SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

Incêndio em casa de show é tema do III Simulado Junino do SAMU

1/6/2018, 9:33h

Um desastre com 100 vítimas, decorrido de um incêndio numa casa de shows, será o tema do III Grande Simulado Junino do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU), a ser realizado no dia 13 de junho, às 9h, na avenida Nóide Cerqueira. Além do treinamento e capacitação da equipe de profissionais do órgão, o evento também tem como objetivo alertar a população para os riscos do uso de fogos de artifício em ambientes fechados. 

O tema escolhido foi baseado no incêndio da boate Kiss, ocorrido no ano de 2013 na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que levou centenas de pessoas a óbito. “Simular essa situação é uma forma de precaver as casas de show, preparar os órgãos e alertar principalmente a população”, informa a coordenadora do SAMU, Maiza Macedo.

O simulado contará com o apoio de diversas instituições, como o Exército, Policia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Policia Civil, Departamento de Polícia Técnica, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal, Coelba, Via Bahia, Defesa Civil e a Superintendência Municipal de Trânsito. Também participarão estudantes de enfermagem, medicina, biomedicina, nutrição, fisioterapia e educação física. 

Durante o treinamento será utilizado o método START, que é uma triagem feita no local para evitar o óbito durante o transporte do paciente e a organização do cenário com as vítimas separadas por gravidade. 

Reunião de preparação para o Simulado aconteceu nesta quarta

E para definir a atuação de cada entidade durante a encenação, foi realizada nesta quarta-feira, 30, uma reunião entre os órgãos responsáveis . “Como em situações de acidentes reais, é importante que o SAMU trabalhe em parceria com os órgãos”, afirma Maiza Macedo.

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Governo Municipal custeará parte do funcionamento da Policlínica Regional

30/5/2018, 16:25h

Um investimento de mais de R$200 mil mensais será feito pelo Governo Municipal na mais nova Policlínica Regional, inaugurada nesta segunda-feira, 28, em Feira de Santana. A contrapartida do município, através do Consórcio Público Interfederativo de Saúde da Região, garantirá o acesso a consultas e exames com diversas especialidades médicas para a população feirense.

A Policlínica Regional é resultado de uma parceria entre o Governo do Estado e 27 municípios formados pelos Consórcios Públicos de Saúde. De forma proporcional ao tamanho de sua população, os municípios consorciados irão cobrir 60% dos custos e o Governo Estadual ficará responsável por 40%.

Diferente das Policlínicas Municipais, que são unidades de pronto atendimento de urgência e emergência com demanda espontânea (conforme a portaria nº 2048/GM de 05 de novembro de 2002), que realizam alguns exames não obrigatórios, como o raio-X, a Policlínica Regional irá atender mediante agendamento prévio das consultas, exames e alguns procedimentos de pequena cirurgia, dentro do número de vagas de especialidades disponibilizadas pelo consórcio para cada município.

Agendamento será pela central de regulação

“É importante que a população entenda que existe um número mensal a ser agendado via central de regulação. Por exemplo para Feira de Santana serão 103 consultas de oftalmologia/mês, 309 de otorrinolaringologia, 154 de ortopedia, e assim sucessivamente com outras especialidades”, informa a Secretária de Saúde, Denise Lima Mascarenhas (foto).

Além das consultas, a população feirense terá direito aos seguintes exames mensais: mamografia (193), ultrassonografia (193), ergometria (103), ecocardiograma (103), eletrocardiograma (193), eletroencefalograma (51), endoscopia digestiva (39), colonoscopia (19), raio X (232), biopsia (80), ressonância magnética (129), tomografia (257), mapa (51) e holter (51).

Mesmo tendo direito as vagas mensais citadas, o agendamento para o município será mediante a liberação semanal de cotas pela Policlínica Regional.

Medicamentos padronizados nas policlínicas e UPA’s do município

A administração de medicamentos, como anti-hipertensivos, antialérgicos, anti-inflamatórios, injetáveis, soluções sorológicas, remédio para diabetes e medicamento controlado são feitos nas unidades do município, que funcionam como estruturas de complexidade intermediária entre as unidades hospitalares de atendimento às urgências e emergências.

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Idosas recebem fisioterapia gratuita da Secretaria de Saúde

30/5/2018, 10:52h

Aos 84 anos, Agnela dos Santos (foto), a dona Didi, como carinhosamente é chamada, é uma das onze idosas residentes do Dispensário Santana que recebem assistência de fisioterapia domiciliar através das Secretaria Municipal de Saúde. Acolhida na casa de abrigo há nove anos, ela foi a primeira paciente a ser assistida com o serviço.

Por ficar sete anos na cadeira de rodas, a paciente não realizava movimentos com os braços e também não conseguia esticar as pernas. “A gente está trabalhando para deixá-la mais funcional possível, para que possa comer sozinha e sentar, por exemplo. Já houve uma grande melhora”, informa a fisioterapeuta Camila Franqueira.

Disposição e independência é o que não falta à idosa Eunice Oliveira (foto), 87 anos. Há 20 anos, quando ficou viúva, decidiu procurar apoio na casa. Muito alegre e com sorriso, ela recebeu a visita da fisioterapeuta. “Eu tinha muita dificuldade, a dor na coluna me empatava de fazer tudo, melhorei com os exercícios", afirma.

Veja como solicitar o serviço

Graças à fisioterapia, a idosa que não gosta de ficar parada, está sempre envolvida em atividades por livre e espontânea vontade. "Eu gosto de fazer as minhas coisas, mesmo quando não querem que eu faça. Gosto de cozinhar. Lavar algumas de minhas roupas é algo que me faz bem”, afirma a idosa, que estava cortando frango quando a reportagem chegou à casa dela.

Fisioterapia Domiciliar é um serviço da divisão de enfermagem de reabilitação para pacientes das Unidades Básicas de Saúde. A solicitação deve ser feita através da UBS, se a necessidade de reabilitação para o paciente for recomendado por um médico.

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Prorrogada campanha de vacinação contra a gripe em Feira de Santana

30/5/2018, 9:40h

A campanha de vacinação contra a influenza foi prorrogada em Feira de Santana até o dia 15 de junho, devido a paralisação dos caminhoneiros. Com a extensão do prazo, a Secretaria Municipal de Saúde visa atingir a meta de 90% do público alvo, até o momento 82% foram vacinados, o que corresponde ao número de 105 mil pessoas.

De acordo com a referência técnica em imunização, Carlos Henrique Valverde, o município encontra-se preparado para atender a demanda. “Todas as unidades tem o imunizante. Recebemos a remessa mais recente na última semana, com 45 mil doses. Portanto a gente pede que as pessoas se dirijam até a unidade de saúde de seus respectivos bairros”, ressalta.

Caso haja disponibilidade de vacina em estoque, após o dia 18 de junho crianças de cinco a nove anos e adultos de 50 a 59 anos também poderão receber o imunizante. “Recebemos uma nota técnica do Ministério da Saúde autorizando a imunização a essas pessoas caso sobrem doses do imunizante, já que não serão enviadas remessas para esse público”, informa.

Segundo a nota do Ministério da Saúde, a escolha de estender o imunizante para o grupo de 50 a 59 anos é devido a apresentação de maior carga de doença, elevando o percentual de risco e maior vulnerabilidade para o óbito. Já no caso das crianças de cinco a nove anos, o Ministério informa que estas apresentam melhor resposta a vacinação e também são transmissores do vírus para comunidade.

Até o momento, tem direito a vacina crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), idosos (com 60 anos ou mais), gestantes, mulheres em período pós parto, portadores de doenças crônicas, professores das redes pública e privada, trabalhadores de saúde, indígenas, pessoas privadas de liberdade (presos) e funcionários do sistema prisional.

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Calma e objetividade ao acionar SAMU em casos de acidentes de moto são fundamentais, alerta médico

29/5/2018, 18:54h

Um acidente envolvendo um carro e uma motocicleta, que resultou em uma vítima que estava sem capacete. As cenas chamaram a atenção de quem passou pelo estacionamento da Prefeitura na manhã desta terça-feira, 29, mas na verdade foi mais um simulado de atendimento realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Desta vez a ação fez parte da programação do Maio Amarelo. 

As pessoas foram orientadas sobre como conduzir a situação ao prestar assistência a vítimas, acionando o SAMU e as precauções para evitar estas fatalidades. Dados do Samu apontam que a cada cinco acidentes com vítimas, quatro envolvem motocicletas.

Algumas pessoas ficam agitadas ao lidar com acidentes graves 

E acionamento do atendimento é algo muito importante. “Entendemos que as pessoas ficam agitadas ao lidar com situações envolvendo vítimas graves na rua, mas é preciso calma para que possamos prestar uma assistência adequada. Então, chamar a vítima sem tocar, avaliar de modo circunstancial e responder os questionamentos com serenidade e objetividade durante a ligação para o serviço móvel são imprescindíveis”, orienta o diretor médico do Samu, José Luis Araújo.

Mais de 100 mil motocicletas circulam diariamente pela cidade

“Temos hoje mais de 100 mil motocicletas circulando em nossa cidade e um número expressivo de acidentes envolvendo esses veículos. Por isso estamos aqui para chamar atenção da comunidade, mostrando a importância da direção defensiva e dos condutores, de forma geral, respeitarem as motocicletas”, a informação é do superintendente municipal de trânsito, Maurício Carvalho, nesta terça-feira, 29, durante simulado de acidente em referência ao Maio Amarelo.

Trote atrapalha quem realmente precisa de atendimento, alerta lavradora

A lavradora Vitalina Gonçalves estava passando pelo local e foi atraída pelo evento. “Achei importante, tem que falar mesmo da questão das motocicletas. E muita gente não sabe a utilidade do Samu para a comunidade, passam até trote, deixando as vezes quem está precisando do atendimento ficar sem o serviço”, relata.

A campanha Maio Amarelo acontece no Brasil e em mais 26 países com o objetivo de reduzir o número de mortes causadas por acidentes de trânsito. Durante todo esse mês, o governo municipal realizou diversas ações em discussão do tema, buscando incentivar um trânsito mais humanizado e mais seguro.

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Secretaria de Saúde mantém unidades com atendimento normalizado

27/5/2018, 9:31h

Devido algumas dificuldades enfrentadas com a greve dos caminhoneiros, a Secretaria Municipal de Saúde assegura que estão mantidos os serviços essenciais para a população. As Unidades de Pronto Atendimento 24h, Policlínicas e o Hospital da Mulher estão com atendimento normalizado, contando com materiais e insumos necessários, além do abastecimento de oxigênio.

“Os feirenses podem ficar tranquilos que desde o início da greve começamos a nos preparar a fim de manter a assistência. O oxigênio foi reposto nesta sexta-feira, 25, e algumas atividades extras de menor relevância foram suspensas para que assim fossem priorizados os serviços de urgência e emergência”, ressalta a secretária de saúde, Denise Lima Mascarenhas.

A secretária também informa que as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel e Urgência (SAMU) estão com combustível para atender a demanda. “Para garantir a ordem, a equipe da SMS está monitorando rigorosamente todas as atividades”, relata.

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Confirmado primeiro caso de H3 sazonal em Feira

25/5/2018, 11:29h

De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, no último dia 23, a Vigilância Epidemiológica notificou 64 casos suspeitos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em Feira de Santana, entre esses está o primeiro caso para H3 sazonal no município e um óbito por H1N1.

Dos casos notificados, 15 foram confirmados para H1N1, 12 por outros vírus respiratórios, nove como SRAG não especificada e um como H3 Sazonal. Permanecem em investigação 27 casos.

Visando a prevenção da doença, todas as unidades de saúde estão realizando a vacinação contra a influenza. Cerca de 98.122 doses já foram aplicadas, o que corresponde a cobertura vacinal de 77,82%.  A meta é imunizar 90% do grupo prioritário estabelecido pelo Ministério da Saúde até o dia 01 de junho.

“De segunda a sexta-feira, a população pode procurar uma de nossas unidades de saúde, todas encontram-se abastecidas com a vacina. Nossos técnicos estão a disposição para tirar dúvidas e passar todas as orientações”, ressalta o enfermeiro e referência técnica em imunização, Carlos Henrique Valverde (foto).

Quase metade das crianças ainda devem ser vacinadas

De acordo com Carlos Henrique há uma preocupação com o número de crianças imunizadas no município, até o momento foram aplicadas 21.683 doses neste público, quando a população preconizada corresponde a 40.639. “A campanha está chegando ao fim e percebemos um descuido dos pais em vacinar as crianças. Isso é preocupante, pois esse é um grupo considerado de risco”, ressalta.

Diferença entre a H1N1 e a sazonal H3N2

Apesar de se tratar de um tipo de gripe A, a H3N2 é uma gripe sazonal e que não apresenta os mesmos riscos da H1N1. Não provoca pandemias. O número de casos é esperado para a época de sazonalidade, que no Brasil é nos meses de outono e inverno.

A Influenza A H1N1 (pandêmica 2009) causou uma pandemia mundial no ano de 2009. Os vírus do tipo A tem grande capacidade de mutação genética, podendo gerar surtos em nível mundial.

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Profissional de saúde deve perguntar se paciente é homossexual, orienta dirigente

23/5/2018, 17:1h

“Ao preencher uma ficha ou cadastro em uma unidade de saúde, o profissional tem que perder a vergonha e perguntar se o paciente é homossexual. Não devemos agir como se fosse uma agressão ao outro perguntar se ele é gay”. A declaração é do chefe da Divisão de Promoção de Direitos às Minorias, Fábio Ribeiro, durante o seminário sobre Saúde Integral da População LGBTQ na Atenção Básica, realizado nessa quarta-feira, 23.

Promovido pela Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedeso), o evento foi realizado no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC). O seminário trouxe como discussão principal a humanização no atendimento à saúde da pessoa LGBTQ e o combate à discriminação.

Nome social aos transgêneros

Os palestrantes expressaram preocupação em melhor preparar os profissionais de saúde para que ajudem a eliminar os preconceitos sociais enfrentados pelas pessoas transexuais. “Uma de nossas perspectivas é garantir aos transgêneros o uso do nome social nos serviços de saúde e já estamos trabalhando para isso”, destaca a referência técnica municipal à saúde da pessoa LGBTQ, Jamiley Dias (foto).

Diretora nacional da UNALGBT e coordenadora do Grupo Gay da Bahia, Millena Passos (foto) elogiou a iniciativa da Prefeitura de Feira em trazer a público o debate sobre o atendimento à pessoa LGBTQ. “Eu chego aqui hoje nessa capacitação e fico muito feliz, por abranger profissionais de saúde de Feira de Santana. Isso é importante para as pessoas começarem a respeitar essa diversidade, pois nós existimos, merecemos respeito e somos também usuários do SUS”, destaca.

Unidades municipais têm portas abertas, diz secretária

A secretária municipal de Saúde, Denise Mascarenhas (foto), participou do evento. “Na gestão municipal existe a preocupação de trabalhar para a ampliação do acesso da população LGBTQ a todos os serviços de saúde através do SUS. Nossas unidades têm portas abertas para o acolhimento e atendimento a todos os públicos, sem discriminação ou preconceito”, destaca Denise.

O evento, que visa capacitar estudantes e profissionais de saúde, será retomado na sexta-feira, 25, das 8h às 12h e das 14h às 17h.

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Criança com microcefalia acompanhada pela SMS apresenta evolução em tratamento

23/5/2018, 16:22h

Acompanhar a criança na tentativa de dar os seus primeiros passos é um dos momentos mais esperados pela família, mas no caso de Caio Oliveira, 2 anos, o movimento com as pernas ao ser segurado pelos profissionais de saúde é uma conquista.

Caio é uma das 24 crianças com microcefalia que são acompanhadas pela Secretaria Municipal de Saúde. Nesta terça-feira, 22, ele veio com a avó Eliana Oliveira para mais uma consulta com a infectologista na Vigilância Epidemiológica (VIEP). O momento foi de alegria para os profissionais e para família.

Avó comemora os resultados do acompanhamento

“Ele está evoluindo bem, temos tido bons resultados diante do quadro que ele tem. Hoje recebemos até os parabéns da médica, devido as passadinhas que ele deu ao segurarmos”, comemora a avó, já que devido a doença a criança apresenta dificuldade para movimentos.

A família notou que Caio tinha moleira fechada aos três meses de vida, desconfiados procuraram a Unidade Básica de Saúde, onde foi feito o encaminhamento para o neurologista e a constatação da doença após alguns exames. Desde então, ele vem sendo acompanhado pela VIEP, com a prioridade no encaminhamento para consultas e exames, e todo o tratamento gratuito assegurado pelo município em diversas especialidades através do SUS (Sistema Único de Saúde).

“Hoje ele está saindo daqui com o encaminhamento para fisioterapia, fonoaudiologia, neurologia e  ortopedia. A Secretaria dá um bom suporte a criança. Recebemos visita domiciliar, onde é avaliado todo o histórico dele e todos os exames. A enfermeira anota tudo, pergunta como ele está indo na fisioterapia e procura saber se estamos fazendo o que é orientado”, relata a avó de Caio.

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Campanha de doação de sangue: fator negativo é raro

23/5/2018, 12:5h

Ajudar. Este é o verbo conjugado pelos doadores de sangue. Johnny Winter (foto abaixo) foi uma das primeiras pessoas a participar da campanha de doação que acontece até a quinta-feira, 24, realizada pela Pastoral da Saúde e o Hemoba, como o apoio da Prefeitura de Feira de Santana.

“Doar é, sem dúvidas, uma questão humanitária, porque o sangue pode salvar a vida de uma pessoa que você não conhece. Esta é a grande satisfação”, disse o rapaz doador, que periodicamente faz esta boa ação. Outro problema é a escassez do produto nos bancos dos hospitais.

Carlos Santos também foi doar. “Já faço este tipo de boa ação há muitos anos e esta será a segunda vez que participo desta campanha”, destaca. Para ele, o fato de ajudar sem saber a quem, torna a doação ainda mais significativa. “É uma questão de consciência”, reforça.

Expectativa de recolher 250 bolsas

E a expectativa do Hemoba é de que até o final da quinta-feira, cerca de 250 bolsas sejam levadas para a instituição, recolhidas no micro-ônibus localizado no estacionamento da Prefeitura. “Estamos com problemas de abastecimento e acreditamos no altruísmo dos feirenses”, disse a enfermeira Nilza Azevedo (foto). O problema maior, revelou, são com os sangues de RH negativo, os ditos raros.

“O sangue tipo O negativo é fundamental”, afirma a enfermeira. Por ser de transfusão universal, este tipo é muito útil em situação de emergência. Ainda de acordo com a enfermeira, o estoque de segurança gira entre 750 e 800 bolsas, por mês. “Mas as doações estão na faixa de 500 bolsas”, informa.

Parte do sangue coletado não é aproveitada

Mas a quantidade de bolsas levadas para o Hemoba não significa que todas serão aproveitadas, depois de submetidas a todos os testes de qualidade. Grande parte, diz a enfermeira, é descartada no bloqueio sorológico.

Para compensar o déficit, nas situações de emergência o Hemoba local é socorrido por outras unidades. “Criamos uma rede de ajuda”. O problema, diz, é que nem sempre se tem certeza de que o sangue trazido é o compatível. Ela ainda afirmou que a situação não permite que hajam descartes. As bolsas tem validade de até 35 dias e as plaquetas, cinco.

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