SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Escola Rosa Maria Esperidião recebe duzentas novas carteiras universitárias

17/2/2020, 8:54h

Duzentas carteiras universitárias foram entregues na Escola Municipal Rosa Maria Esperidião Leite, do distrito de Matinha, na tarde desta sexta-feira, 14. O mobiliário substitui as carteiras que já não estavam em condições adequadas. 

A remessa faz parte de um total de 5 mil carteiras que foram adquiridas em uma licitação emergencial e que as escolas municipais receberão até o fim do mês. Os itens estão sendo enviados conforme solicitação das equipes de gestão escolar, priorizando as unidades de ensino, de acordo com a demanda.

Carlos Leão, chefe da Divisão de Manutenção de Equipamentos Escolares da Secretaria Municipal de Educação, acompanhou todo o processo de entrega, montagem e conferência dos materiais.

A diretora da Escola Maria Esperidião Leite, Lorene Souza de Jesus, esclareceu a situação: “essas carteiras não eram novas; foram remanejados de outras escolas para cá, e isso é o que justifica o desgaste”.

Um processo licitatório para compra de 14 mil cadeiras de resina vem sofrendo entraves burocráticos – em algumas circunstâncias, próprios da administração pública – desde o ano passado. Isso freou a entrega de mais carteiras. Entretanto, esta licitação já tem um ganhador e, assim que finalizados os trâmites restantes, novas unidades serão encaminhadas às escolas municipais. 

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Alunos da Escola Maria Andiara vão permanecer na localidade da Barra, decide secretário Marcelo Neves

12/2/2020, 14:58h

As crianças matriculadas na Escola Municipal Maria Andiara da Silva Santos, que fica na localidade de Barra, no distrito de Jaguara, vão permanecer no mesmo prédio. A decisão foi tomada pelo secretário de Educação, Marcelo Neves, durante reunião com as mães dos alunos, na tarde desta terça-feira, 11, naquele povoado. A escola passará por reparos e a Seduc está buscando um terreno para construção de uma nova sede.

As aulas, que não foram iniciadas até o momento por conta do impasse em relação à possível transferência dos alunos para outra escola, serão repostas ao longo do ano letivo. A escola funcionará nos dois turnos.

Inicialmente, as crianças haviam sido matriculadas na Escola Municipal Elias Santos Oliveira, que fica em Sete Portas, outro povoado de Jaguara, por que o prédio da Maria Indiara entraria imediatamente em reforma. Como as mães se manifestaram contra a transferência dos alunos, a Seduc resolveu realizar reparos gerais no prédio e viabilizar o quanto antes o projeto para construção de uma nova sede. A decisão atende ao apelo da comunidade.

Cabe ressaltar que a transferência dos alunos para Sete Portas, antes programada, foi tomada em conjunto, no último mês de dezembro, também em reunião entre integrantes da Secretaria de Educação, mães e pais de alunos. Entretanto, a comunidade voltou atrás em sua decisão e um novo acordo foi feito, desta vez com a presença do secretário Marcelo Neves.

Uma equipe técnica do Departamento de Manutenção da Secretaria de Educação visitará a unidade de ensino ainda esta semana para analisar com precisão a situação da escola e assim viabilizar os reparos o quanto antes.

O secretário Marcelo Neves pontuou que a Prefeitura está à disposição da comunidade. "Eu vim aqui pessoalmente, a pedido do prefeito Colbert Martins, para ouvir de vocês qual a melhor solução a ser tomada. A decisão mais apropriada é a que atende aos anseios da comunidade. Estamos aqui para ouvir e decidir pelo que for melhor para todos, priorizando a educação das crianças”, orientou o secretário.

Tânia Souza, mãe de uma das alunas matriculadas na escola Maria Andiara, destacou que a principal demanda das famílias é que as crianças continuem estudando no povoado da Barra. "São 14 KM de distância. Por isso, preferimos que nossas crianças estudem aqui”, observou.

Por conta da burocracia em torno da aquisição de um terreno para construir uma nova escola, a Associação Comunitária da Barra, formada em sua maioria por mães que estavam presentes na reunião, também se ofereceu para conseguir um terreno e cedê-lo à administração pública municipal. Em contrapartida, a Prefeitura deverá ceder o espaço que hoje abriga a Escola Maria Andiara para que a associação construa sua própria sede. O secretário Marcelo Neves informou ainda que já irá solicitar o projeto para a construção da nova sede da escola.

Além do secretário de Educação, estiveram presentes na reunião a diretora do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento Educacional da Seduc, Nívia Oliveira; o secretário de Serviços Públicos, Justiniano França; o vereador Marcos Lima; a presidente da Associação Comunitária da Barra, Maria de Fátima Andrade; e membros da associação.

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Em meio a sorrisos, mais de 48 mil estudantes retornam às aulas na Rede Municipal

7/2/2020, 9:57h

Tanto o sorriso da pequena Carla Valentina Santos Leite, de 3 anos, quanto o da jovem Cailane Gomes Santos, de 13, representam muito bem o momento que marca a volta às aulas e o início do ano letivo 2020. Na manhã desta quinta-feira, 6, o prefeito Colbert Martins e o secretário de Educação, Marcelo Neves, fizeram a entrega simbólica de fardamento e dos kits escolares nas escolas de Carla e Cailane e aproveitaram para cumprimentar estudantes e professores. 

Mais de 48 mil estudantes retornaram às aulas nas 206 escolas municipais, como é o caso de Valentina, aluna do Grupo 3 no Centro Municipal de Educação Infantil Luzia de Almeida Souza, do bairro Irmã Dulce. Difícil encontrar por aí um sorriso maior do que o seu quando recebeu o kit das mãos do secretário Marcelo Neves. Valentina estava feliz.

Cailane [foto acima] estuda na Escola Municipal Maria Antonia da Costa, do bairro Santa Mônica. Ela foi convidada a falar em nome de seus colegas. Agradeceu à diretora da unidade de ensino, Nelcilândia Arouca, e a todas as professoras pelo bom relacionamento, aprendizagem e diversão ao longo dos anos em que ela vem estudando por lá.

O secretário Marcelo Neves deu as boas-vindas aos alunos e estendeu a mensagem a toda a Rede. “Que 2020 seja um ano proveitoso, de muitas alegrias e aprendizagem. Estamos fazendo a entrega não só do fardamento, mas também dos diversos materiais para os alunos, para o apoio pedagógico e a merenda escolar. Toda a Rede receberá estes itens, e estamos acompanhando a distribuição para que o material chegue o mais breve possível”, pontuou.

O prefeito Colbert Martins deixou uma mensagem de incentivo aos estudantes e familiares pela chegada de um novo ano letivo. “Estudem, cuidem desta escola. Quando o aluno está numa escola que melhora o seu ensino a cada ano, como essa aqui, ele cresce junto. Pais, acompanhem seus filhos. Vejam seus boletins, perguntem sobre seu comportamento. E vamos melhorar juntos a nossa Educação”, incentivou.
 
                                                 O fardamento e os kits escolares

 
As crianças e adolescentes matriculados na Rede Municipal vão receber o ‘kit aluno’ e também o fardamento completo. A farda, que começará a ser distribuída ainda este mês, varia de acordo com a idade. Meninos de até oito anos recebem camisa e bermuda; e as meninas, camisa e short-saia. 

Acima desta idade, os alunos recebem uma blusa e uma calça em tactel; já as alunas recebem blusa e calça em helanca. Todos os alunos da Rede Municipal também receberão mochila.

O kit escolar, que também será entregue aos alunos, varia de acordo com a etapa da Educação Básica em que o estudante está matriculado. O kit entregue às crianças da Educação Infantil é composto por caderno para cartografia, lápis, lápis de cor, borracha, apontador, cola branca, giz de cera, caneta hidrocor, massa de modelar, estojo, tinta, pincel, tesoura sem ponta, avental plástico, entre outros itens.

Já o de Ensino Fundamental Anos Iniciais – do 1º ao 5º ano – é composto por dois cadernos, um em brochura, outro para cartografia; lápis e lápis de cor, apontador, cola branca, régua, apontador, estojo, giz de cera grosso e tesoura sem ponta.

E, finalmente, o kit escolar destinado aos alunos do Ensino Fundamental Anos Finais conta com dois cadernos universitários e um para cartografia, lápis preto, canetas esferográficas azul, vermelha e preta, borracha, compasso escolar, apontador, calculadora, régua, transferidor, esquadros de 45 e 60 graus e estojo.

A Secretaria Municipal de Educação está fazendo desde o início de janeiro a entrega da merenda escolar e do material de apoio nas unidades de ensino para que as escolas recomecem as atividades com todo o material necessário. Ao todo, são 64 itens diferentes, que servirão de auxílio ao trabalho pedagógico e administrativo realizado nas escolas.

São canetas esferográficas, lápis de cor, papel cartolina, cartão, laminado e metro, ofício, grampeadores, borrachas, clips para papel, cola colorida, em bastão, de isopor, bolas de isopor, tecidos TNT em rolo em diversas cores, apagadores, balões de látex, fita adesiva durex, crepe e dupla face, entre outros itens.
 
Já o fardamento completo e o kit escolar, composto por materiais que serão utilizados pelos alunos, começarão a chegar às escolas a partir da segunda metade de fevereiro por questões de logística – o fechamento das turmas, a quantidade e a idade dos estudantes são fatores que influenciam a entrega, uma vez que o número de matrícula na Rede Municipal ainda deve crescer ao longo deste mês.

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Prefeito Colbert Martins Filho participa simbolicamente do retorno às aulas das escolas da Rede Municipal de Educação

6/2/2020, 12:47h

A escola Maria Antônia da Costa, no bairro Santa Mônica, e a creche Luzia de Almeida Souza, no Irmã Dulce, foram os dois educandários, entre os 206 mantidos pela Rede Municipal de Educação, escolhidos simbolicamente pelo prefeito Colbert Martins da Silva Filho, para dá início ao retorno da aulas do ano letivo de 2020.

Na manhã desta quinta-feira, 6, acompanhado do secretário de Educação Marcelo Neves, Colbert Filho distribuiu kits pedagógicos aos alunos destas duas unidades de ensino, operação que se  estenderá às demais escolas da malha municipal, até o final do mês.

Os kits pedagógicos, distribuídos gratuitamente pela Secretaria Municipal de Educação,  são compostos de itens e acessórios correspondentes às necessidades curriculares, à faixa etária, e a graduação escolar dos estudantes.

Para os alunos da educação infantil, a exemplo da escola Luzia de Almeida, o kit pedagógico é composto por uma mochila, fardamento, caderno para cartografia, lápis comum e de cor, borracha, apontador, cola branca, giz de cera, caneta hidrocor, massa de modelar, estojo, tinta, pincel, tesoura sem ponta e avental plástico.

Já os alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental, correspondente do 1º ao 5º ano, o material conta mochila, dois cadernos (um em brochura, outro para cartografia), lápis comum e de cor; apontador, cola branca, régua, estojo, giz de cera e tesoura sem ponta.

Também na  Escola Maria Antônia da Costa, os alunos das séries finais do Ensino Fundamental, recebem dois cadernos universitários e um para cartografia, lápis preto, três canetas esferográficas nas cores azul, vermelha e preta; borracha, compasso escolar, apontador, calculadora, régua, transferidor, esquadros de 45 e 60 graus, e um estojo.

Ao fazer a distribuição do material escolar, o prefeito Colbert Filho estimulou os alunos a preservarem a estrutura física e o mobiliário das escolas, evitando sujar as paredes e não quebrando as carteiras.

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Abordagens sobre racismo, identidade e colonização marcaram o segundo dia da Jornada Pedagógica

4/2/2020, 9:10h

Cada modalidade da educação lida com diversos fatores como idade, foco e nuanças com características um pouco diferentes. Para abordar o tema “Pensamento decolonial e aspectos socioemocionais na escola: experiências e perspectivas curriculares”, abordagem central da Jornada Pedagógica da Rede Municipal de Educação, professores dos vários segmentos se reuniram em seus grupos esta segunda-feira, 3.

O encontro reuniu durante todo o dia professores das várias modalidades: Educação Infantil, Ensino Fundamental anos iniciais e anos finais, os profissionais das Salas de Recursos Multifuncionais, do Centro Interprofissional de Atendimento Educacional Professora Marliete Santana Bastos, InterEduc, e Intérpretes de Libras, que atuam com crianças e adolescentes com deficiência; os monitores do Programa Música na Escola e ainda os professores da Educação de Jovens e Adultos, cujo encontro aconteceu no turno da noite. As atividades foram realizadas em diferentes espaços. 

Os professores que atuam nas creches da Rede Municipal de Educação se reuniram no Centro de Cultura Maestro Miro. Lá, o tema central foi abordado com foco na importância de falar sobre racismo, representatividade e identidade logo nos primeiros anos das crianças na escola.

“É uma troca de aprendizados. Falo constantemente com meus alunos sobre esses temas e aprendo muito também com as experiências e a sinceridade deles. Passei muito tempo sem aceitar o meu próprio cabelo crespo. Quando fui questionada pelas crianças, refleti sobre o assunto e decidi passar por uma transição capilar. Hoje assumo meu cabelo natural. Vejo cada dia mais o quanto é importante este trabalho de desconstrução tanto para nós quanto para eles”, relata a professora Sara Cerqueira Silva, do Centro Municipal de Educação Infantil, CMEI João Serafim de Lima.

“Sabemos que a maioria das crianças da nossa Rede é negra. Precisamos discutir como parar de reproduzir preconceitos, principalmente na infância”, acredita a professora mestre Ideojane Melo Conceição, que é vice-diretora do CMEI Luzia de Almeida Souza e falou sobre sua experiência para os colegas. “Percebemos que ainda há uma lacuna muito grande da abordagem destes temas na Educação Infantil”, avalia.

Resquícios da Colonização

Como no primeiro dia da Jornada Pedagógica, que reuniu gestores e coordenadores pedagógicos na última quinta-feira, 30, a principal abordagem da temática no encontro dos professores do Ensino Fundamental anos finais – do 6º ao 9º ano – foi também o pensamento decolonial.

“Os resquícios da colonização existem e precisam ser apontados. Quando reconhecemos que ainda vivemos em uma sociedade na qual enfrentamos a desigualdade racial, material, econômica e política, compreendemos que de fato a decolonialidade traz uma relevância no sentido de oportunizar as pessoas que estavam subalternas encontrarem seu lugar no mundo”, defende a professora especialista Suellen Cardoso Amaral, que tratou do tema.

A importância da discussão foi ressaltada pelos profissionais. “Estou admirada. Por ser uma professora da zona rural, tenho uma missão muito grande para que meus estudantes se reconheçam como cidadãos que podem transformar a própria realidade, seja no lugar onde mora ou fora da sua comunidade”, declara a professora Maria Luiza da Silva Conceição, da Escola Municipal José Tavares Carneiro, do distrito de Maria Quitéria.

Aspectos socioemocionais

Já no encontro dos professores de Ensino Fundamental anos iniciais – 1º ao 5º ano, o foco foi nos aspectos socioemocionais. “Focamos mais em como estas questões chegam para o professor na sala de aula. Não só na perspectiva professor X aluno, mas principalmente como o profissional da Educação lida com essas demandas que representam grandes responsabilidades. Se o professor não tem apoio para lidar com o que encontra em sala de aula, o trabalho se torna mais difícil”, aponta a doutora Rosilda Arruda Ferreira, que proferiu palestra para os educadores.

No auditório da Secretaria de Saúde, a jornada reuniu professores que atuam nos diversos espaços de promoção da inclusão. Na programação, foram tratados temas relevantes como o transtorno do espectro autista e a síndrome congênita do zika vírus, pela qual surgiu a microcefalia, entre outros. Proferiram palestras as professoras Mariana Lopes Moraes, Gabriela Cunha Andrade e os enfermeiros Paulo Roberto Falcao do Vale e Maricelia Maia de Lima.

Na Seduc, os monitores que atuam no Programa Música na Escola dialogaram sobre a criatividade no processo educacional. O tema foi abordado pela doutora em Educação, Luciene Souza Santos.

Troca de experiências e saberes

O objetivo central da jornada é discutir temas relevantes e atuais do cenário da Educação, favorecendo a troca de experiências entre os profissionais e finalmente definir diretrizes para o planejamento do ano letivo. As discussões e palestras visam abrir espaços de troca de experiências e saberes entre os profissionais da educação. Após este encontro, a Jornada Pedagógica segue nas escolas estas terça e quarta-feira, 4 e 5 respectivamente.

“Embora o planejamento seja feito durante todo o ano, temos este primeiro momento para falarmos sobre questões atuais que os professores encaram diariamente nas escolas. É importante pautarmos nosso trabalho no sentido de oferecermos o melhor para as crianças da Rede e isto sempre passa pelo nosso diálogo”, atesta a diretora do Departamento de Ensino da Seduc, Jozelia Araujo.

As aulas na Rede Municipal de Educação recomeçam esta quinta-feira, 6, quando aproximadamente 50 mil estudantes retornam às 206 escolas da Rede Municipal.

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Preço do peito de frango para merenda escolar inclui despesas de entrega em veículo refrigerado nas 206 escolas da sede e zona rural de Feira

3/2/2020, 21:25h

A compra de peito de frango pela Prefeitura de Feira de Santana, no valor de R$ 931.800,00, para a merenda escolar, nada tem de anormal, informa a Secretaria de Administração, responsável pelo processo licitatório. O valor de R$ 15,53 por quilo não cobre apenas o custo do produto, em si, mas também despesas relacionadas com a distribuição. São 206 escolas da rede municipal.

A Litoral Norte Comércio de Produtos Alimentícios, empresa fornecedora, terá que utilizar, conforme o contrato, veículos refrigerados, combustível e pessoal de sua própria estrutura, para fazer a entrega, todo mês, enquanto durar o contrato, de quantidades que possam ser armazenadas pelas  escolas.

A Secretaria de Educação acrescenta que dezenas dessas unidades escolares são localizadas em bairros distantes do centro e também na zona rural – sede e povoados dos oito distritos do Município.

Não se trata, simplesmente, de “peito de frango”, como divulgado pelo veículo de comunicação. Os cortes são especiais, sem osso e pele – o filé de peito de frango, conforme descrição do mercado, portanto um produto mais caro.

O valor de R$ 15,53 o quilo, proposto pela empresa vencedora da licitação, corresponde precisamente a cotação feita pela Prefeitura em junho do ano passado, junto a três empresas fornecedoras, para formar o “preço médio” utilizado no Pregão Eletrônico de nível nacional.

A menor oferta apresentada no Pregão foi de R$ 13,48, que não prosperou em razão de a empresa ter sido desclassificada por problemas de documentação. Empresas cotadas pelo site não participaram da licitação.

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Mais 61 professores tomam posse às vésperas da volta às aulas na Rede Municipal

31/1/2020, 18:23h

Difícil dizer se é tarde ou cedo demais para se correr atrás de um sonho. Tamiles Brandão e Josenita Almeida de Oliveira cabem bem nesse dilema. Uma tem 23 anos, a outra, 48; uma acabou de finalizar o curso de Pedagogia e a outra pôs fim a uma trajetória de 21 anos como agente de saúde para dar aulas. Em comum, elas celebram uma conquista: ambas foram empossadas como professoras da Rede Municipal de Educação, na manhã desta sexta-feira, 31. Na próxima quinta-feira, 6, cerca de 50 mil estudantes voltam às aulas nas 206 escolas municipais.

A cerimônia de posse de mais 61 professoras e professores aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Saúde. Muitos familiares estiveram presentes para acompanhar a solenidade. Os novos educadores da rede pública foram empossados pelo prefeito Colbert Martins da Silva Filho e secretários Marcelo Neves, de Educação, e Sebastião Cunha, da Administração. 

Do último concurso público, realizado em 2018, 919 professores foram convocados; e destes, cerca de 760 tomaram posse para o exercício da profissão.

Sonho realizado

Na época em que fez a prova para integrar a Rede Municipal, Tamiles Brandão não havia concluído ainda o curso. Trabalhava em uma clínica ginecológica, fazia faculdade e uma pós-graduação ao mesmo tempo. Ela já prestou concurso para dois segmentos fora de sua área de atuação antes de tentar a sala de aula. Na primeira vez que mirou a Educação, foi aprovada. “É a prova de que tudo acontece na hora certa”, acredita.

Já Josenita [foto abaixo] começou a atuar como agente comunitária de saúde no âmbito do município em 1998. Lá, ela teve uma longa trajetória em que conseguiu construir sua casa, mas o sonho que carregava dentro de si desde criança era o de lecionar. “Até mesmo as minhas brincadeiras tinham relação com a sala de aula”, relembra.

A ex-agente de saúde foi bolsista pela Escola de Negócios do Estado da Bahia, Eneb, e ali cursou a tão sonhada Pedagogia. Estudava sempre que podia, nos intervalos do trabalho, à noite. “Fui servidora por 21 anos na Secretaria de Saúde; agora vou dar meu melhor pela Educação da nossa cidade”.

Ao dar as boas-vindas aos novos servidores, o prefeito Colbert Martins ressaltou a importância do trabalho dos professores para melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que implica diretamente na qualidade de vida da população feirense.

O secretário de Educação, Marcelo Neves, parabenizou aos mais novos integrantes da Rede Municipal. “É um momento de grande felicidade para quem ingressa numa carreira pública. Desejo que todos tenhamos um ano de grandes conquistas na Educação e que os novos profissionais possam realizar-se na área que escolheram”, destacou.

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Escola, etnia e direitos humanos são abordados na mesa de abertura da Jornada Pedagógica

31/1/2020, 9:24h

“Ainda vivemos as mesmas perspectivas do colonialismo. É preciso dialogar para sair do lugar comum e ir para o caminho da emancipação”. A declaração partiu da professora mestre Railda Borges Neves [foto abaixo], integrante da Rede Municipal de Educação, durante a abertura da Jornada Pedagógica 2020, nesta quinta-feira, 30. O evento promovido pela Prefeitura aborda como tema principal o “Pensamento decolonial e aspectos socioemocionais na escola: experiências e perspectivas curriculares”.

Neste primeiro momento, realizado no auditório Ernestina Silva Lima, da Faculdade Anísio Teixeira, a jornada foi dirigida aos gestores e coordenadores pedagógicos. Uma mesa-redonda sobre a temática “Escola, etnia e direitos humanos” abriu o evento.

“Precisamos aceitar que temos resquícios profundos do colonialismo na nossa educação, na nossa vida e nos nossos seres. Daí, o pensamento decolonial. Quando reconhecemos estes sinais, começamos a lutar contra eles e damos visibilidade a essas mazelas e nos tornamos outros sujeitos, mais livres”, explica Railda. “É necessário contemplar os sujeitos plurais, já que o currículo é de uma perspectiva monoreferencial, diferente da nossa realidade. A diversidade foi excluída pela monoreferência”, avalia. 

Para falar de gestor para gestor, o professor mestre Eduardo Brito Correia, diretor do Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, trouxe a experiência pessoal para a discussão. 

“É preciso pensar em como podemos garantir os direitos humanos para a nossa comunidade, garantir que os nossos estudantes possam compreender como respeitar a diversidade. Nós, ‘enquanto escola’, precisamos dar voz àqueles que são socialmente silenciados, para prepará-los para o mundo”, afirma. 

A diversidade e o respeito às diferenças foram amplamente abordados durante a discussão. O secretário de Educação, Marcelo Neves, destacou a pluralidade da Rede Municipal de Feira de Santana, que conta com escolas do campo, quilombolas, aquelas situadas em espaços urbanos e também a cívico-militar, que acaba de ser implementada na Rede.

“Essa pluralidade de culturas, vivências e histórias afloram no dia a dia, principalmente quando estamos inseridos em uma sala de aula. São temas com os quais nos deparamos e precisamos saber trabalhar, pois é na escola que temos que discutir não só esses, mas todos os assuntos que têm impacto na rotina da educação”, acredita Marcelo. 

“Trabalhamos com o mundo individual de cada estudante, por isso esta é uma temática tão necessária”, ressalta Elaine Cristina Santos Machado, diretora da Escola Municipal Ana Maria Alves dos Santos. “É importante que tenhamos este momento inicial antes do ano letivo, para discutirmos o que precisamos melhorar e também compartilhar nossas experiências”.

Formação de cidadãos autônomos

Na parte da tarde, o rumo da discussão se voltou para a formação de cidadãos críticos e autônomos, que tenham o respeito como um valor já enraizado em sua vida. A conversa foi coordenada pelo GEEM, Grupo de Estudos em Educação Moral de Feira de Santana.

“A gente busca uma sociedade com pessoas mais autônomas moralmente; que não precisem de uma orientação externa para agir honestamente, respeitosamente. Os valores que fazem parte dos nossos estudos são os valores da democracia, da justiça e, principalmente, do respeito mútuo”, explicou Elvira Pimentel, mestra em Educação e membro do grupo.

Também integram o grupo as professoras Izabella Saback, pedagoga e orientadora educacional na Escola Despertar; Zélia Almeida de Oliveira, especialista em Política do Planejamento Pedagógico e professora da Rede Municipal; Leiva Maria Franco, diretora da Escola Municipal Doutor Nóide Cerqueira; e Ermillo Lima, capitão da Polícia Militar. Ainda durante a tarde, os professores foram brindados pela apresentação cultural de Naely Figueiredo, ex-aluna da Rede Municipal.

Os encontros com os demais profissionais da Rede Municipal – professores da Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, Educação de Jovens e Adultos, das Salas de Recursos Multifuncionais, do Centro Interprofissional de Atendimento Educacional Professora Marliete Santana Bastos, InterEduc e Intérpretes de Libras e finalmente dos monitores do programa Música na Escola – vão acontecer concomitantemente na próxima segunda-feira, 3 de fevereiro, em locais diferentes. Com exceção do encontro para docentes da EJA, que vai das 18:00 às 21:00, todos os demais acontecem das 8:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:00.

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Jornada Pedagógica 2020 reúne gestores e coordenadores pedagógicos da Rede Municipal esta quinta

30/1/2020, 9:28h

“Pensamento decolonial e aspectos socioemocionais na escola: experiências e perspectivas curriculares”. Este é o tema geral da Jornada Pedagógica de 2020, evento destinado aos professores da Rede Municipal de Educação. Este ano, a jornada acontecerá em dois dias.

O primeiro momento acontece já nesta quinta-feira, 30, no auditório Ernestina Silva Lima, da Faculdade Anísio Teixeira, e é reservado aos gestores e coordenadores pedagógicos. A abertura acontece a partir das 8h30min., com a participação do secretário de Educação, Marcelo Neves.

De acordo com a diretora do Departamento de Ensino da Seduc, Jozelia Araujo, este ano, o evento busca promover a discussão sobre o conceito de decolonialidade, articulando-o aos aspectos socioemocionais aflorados no contexto do trabalho pedagógico-curricular das escolas da Rede Municipal de Educação de Feira de Santana.

“Consideramos a importância de manter viva a ideia de rejeição a qualquer tipo de preconceito e discriminação. O currículo escolar, por vezes oculto ou silenciado, nos abre um leque de possibilidades de estabelecer relações de alteridade com o outro, consigo mesmo e com o mundo. O oculto e o silenciado podem e devem ser discutidos de forma dialógica em direção à função social da escola”, defende a professora.

Na parte da manhã, das 8:00 às 12:00, os gestores participarão de uma roda de conversa sob a temática “Escola, etnia e direitos humanos”. À tarde, haverá uma roda de conversa sobre “Questões emocionais na escola: experiências e perspectivas curriculares”. Para esta mesa, foram convidados Gileno dos Santos Cerqueira Junior, médico e capitão da Polícia Militar; Eduardo Brito Correia, mestre em Educação de Jovens e Adultos; e Railda Borges Neves, mestra em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas.

Na segunda parte do evento, das 14:00 às 17:00, será composta outra mesa com a temática “Questões Emocionais na Escola: experiências e perspectivas curriculares”. Para ela, foram convidadas as professoras Izabella Saback, pedagoga e orientadora educacional na Escola Despertar; Elvira Pimentel, mestra em Educação; Zélia Almeida de Oliveira, especialista em Política do Planejamento Pedagógico; e Ermillo Campos, capitão da Polícia Militar.

Os encontros com os demais profissionais da Rede Municipal – professores da Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, Educação de Jovens e Adultos, das Salas de Recursos Multifuncionais, do Centro Interprofissional de Atendimento Educacional Professora Marliete Santana Bastos, InterEduc e Intérpretes de Libras e finalmente dos monitores do programa Música na Escola – vão acontecer concomitantemente na próxima segunda-feira, 3 de fevereiro, em locais diferentes. Com exceção do encontro para docentes da EJA, que vai das 18:00 às 21:00, todos os demais acontecem das 8:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:00.

Dia 30/01

Gestores e coordenadores pedagógicos

Auditório da FAT (Auditório Ernestina Silva Lima, Rua General João Costa, n 122, Ponto Central): das 8:00 às 12:00 e 14:00 às 17:00

 

Dia 03/02

Educação Infantil - Centro de Cultura Maestro Miro: das 8:00 às 12:00 e 14:00 às 17:00

Ensino Fundamental I - AUDITÓRIO DA FAT (Centro Cultural Professora Zorilda Moraes Lima. Rua General João Costa, nº 122, Ponto Central): das 8:00 às 12:00 e 14:00 às 17:00

Ensino Fundamental II - AUDITÓRIO DA FAT (Auditório Ernestina Silva Lima, Rua General João Costa, n 122, Ponto Central): das 8:00 às 12:00 e 14:00 às 17:00

Professores de SRM / INTEREDUC E INTÉRPRETES DE LIBRAS – Auditório da Secretaria Municipal de Saúde: (avenida João Durval Carneiro) das 8:00 às 12:00 e 14:00 às 17:00

Professores de EJA – Seduc: das 18:00 às 21:00

Monitores do Programa Música na Escola – Seduc: das 8:00 às 12:00 e 14:00 às 17:00.

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Energia renovável e sustentável: CMEI Vanilda Barros ganha painéis de energia solar

18/1/2020, 9:24h

Uma fonte de energia limpa, renovável, inesgotável e não poluente para as escolas municipais de Feira de Santana. Este é o objetivo da iniciativa da Prefeitura de Feira de Santana que nesta sexta-feira, 17, lançou o projeto-piloto para implantação de painéis de energia solar no Centro Municipal de Educação Infantil Vanilda Barros Boaventura, do bairro Rua Nova. O investimento inicial foi de R$ 30 mil e a expectativa é de que outras escolas também sejam contempladas.

Os painéis captam a luz solar e a transformam em energia. As 14 placas de captação que foram instaladas no CMEI da Rua Nova irão substituir completamente o consumo pelo da nova fonte.

“Feira é uma cidade com abundância em luz do sol, nossa cidade dispõe desse recurso na maior parte do ano, portanto, é vantajoso e sustentável o uso dos paineis”, defendeu o secretário de Educação, Marcelo Neves.

O equipamento - que é do tipo fotovoltaico, ou seja, converte diretamente a radiação solar em energia elétrica – demorou dois dias para ser instalado no telhado da unidade de ensino. Este tipo de sistema não exige um ambiente com alta radiação para funcionar, mas, quanto menos nuvens, melhor a produção de energia.

“Em muitas escolas localizadas nos distritos temos dificuldade com a captação de energia, muitas ainda não têm energia trifásica, por isso nosso objetivo é substituir por energia solar no maior número possível de unidades de ensino”, observa o secretário.

De acordo com o projeto, o retorno do investimento deve acontecer em aproximadamente seis anos. O sistema utilizado tem uma vida útil de mais de 30 anos e os painéis têm garantia contra defeitos de fabricação por dez, além de 25 anos de garantia de desempenho. No momento, as escolas da Rede Municipal geram um consumo médio de R$ 120 mil/mês, somando mais de R$ 1 milhão por ano.

“O decréscimo no gasto com energia é imediato. O tempo de retorno no investimento é o tempo em que a economia gerada se iguala ao investimento feito, ou seja, o custo de aquisição do sistema”, explica Renato Alves Moreira, diretor técnico da SunHybrid do Brasil Ltda., empresa responsável pelos painéis.

A importância da sustentabilidade foi destacada pelo prefeito Colbert Martins da Silva Filho. “As crianças que estudarem em escolas atendidas pela energia solar irão crescer com uma visão diferente sobre a importância de usarmos fontes renováveis. Elas irão reconhecer cada vez mais a necessidade de cuidarmos da natureza e seus recursos”, acredita.

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