Música na Escola está fundado em aspectos pedagógicos como o exercício do ritmo, do canto, do conceito de lateralidade, entre outros. Ele buscar incentivar o gosto artístico, mas também o lado físico, motor e a cognição e, desta forma, contribuir para a construção de conhecimento significativo, uma vez que a música favorece o desenvolvimento cognitivo das crianças e adolescentes.

Atualmente, o programa atende 3.500 estudantes de 66 escolas da Rede Municipal. As aulas são ministradas por 42 professores-monitores; profissionais habilitados para o ensino prático da música, em quatro subprojetos: Cantando na Escola, Música em Ação, Instrumenta e Orquestra Sinfônica Infantojuvenil de Feira de Santana.

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Produções de três estudantes de escolas municipais são selecionadas para etapa estadual da Olimpíada de Língua Portuguesa

6/9/2019, 9:2h

Três estudantes da Rede Municipal de Educação tiveram seus textos aprovados para etapa estadual da 6ª Olimpíada de Língua Portuguesa (OLP). Dos cinco textos escolhidos de Feira de Santana, três são do Ensino Fundamental de escolas municipais, e os outros dois são de alunos do Ensino Médio da Rede Estadual. A comissão julgadora, que inclui professores de ambas as redes, se reuniu nesta quarta-feira, 4, na Seduc.

A Olimpíada é um concurso de produção de textos para estudantes de escolas públicas de todo o país. Iniciativa do Ministério da Educação e do Itaú Social – Polo de Desenvolvimento Educacional, a Olimpíada integra as ações desenvolvidas pelo Programa Escrevendo o Futuro. A coordenação técnica é do CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos

Neste ano, o tema das produções é “O lugar onde vivo”, que teve como objetivo estreitar vínculos dos estudantes com a comunidade e aprofundar o conhecimento sobre a realidade local, contribuindo para o desenvolvimento de sua cidadania.

As unidades de ensino concorreram em cinco categorias: Poemas, para o 5º ano; Memórias Literárias, para 6º e 7º ano; Crônicas, para o 8ª e 9º ano; Documentário, para 1º e 2º ano do ensino médio e Artigo de Opinião para o 3º ano do ensino médio. Sendo assim, as municipais concorrem apenas nas três categorias de Ensino Fundamental.

Foram selecionados para a fase estadual os estudantes: Railton Junior Souza de Jesus, da Escola Municipal Doce Lar da Criança, autor de um poema; Alana dos Santos de Matos, da Escola Municipal Geraldo Dias de Souza, que apresentou memórias literárias; e Kelly Sátiro dos Santos Lino, da Escola Municipalizada Eduardo Fróes da Mota, que concorre com uma crônica.

No Ensino Médio, estão também concorrendo a estudante Vanessa de Araujo Matos, na categoria artigo de opinião; e os alunos Erica Vitoria, Karolaine Freitas Lima e Brendon Cedraz da Cruz, que apresentam um documentário.  Os quatro são do Colégio Estadual Coriolano Carvalho.

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Importância do professor auxiliar é abordada no encerramento do Forprae

6/9/2019, 8:56h

“Professores auxiliares são referência para as crianças. Dar apoio na sua chegada e em momentos de dificuldade irá fortalecer a relação com os alunos e refletir no nosso trabalho em sala de aula”. A afirmação partiu da professora Karina Andrade Lopes Guanais, da Sala de Recursos Multifuncionais, durante o encerramento da 5ª edição da Formação Continuada para Professores Auxiliares da Educação Especial (Forprae), nesta quinta-feira, 5. Os participantes se reuniram no Teatro Margarida Ribeiro.

“É preciso dar apoio aos auxiliares, estabelecer um vínculo com a turma, professor titular e auxiliar, principalmente fortalecer a parceria com o regente da classe”, defende Karina. “É importante que o professor auxiliar perceba como ele pode fazer parte da vida de todos da turma”, orienta.

O Forprae visa apresentar e discutir a função do professor auxiliar, tendo em vista a legislação para a educação inclusiva brasileira; promover o estudo preliminar de temáticas acerca da Educação Inclusiva e favorecer o diálogo e a troca de experiências entre os profissionais.

A formação é promovida pela Divisão de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação e pelo Centro Interprofissional de Atendimento Educacional Marliete Santana Bastos (InterEduc), órgão da Seduc.

“Entendi meu lugar na escola a partir dessa formação, por conta desse direcionamento específico para lidar com alunos com deficiência. Aprendi não só da parte técnica de lidar com as crianças, mas também do teor pedagógico. Chorei no meu primeiro dia de trabalho, achei muito difícil. Mas, a gente aprende que a atuação do auxiliar é feita de vitórias e fracassos, as dificuldades fazem parte e temos quem nos oriente”, relata Ananda de Jesus Santos, professora auxiliar do Centro de Educação Básica da UEFS (CEB).

A próxima edição do Forprae já tem data marcada: a abertura para a nova turma será no dia 12 de setembro próximo. As vagas estão disponíveis até o dia 8 de setembro através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfbKZtO4R-JS3Cp4ga82j30QfDoEIg6I-gGCJzf6Y7tBMGE-Q/viewform.

Está vedada a participação de professores auxiliares que já tenham comparecido em edições passadas.

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Divulgada lista de escolas selecionadas para visitar Feira do Livro

4/9/2019, 12:17h

Divulgada esta terça-feira, 3, a lista com os nomes das escolas municipais selecionadas para visitar a 12ª Feira do Livro – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana. A lista está disponível na edição de nº 1.085 do Diário Oficial eletrônico do município.

As visitas vão acontecer a partir do 24 de setembro, primeiro dia do evento, e se encerram na manhã da sexta-feira, 27. São 62 duas escolas; dentre estas, dez farão apresentações culturais no evento, entre cordeis, fanfarras, atuações teatrais, musicais, etc.

Este ano, 2.500 estudantes serão contemplados com vales-livros equivalentes a R$30,00 cada. Para os professores, serão distribuídos 500 vales de R$ 50,00. Tanto alunos quanto professores podem ser contemplados com apenas um ticket.

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Gêneros literários ganham vida nas apresentações do Projeto de Leitura da Escola Antonio Carlos Coelho

4/9/2019, 12:5h

Contos, cantigas de roda, receitas, poesias, histórias em quadrinho e jornais. Estes foram os gêneros literários abordados pelos estudantes do grupo 5 ao 5º ano da Escola Municipal Vereador Antonio Carlos Coelho, durante o encerramento do Projeto de Leitura, nesta sexta-feira, 30. O evento, que está em sua segunda edição, foi aberto ao público pela primeira vez.

Os estudantes estiveram em contato com os gêneros em sala de aula desde maio. A culminância reuniu diversos tipos de apresentações lúdicas, dramatizações e leituras. O objetivo do projeto é incentivar a leitura e aproximar a comunidade da escola.

“Foi importante que os pais e responsáveis estivessem aqui dando apoio a seus filhos, resgatando a relação entre família e espaço escolar. Foi maravilhosa a reação deles ao verem as crianças se apresentando”, afirma a coordenadora pedagógica Luciana Almeida Pereira.

A escola também trouxe para o evento o Centro de Referência de Assistência Social, CRAS, e representantes do posto de saúde do bairro para que pudessem oferecer serviços à comunidade.

“Fiquei emocionada demais ao ver minhas filhas no palco”, conta Márcia Pereira, uma das mães presentes. “Acho que é muito importante tanto para elas quanto pra mim que eu seja presente na escola. Elas se sentem mais confiantes com os estudos”, acredita.

Para Allana Martins Pitta, do 5º ano, que estudou sobre o jornal, essa foi uma experiência transformadora. “Eu era muito tímida e não conseguia falar em público, mas com esse projeto pude desenvolver melhor isso. Hoje fui a apresentadora da nossa dramatização do jornal”, conta. 

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Escola Dr. Francisco Martins, no distrito de Maria Quitéria, ganha novas salas e estrutura mais moderna

30/8/2019, 8:2h

Chega a fase final as obras de ampliação da Escola Municipal Dr. Francisco Martins, localizada no distrito de Maria Quitéria. Resultado de investimentos do Governo do prefeito Colbert Martins Filho, a unidade, que foi fundada em 1981, ganhou uma nova estrutura arquitetônica: mais moderna e acolhedora.

Ofertando o Ensino Fundamental I, nos turnos matutino e vespertino, e a Educação de Jovens e Adultos (EJA), no período da noite, a unidade de ensino terá sua capacidade ampliada para atender a demanda escolar com a construção de salas de aulas.

Além disso, foram construídos novos banheiros, secretaria, almoxarifado, áreas de circulação e a fachada, que já começou a receber pastilhas nas cores verde e vermelho.

Enquanto isso, a comunidade escolar está na expectativa da sua inauguração. Mesmo em obras, a escola não interrompeu suas atividades.

“É uma nova escola que será entregue à comunidade. Um novo ambiente que, sem dúvidas, vai corroborar com o processo do aprendizado”, afirma a coordenadora da Escola Francisco Martins, Rebeca Machado. Funcionário da empresa responsável pela obra, Lailson da Silva disse que “falta pouco” para a conclusão dos serviços. “Estamos na fase de acabamentos, retocando a pintura, assentando janelas e portas”, pontuou.

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Ritmos musicais e canções viram material didático nas escolas

29/8/2019, 11:45h

“Como as músicas podem se transformar em material didático e serem utilizadas em sala de aula, levando em conta a realidade dos alunos?” O questionamento orientou as discussões no laboratório-oficina de Língua Portuguesa com foco em gêneros textuais, durante formação oferecida aos professores da área. A atividade aconteceu esta quarta-feira, 28, na Secretaria Municipal de Educação.

Este foi o segundo encontro desta sequência – o primeiro tratou de fake news. O tema foi proposta pelos próprios professores da Rede Municipal de Educação. Então, a formadora Elizabete Bastos, da equipe técnica da Seduc, pesquisou os estilos musicais mais ouvidos pelos estudantes nas escolas.

Arrocha, rap e funk foram alguns dos mais destacados. “Além do entretenimento, a música é conhecimento; é cultura e é texto. Traz uma mensagem, um discurso, ecoa elementos que precisam ser discutidos em sala de aula”, discute a professora Elizabete Bastos.

Para a formação, ela trouxe dados de trabalhos de outras pessoas do meio acadêmico, que discutem temas frequentemente abordados quando a assunto são os ritmos musicais. “Pode-se pensar, por exemplo, como o ‘arrochanejo’ faz a representação da sofrência, da farra, da dor de cotovelo. Daí, fazer a associação dessa dor de cotovelo com a literatura. De que forma eu posso articular o gênero canção com outros elementos da poesia e literatura?”, questiona.

Para Huitan Leal, professor de Língua Portuguesa e Redação da Escola Municipal Rosa Maria Esperidião Leite – que está localizada na Matinha – a música é uma ferramenta de análise cultural e histórica e é importante sua discussão como instrumento pedagógico. “Numa música como ‘A triste partida’, de Luiz Gonzaga, você tem uma visualização da cultura nordestina, inclusive em suas origens. Por exemplo: quando ele fala das pedras de sal, fazendo alusão à prática antiga utilizada para prever a chuva”, afirma.

Vanúzia Batista, professora de Arte e Língua Portuguesa do 6º ao 9º ano na Escola Municipal Chico Mendes, localizada no bairro Campo Limpo, já desenvolve um projeto voltado para a música na unidade de ensino. “Lá já tratamos dos estilos e gêneros musicais. Lidamos com a parte teórica e agora estamos fazendo análise dessas músicas, buscando possíveis reflexões. Uma formação como essa só tem a enriquecer esse debate”, relata.

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Capacidade de matricula em escola no Alto do Rosário vai aumentar em cinco vezes

27/8/2019, 11:20h

A construção de uma nova Escola Municipal Professora Almira Oliveira Santos, no Alto do Rosário, vai aumentar em cinco vezes a sua capacidade de matrículas. Vai passar de duas para dez salas de aula. Atualmente estão matriculados 113 alunos no Ensino Fundamental I. As turmas são divididas nos turnos matutino (1º e 2º ano) e vespertino (3º e 4º ano).

Os investimentos atendem a crescente demanda no bairro, sobretudo numa região dotada de condomínios residenciais do Minha Casa, Minha Vida. E demonstram o compromisso do Governo do prefeito Colbert Martins da Silva Filho em ofertar uma melhor estrutura física e pedagógica, prezando pela qualidade do aprendizado.

Enquanto as obras avançam – os serviços tiveram início em maio – as atividades na unidade de ensino não precisaram ser interrompidas. O novo espaço será dotado ainda com salas multiuso, biblioteca, auditório com palco e camarim e áreas de circulação. A construção do equipamento segue os novos padrões arquitetônicos da Secretaria Municipal de Educação.

A professora Karise Neiva afirma que a ampliação da escola vai proporcionar uma grande mudança na localidade, resultando no crescimento cultural e intelectual. “A nova estrutura vai aumentar o espaço de aprendizagem e vai atender as necessidades dos moradores da localidade”, considera.

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Café com Prosa: novos professores do Ensino Fundamental II participam de recepção e conhecem setores da Seduc

27/8/2019, 9:0h

“Entrei para a Rede Municipal de Educação com a expectativa de fazer a diferença”. A afirmação partiu de Suzana Santiago Sobral, uma das professoras que ingressou recentemente na rede pública através de concurso público. A fala ocorreu durante a recepção dos novos profissionais, oferecida pela Seduc, na última sexta-feira, 23.

O encontro foi intitulado “Café com Prosa” e reuniu os novos professores do Ensino Fundamental II – do 6º ao 9º ano – na Secretaria de Educação. A recepção foi promovida pelo Grupo de Currículo do Ensino Fundamental (GCEF), da Seduc, e o principal objetivo foi dialogar sobre a dinâmica de trabalho nas escolas e a agenda dos professores.

“Atuei por 12 anos na rede privada e estou adorando essa nova experiência na Rede Municipal. É uma realidade diferente, mas o suporte da equipe da Seduc tem sido essencial e ajuda muito”, avalia Suzana Sobral, que atua como professora de ciências da natureza na Escola Municipal Faustino Dias Lima, que fica no bairro Tomba.

O secretário de Educação, Marcelo Neves, recepcionou os professores e aproveitou a oportunidade para se apresentar, uma vez que ele assumiu o cargo recentemente. “Estou há três semanas à frente da gestão da Seduc e, pra mim, tem sido uma honra. Trabalhar com educação é enfrentar diversos desafios diariamente e estamos juntos para buscar as soluções. A Educação é a maior estratégia para melhorarmos o país”, afirmou.

Segundo a professora Elizabete Bastos da Silva, que integra o GCEF, a ideia do encontro surgiu de uma demanda dos próprios profissionais durante as formações das Atividades Complementares. “Muitos professores tinham dúvidas e questionamentos sobre a organização e estrutura da Seduc, achamos que seria importante um momento de diálogo entre todos”, explica.

Durante o encontro, as chefias de setores e divisões da Seduc também se apresentaram e compartilharam com os professores suas atribuições, abrindo o bate-papo para possíveis esclarecimentos de dúvidas e discussões.

O evento também contou com a presença de monitores do Programa Música na Escola, que abrilhantaram a acolhida do encontro. 

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