SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Formação sobre PPP das escolas discute construção do marco filosófico

13/9/2019, 16:56h

“PPP: A construção do marco filosófico”. Foi este o tema da formação para gestores escolares e coordenadores pedagógicos, realizada durante todo o dia, esta quinta-feira, 12, no pátio da Secretaria de Educação. Este é o quarto encontro desta sequência sob a orientação do Grupo de Gestão e Mediação da Seduc. O objetivo é orientar estes professores acerca da elaboração, revisão e implementação do Plano Político-Pedagógico, PPP, das escolas.

O marco filosófico é um capítulo importante do PPP. Nele constam os ideais da escola em questão; que tipo de instituição de ensino a comunidade escolar quer que ela seja. Foram propostos quatro questionamentos para embasar as discussões: “que cidadão o professor quer que o estudante seja?”; “que aluno nós queremos ter?”, “que futuro cidadão nós queremos ter na sociedade?”; e “que futuro profissional eu quero formar?”.

O PPP funciona como um guia para as ações a serem desenvolvidas na escola. Ali serão encontradas metas e métodos para que a instituição de ensino consiga atingir os objetivos a que se propõe. Esse documento tem elaboração anual obrigatória pela legislação, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Neste encontro, as reflexões foram feitas com base nas concepções pedagógicas das tendências liberais (tradicional, renovadora e tecnicista) e progressistas (libertadora, crítico-social dos conteúdos, histórico-crítica).

“Queremos uma educação tradicional, onde o aluno senta, ouve e anota? Libertadora, que estimula o aluno a pensar, refletir, interagir, promovendo um ambiente democrático e que valoriza a participação?”, questiona Geórgia Kaline Matos, uma das coordenadoras do Grupo de Gestão. “Aqui, buscamos refletir sobre essas questões para elaborar um PPP que, de fato, atenda à realidade daquela comunidade escolar”, complementa.

O secretário de Educação, Marcelo Neves, compareceu ao encontro e falou sobre a importância equivalente entre os ambientes físico e pedagógico das escolas para cumprimento das metas do plano.

“Sabemos desse vínculo, que a qualidade de um influencia no outro. Por isso, investimos em formação e queremos dar ênfase na infraestrutura das nossas escolas. A ideia é que consigamos atingir pelo menos 50% das unidades de ensino de toda a Rede – dentre grandes reformas, reparos ou serviços simples como pintura. Fazendo isso, com certeza, teremos um impacto positivo no trabalho de vocês dentro das escolas”, defendeu.

Além de Geórgia, o Grupo de Gestão e Mediação da Seduc é composto pelas professoras Rosana Falcão, Alexsandra Soares, Giovana Marget e Fátima Suely – nele, todas atuam como coordenadoras.

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"Transformando atitudes para salvar vidas": 2ª edição do Fetran será lançada esta sexta-feira

12/9/2019, 18:26h

“Transformando atitudes para salvar vidas”. Este é o tema da segunda edição do Festival Estudantil Temático de Trânsito, Fetran, que será lançado nesta sexta-feira, 13, a partir das 14h30min, na Escola Municipal Maria Antonia da Costa, que fica no bairro Santa Mônica. O objetivo do festival é incentivar a segurança no trânsito a partir das atividades artístico-culturais que serão realizadas pelos estudantes da Rede Municipal de Educação.

O Fetran é de iniciativa da Polícia Rodoviária Federal, PRF, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. O festival propõe atividades envolvendo estudantes de cinco escolas visando à conscientização a respeito do perigo oferecido pelo trânsito. Criado em 2004 e desenvolvido em diversas regiões do Brasil, o Festival Estudantil Temático de Trânsito é realizado pela segunda vez em Feira de Santana.

Segundo a PRF, no Brasil, os acidentes de trânsito representam a principal causa externa de morte de crianças entre zero e 14 anos. Desta forma, se mostra importante que os próprios estudantes se tornem multiplicadores das orientações que podem colaborar para um trânsito mais seguro.

Participam desta edição as escolas municipais: Maria Antonia da Costa, Otaviano Ferreira Campos, Antonio Alves Lopes, Dr. João Duarte Guimarães e Pai e Mãe. 

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Professora usa dados sobre tarefas de casa para ensinar análise de gráficos a crianças

11/9/2019, 15:2h

Os dados sobre a realização das tarefas de casa e a frequência dos estudantes nas aulas são registrados por todas as escolas da Rede Municipal de Educação de Feira de Santana. Essas informações são enviadas à Secretaria de Educação para que seja feito o acompanhamento do desempenho dos estudantes. A medida permite à Seduc pensar estratégias específicas para os casos de baixo rendimento e aprendizagem.

No entanto, a professora Catarina Melo, das turmas de 2º e 3º ano da Escola Municipal Doutor Antônio de Freitas Borja, do distrito de Maria Quitéria, decidiu agregar-lhes mais uma utilidade: ela e seus alunos organizaram esses dados em gráficos para estudar o “tratamento da informação”, um eixo teórico da disciplina Matemática. A ideia era comparar os números observados entre as duas turmas.

Ali mesmo na sala de aula, os próprios estudantes foram contabilizando em um gráfico colorido as estatísticas sobre quatro fatores referentes ao próprio desempenho e frequência: o número de vezes que eles estiveram presentes com o dever de casa cumprido; quantas vezes foram à aula, mas não fizeram suas atividades; quantas vezes justificaram suas faltas; e quantas não.

Ao fim da avaliação, os números identificados nas turmas de 2º (com um total 17 estudantes) e 3º ano (de um universo de 15 estudantes) foram respectivamente: 6 e 14, para os que se enquadraram no perfil de alunos que compareceram à aula com o dever de casa feito; 9 e 1, no caso dos que foram às aulas sem realizar suas atividades; dois (2º ano) foram os que justificaram suas ausências. Os números foram coletados no dia 5 de agosto.

O que mostram os números

A professora Catarina Melo explica que já havia percebido o baixo número de tarefas de casa cumpridas pelos estudantes do 2º ano quando comparados com os do 3º. Sua ideia era apresentar o assunto da disciplina vinculado a algo do cotidiano dos estudantes, relacionado à realidade deles. “Dessa forma, além do estudo da Matemática, eles poderiam observar um dado real. Pudemos mostrar essa diferença e estimulá-los a fazer o dever de casa”, aponta.

Ela acrescenta que a atividade mostrou-se mais reflexiva do que a proposta inicial. “Por conta da inocência, os alunos mais novos comemoraram quando viram o número maior no seu gráfico, sem entender o que aquilo, de fato, dizia. Então, eu os questionei: ‘mas isso é bom?”, conta.

A partir desta dinâmica, ela pode discutir a importância de se fazer as atividades de casa e também a interpretação, ou melhor, o tratamento da informação. Catarina também considera importante o fato de “dar uma nova utilidade e maior sentido às tabelas onde os dados são registrados. Não serviu meramente para registrar, fizemos também a análise”, comenta.

Cristine Cardim, diretora da Escola Municipal Doutor Antônio de Freitas Borja, se diz duplamente satisfeita com a atividade, uma vez que tem formação pessoal na área das Ciências Exatas. “São atividades mais atraentes e interessantes. Chamam mais a atenção por que é um material produzido pelos próprios alunos e por se tratarem de informações sobre o cotidiano deles mesmo. É também um estímulo para que eles mudem aqueles números”, defende a professora.

O Programa Gestão da Política de Alfabetização

A criação de gráficos e o uso em sala de aula é uma das estratégias sugeridas aos professores e coordenadores pedagógicos da Rede Municipal de Educação durante as atividades complementares formativas coordenadas pelo Núcleo de Alfabetização de Feira de Santana, NAFS, do Departamento de Ensino da Seduc.

Todo mês, essas formações são dedicadas a um tema específico em cada área do conhecimento. Na área de Matemática, o mês de agosto teve como assunto as estatísticas e probabilidades.

Essas formações estão integradas à proposta do programa Gestão da Política de Alfabetização, fruto da parceria entre a Seduc e o Instituto Ayrton Senna. Nelas, são trazidas oficinas pedagógicas estruturadas com base no Caderno de Objetivos de Aprendizagem da Rede Municipal de Educação e na Base Nacional Comum Curricular para fornecer aos professores subsídios pelos quais é possível aperfeiçoar o processo de alfabetização dos alunos, tanto do ponto de vista operacional, de gestão, como teórico. 

O programa traz propostas para o professor assegurar a aprendizagem em uma sala de aula diversificada e adota em sua organização o acompanhamento sistemático de cada aluno ao longo de todo o ano letivo, a partir de dois instrumentos: o acompanhamento mensal – mesmos dados analisados pela professora Catarina no início da matéria – e os livros lidos. Eles apresentam indicadores e metas que revelam a evolução do processo de aprendizagem do estudante.

De acordo com a professora Karina Macedo, coordenadora do NAFS e do programa em Feira, o objetivo é gerir a aprendizagem dos alunos. “No momento em que o professor consegue oferecer uma aula mais interessante, a turma se aproxima cada vez mais dos resultados positivos esperados”, destaca.

O programa foi adotado pela Seduc em 2017. Naquele ano, o atendimento teve um objetivo experimental, atingindo 26 escolas, 58 turmas de 1º ao 3º ano e 1.228 estudantes.  Em 2018, o atendimento foi ampliado para os 8.329 estudantes das 402 turmas também de 1º ao 3º ano.

Este ano, a Seduc decidiu ampliar, por conta própria, o atendimento a todas as 125 escolas que têm turmas de 1º ao 5º ano. O núcleo conta com o apoio do programa. Desta forma, todos os estudantes de Ensino Fundamental I da Rede Municipal estão sendo alcançados pela iniciativa. Ao todo, são 1.072 turmas, com 15. 701 estudantes.

“Nossos objetivos estão centrados na aprendizagem significativa, ancorada nas vivências das crianças, ambiente escolar motivador e favorável à aprendizagem. Desta forma, conseguimos envolver nossos estudantes, tornando-os mais participativos e promovemos a compreensão do que foi trabalhado em sala de aula”, argumenta diretora de Ensino, Jozelia Oliveira.

“É nossa política de formação continuada para o professor que promove os resultados de aprendizagem, reverberando em sala de aula, com mudanças relevantes na prática docente”, observa o secretário Marcelo Neves.

O Nafs e as oficinas pedagógicas

O Núcleo de Alfabetização de Feira de Santana leva oficinas pedagógicas às formações de todas as sete áreas do conhecimento concernentes ao Ensino Fundamental I – Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia, História, Arte e Educação Física. Nesses momentos, são propostas atividades que facilitam a compreensão dos alunos acerca dos assuntos discutidos em sala de aula. Que tornam as aulas mais interessantes.

Todo mês, um assunto específico ganha destaque em cada área, durante as oficinas. Em Matemática, por exemplo, os três temas enfatizados nos últimos três meses foram: “Sequência numérica: desvendando suas relações e padrões”; “Resolução de problemas: possibilidades e desafios”; e “Estatística e probabilidade: o certo, o provável e o impossível”.

A discussão dos assuntos é pensada de forma interdisciplinar sempre que possível. Um exemplo trazido para as oficinas de Matemática deste mês foi a utilização dos tipos mais comuns de lixos produzidos pela comunidade escolar para a elaboração de gráficos. A sugestão foi trazida pela professora Alexsandra El-Chami Santos Reis, formadora da Rede Municipal.

“A ideia é a seguinte: os estudantes devem separar os resíduos por tipo de material: alumínio, plástico, papel, restos de alimentos, entre outros. E aí, eles vão coletar, através da pesquisa, quais são os tipos de lixo que eles mais produzem. Além da Matemática, com a criação dos gráficos, eles podem pensar sobre sustentabilidade, entender o que está por trás da produção daqueles resíduos, seu impacto ambiental, coleta seletiva, consumo, alimentação saudável, etc. E estes assuntos dizem respeito a outras disciplinas, como Ciências ou Geografia”, explica a professora Alexsandra.

Além da criação de gráficos, Alexsandra apresentou outras quatro sugestões de possíveis atividades em que é possível discutir estatística e probabilidade em sala de aula: o jogo da senha, o jogo das tampinhas, o espaço amostral e a pesquisa de opinião.

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Estudantes da Escola Municipal XV de Novembro confeccionam materiais autossustentáveis para economizar água

11/9/2019, 14:56h

Filtros feitos com garrafas pet, cascalho, areia, carvão e algodão, pluviômetros, vasos autoirrigáveis, mini-cisternas, telas, paineis e uma maquete. Todos são materiais construídos de maneira sustentável pelos estudantes de três turmas do 6º ano da Escola Municipal Quinze de Novembro, no distrito de Jaíba. Esta terça-feira, 10, a escola realizou uma exposição com todos os trabalhos produzidos pelos estudantes a partir do estudo que vem sendo realizado desde o último mês de agosto.

Os estudantes vêm dedicando muito da sua atenção nas aulas de Ciência ao estudo da água. Além de ser um assunto que já faz parte da grade curricular, as atividades com o tema foram potencializadas pelas ações vinculadas ao Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente, PAMMA 2019. Na próxima semana, os alunos vão trocar relatos entre si sobre o envolvimento com as atividades.

Os materiais foram criados pelos estudantes de forma conjunta e a partir da orientação de Adriana Campos (foto), professora responsável pelas turmas de Ciências do 6º ao 9º ano na unidade de ensino e também pela execução dos projetos. Todos os itens são extremamente úteis e podem ser construídos em casa com material descartável. Os vasos autoirrigáveis são um exemplo simples, sustentável e eficaz.

Funciona assim: corta-se uma garrafa pet ao meio. A extremidade que tem tampa ficará de ponta-cabeça apoiada na parte inferior. Aí coloca-se a terra e a mudinha na primeira e água na segunda. Apenas as primeiras irrigações devem ser feitas diretamente na planta. Um pedaço de barbante em contato com as duas superfícies funcionará como a raiz da planta, conduzindo água para o vegetal.

Adriana diz que as aulas teóricas exigem mais dela, como docente, para conseguir a atenção dos alunos. Então, foi a parte prática que teve impacto direto e expressivo no grau de envolvimento dos estudantes com as atividades.

“Nas aulas práticas, o tempo e o espaço são deles. O impacto é maior por que eles se envolvem diretamente na construção do conhecimento. Alguns estudantes que não participavam muito das aulas regulares se mostram muito mais participativos na hora de executar o que haviam aprendido. Se não trazem material, ajudam outro colega. E isso faz os olhos deles brilharem”, destaca a professora.

Maria Clara Ribeiro da Silva (foto) tem 11 anos e é aluna do 6º ano. Ela diz que gostou de tudo, desde as aulas práticas às teóricas. “É um tema importante para se discutir, por que a água que temos pode acabar um dia”, pontua. Em sua casa, a água usada para o enxágue das roupas lavadas já está sendo reutilizada para lavar o banheiro - uma forma de economizar.

A opinião positiva sobre as aulas práticas é partilhada também pela vice-diretora da escola, Maria Cláudia Cerqueira (foto). “É algo tão legal que até incentiva os outros estudantes a fazerem algo mais bem elaborado também. Seja por que têm um bom exemplo para seguirem, seja por competição. O importante é que eles estão envolvidos nas atividades e aprendendo mais”, conta.

Todos estes experimentos foram precedidos por aulas teóricas que tiveram como base o material didático cedido pelo Instituto ArcelorMittal. Este ano, o prêmio quis estimular a criação de projetos que contribuíssem positivamente para a discussão sobre um dos maiores problemas do mundo – a crise hídrica. E o tema escolhido foi: “Meio ambiente e ciência: água – economizar para não faltar”. 

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Reflexões sobre a flexibilidade curricular marcam abertura da FORPRAD

10/9/2019, 14:45h

Trinta professoras da Rede Municipal de Educação e os mesmos objetivos: a busca por um currículo flexível, um olhar sensível às singularidades de cada estudante e a garantia de uma educação de qualidade para todos. Esta foi a tônica do evento de abertura da Formação para Professores para Atuação no Atendimento Pedagógico Domiciliar e Classes Hospitalares – FORPRAD, que aconteceu na última quinta-feira, 5, no Teatro Margarida Ribeiro.

O encontro foi o primeiro de uma série de dez que acontecerão nos próximos meses – o último deles está marcado para 12 de dezembro. A principal meta da FORPRAD é discutir com os professores efetivos da Rede Municipal os conteúdos de natureza pedagógica que podem garantir a aprendizagem dos estudantes impossibilitados de frequentar a escola por condições de saúde.

O primeiro tema das discussões foi: “O desafio de pensar a diferença sob a perspectiva curricular: um convite à reflexão e à prática docente”. Antes do debate, os professores assistiram à palestra do professor doutor Marco Antônio Leandro Barzano, do curso de Biologia da Universidade Estadual de Feira de Santana, UEFS, que também é especialista em currículo.

Ele destacou a importância de um documento norteador que consiga dar conta da aprendizagem dos estudantes dos mais variados perfis. Usando como exemplo a sua área de atuação, o professor citou o ensino sobre células. “Não basta ensinar o conteúdo. Se eu estiver numa sala que tenha alunos cegos ou autistas, eu tenho que saber como ensinar aquele assunto a todos os estudantes”, explica.

De acordo com Marco Barzano, alguns alunos de Biologia acabam concluindo a graduação sem enxergar em si mesmo a capacidade de gerir uma turma com estudantes com deficiência. Para ele, isto se dá por que os currículos, geralmente, tratam todos os estudantes como se fossem iguais. Lidam com o conteúdo, mas não com as eventuais especificidades de seus principais alvos.

Salas de Recursos Multifuncionais e o Atendimento Domiciliar

Para o professor (foto), ainda que sejam documentos, os currículos podem e devem ser flexíveis. Exemplifica com uma iniciativa da própria Secretaria de Educação: as Salas de Recursos Multifuncionais (SRM). No turno oposto ao de suas aulas regulares, estudantes com algum tipo de deficiência ou transtorno que dificultem a sua aprendizagem são atendidos nas SRMs durante 50 minutos. Lá, eles participam de atividades adaptadas para auxiliar seu desenvolvimento pedagógico.

As principais temáticas desta formação também são exemplos de flexibilidade curricular, no caso, o Atendimento Pedagógico Domiciliar e as Classes Hospitalares. Sayonara Freitas de Carvalho é professora da Rede Municipal, idealizadora e coordenadora da FORPRAD. Atualmente, ela é responsável pelas aulas domiciliares das duas estudantes da Rede Municipal, beneficiadas por este atendimento.

“Estes serviços são um direito dos nossos alunos. Então, à medida que estas informações vão sendo divulgadas a demanda também aumentará. E a ideia é justamente essa. Então precisamos capacitar mais professores para que estejamos aptos a conceder este tipo de atendimento a quem necessitar”, defende a professora.

O secretário de Educação, Marcelo Neves, prestigiou o evento e celebrou o início de uma formação tão importante. “Este evento é justamente para incentivar nossos professores a se engajarem para que possam atuar com esta demanda. Todos têm condições de aprender, mas de diferentes maneiras e momentos. Nossa tarefa é prepararmos para isso”, disse. A chefe da Divisão de Educação Especial da Seduc, Rosemeire Oliveira, também compareceu à formação.

O APD e as Classes Hospitalares

O Atendimento Pedagógico Domiciliar é oferecido pelo Centro Interprofissional de Atendimento Educacional Professora Marliete Santana Bastos, InterEduc. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Educação, para crianças e adolescentes que, por questões de saúde, estão impossibilitadas de sair de casa, mas contam com liberação médica para estudar.

O atendimento é feito com base no diálogo dos educadores com os professores da turma em que a estudante está matriculada, adaptando recursos, criando possibilidades para aprender, sem que o currículo escolar seja empobrecido. Em casos de alunos com algum tipo de deficiência, também existe um diálogo com os professores das Salas de Recursos Multifuncionais, que procuram diminuir a barreira para o entendimento do aluno.

Nas classes hospitalares, será necessária uma autorização do médico para que o estudante receba um professor em seu leito. Se houver, o responsável pelo aluno deve comunicar à escola, que entrará em contato com a Seduc para viabilizar as aulas. O serviço deve ser buscado pela família do estudante.

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Programa reacende interesse pelas fanfarras, tradição de Feira de Santana

6/9/2019, 17:59h

Os acordes das fanfarras ecoavam nos quatro cantos, marcando uma tradição importante das cidades baianas, entre elas, Feira de Santana. Até hoje, os sons metálicos dos trompetes, pratos, trombones e vários outros instrumentos encantam pessoas da terceira idade, adultos e jovens. A tradição, que andava meio esquecida em Feira de Santana, começa novamente a ganhar força com as novas fanfarras do Programa Música na Escola.

Os grupos colorem, trazem dança e música para as praças públicas em diversos eventos e desfiles comemorativos. Eles se configuram em uma forma de disseminação cultural que atravessa gerações a partir da musicalidade e, em grande parte, por conta de instituições escolares que incentivam a prática.

Em Feira de Santana, três escolas municipais mantêm viva essa tradição para muita gente: a Geraldo Dias de Souza, em Humildes; a Álvaro Pereira Boaventura, em Bonfim de Feira; e a Quinze de Novembro, no distrito de Jaíba. Suas fanfarras fazem parte do “Música em Ação” – uma das quatro vertentes oferecidas pela Secretaria de Educação às unidades de ensino da Rede Municipal a partir do programa Música na Escola.

Neste sábado, 7, as três fanfarras se apresentam no Desfile Cívico pela Independência do Brasil. Os grupos vão se concentrar em frente ao Centro de Educação Profissional em Saúde do Centro Baiano, que fica no cruzamento das avenidas Maria Quitéria e Presidente Dutra, logo no início da manhã, a partir das 6h. Todo ano, elas se apresentam nesta data.

As escolas também farão apresentações próprias em seus respectivos distritos. A Fanfarra do Distrito de Jaíba (FANDJ) se concentra na sede da unidade de ensino e sai às ruas a partir de 9:00 desta sexta-feira, 6. Já em Bonfim de Feira, a Fanfarra Amor por Bonfim de Feira sai da escola às 15h do domingo, 8.

As fanfarras e o Música na Escola

Recentemente, um grupo de estudantes menores manifestou interesse em participar da fanfarra da Escola Municipal Álvaro Pereira Boaventura. Como eles não têm um porte físico adequado para o manuseio dos instrumentos, não foram integrados à banda. Entretanto, os monitores do programa criaram uma turma de flauta doce específica para eles.

Segundo a coordenadora do programa, maestrina Rosa Eugênia Vilas Boas, esta resposta por parte da escola foi crucial para que estes jovens se mantenham interessados na música até o momento em que de fato possam fazer parte da fanfarra. Este braço do programa cumpre justamente essa função: revitalizar e manter viva uma tradição que marcou várias gerações, não só de estudantes, mas de inúmeros indivíduos.

A iniciativa envolve estudantes da Rede Municipal de todas as faixas etárias. Do ponto de vista material, o pré-requisito não é a idade, mas sim a capacidade de manusear os instrumentos. Obter boa frequência e rendimento mínimos na sala de aula também são necessários para integrar as fanfarras.

Somando as três escolas, são 247 alunos integrando as bandas atualmente. Os três pelotões que compõem cada uma das fanfarras ensaiam três vezes por semana. Em duas delas, os grupos de percussão, sopro e coreografia encontram-se separadamente e, na terceira, treinam todos juntos. Os ensaios acontecem no contraturno das aulas regulares destes estudantes.

A música favorece o desenvolvimento cognitivo

O Programa Música na Escola está fundado em aspectos pedagógicos como o exercício do ritmo, do canto, do conceito de lateralidade, entre outros. Ele buscar incentivar o gosto artístico, mas também o lado físico, motor e a cognição e, desta forma, contribuir para a construção de conhecimento significativo, uma vez que a música favorece o desenvolvimento cognitivo das crianças e adolescentes.

Atualmente, o programa atende 3.500 estudantes de 66 escolas da Rede Municipal. As aulas são ministradas por 42 professores-monitores; profissionais habilitados para o ensino prático da música, em quatro subprojetos: Cantando na Escola, Música em Ação, Instrumenta e Orquestra Sinfônica Infantojuvenil de Feira de Santana.

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Produções de três estudantes de escolas municipais são selecionadas para etapa estadual da Olimpíada de Língua Portuguesa

6/9/2019, 9:2h

Três estudantes da Rede Municipal de Educação tiveram seus textos aprovados para etapa estadual da 6ª Olimpíada de Língua Portuguesa (OLP). Dos cinco textos escolhidos de Feira de Santana, três são do Ensino Fundamental de escolas municipais, e os outros dois são de alunos do Ensino Médio da Rede Estadual. A comissão julgadora, que inclui professores de ambas as redes, se reuniu nesta quarta-feira, 4, na Seduc.

A Olimpíada é um concurso de produção de textos para estudantes de escolas públicas de todo o país. Iniciativa do Ministério da Educação e do Itaú Social – Polo de Desenvolvimento Educacional, a Olimpíada integra as ações desenvolvidas pelo Programa Escrevendo o Futuro. A coordenação técnica é do CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos

Neste ano, o tema das produções é “O lugar onde vivo”, que teve como objetivo estreitar vínculos dos estudantes com a comunidade e aprofundar o conhecimento sobre a realidade local, contribuindo para o desenvolvimento de sua cidadania.

As unidades de ensino concorreram em cinco categorias: Poemas, para o 5º ano; Memórias Literárias, para 6º e 7º ano; Crônicas, para o 8ª e 9º ano; Documentário, para 1º e 2º ano do ensino médio e Artigo de Opinião para o 3º ano do ensino médio. Sendo assim, as municipais concorrem apenas nas três categorias de Ensino Fundamental.

Foram selecionados para a fase estadual os estudantes: Railton Junior Souza de Jesus, da Escola Municipal Doce Lar da Criança, autor de um poema; Alana dos Santos de Matos, da Escola Municipal Geraldo Dias de Souza, que apresentou memórias literárias; e Kelly Sátiro dos Santos Lino, da Escola Municipalizada Eduardo Fróes da Mota, que concorre com uma crônica.

No Ensino Médio, estão também concorrendo a estudante Vanessa de Araujo Matos, na categoria artigo de opinião; e os alunos Erica Vitoria, Karolaine Freitas Lima e Brendon Cedraz da Cruz, que apresentam um documentário.  Os quatro são do Colégio Estadual Coriolano Carvalho.

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Importância do professor auxiliar é abordada no encerramento do Forprae

6/9/2019, 8:56h

“Professores auxiliares são referência para as crianças. Dar apoio na sua chegada e em momentos de dificuldade irá fortalecer a relação com os alunos e refletir no nosso trabalho em sala de aula”. A afirmação partiu da professora Karina Andrade Lopes Guanais, da Sala de Recursos Multifuncionais, durante o encerramento da 5ª edição da Formação Continuada para Professores Auxiliares da Educação Especial (Forprae), nesta quinta-feira, 5. Os participantes se reuniram no Teatro Margarida Ribeiro.

“É preciso dar apoio aos auxiliares, estabelecer um vínculo com a turma, professor titular e auxiliar, principalmente fortalecer a parceria com o regente da classe”, defende Karina. “É importante que o professor auxiliar perceba como ele pode fazer parte da vida de todos da turma”, orienta.

O Forprae visa apresentar e discutir a função do professor auxiliar, tendo em vista a legislação para a educação inclusiva brasileira; promover o estudo preliminar de temáticas acerca da Educação Inclusiva e favorecer o diálogo e a troca de experiências entre os profissionais.

A formação é promovida pela Divisão de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação e pelo Centro Interprofissional de Atendimento Educacional Marliete Santana Bastos (InterEduc), órgão da Seduc.

“Entendi meu lugar na escola a partir dessa formação, por conta desse direcionamento específico para lidar com alunos com deficiência. Aprendi não só da parte técnica de lidar com as crianças, mas também do teor pedagógico. Chorei no meu primeiro dia de trabalho, achei muito difícil. Mas, a gente aprende que a atuação do auxiliar é feita de vitórias e fracassos, as dificuldades fazem parte e temos quem nos oriente”, relata Ananda de Jesus Santos, professora auxiliar do Centro de Educação Básica da UEFS (CEB).

A próxima edição do Forprae já tem data marcada: a abertura para a nova turma será no dia 12 de setembro próximo. As vagas estão disponíveis até o dia 8 de setembro através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfbKZtO4R-JS3Cp4ga82j30QfDoEIg6I-gGCJzf6Y7tBMGE-Q/viewform.

Está vedada a participação de professores auxiliares que já tenham comparecido em edições passadas.

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Divulgada lista de escolas selecionadas para visitar Feira do Livro

4/9/2019, 12:17h

Divulgada esta terça-feira, 3, a lista com os nomes das escolas municipais selecionadas para visitar a 12ª Feira do Livro – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana. A lista está disponível na edição de nº 1.085 do Diário Oficial eletrônico do município.

As visitas vão acontecer a partir do 24 de setembro, primeiro dia do evento, e se encerram na manhã da sexta-feira, 27. São 62 duas escolas; dentre estas, dez farão apresentações culturais no evento, entre cordeis, fanfarras, atuações teatrais, musicais, etc.

Este ano, 2.500 estudantes serão contemplados com vales-livros equivalentes a R$30,00 cada. Para os professores, serão distribuídos 500 vales de R$ 50,00. Tanto alunos quanto professores podem ser contemplados com apenas um ticket.

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Gêneros literários ganham vida nas apresentações do Projeto de Leitura da Escola Antonio Carlos Coelho

4/9/2019, 12:5h

Contos, cantigas de roda, receitas, poesias, histórias em quadrinho e jornais. Estes foram os gêneros literários abordados pelos estudantes do grupo 5 ao 5º ano da Escola Municipal Vereador Antonio Carlos Coelho, durante o encerramento do Projeto de Leitura, nesta sexta-feira, 30. O evento, que está em sua segunda edição, foi aberto ao público pela primeira vez.

Os estudantes estiveram em contato com os gêneros em sala de aula desde maio. A culminância reuniu diversos tipos de apresentações lúdicas, dramatizações e leituras. O objetivo do projeto é incentivar a leitura e aproximar a comunidade da escola.

“Foi importante que os pais e responsáveis estivessem aqui dando apoio a seus filhos, resgatando a relação entre família e espaço escolar. Foi maravilhosa a reação deles ao verem as crianças se apresentando”, afirma a coordenadora pedagógica Luciana Almeida Pereira.

A escola também trouxe para o evento o Centro de Referência de Assistência Social, CRAS, e representantes do posto de saúde do bairro para que pudessem oferecer serviços à comunidade.

“Fiquei emocionada demais ao ver minhas filhas no palco”, conta Márcia Pereira, uma das mães presentes. “Acho que é muito importante tanto para elas quanto pra mim que eu seja presente na escola. Elas se sentem mais confiantes com os estudos”, acredita.

Para Allana Martins Pitta, do 5º ano, que estudou sobre o jornal, essa foi uma experiência transformadora. “Eu era muito tímida e não conseguia falar em público, mas com esse projeto pude desenvolver melhor isso. Hoje fui a apresentadora da nossa dramatização do jornal”, conta. 

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