SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Formação discute abordagens específicas para a Educação do Campo

14/11/2019, 15:52h

Entre o momento da preparação da terra e o da colheita daquilo que foi plantado há muito mais do que se imagina; há História, Geografia, Ciência. Em outras palavras: há muito conhecimento. E trazer abordagens que proponham caminhos semelhantes a esse para as salas de aula das escolas da zona rural é uma forma de tornar a educação mais ampla, mais democrática, pois estes são assuntos que fazem parte do dia a dia daqueles estudantes. Isto antecipa a associação de elementos e facilita a sua compreensão.

Esse exemplo específico foi trazido pela professora Magnólia Pereira esta quarta-feira, 13, durante o primeiro encontro com gestores e coordenadores da Educação do Campo da Rede Municipal de Educação. O evento promovido pelo Governo do prefeito Colbert Martins Filho aconteceu no Centro de Convivência para Idosos Dona Zazinha Cerqueira e teve como tema central a “Educação do Campo em Feira de Santana: conhecimento, identidade e pertença”.

Magnólia Pereira coordenou a construção do caderno de Educação do Campo da Proposta Curricular de Ensino Fundamental de Feira de Santana. A Proposta Curricular já está disponível em plataforma on-line para os professores da Rede Municipal desde seu lançamento, no primeiro semestre deste ano, entretanto, esta foi a primeira discussão entre os docentes e a Secretaria de Educação.

Cultura camponesa é diversa

Além de discutir sua implantação, o encontro também debateu a configuração dos Projetos Político-Pedagógicos dessas unidades de ensino com foco nas especificidades do campo.

“Como entender o processo de preparação da terra até a hora da colheita?”, perguntou em sua palestra. “Quanto de Ciência tem ali? Ou até de Língua Portuguesa? É um processo feito por um coletivo de pessoas, e elas contam histórias ali, cantam... Tudo é possível”, complementa.

Ela pontua que a cultura camponesa é diversa; marcada por angústias, identidades e relações de pertencimento que precisam ser transformadas didaticamente para ampliar a educação oferecida a essas crianças e jovens. E exemplifica: “como uma criança de 10 anos não entende o que a outra, de 6, entende?’ Infâncias diferentes.  A juventude do campo não vivencia as mesmas coisas que a da cidade. É preciso mudar a proposição pedagógica”, sinaliza.

A formação continuada específica para professores da Educação do Campo é uma demanda da docência municipal, inclusive relembrada por Magnólia em sua fala. Kleber Pereira de Souza, professor do curso de Educação do Campo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e palestrante durante o encontro, se pôs à disposição para ajudar na construção dessa capacitação.

“Nós, da UFRB, temos alguns projetos de extensão que vêm sendo desenvolvido nessas escolas. Quando eu recebi esse convite para falar aqui, eu coloquei que uma apresentação inicial da perspectiva da Educação do Campo no cenário atual não pode ficar fechada em uma fala pontual. Se apontamos que é necessária uma ação mais orgânica para garantir mais dignidade aos povos do campo, precisamos focar nessa parceria”, afirma.

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Intercâmbio de cartas entre estudantes de Feira e Serra Preta amplia diálogo sobre a comunicação social

12/11/2019, 18:58h

Estudantes das turmas de 6º ano da Escola Municipal Chico Mendes, mantida pela Prefeitura no bairro Campo Limpo, trocaram correspondências em pleno 2019. Isto mesmo! A ideia da escola foi promover o intercâmbio entre os estudantes de duas escolas – a da Rede Municipal de Educação de Feira de Santana e os da Escola Municipal Cipriano Soares de Lima, localizada no povoado Lagoa da Caiçara, de Serra Preta. No último sábado, 9, os alunos se encontraram durante a culminância do projeto, que aconteceu na Escola Chico Mendes.

Intitulado “Cartas e e-mails: encurtando distâncias”, o projeto foi idealizado pela professora Vanuzia Batista Santos, da área de Linguagens, que decidiu apresentar aos alunos outros recursos da comunicação. “Eles cresceram com a tecnologia, então só conhecem os recursos do meio eletrônico”, contextualiza a professora.

“O gênero textual carta, nos dias atuais, não é tão difundido, mas a escola pode oportunizar o uso deste recurso, que também acaba promovendo o encontro entre pessoas, incentiva a escrita e a contação de histórias”, argumenta Vanuzia Santos. Na avaliação dela, o projeto resgata o gênero e deu a chance aos alunos de conhecerem outros estudantes da mesma faixa etária, criando o vínculo de amizade.

Durante dois meses, os alunos trocaram experiências através das correspondências, tiveram a chance de escrever, de conhecer o outro e ainda novas realidades ao trocar informações com os colegas da outra cidade. “Além do mais, ao conhecer a carta, eles perceberam que a comunicação social é bem mais ampla. Que o contato virtual e as ferramentas digitais ou eletrônicas são apenas uma tipologia da comunicação, no caso, a mais modernas”, avalia.

Para a gestora da Escola Municipal Chico Mendes, Laís Alcântara, iniciativas como esta, estimuladas pelo Governo do prefeito Colbert Martins Filho, valorizam o estudante e o papel da escola pública, “que torna-se ainda mais plural e atualizada”.

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Estudantes da Educação de Jovens e Adultos expõem seus melhores projetos na 3ª edição do EJA em Foco

12/11/2019, 16:53h

Para as novas gerações, a maneira mais comum de se tratar uma gripe, resfriado ou até mesmo uma tosse é a partir do uso de medicamentos farmacêuticos. Mas quem viveu tempos menos industrializados traz consigo uma bagagem de conhecimento natural. O projeto Plantas Medicinais, da Escola Municipal Ana Brandoa, mantida pela Prefeitura no bairro Tomba, dá destaque a estes saberes.

E ele foi apresentado ao público no último sábado, 9, durante a 3ª edição do Projeto EJA em Foco. O evento aconteceu na Secretaria Municipal de Educação, com a participação de 200 estudantes e professores de 20 escolas.

A umburana é um exemplo dessas plantas que têm função medicinal – mais especificamente suas sementes. O chá feito a partir delas pode ser usado para combater os sintomas de gripes ou resfriados. Já a bebida preparada com a folha de sene tem efeito laxativo e pode ajudar a regular o intestino. Entretanto, seu uso deve ser regulado e não repetitivo, pois ele também pode causar alterações intestinais.

O projeto foi desenvolvido pelas turmas de estágio I e II da Educação de Jovens e Adultos da unidade de ensino. Seu objetivo inicial era trabalhar durante as aulas algo que fizesse parte do dia a dia daqueles estudantes – maioria deles, idosos.  “Queríamos valorizar o conhecimento tradicional deles, e deu certo”, destaca a professora Maria das Graças Ferreira da Silva, coordenadora do projeto.

Eles apresentaram os resultados da iniciativa para os colegas da Ana Brandoa. “Muitos colegas não conheciam os aspectos medicinais de várias das plantas que eles trouxeram para o desenvolvimento do projeto; tanto os jovens quanto os professores. Existem também especificações acerca de quantidade, efeitos colaterais, e eles conhecem tudo isso. Por isso, deu tão certo”, complementa a professora Maria das Graças.

Dona Cleusa Silva dos Santos, estudante da EJA daquela unidade de ensino, conta que tem o hábito de ingerir chás para se acalmar. Para ela, é importante que se fale sobre esses conhecimentos tradicionais. “Muitas pessoas conhecem a planta, mas não os benefícios que elas trazem para a saúde. Então, a gente divulgando, aumenta o acesso de todos”, acredita.

Os projetos trazidos pelos estudantes da EJA para o evento são iniciativas que tiveram bons resultados quando apresentados anteriormente em suas respectivas unidades de ensino. A Escola Municipal Ester da Silva Santana apresentou maquetes e réplicas de monumentos de Feira de Santana; a Escola Municipal 15 de Novembro expôs um banner com a temática “Cultura Popular: Empoderamento Negro”; o Centro Integrado de Educação Municipal Professor Joselito Falcão de Amorim trouxe o seu Jornal da EJA; entre outros.

O EJA em Foco

O objetivo do Projeto EJA em Foco, iniciativa do Governo do prefeito Colbert Martins Filho, é contribuir para a formação integral dos sujeitos da EJA, a partir de parcerias que extrapolem os muros das escolas; oferecer serviços socioeducativos a esses estudantes e socializar suas experiências exitosas buscando a ressignificação dos seus saberes.

A iniciativa surgiu a partir das demandas apresentadas pelos professores da Educação de Jovens e Adultos durante os encontros formativos realizados em 2017. O encontro também é uma forma de colaborar com o cumprimento dos sábados letivos a partir de uma proposta socioeducativa.

A terceira edição contou com oficinas de sucos detox e cuidados com a pele, oferecidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, Senac; educação tecnológica, ministrada pelo Núcleo de Tecnologias Educacionais da Seduc, Nutec; higiene bucal; aromatizador de ambiente, turbante, brincos, pulseiras e tiaras, automaquiagem, além de serviços de corte de cabelo e aferição de pressão arterial.

Para Marly Damasceno, professora e uma das coordenadoras da EJA, membro da organização da atividade, o evento cumpriu bem o seu papel de dar visibilidade às ações dos alunos. “Contamos com um grande envolvimento deles. Reunimos mais de 200 estudantes de 20 escolas. Ficamos muito satisfeitas ao ver a alegria estampada na cara deles por participar dessas ações educativas e apresentarem seus trabalhos, desejando mesmo estar ali”, comemora.

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Votação do Feira Que Te Quero Ver pela internet até esta quarta-feira

11/11/2019, 20:53h

Internautas têm até esta quarta-feira, 13, para escolherem as três melhores produções dos estudantes da Rede Municipal de Educação para o Feira Que Te Quero Ver 2019. Os votos são para definir as escolas que tiveram o melhor desempenho na criação e desenvolvimento de e-books, vídeos e fotografias a partir da temática “Cultura popular: festividades locais”. A votação acontece na internet, na página da Prefeitura: www.feiradesantana.ba.gov.br/feiraquetequerover.

Este ano, a solenidade de premiação do Feira Que Te Quero Ver acontece no dia 5 de dezembro, no Museu Parque do Saber. Até aqui, os estudantes participaram de oficinas de produção de vídeo, de edição de imagens e da elaboração de e-books, para a apropriação de técnicas básicas e produção de seus materiais. As oficinas aconteceram nas próprias escolas.

Com a temática deste ano, a equipe coordenadora do programa buscou aproximar a comunidade estudantil dos momentos festivos marcantes de Feira de Santana e de sua riqueza cultural, além de rememorar eventos que ficaram registrados na história do município. Ao todo, 18 escolas concluíram as atividades do projeto e participam de sua etapa final.

A professora Ivamara Bastos, chefe da Divisão de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação e coordenadora da iniciativa, destaca o nível de diversidade alcançada pelos estudantes em suas produções. “Alguns alunos foram até o cenário que queriam mostrar, outros criaram esses cenários; percebemos uma vivência cultural muito forte retratada a partir do material produzido por eles”, pontua.

O “Feira Que Te Quero Ver”, iniciativa estimulada pelo Governo do prefeito Colbert Martins Filho, visa promover a difusão do patrimônio histórico-cultural do município a partir do estudo dirigido e da visitação de estudantes e professores aos bairros, distritos e entornos das escolas, além de incentivar o uso da tecnologia a favor da educação.

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Estudantes aprendem a confeccionar boneca Abayomi, símbolo de resistência da cultura afrodescendente

11/11/2019, 10:47h

O “Projeto Abayomi: resgatando memórias, reconstruindo saberes” despertou o interesse dos estudantes da Escola Municipal Regina Vital, mantida pela Prefeitura no bairro Campo. Eles participaram esta quinta-feira, 7, da oficina em que a professora Rita Cassiana de Oliveira ensina a confeccionar com material reciclado a boneca Abayomi – palavra de origem iorubá que significa aquela que traz felicidade ou alegria ou ainda encontro precioso.

A atividade integrou a programação pelo mês da Consciência Negra, que transcorre em novembro em várias escolas municipais. Rita Cassiana é coordenadora do Núcleo de Educação para as Relações Etnicorraciais e Educação Quilombola, da Seduc.

A origem mais difundida das bonecas Abayomis remonta à época dos navios negreiros em que mães acompanhadas de seus filhos pequenos faziam longas travessias ao serem sequestradas na África e trazidas em regime escravo para o Brasil. Durante as viagens seus filhos ficavam muito inquietos e, no intuito de acalmá-los, as mães rasgavam retalhos de suas roupas para confeccionar as bonecas, em geral feitas apenas com nós e tranças. Elas também serviam como amuleto de proteção.

Símbolo de resistência, a Abayomi não traz demarcação de olho, nariz nem boca. Isto para favorecer o reconhecimento das múltiplas etnias africanas. O grupo Iorubá representa uma das maiores etnias da África, cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim.

“A Abayomi é um símbolo do orgulho e da consciência negra, daí resulta sua importância; apresentá-la para a comunidade escolar é oferecer um novo elemento para esta cultura, tantos anos ignorada por sua própria população”, defende a professora Rita Cassiana. “A boneca também representa a reafirmação das raízes da cultura brasileira, do poder e da determinação das mulheres negras”, observa a professora Indaiara Sant´Anna, gestora da Escola Regina Vital.

Grande parte da comunidade escolar da Rede Municipal de Educação é afrodescendente, dado que justifica a valorização de práticas promotoras da igualdade racial e do respeito às diferenças, conforme observa o prefeito Colbert Martins Filho. Este mês, diversas escolas promovem uma série de atividades de reconhecimento e respeito ao povo negro e sua cultura.

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IX Mostra de Artes da Pré-Escola Marina Carvalho enfatiza estudo dos animais

11/11/2019, 10:38h

“Conhecendo os animais”. Foi este o tema da 9ª edição da Mostra de Artes da Pré-Escola Municipal Marina Carvalho, unidade mantida pela Prefeitura no bairro 35BI. Por dois meses, as crianças estudaram diversos tipos de animais. 

Eles aprenderam quais as funções de alguns animais e a importância de cada um deles no meio ambiente, como se alimentam - tudo isso utilizando material reciclável como forma de exercitar nos pequenos a consciência ambiental. 

As turmas do G5 ficaram responsáveis pelo estudo dos dinossauros e animais selvagens; no G4, animais domésticos e de fazenda ganharam destaque; e, por fim, os alunos do G3 estudaram os animais de jardim e marinhos.

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Com várias atividades socioeducativas, EJA em Foco chega à sua terceira edição este sábado

9/11/2019, 9:18h

Apresentações musicais, teatrais e de cordel pelos estudantes das escolas municipais; oficinas, palestras e sorteio de brindes. Tudo isso integra a programação da terceira edição do EJA em Foco. A partir das 14:00 deste sábado, 9, vários espaços da Secretaria Municipal de Educação se tornam palco para as atividades dos alunos e professores da Educação de Jovens e Adultos e parceiros da Rede Municipal. 

Os estudantes participam de diversas oficinas – sobre sucos detox e cuidados com a pele, oferecidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, Senac; educação tecnológica, ministrada pelo Núcleo de Tecnologias Educacionais da Seduc, Nutec; aromatizador de ambiente, turbante, brincos, pulseiras e tiaras, automaquiagem, além de serviços de corte de cabelo, higiene bucal, aferição de pressão arterial e uma palestra sobre prevenção de IST’s – infecções transmitidas através do contacto sexual, HIV, sigla em inglês para a imunodeficiência humana; e planejamento familiar.

O objetivo do evento é contribuir para a formação integral dos sujeitos da EJA, a partir de atividades socioeducativas que extrapolam os muros das escolas; oferecer serviços profissionalizantes a esses estudantes e socializar suas experiências exitosas buscando a ressignificação dos seus saberes.

A iniciativa surgiu a partir das demandas apresentadas pelos professores da EJA durante os encontros formativos realizados no ano de 2017. O encontro também é uma forma de colaborar com o cumprimento dos sábados letivos através de uma proposta socioeducativa. 

“O principal foco é dar visibilidade às práticas desenvolvidas por e com esses alunos nas unidades escolares”, destaca Marly Damasceno, professora e uma das coordenadoras da Educação de Jovens e Adultos, que trabalha na organização do evento.

O prefeito Colbert Martins Filho avalia positivamente a iniciativa. "A educação é a ferramenta mais eficaz para mudarmos os rumos sociais do nosso país e é nosso dever proporcioná-la a pessoas de todas as idades. E é muito importante evidenciar o que a Prefeitura tem feito neste sentido".  

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Investimento de R$ 12 milhões vai permitir reforma e ampliação de escolas municipais

8/11/2019, 16:36h

Quatro escolas municipais vão passar por grandes reformas nos próximos meses. A Doutor Colbert Martins da Silva, do distrito de Jaguara, será reformada e ampliada; a Professora Laura Ribeiro Lopes, do bairro Tomba, ganhará a construção de um prédio próprio; Ana Brandoa, também do Tomba, e Rosa Maria Esperidião Leite, da Matinha, vão ganhar quadras poliesportivas.

Os processos licitatórios para escolha das empresas que vão realizar os serviços já foram iniciados. As reformas e ampliações integram a segunda etapa do pacote de investimentos do programa Nova Feira, anunciada pelo prefeito Colbert Martins da Silva Filho, na última segunda-feira, 4.

Outros projetos estão em fase final de elaboração para permitir a reforma de mais cinco escolas. Em seguida, a Prefeitura fará licitação para a realização do serviço. Ao todo, o Programa Nova Feira permitirá o investimento de R$ 12.076.230,19 na recuperação das escolas municipais.

Após a reforma, a escola Colbert Martins contará com nove salas de aula, auditório, quadra poliesportiva, brinquedoteca, Sala de Recursos Multifuncionais, refeitório, módulo administrativo com secretaria, diretoria e sala de professores, cozinha, cantina, sanitários para professores, alunos e funcionários, sendo dois deles adaptados para pessoas com necessidades especiais, PNE; além de estacionamento, despensa, depósitos de material de limpeza e pedagógico.

Já o novo prédio da escola Laura Lopes terá dez salas de aula, biblioteca, Sala de Recursos Multifuncionais, sala multiuso, secretaria, diretoria, sala de professores, sanitários para professores, alunos e funcionários, sendo dois deles adaptados para pessoas com necessidades especiais, PNE, refeitório, cozinha, cantina, despensa, depósitos de material de limpeza e pedagógico.

Ambas as escolas contarão com piso tátil – utilizado para fornecer maior acessibilidade a deficientes visuais. “Uma parcela deste recurso investido na Educação de Feira de Santana será direcionada à instalação desta e mais outras estratégias que ampliem a acessibilidade em unidades de ensino recém-reformadas ou construídas”, informa o secretário de Educação, Marcelo Neves. Ao todo, R$ 1.762.970,03 serão utilizados neste processo de adequação.

Outras nove escolas da Rede Municipal de Educação estão com obras de reforma e ampliação em fase avançada. São elas: Rosendo de Oliveira Lopes e Nossa Senhora do Rosário (ambas de Jaíba); Tereza Cunha Santana (Calumbi); Professora Maria José Dantas Carneiro (Caseb); Otaviano Ferreira Campos (Novo Horizonte); Anacleto Alves de Souza (Humildes); José Ferreira Venas (Bonfim de Feira); Creche Municipal Maria de Lourdes Pellegrini Freitas Silva (Nova Esperança); e Pré-Escola Municipal Doutor Nantes Bellas Vieira (Pedra do Descanso).

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Professoras das salas que atendem a estudantes com deficiência apresentam jogos educativos que favorecem aprendizagem

7/11/2019, 9:1h

Coordenação motora fina, raciocínio lógico, identificação de cores e matemática. Estes são alguns dos aspectos que a professora Edinalva dos Santos, que atua na Sala de Recursos Multifuncionais, SRM, da Escola Municipal Vasco da Gama, do distrito de Maria Quitéria, consegue exercitar com seus alunos utilizando apenas uma garrafinha pet com pouca água, um elástico – daquele comumente utilizado para agrupar notas de dinheiro – e bolinhas.

Na tarde dessa quarta-feira, 6, ela esteve presente na terceira mostra de jogos e atividades desenvolvidas pelas professoras que atuam nas SRM´s e no Centro Interprofissional de Atendimento Educacional Professora Marliete Santana Bastos (InterEduc), ambos espaços mantidos pelo Governo do prefeito Colbert Martins Filho, destinados ao atendimento de crianças e adolescentes com algum tipo de deficiência ou dificuldade de aprendizagem.

O encontro encerrou a formação para os educadores das Salas de Recursos Multifuncionais. O objetivo da exposição é favorecer a troca de experiências entre as profissionais; fazer com que elas compartilhem suas ideias e adquiram novos conhecimentos.

DIVERSOS JOGOS EDUCATIVOS

No caso do jogo apresentando pela professora Edinalva, os alunos devem colocar as bolinhas na boca das garrafas – que ficam posicionadas em fila – apenas com auxílio dos elásticos. “Primeiro coloca uma bolinha, depois duas ao mesmo tempo, e assim sucessivamente; exige atenção e destreza para não derrubar as garrafas. Exercitamos os números a partir da quantidade de bolinhas”, explica. A coloração foi adicionada por ela para ampliar as possibilidades de aprendizado a partir da brincadeira.

Várias outras brincadeiras foram apresentadas pelas professoras: jogo de completar histórias para estimular a criatividade e incentivar a interação; caixa de textura – com espaços preenchidos por objetos de diferentes texturas – para exercitar a motricidade fina, imaginação e criatividade; jogo da memória com fotos dos próprios alunos para exercitar a autoidentificação, entre outros.

A professora Rosemeire Oliveira, chefe da Divisão de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação, destaca que este diálogo mais amplo entre as profissionais resulta em contribuição para a melhoria da qualidade do ensino aos estudantes. “Estes jogos são criados por essas professoras a partir de diversos materiais. A ideia aqui é divulgar o trabalho delas e mostrar como elas são criativas no desenvolvimento destes materiais”, complementa.

Além da mostra, duas professoras da Rede Municipal de Educação também lançaram seus livros durante o encontro. “O mundo que eu gostaria”, de autoria de Sheila Menezes, que atua no InterEduc; e “Docência na educação superior: cego e baixa visão – múltiplos olhares”, de Cristina de Araujo Ramos Reis, integrante da Divisão de Educação Especial da Seduc.

AS SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS

No turno oposto ao das aulas regulares, estudantes com algum tipo de deficiência ou transtorno que dificultem a sua aprendizagem são atendidos nas Salas de Recursos Multifuncionais durante 50 minutos; lá, eles participam de atividades adaptadas que auxiliam no desenvolvimento pedagógico.

São jogos para exercitar a coordenação motora, construção de instrumentos musicais, maior utilização de imagens, entre outras práticas. Todas têm o objetivo de reforçar o aprendizado desses alunos, estimulando seus sentidos, principalmente tato, visão e audição.

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Obras de arte dos alunos da Jonathas Telles são expostas na Seduc

29/10/2019, 17:45h

Quadros coloridos representando vivências, gostos, cultura e arte. Assim foi a exposição das 39 obras dos estudantes do 5º ao 9º ano da Escola Municipal Jonathas Telles de Carvalho, realizada nesta sexta-feira, 25, no pátio da Secretaria Municipal de Educação. A exposição faz parte da oficina formativa do projeto Fábrica de Grafitti, iniciativa socioeducacional da Belgo Bekaert Arames com apoio da Prefeitura.

Mais de 80 alunos participaram, durante dois meses, de aulas três vezes na semana nas oficinas formativas. Além de aprenderem sobre técnicas e teorias da arte, eles partiram para a prática e produziram as obras expostas e também um mural todo feito com grafite nas paredes da escola municipal.

O Fábrica de Grafitti tem como proposta desenvolver o interesse de crianças e jovens pela arte, formar novos talentos do grafite e humanizar espaços urbanos. Formadores de Belo Horizonte foram os orientadores das oficinas em Feira de Santana.

“Acreditamos que compartilhar a arte enriquece as pessoas e ajuda na transformação de ambientes”, relata o professor de história e artista visual Gabriel Esper, um dos formadores das oficinas. “Estamos muito felizes com o resultado e interação dos estudantes. Para mim, eles podem conquistar novos espaços e levar a arte para a vida”, acredita.

A iniciativa foi marcante para quem participou. “Eu amei, foi muito melhor do que eu imaginava, nunca pensei que faria algo tão legal. Eu gostava de desenhar, mas nunca tentei ir além e hoje eu tenho um quadro feito por mim e estou expondo”, conta Kauana de Jesus Santos, do 6º ano.

A abertura da exposição contou com uma apresentação musical dos estudantes da própria Jonathas Telles que fazem parte do Programa Música na Escola. Com acordeons, os alunos trouxeram músicas populares que animaram o evento.

“Quando recebemos o convite não imaginei que teria tanto impacto nos jovens”, afirma Jaqueline Soares Santana, diretora da escola. “Nós trabalhamos muito com arte, mas dessa vez eles tiveram um aprofundamento maior, com profissionais, e se envolveram no projeto para deixar nosso espaço ainda mais bonito”, relata.

No final da exposição, Bernardo Cosme do Amaral, conhecido como “Ladobeco”, arte-educador que também participou como formador, deixou a sua marca em um dos muros da Secretaria Municipal de Educação com um grafite.

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