SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

Mais da metade das denúncias feitas ao Centro de Zoonoses é inverídica e decorrente de briga entre vizinhos

22/1/2019, 7:53h

Responsável pelo controle de doenças transmitidas entre animais e humanos, o CCZ (Centro Municipal de Controle em Zoonoses) realiza um trabalho intensivo em Feira de Santana no atendimento a solicitações feitas pela comunidade. O objetivo é identificar e se necessário apreender animais que sofrem maus tratos, zoonoses ou animal agressor.

Só em 2018, 729 vistorias foram feitas pelo órgão, com 58 apreensões de maus tratos, 13 apreensões de suspeitas de raiva e 10 apreensões de animais agressores. No entanto a preocupação é a quantidade de denúncias inverídicas feitas pela comunidade, mais de 50% dessas relacionadas a brigas entre vizinhos.

“Isso é um grande problema que dificulta o nosso trabalho. Das 729 vistorias, 439 se enquadravam em brigas entre vizinhos, que nada tinha a ver com doenças ou problemas condicionados a saúde do animal”, informa a coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro.

De acordo com Mirza, o órgão tem recebido muitas ligações para atendimento veterinário clínico ou cirúrgico, hospedagem de animais, entre outras solicitações que não é de competência.

“As pessoas passam pela rua veem qualquer animal e liga para o Centro, é importante entender que o papel do CCZ é recolher o animal com zoonoses, ou seja, aquele que possa causar algum risco para sociedade”, ressalta.

Competência do CCZ

Entre as competências do Centro Municipal de Controle em Zoonoses estão o controle de animais sinantrópicos, a exemplo os escorpiões e pombos; a realização de diagnóstico laboratorial de zoonoses; a vacinação antirrábica; o programa de leishmaniose; recolhimento e transporte de animais, quando este apresentar risco a saúde pública.

A comunidade tem um papel importante ao prestar informações que colaborem para efetividade do serviço. Ao encontrar quaisquer irregularidades pode-se fazer contato através do número 3614-3613 ou pelo aplicativo Fala Feira (156).

  •  

Cooperados recebem neste sábado pagamento de cinco dias restantes do salário de dezembro

18/1/2019, 17:19h

Os mais de mil cooperados que receberam no último dia 7 o pagamento do salário líquido correspondente a 25 dias trabalhados no mês de dezembro, terão o restante dos seus proventos pagos pela Caixa Econômica Federal na manhã deste sábado, 19. São ao todo 1.096 trabalhadores, que eram ligados a Coofsaúde, cooperativa que prestava serviços para a Prefeitura fornecendo mão de obra na área de saúde. No dia 25 do mês passado teve contrato cancelado pela administração municipal, uma vez que se envolveu em escândalos sob a investigação do Ministério Público. 

O prefeito Colbert Martins Filho trabalhou de maneira intensa, nos últimos dias, para acelerar o processo burocrático necessário visando o pagamento a que tem direito os cooperados que cumpriram as suas obrigações no mês passado, em diversas unidades de saúde do Município.

Trata-se de prestadores de serviços que recebiam em  instituições financeiras diversas, mas que precisaram migrar para conta-salário na Caixa Econômica Federal, para viabilizar o recebimento da remuneração. 

Uma força-tarefa envolvendo equipes de tecnologia da Prefeitura, Secretaria de Saúde e a própria Caixa, foi criada para dar celeridade a esse trabalho.  O Município rompeu contrato com a Coofsaude e, em entendimento com o Ministério Público, faz o pagamento de forma direta aos seus cooperados. Uma Organização Social deverá ser contratada para atuar provisoriamente no lugar da Coofsaude nos meses de janeiro, fevereiro e março. Nesse período, a administração fará nova licitação. 

  •  

Amputados devido ao diabetes relatam seus problemas

18/1/2019, 8:38h

Ulisses Alves da Silva (foto), tem 76 anos, Manoel Santos da Silva, 61, Manoel de Jesus, 63, e Lady Laura, 42. São diabéticos e têm em comum sequelas graves da doença: são amputados ou cegos. Todos são pacientes do CADH (Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso), mantido pela Prefeitura de Feira de Santana.

O aposentado Ulisses Alves da Silva, que mora no Parque Getúlio Vargas, lembra bem o 19 de novembro passado: foi o dia no qual os médicos amputaram sua perna até a altura da coxa. “Cortaram até onde deram no sangue”. O problema começou em um dos dedos do pé direito. “Um probleminha besta”. Disse que toma 13 comprimidos diariamente. “A bicha é perigosa”. É diabético há 12 anos.

Há cerca de seis meses, Manoel Santos da Silva (foto), que mora no distrito de Maria Quitéria, teve metade do pé esquerdo amputado. Diabético há oito anos, disse que pisou em um prego e não sentiu problema algum. “Apenas três dias depois do acidente tive que fazer a cirurgia”. Há três anos faz tratamento no CADH.

A diabetes descontrolada deixou cego Manoel de Jesus (foto), que mora na Rua Nova. Há oito anos não mais enxerga. Foi diagnosticado com retinopatia diabética. “Aos poucos fui deixando de enxergar, até o dia que não mais vi nada”. Gosta de contar que um dia viajou muito pelo mundo. “Europa e Ásia”. Anda pelas ruas guiado por uma bengala. A cegueira o limitou.

O nome de Lady Laura (foto), que mora no Alto do Rosário, região de Santo Antônio dos Prazeres, foi homenagem que os pais dela prestaram a Roberto Carlos, de quem eram fãs. Graves problemas derivados do diabetes causavam fortes dores nas suas pernas. Diabética há 12 anos, sofria de vasculite – qualquer doença ou grupo delas que causa a inflamação dos vasos sanguíneos. Teve as duas pernas amputadas.

“E ainda tive uma trombose”, diz. Ao contrário dos outros pacientes, que demonstraram tristeza, Lady Laura narra que as amputações lhes trouxeram ganho na qualidade de vida. “Me livrei das dores que me incomodavam muito”. Revelou que se adaptou bem à cadeira de rodas e que sessões de fisioterapia a ajudam a se equilibrar nas próteses das pernas. “Não é fácil, mas vou conseguir”.

Eles têm em comum, na avaliação da coordenadora do CADH, Andrea Silva, o fato de não terem adotado o rigor no tratamento para manter normais os índices de valores de glicose no sangue. “Amputação é resultado direto dos níveis mal controlados”. Descontrolada, a glicose leva a parda da sensibilidade nas extremidades do corpo.

Segundo ela, a amputação leva os diabéticos à mudança de comportamento, em relação à doença. “Eles passam a enxergar a necessidade da adequação ao tratamento”. Assim, evitam que outros problemas derivados do comportamento arredio aos medicamentos apareçam.

  •  

Mais de 30 por cento dos pacientes diabéticos e hipertensos abandonam tratamento

17/1/2019, 15:29h

Cerca de 1/3 dos mais de quatro mil pacientes do CADH (Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso) voluntariamente abandonam o tratamento. Se não retornarem no prazo de um ano são automaticamente desligados.

Para retornar ao CADH, o paciente deve procurar uma unidade de saúde – UBS ou ESF – para que o médico faça novo encaminhamento. Estes pacientes devem apresentar mais de três complicações, como retinopatia diabética, nefropatia ou neuropatia, entre outras.

O abandono, diz a coordenadora do CADH, Andrea Silva, dificulta o tratamento e favorece o aparecimento de outras doenças. “Ele precisa fazer novo cadastramento e, mais importante, se comprometer com a sua saúde”.

O aparecimento de novos problemas de saúde ou agravamento dos existentes, diz a coordenadora, leva à conscientização dos pacientes de quem devem continuar o tratamento. Os mais idosos são os mais resistentes à continuidade do tratamento.

Portanto, não há admissão diretamente no órgão, que diariamente realiza, em média, 150 atendimentos médicos – endocrinologistas, cardiologista, angiologista neurologista, mais de enfermagem, com assistentes sociais, fisioterapeutas, nutricionistas, psicologias.

  •  

Fumacê não é o principal método para combate ao aedes aegypti, explica especialista

16/1/2019, 14:37h

O uso indiscriminado do fumacê pode trazer riscos ao meio ambiente, como induzir a resistência do mosquito Aedes aegypti e diminuir a população de outros animais, inclusive predadores. Por esta razão, essa estratégia é a última opção a ser utilizada pelas autoridades sanitárias da Secretaria Municipal de Saúde.

“Recebemos várias solicitações da comunidade para a dispensação do inseticida, inclusive em áreas com muriçocas o que não é indicado. Existem alguns critérios para utilizarmos o fumacê, como o número de pessoas com arboviroses na área e a liberação do Estado”, informa Juliana Andrade, referência técnica do georreferenciamento.

De acordo com Juliana, o levantamento de locais com presença de larvas, através de um trabalho focal, é feito na região antes da utilização do fumacê ou da bomba costal motorizada - ambas opções são apenas ações emergências e complementares para as demais estratégias já realizadas.

“Primeiro os agentes fazem uma operação na comunidade, após isso, se necessário, um dos dois métodos é utilizado. Como o carro fumacê desperdiça muito inseticida, a bomba costal motorizada acaba sendo mais eficaz, permitindo um trabalho mais direcionado a área de incidência”, ressalta.

O bloqueio feito pelos agentes de endemias toma como origem a casa do cidadão com suspeita de Dengue, Zika ou Chikungunya e atinge um raio de 150 metros, alcançando todas as casas envolvidas na delimitação. Porém o inseticida manipulado pelos profissionais não tem ação residual, fazendo apenas a eliminação de mosquitos adultos.

“Manter o reservatório de água limpo e fechado, virar as garrafas, colocar areia em pratos de plantas e não deixar acumular água em pneus e outros recipientes continuam sendo as melhores formas de prevenção”, orienta.

  •  

Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso registra até 30 novos pacientes por mês

16/1/2019, 8:10h

As admissões mensais no CADH (Centro de Atendimento ao Diabético e ao Hipertenso), variam entre 20 e 30 pessoas, que são referenciadas pelas unidades de saúde da atenção básica. São pacientes que já apresentam fases mais severas destas doenças, com problemas na visão ou nos rins, feridas que custam a sarar.

Estas pessoas devem atender as especificações do serviço especializado que é mantido e oferecido pela Secretaria de Saúde de Feira de Santana. E não devem se ausentar por período maior do que um ano. Neste caso, explica a coordenadora Andrea Silva, o paciente perde o direito ao atendimento, sendo necessário novo encaminhamento.

São mais de 4,3 mil pessoas cadastradas no CADH, que são atendidas por uma equipe formadas por vários profissionais, como endocrinologistas, enfermeiras, assistentes sociais, entre outros, que dão suporte para o tratamento especializado nesta fase da doença. Especialistas estimam que 12% dos brasileiros adultos sejam diabéticos.

Também são orientados a voltar atenções e cuidados com os pés. A doença os deixam sem tato – um dos cinco sentidos humanos - nestas extremidades. Como explica a coordenadora, um ferimento nos pés pode resultar em um problema de saúde grave ou até amputação. Os outros sentidos são o olfato, a visão, audição e o paladar.

Existem dois tipos de diabetes: a tipo 1 e a tipo 2. A primeira atinge 10% dos casos da doença, principalmente crianças e adolescentes. A segunda, com 90% dos diagnósticos, afeta mais os obesos e sedentários.

  •  

Medidas simples são eficientes e evitam reprodução do aedes aegypti

15/1/2019, 7:54h

Algumas medidas simples adotadas pela comunidade no período de chuvas mais frequentes são eficientes no combate à proliferação do mosquito aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya, mais a febre amarela urbana.

Iniciativas como procurar criadouros – vasilhas com água onde o mosquito deposita seus ovos – no quintal ou fazer uma varredura dentro das casas são fundamentais para interromper o ciclo de reprodução do aedes.

São criadouros em potencial os recipientes, por menor que sejam, que podem acumular água da chuva. E nas paredes destes potes o aedes deposita seus ovos, que eclodem em poucos dias. Os novos mosquitos potencializam o perigo de se contrair uma das doenças que o inseto transmite.

Todos devem prestar atenção para dar a destinação correta a todos os recipientes que podem ser transformados em criadouros. Baldes devem ficar em área coberta e com a boca para baixo. O mesmo procedimento deve ser adotado com vasos de plantas – as bases devem ser cobertas com areia.

Tudo que não mais for útil deve ser levado para o lixo. As vasilhas usadas como bebedouro para animais e aves devem ser lavadas diariamente – e as suas paredes esfregadas com lã de aço, ação que elimina os ovos, caso sejam depositados no local.

  •  

CCZ registra menor procura por adoção e maior índice de abandono de animais neste período

14/1/2019, 17:56h

O período pós-festas, entre final e início de ano, é um dos mais complicados para o Centro Municipal de Controle em Zoonoses (CCZ). Isso porque muitas pessoas viajam e acabam abandonando seus animais, além do fato de que a época tem a característica de apresentar uma menor procura por adoção.

Nina é um dos 54 animais que aguardam por adoção no CCZ. A cadela foi encontrada há menos de um mês em condições de abandono, amarrada a um poste e com metade do corpo sem pêlo. Após ser acolhida, medicada e tratada pela equipe, ela aguarda por um lar.

Com característica dócil, Nina carrega um olhar triste, algo presente na maioria dos animais rejeitados pelos donos. “As pessoas acham que o animal não sente. Alguns chegam a ficar depressivos. A maioria deles não tem zoonoses, ficam em canis, quando deveriam estar em uma família recebendo carinho, numa condição melhor do que preso no abrigo”, ressalta a coordenadora e veterinária do CCZ, Mirza Cordeiro.

De acordo com Mirza, alguns animais abandonados são adultos e idosos há mais de um ano a espera de um lar. “São dóceis e devem oferecer ao adotante uma lealdade imprescindível”, destaca.

Como adotar:

Cães e gatos disponíveis para adoção são vacinados, castrados, vermifugados e com os devidos exames diagnósticos já realizados. Para adotar o interessado deve ter idade maior que 18 anos e comparecer ao CCZ de segunda a sexta-feira com documento de identidade e comprovante de residência. Além do CCZ, alguns animais podem ser encontrados na feira de adoção realizada aos domingos pela Proagro na Avenid a Getúlio Vargas.

  •  

Vigilância Epidemiológica recolhe semanalmente centenas de pneus

14/1/2019, 10:14h

Centenas de pneus usados de veículos são recolhidos semanalmente pela Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana, nas revendedoras, borracharias ou foram diretamente descartados nas ruas.

A retirada destes produtos é preventiva por evitar a formação de verdadeiros criadouros do aedes aegypti, que encontram o ambiente ideal – quente e úmido, para se reproduzir.

No período de chuvas, os pneus acumulam água e neles o mosquito, que transmite dengue, zika e chikungunya, mais a febre amarela urbana, depositam seus ovos.

Os ovos demoram uma semana para eclodirem, aumentando o perigo de se pegar uma das doenças transmitidas pelo inseto, que leva em média dez dias para voar e vive durante 30 dias.

Os pneus são levados para um depósito localizado à avenida Francisco Pinto, onde recebem tratamento a base de inseticida que elimina possíveis focos do inseto.

Depois são enviados para uma empresa, onde são triturados e usados pela indústria de transformação. A retirada dos pneus é estratégica.

A visita às borracharias e empresas comerciais do setor de pneus é feita periodicamente – a cada duas semanas, ciclo suficiente para não permitir que haja acúmulo que leve à reprodução do aedes.

  •  

Prefeitura investiu mais R$ 15 milhões em medicamentos durante 2018

9/1/2019, 9:51h

Usuária da Unidade de Saúde do bairro Queimadinha, Rosenilda Silva é uma das beneficiadas do investimento de mais de R$15 milhões em medicamentos feitos pela Prefeitura, através da Secretaria de Saúde, durante todo o ano de 2018. A paciente que é hipertensa há 28 anos, recebe gratuitamente quatro tipos de anti-hipertensivos, além de outros medicamentos solicitados durante acompanhamento na unidade.

Enalapril, Propanolol, Hidroclorotiazida e Losartana são algumas das medicações disponibilizadas pelo SUS entregues mensalmente a Rosenilda pelo Programa Farmácia Básica. “Tomo dois comprimidos pela manhã e outro a noite. Sempre que venho a unidade de saúde encontro os medicamentos que utilizo”, relata Rosenilda Silva.

Só em 2018, 705.882 remédios e insumos foram dispensados pela Assistência Farmacêutica. No quantitativo estão inclusos os medicamentos da Farmácia Básica, voltados a hipertensão, diabetes, alergias, anemia, feridas, saúde da mulher, saúde mental e inflamações. Outros são antibióticos, antiparasitários, antifúngicos e medicamentos fitoterápicos.

“Essas medicações podem ser adquiridas nas unidades de saúde as quais os pacientes são acompanhados” ressalta Juraci Leite, coordenador da Assistência Farmacêutica. Para tanto é necessário ter em mãos receituário médico, cartão SUS e documento de identidade com foto.

Ao todo 162 tipos de medicamentos são distribuídos. O reabastecimento do estoque das Unidades de Saúde é feito seguindo cronograma da Assistência Farmacêutica. "Caso esgote antes da reposição, enviamos remessas extras assim que sinalizado", informa.

  •