FEIRA EM HISTÓRIA

FEIRA EM HISTÓRIA: Última quinzena de janeiro de 1971

20/1/2020, 9:35h
A última quinzena de janeiro de 1971 foi de muito movimento na cidade. No dia 31, por exemplo, o prefeito João Durval passou o cargo para o prefeito eleito Newton Falcão e na câmara foi instalada a 7ª legislatura. (Adilson Simas)
 
Quarenta e nove anos depois aqui estão algumas lembranças daquele tempo, tomando como fonte o extinto jornal “Feira Hoje”, que só circulava aos sábados. 
 
Depois de sessenta dias de absoluto silencio, uma semana antes da posse o prefeito eleito Newton da Costa Falcão reuniu a imprensa e numa entrevista coletiva tornou público os nomes que formariam no seu secretariado. No anuncio, duas surpresas:
 
Primeiro a escolha do professor Antonio Araújo para a importante Secretária de Finanças. Vereador de vários mandatos e primeiro candidato a prefeito pelo MDB de Feira, em 1966, seu Araújo do Cartório era do PSD de Colbert, Pinto, Falcão e outros, liderados do cacique Eduardo Fróes da Motta.
 
Segundo foi o anunciou de dois técnicos – arquitetos Juracy Dórea e Everaldo Cerqueira, como comandantes da Surfeira, tirando o cunho político que marcou a criação da autarquia, tida como uma prefeitura paralela, pois  executava e fiscalizava as pequenas e grandes obras públicas do município.
 
Fechando a equipe, Adnil Falcão (Gabinete), Gil Marques Porto (Expansão Econômica), Asclepíades Negritos de Barros (Serviços Urbanos), Ângelo Mario de Carvalho (Desenvolvimento Comunitário), Faustino Dias Lima (Administração) e José Maria Nunes Marques (Educação). 
 
Naqueles últimos dias de janeiro de 1971, aqui esteve o governador Luiz Vianna Filho, também em fim de mandato, pois em março passaria o comando do Estado para o deputado federal ACM que era o prefeito nomeado de Salvador e havia sido também nomeado novo Governado da Bahia.
 
Recebido com festa, Luiz Vianna inaugurou na antiga Escola João Florência, hoje Arquivo Municipal, a Delegacia Escolar da região e as escolas estaduais Ecilda Ramos e Otávio Mansur, em terrenos doados pela prefeitura.
 
Vianna muito realizou em Feira, inclusive na área educacional, com destaque para o Colégio Assis Chateaubriand e a Faculdade de Educação que deu origem a UEFS. Naquele dia ele recebeu o titulo de Cidadão Feirense, projeto de Artur Santos, suplente de vereador no exercício do mandato.     
 
O prefeito João Durval também aproveitou os últimos dias de seu mandato para entregar obras. Uma delas, o Teatro Municipal, na Rua Carlos Gomes, que os artistas batizaram com o nome da falecida atriz Margarida Ribeiro, irmã do então vereador Luciano Ribeiro, do MDB, e um dos membros dos movimentos artístico-culturais da cidade.
 
Outro grande acontecimento nos últimos dias de janeiro foi o lançamento da Pedra Fundamental de uma unidade da Peterco do Nordeste Produtos Elétricos S/A, às margens da rodovia BR/324, trecho conhecido na época como Núcleo Piloto do CIS.
 
O evento trouxe a Feira o alto comando da empresa e vários empresários que à noite foram recepcionados pelas autoridades locais com um jantar no Clube de Campo Cajueiro. A Peterco anunciou uma área construída de 16 mil metros quadrados e prometeu 500 empregos diretos. 
 
Notícia triste nos últimos dias de janeiro, foi o embate jurídico entre o Clube de Campo Cajueiro e a Phebo do Nordeste edificada ao lado do clube. A diretoria do Cajueiro alegava que a poluição da indústria colocava em risco a saúde dos associados.
 
O último dia do mês, domingo, 31, foi de movimentação política. O juiz Jarbas Pedreira instalou a 7ª Legislatura composta de 13 vereadores, 8 da Arena e 5 do MDB. O arenista Jorge Mascarenhas foi eleito para presidir aquele primeiro período legislativo.
 
Juntos com Jorge Mascarenhas formavam na bancada da Arena, José Pinto, Newton Tavares, Dival Machado, Alberto Oliveira, Paulo Cordeiro, Araújo Freitas e Orlando Leite. Na bancada do MDB estavam Roque Aras, Noide Cerqueira, José Raimundo, Antonio Carlos Coelho e Nilton Belas. 
 
No mmesmo dia com a câmara já instalada e o plenário totalmente ocupado, aconteceu a posse do prefeito Newton Falcão que antes de usar da palavra ouviu dois discursos. De Alberto Oliveira, saudando o prefeito correligionário e de Roque Aras, anunciando que o MDB faria uma oposição vigilante.  
 
Fechando as notícias da segunda quinzena de janeiro, com um concorrido coquetel no Cajueiro, a antiga Telefeira, concebida por homens feirenses e que mais tarde viraria Telebahia lançou à venda 300 linhas telefônicas em Feira, iniciando a ampliação do seu sistema que logo chegaria a 2 mil aparelhos.
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FEIRA EM HISTÓRIA: A cidade há 62 anos, janeiro de 1958

13/1/2020, 15:24h

Nesta segunda-feira, 13 de janeiro, vamos viajar no tempo e reviver a Feira de Santana no distante janeiro de 1958, portanto há mais de seis décadas. (Adilson Simas)

Feira já era esta cidade encontro das rodovias. Pelas ruas planas, os carreteiros às vezes atravessando os poucos subúrbios, passavam transportando mercadorias do sul para o norte do país e vice versa.

Tanto que existiam vários postos fiscais. Entre eles o do Minadouro – estrada de Serrinha; da Pampalona – estrada de Anguera; da Rodagem – estrada Feira-Salvador e o da Boa Viagem – estrada da Estação da Leste.
  
João Marinho (foto) era o prefeito. Não existiam secretarias, fundações e autarquias como hoje. Oscar Erudilho (secretário), Margarida Ramos (tesoureira) e João Almeida (fiscal geral) eram os seus principais assessores.

A câmara  funcionava na própria prefeitura. No primeiro período o presidente era o médico udenista Augusto Matias. No segundo e último período da legislatura o presidente era o advogado trabalhista Jorge Watt da Silva.

Artur Vieira, Antônio Araújo, Antonio Nery, Colbert Martins, Dourival Oliveira, João Durval, Joselito Amorim, Mário Porto, Osvaldo Pirajá, Walter Nink e Wilson Falcão completavam a câmara que tinha 13 vereadores. Vale lembrar que naquele ano Wilson Falcão foi eleito deputado estadual.

Pouco mais de doze mil votos foram apurados na eleição daqueles vereadores. Existia apenas uma zona eleitoral, a 19ª, presidida pelo juiz José Manuel de Castro Viana, que era também titular da Vara Civil. O outro juiz, da Vara Crime, era Jorge de Faria Góes.

Quem viveu a Feira de 62 anos atrás, tem saudade das ações culturais existentes impulsionadas pela Associação Cultural Filinto Bastos. Eram seus dirigentes Benedito Farias, Olney São Paulo, Humberto Mascarenhas, Agnaldo Marques, Luiz Navarro, Carlos Pires, Edgar Erudilho e tantos outros.
 
Os poetas  faziam da Confeitaria Aurora, na Rua Direita, do também poeta Apóstolo Filho, o ponto de encontro aos domingos.  Antonio Lopes, por exemplo,  não cansava de contar em versos a vida da preta Maria Tereza..

ASSIM como nos anos 30 com o Grupo Taborda e outros, a vida teatral continuava firme nos anos 50. Francisco Barreto dirigia o Grupo Scafs que estimulou o surgimento de outros movimentos teatrais, dos quais  emergiriam mais tarde atores e atrizes como  Luciano Ribeiro, José Carlos Teixeira, Gildarte Ramos, Antonio Miranda, Deolindo Chechucci, Alvaceli Penha, Antonia Veloso, Neide Sampaio e tantos.

Duas rádios – Cultura e Sociedade dividam a audiência, jogando no ar as vozes de Raimundo Oliveira, Chico Baiano, Geraldo Borges, Edival Souza, Lucílio Bastos, Itaracy Pedra Branca, Dourival Oliveira, Chico Caipira, Nestor Peixoto. A estes logo se juntaria o garoto Itajaí que começava fazer sucesso.

Duas emissoras, dois auditórios, palcos para nomes famosos da MPB, mas também para grandes cantores locais como Ivanito Rocha, Maria Luiza, Raimundo Lopes, Antonieta Correia, Antonio Batista, Ednalva Santana, Antonio Moreira, Dilma Ferreira e estrelas mirins que surgiriam mais tarde como Marcelo Mello, causando soluços nos programas de Alcina Dantas.

Antes do “Brasil do Amanhã”, da professora Alcina Dantas, a missa dominical era uma das opções da gurizada. Na Matriz, Senhor dos Passos, Asilo, Igreja dos Remédios, Santo Antonio, Alto Cruzeiro. Tempo de Aderbal Miranda, Mário Pessoa, Frei Salomão e outros Sacerdotes.

Sem as salas do Iguatemi, novidade dos anos 90, Feira em 58 já tinha opções para os amantes da sétima arte. Além de Íris e Santanópolis, com tabuletas nas ruas anunciando os filmes, a cidade se preparava para receber em fevereiro mais um cinema, o Madrid, na Rua Castro Alves, com 375 lugares.

A vida social, passada a fase de ouro das filarmônicas “25 de Março” e Vitória, ganhava intensidade nos salões do Feira Tênis Clube e da Euterpe. O “aristocrático” presidido por Milton Falcão de Carvalho, seu Bubu  e o “clube do povo”  por João Augusto Pires, seu João da Loja Pires.

No 10 de janeiro as atenções já estavam voltadas para mais uma Festa da Padroeira. No dia 5 aconteceu o Pregão e para o dia 12 estava marcado o Bando Anunciador, vindo dos Olhos D’Água e saindo da porta da igreja para percorrer todas as ruas do centro.

Como o novenário começaria no dia 19, muitas modistas estavam cheias de encomendas de senhoras e senhorinhas. Os homens, por sua vez, completavam o terno de linho comprando gravatas, borboletas, chapéu palhinha e sapatos duas cores.

Á frente da comissão responsável pela Festa da Padroeira, escolhido desde que foi encerrada a festa do ano anterior, estava o comerciante Valdemar da Purificação. Vale frisar que naquele tempo, além da parte profana, a comissão também se encarregava da parte religiosa.

Também participavam da comissão, Alfredo Sarkis, João Suzart, Joel Magno, José Sena Lima, Carlos Fadigas, Maurílio Silva, Clarindo Borges, Israel Trindade, Alberto Oliveira, Osvaldo Cordeiro e tantos outros devotos. 

Naquele  tempo, há 62 anos, quem não queria curtir as opções que eram oferecidas se deslocava para Salvador ou cidades do recôncavo. Pegava a estrada velha utilizando os ônibus da Empresa Santana, ou a linha de ferro usando  trem - motriz ou misto, que partiam da Estação da Leste.

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FEIRA EM HISTÓRIA: A Gazeta do Povo em janeiro de 1960

6/1/2020, 9:32h
Foi no domingo, 3 de janeiro, que circulou a primeira edição do jornal “A Gazeta do Povo” de 1960. Passados 60 anos, vale a pena se encontrar com as principais notícias da época, todas extraídas do importante semanário que funcionava no antigo Beco do França. (Adilson Simas)
 
O Jornal destaca o encerramento em 28 de dezembro da festa de N. S. da Conceição no distrito de Almas, hoje Anguera (foto), que tinha como vigário o cônego Luiz Machado. O prefeito em exercício João Durval e outras autoridades participam da festa de encerramento, animada pela banda da Policia Militar.
 
Lembramos, para os saudosistas, a comissão encarregada da festa de largo: Vitor Bezerra Lola (presidente), Saturnino Veloso (vice), José Oliveira Mercês (tesoureiro) e João Oliveira Freitas e Sólon Ribeiro Brandão, primeiro e segundo secretários respectivamente.
 
O semanário também registra a ultima ocorrência policial do ano findo. Com o titulo “A morte visita bordel de Lindalva”, detalha que “Pistoleiro travestido de polícia mata dois e fere um!”. No “sururu” morrem dois homens e fica baleada uma frequentadora do famoso cabaré.
 
Na condição de primeiro secretário, José Manuel de Araújo Freitas, o falecido Zezito que atuou na Rádio Sociedade, foi vereador e morava na Rua Voluntários da Pátria, publica edital convocando a Assembléia Geral do Feira Tênis Clube para a eleição e posse  da nova diretoria do “aristocrático”.
 
Também na condição de primeiro secretário, o bancário Antonio Carlos Borges dos Santos, pai do atual secretário Borges Júnior, convida os sócios do Montepio dos Artistas Feirenses para a eleição do novo tesoureiro, “tendo em vista o recente falecimento de Álvaro dos Santos Rubens”.
 
Em sessão comandada pelo deputado Wilson Falcão, é empossada a nova diretoria da Euterpe Feirense, tendo na presidência o comerciante João Augusto Pires. Dois oradores antecedem a fala do presidente: Manuel Matias de Azevedo e Carlos Pires.
 
Durante sua fala o orador Manuel Mathias de Azevedo  sugere que fosse dado ao prédio da filarmônica o nome do saudoso associado Hermínio Santos, sugestão logo acatada. Findos os discursos e após ser servido champanha tem inicio animada soirée.
 
Ocorrido em 23 de dezembro e sepultado no dia seguinte, o falecimento de Teomar Soledade (bom dia Everaldo) com apenas 51 anos de idade ainda é notícia.  Industrial estimado e bondoso o féretro sai da residência na Praça Padre Ovídio com a presença da Filarmônica Vitória e discurso de Manuel Mathias de Azevedo.
 
A cidade ganha uma filial das “Lojas Renner”. A bênção das instalações é feita pelo Padre Aderbal Miranda, a fita cortada por José Soares gerente do Banco da Bahia e entre os oradores Osvaldo Galeão e o vereador comunista Humberto Mascarenhas.
       
Assinado pelo secretário não identificado, a loja maçônica “Segredo, Força e Aliança” convida “a todos os irmãos da nossa loja e co-irmãs, para o reinicio dos nossos trabalhos no dia 9 do corrente, às 20 horas, com uma sessão magna”.
 
Fundada na cidade a associação “Mensageira do Bem”, composta de senhoras e senhoritas, com a finalidade de empreender ações filantrópicas e sociais. Segundo a nota a nova entidade é ligada a loja maçônica “Harmonia, Luz e Sigilo”.
 
Eleita nova diretoria da Associação Feirense dos Estudantes Secundários. A presidência fica com Marcus Miranda e nos demais cargos os seguintes estudantes: Raimundo Sá Morais, Teonilio Falcão, Aurino Soares, Yara Cunha, Hildete Galeão, Maria Augusta Santana, Gileno Portugal, Jane Shirley, Emidio Soares e Eratóstenes Brito.  
 
Na cidade, procedentes da Capital da Republica, o oficial da Marinha, Edgard Leite Barbosa e sua esposa Maria Luiza Motta Leite Barbosa. Vieram para o casamento de Agostinho Motta (cunhado e irmão) e ficam hospedados no palacete de Eduardo Motta.
 
Em razão do recesso parlamentar o deputado Hamilton Cohin chega  a cidade dizendo que “é com prazer que retorno à minha terra, para rever a minha gente e prestar contas do mandato”. Na entrevista garante que “também visitarei todo o hinterland bahiano”.
 
A crônica social registra o aniversário, dia 31, da “garota Terezinha da Silva Vasconcelos, filha do prestigioso Almiro de Almeida Vasconcelos e sua digna esposa Zilva Castor Vasconcelos, (bom dia Naron) residentes nesta cidade”.
 
Anúncio publicado pelo médico Milton Marinho avisa que “se acha em pleno funcionamento  o seu gabinete de eletrocardiografia (exame elétrico do coração) no Edifico Santana, sala 7, na Av. Senhor doas Passos diariamente das 14 horas em diante”.
 
A coluna “Conversa da Semana” de Íris Braga cobra mais policiamento nos cinemas da cidade, principalmente Íris e Santanópolis, “contra mocinhos mal educados que não perdem oportunidades  para  mostrar o que são e o que podem fazer”. 
 
A firma Jucadias Automóveis faz comercial da Rural Willys 1960, “novo modelo com primazia mundial”, garantindo que foi “especialmente desenhada para o Brasil e produzida somente em nosso país, sendo uma autentica sensação no mundo automobilístico”.
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FEIRA EM HISTÓRIA: Os melhores do rádio feirense de 1963

30/12/2019, 9:10h
Na sua primeira edição de janeiro, o jornal Folha do Norte, através da coluna “Tudo é Rádio”, publicou como fazia anualmente, os melhores do rádio feirense de 1963. Passados 56 anos, mais de meio século, vale apenas lembrar os vencedores de uma época em que mesmo tendo apenas duas emissoras – Sociedade e Cultura, era intenso o movimento radiofônico da cidade (Adilson Simas). 
 
O melhor locutor,  pela impecável dicção e boa voz, o escolhido foi José Silva, tido como o metralha da Rádio Sociedade.
 
O melhor animador ganhou Iberlúcio Souza, também conhecido como “o homem das mil vozes na radiofonia feirense, com o  programa Turbilhão de Atrações”. 
 
 A melhor produção foi ganhador o programa “Se a Cidade Contasse”, produzido e apresentado por José Silva e Lucílio Bastos. 
 
O melhor programa sertanejo foi “Paisagens do Nordeste”, apresentado por Nestor Peixoto, que se identificava como “Coronel Zé Pimenta”. 
 
O melhor sonoplasta foi Raimundo Simões da Rádio Cultura. A coluna destaca a existência de grandes sonoplastas, citando Filemon Carvalho, Luiz Soares, Ubaldo Miranda, Julinho Soares e outros.
 
O melhor rádio repórter. Venceu o radialista Lucílio Bastos, na época trabalhando na Rádio Sociedade. De acordo com a coluna “o rapaz dos óculos de lentes grossas ainda se impõe como o melhor no Rádio Reportagem”.
 
O melhor cantor. O titulo ficou com Raimundo Lopes, sempre apresentado aos ouvintes de casa e ao público do auditório, como o “cantor galã”. 
 
Recordo que no anoitecer de todos os sábados, depois da Ave Maria, a Rádio Cultura apresentava com grande audiência, o programa “Duas Vozes e um Violão”, com Raimundo Lopes e Ivanito Rocha, este, também comentarista esportivo.
 
A melhor cantora. A escolhida foi Dilma Ferreira, merecendo esse comentário da coluna: “A garotona realmente é a rainha da voz no rádio feirense”. Dilma disputou o título com Ednalva Santana, Antonieta Correia, Maria Luiza e outras.
 
A grande  revelação, Itajaí Pedra Branca. Sobre a escolha,  disse a coluna: “Itajaí Pedra Branca foi a revelação porque deixando a Cultura onde não conseguiu se projetar, foi para a R/3 e se saiu muito bem em tudo: bom locutor comercial, bom apresentador de jornais falados e excelente locutor esportivo. Siga pra frente Papudinho”.
 
Dois fatos ocorridos em 1963, um positivo, outro negativo, foram registrados na mesma coluna que escolheu os melhores do rádio naquele ano:
 
O positivo - ficou com o romancista Ciro Matos e o cineasta Olney São Paulo. Conforme a coluna, mesmo enfrentando a incredulidade, a desconfiança e a falta de ajuda de muita gente vip, os dois conseguiram emplacar o filme “Grito da Terra”. 
 
O negativo ficou com a direção da Rádio Sociedade. Segundo a coluna, na noite do dia 24 de dezembro, quando ainda faltavam 20 minutos para o início da Missa do Galo, que seria transmitida ao vivo, a emissora frustrou os ouvintes tirando do ar a novelização da vida de Cristo que estava sendo apresentada.
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FEIRA EM HISTÓRIA: Reveillon no Feira Tênis Clube de 1957

23/12/2019, 9:8h

Como dezembro está indo embora e já não se faz mais as grandes festas de final de ano como antigamente, vale a pena lembrar como foi o Reveillon de 1957 no Feira Tênis Clube, conforme relato do colunista Eme Portugal na edição da Folha do Norte que circulou em 11 de janeiro de 1958, passados quase 62 anos. (Adilson Simas)

Precisamente a zero hora cheguei ao Aristocrático Tênis Clube e tive a impressão de estar em plena “Micareta”. Era que nossa Sociedade esperançosamente comemorava com champanha, confetes e serpentinas os primeiros instantes de 1958. 

Em meio à alegria reinante notava-se a animação das garotas Yolanda Brito, Osvaldite Boaventura, Ester Ferreira, Sonia Teixeira, Juracy e Violeta Simões e a simpática Tereza Assis que brincavam alegremente sob o som da formidável orquestra. 

O broto Sonia Sarkis aconteceu muito bem com um lindo vestido de gripel branco. Foi a garota mais cotada do Reveillon por virtude da sua beleza e simpatia. As senhoritas Mirian Ferreira, Ana Maria de gripel e gaze. 

Os Doutores Alberto Oliveira e Joaquim Oliveira, e o jovem José Falcão estiveram bastante animados durante toda a festa. A senhora Tereza Santana trajava um vestido de renda araçá que estava simplesmente encantador. 

A Sra. Lourdes Nogueira Borges com um modelo grego em seda verde com enorme cinto bordado em cordonet beige completavam a sua elegância. 

Entre as inúmeras pessoas presentes circularam os casais Dr. Áureo Filho, Arnaldo Sabak Cohim, Dr, Cícero Carvalho, Luiz Bahia, Antônio Barreto, Carlos Erudilho, Francisco Maia, Sóstenes Leite e Enadio Morais.

E com grande surpresa e satisfação notei a presença do Sr. Raimundo Assis que, ainda não completamente restabelecido, entrava carregado por seus amigos, no mais Aristocrático, pois sua presença era indispensável, sendo ele diretor social e organizador da maravilhosa noitada. 

Caros leitores foi decididamente uma das mais belas e animadas festas que já presenciei. A ornamentação do Clube estava muito original, apresentando o que de mais de moderno existe; o “Sputinik”.
 
Além da elegância e do luxo, o que me encantou foi a confraternização de todos os presentes. É pena que nunca tenha passado um “Reveilon” completamente feliz, pois sempre me falta a companhia amiga do casal Guilardo Portugal. 

Não aplaudi na festa, que tenham aparecido algumas senhoritas de saia e blusa. É lamentável, pois este traje é para manhãs esportivas. Festa de Reiveillon exige rigorosamente traje Toalete.

Registro também as despedidas do jovem Hélio Dórea moço elegante e inteligente de nosso Soçaite que partiu para Vitória do Espirito Santo, deixando despedaçado o coração de uma jovem da nossa sociedade.

As senhoritas Ana Maria Albuquerque e Maria Ester Portugal encontram-se em Salvador onde passarão suas férias.

Já que estou falando em viagens falarei em Taís Valente que se encontra na Capital Federal ao lado do seu broto. Felicidades Taís.

O jovem Pedro Carneiro atirou a sua seta que foi certeira no coração da senhorita pertencente à sociedade de Tanquinho. Ao que tudo indica muito breve o Pedro estará usando aliança na mão direita.

Surge em nossa sociedade um lindo e encantador  broto que é a beleza mais recente da nossa cidade e que vem despertando grande interesse nos jovens de nossa terra. Trata-se da senhorita Diva Brito.

Já está usando aliança na mão direita a jovem senhorita Mariza Souza que foi pedida pelo Carlos Alberto jovem pertencente a sociedade baiana. Aos Noivos os meus sinceros parabéns.

Também quero revelar para os meus leitores que está de amor novo na Capital com um quintanista de Direito a simpática Tereza Assis Borges que evidentemente acontecerá este ano o seu noivado.

As garotas do nosso mundo social reclamam insistentemente a falta do Dr. Francisco Pinto um dos grandes partidos da nossa terra. Mas é que o Francisco está restabelecendo para continuar no nosso Soçaite.

Já se encontra nesta cidade a Senhora Ieda Carneiro, trazendo a sua encantadora filhinha,  que completou a felicidade do casal João Durval Carneiro.

Transcorreu no dia primeiro o aniversário do sr. Manoel Contreras, que, como acontece todos os anos, foi bastante felicitado pelos seus amigos. Felicitamos.

 A elegância da sra. Juliêta Portugal, uma das 10 mais, completou-se com o lançamento da moda saco, em nossa cidade, que aliás lhe caiu muito bem.

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FEIRA EM HISTÓRIA: Quinzena de dezembro de 1977

16/12/2019, 8:58h
Através das páginas do jornal Feira Hoje, vale a pena lembrar as notícias da cidade, ocorridas nos últimos dias da primeira quinzena de dezembro de 1977 e no início da segunda, portanto há exatos 42 anos. (Adilson Simas)
 
Naquele tempo o poder executivo tinha como titular o prefeito Colbert Martins da Silva e naquele ano passou a existir a figura do vice-prefeito, sendo o cargo ocupado pelo professor José Raimundo, eleito com o prefeito no pleito de 1976.
 
Hélio Vicente Lanza e Galileu Lima estavam entre os juizes do poder judiciário e a presidência do poder legislativo era ocupada pelo vereador Rubem Carvalho. Vivia-se o tempo do MDB e Arena e a câmara era composta de 15 vereadores.
 
Além de Rubem Carvalho, pertenciam ao MDB Antônio Carlos Coelho, Clovis Ramos Lima, Renato Ribeiro Sá, Otaviano Campos, Nilton Belas Vieira, Gerson Gomes e Hermes Sodré, totalizando oito vereadores. 
 
Sete vereadores completavam a constituição da câmara: Alberto Oliveira, Werther Farias, Adessil Guimarães, Dival Machado, José Ferreira Pinto, Roberto Pitombo e José Carlos Mendes de Carvalho, todos da Arena.   
    
Fortes chuvas caíram na cidade, com mais intensidade na zona rural nos dias 13, 14 e 15. No campo e na cidade a alegria foi geral, pois a longa estiagem já fazia prever sérios prejuízos. “Chove no Município”, foi uma das manchetes do jornal. 
 
Durante a inauguração do Centro Social Urbano o vice-prefeito José Raimundo mesmo representando o município no ato foi totalmente despercebido pelas autoridades, ao ponto de não ser citado por nenhum dos oradores. Naquele momento o prefeito Colbert Martins estava em Vitória da Conquista sendo homenageado como “o prefeito do ano”.
 
O vereador José Ferreira Pinto aproveitou a inauguração do Centro Social Urbano e dizendo que falava em nome da bancada da Arena e dos diretórios de bairros e distritos, entregou ao governador Roberto Santos reivindicações do município.  
 
Reunidos no salão nobre, os membros do Conselho Deliberativo do Feira Tênis Clube elegeram o comerciante Mário Sergio Ferreira como novo presidente, substituindo o contador João Marinho Gomes Junior, cuja gestão foi marcada por grandes atrações artistas.
 
Ainda sobre o clube, anunciado para sábado, 15, a inauguração do campo de futebol, com um  quadrangular reunindo o próprio FTC e mais os times do Cajueiro, Euterpe e Banco da Bahia. Para o mesmo dia também foi marcado o inicio do Torneio de Basquetebol no ginásio de esportes.
 
Filho Macajuba, o prefeito Colbert Martins confirmou presença naquela cidade, para participar das festas por mais um ano de sua emancipação. Dois secretários – Luciano Vital (Saúde) e Armando Menezes (Finanças) também nascidos em Macajuba formaram na comitiva do alcaide feirense.
 
Figura ilustre da vida feirense faleceu em Salvador e foi sepultado nesta cidade na sexta-feira, 16, Josué Pinheiro Requião. Ativo rotariano que chegou a presidência do clube, entre os vários cargos foi diretor do Colégio Estadual e vice-diretor da Dires.
 
A juíza Ruth Ponde da Luz ganhou as manchetes dos jornais ao dissolver o Conselho de Sentença que julgaria o réu Liboiner Alves, por considerar que a defesa dos advogados Herval Fonseca e Geraldo Antonio Morais era insuficiente para formar um juízo.  
 
Cura da Catedral, Monsenhor Renato de Andrade Galvão foi empossado como membro do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, em presença do Monsenhor Manoel de Aquino Barbosa, presidente da entidade.
 
A antiga Coordenadoria Regional de Educação, ou simplesmente CR2, passou a funcionar provisoriamente na Escola Maria Quitéria, na Praça Fróes da Motta. Tudo porque o prédio da antiga Escola João Florêncio, onde funcionava o órgão, entrou em reforma.  
 
Antônio Miranda, secretário de Turismo, anunciou para o dia 20 o Concurso de Vitrines com motivos natalinos, promoção conjunta da Prefeitura com a Associação Comercial e Clube de Diretores Lojistas. Na comissão, alem de Aliomar Simas, representando a secretaria, os seguintes profissionais da imprensa.
 
Cezar Ubaldo (Feira Hoje), Roberto Rubem (Rádio Carioca), Paulo Norberto (Diário de Notícias), Zadir Porto (A Tarde e Folha do Norte), Adilson Simas (Tribuna da Bahia), Edival Souza (Rádio Sociedade), Dílson Barbosa (Rádio Fundação) e Socorro Pitombo (Jornal da Bahia).  
 
Citado pela imprensa sulina como “sucessor de Chico Xavier”, o feirense Divaldo Franco foi o entrevistado do programa especial levado ao ar pela Televisão Aratu, canal 4, às 22 horas de quinta-feira, 15. O fato foi amplamente divulgado pela imprensa local.
 
Uma corrida de velocípedes reunindo centenas de crianças abriu a série de eventos da campanha “Compre 77”. Promovida pela Associação Comercial e Clube de Diretores Lojistas a iniciativa serviu para movimentar o comércio no período de Natal e Ano Novo.
 
Dois artistas famosos – Tati Moreno (pinturas) e J.Arthur (esculturas) abriram na sexta-feira, 16, exposição de seus trabalhos no Museu Regional. O primeiro já era conhecido de mostras anteriores e o segundo estava expondo na Feira pela primeira vez. 
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Feira em História: As condecorações da Câmara

9/12/2019, 9:14h
Até os anos 70, a câmara dispunha apenas do titulo de “Cidadão Feirense” com o qual o legislativo distinguia pessoas com grandes serviços prestados a cidade, mas que aqui não nasceram.
 
O primeiro, quando o legislativo ainda funcionava no prédio da Prefeitura, foi concedido a Padre Mário Pessoa Bahiense da Silva e o autor da resolução foi o vereador Antônio Pinto, irmão de Chico Pinto, durante a IV Legislatura (1959/1962).
 
Padre Mário nasceu em Salvador, mas grande parte de sua vida foi dedicada a esta cidade. Homem santo, entre outras marcas, além de dar continuidade ao Asilo de Lourdes idealizado por Padre Ovídio, foi  o criador do Dispensário de Santana.
 
Em 1979, na IX legislatura, a câmara instituiu a “Comenda Maria Quitéria”. para distinguir personalidades com comprovadas ações em favor da cidade nos  diversos setores. Além dos feirenses, também são laureados os não feirenses. Tipo aquela história: a personalidade não pode ter o titulo de Cidadão Feirense, mas faz jus a Comenda Maria Quitéria.
 
O autor foi o vereador Antônio Carlos Daltro Coelho e o escolhido para receber a  primeira comenda foi o radialista Edival Souza, que dispensa comentários.  
 
Em tempos idos, sessão especial da câmara para a entrega do titulo de “Cidadão Feirense” ou da “Comenda Maria Quitéria”, só acontecia de “caju em caju”, dada à rigidez que marcava a votação e aprovação das honrarias.
 
Aquele acontecimento mexia com toda a cidade. Povo, autoridades e os próprios vereadores disputavam espaço, sem falar que a filarmônica escalada, executado o Hino a Feira e seus belos dobrados, geralmente inaugurando farda nova.
 
O evento, que em tempo distante, só acontecia de “caju em caju”, passou a ser realizado quase que o ano inteiro, transformado em ato rotineiro da Casa, e muitas vezes quase sem a presença dos próprios vereadores.
 
Exceto em raros casos, muitas dessas sessões são realizadas apenas com a presença do presidente da casa, quando aparece, do vereador autor da proposta que termina comando o ato e o homenageado com seus convidados.
 
Acreditamos que os escolhidos, todos eles, são digno láureo. Por outro lado, não podemos esconder que nos dias atuais já não existe a mesma rigidez do passado na hora da indicação.
 
Mesmo com o título de “Cidadão Feirense” e a “Comenda Maria Quitéria” não mais motivando sessões com o mesmo brilho de antigamente, a Câmara  continua criando outras condecorações que de tão abrangentes terminam diminuindo mais ainda  o objetivo da Comenda Maria Quitéria, destinada às  pessoas com serviços nas mais diversas áreas.
 
A propósito vale lembrar algumas honrarias e suas respectivas denominações, também concedidas pelos nossos vereadores:
 
Áureo Filho (pessoas com atuação na área educacional). Filinto Bastos (no poder judiciário), Padre Ovídio (ligadas a igreja católica), Godofredo Filho (ligadas às artes e as letras), Colbert Martins (ligadas a Maçonaria), Gastão Guimarães (médicos e profissionais ligados a Saúde). Tertuliano Santos (ligadas às músicas e composições) Armando Menezes (Servidores municipais dos dois poderes). Anápio Miranda (engenheiros e arquitetos) Enook Oliveira ( ligadas às ciências contábeis). 
 
Destaque também para a condecoração denominada  Missionário Roderick (Pessoas ligadas às igrejas evangélicas), Dival Machado (concedida aos legisladores municipais no Dia do Vereador) Arnold Silva (concedida anualmente a profissionais e órgãos de comunicação pela cobertura dos trabalhos da Casa).
 
Por fim existe também entre as honrarias o Mérito Rotário, Zumbí dos Palmares, Certificado Verde e Certificado de Excelência e outras.
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FEIRA EM HISTÓRIA: Helena do Bode

25/11/2019, 11:45h

Em 1978, no aniversário de emancipação política de Feira de Santana, o jornal “A Tarde” circulou uma edição especial sobre a cidade. Com o título “Bandeira branca nos domínios dos terreiros de mães-de-santo”, falando dos candomblés, a reportagem deu destaque, por exemplo, a Helena do Bode. Vale a pena recordar. (Adilson Simas).

A mãe de santo Helena do Bode

Jornal “A Tarde”, em 1978

Se a casa tiver uma bandeira branca, é casa de Mãe-de-Santo. Assim é no bairro do Cruzeiro, a dois quilômetros do centro de Feira de Santana. Ali estão concentrados os principais terreiros de candomblés, de macumba, de espiritismo. 

Helena do Bode, como é conhecida popularmente esta imensa preta de gorduras que se derramam pelo pescoço, num gigantesco colo e não menos enormes ancas, é simplesmente Maria Helena de Andrade, 44 anos, 105 quilos (mas deve ter muito mais porque há muito não enfrenta a realidade diante de uma balança) é baiana nascida e criada no Rio Vermelho, precisamente na Rua da Lama, na Vasco da Gama, em Salvador.

Seus olhos negros graúdos parecem saltar-lhe das órbitas, mas um olhar triste e vago dá a esta folclórica e popular figura um tom enigmático. Dela se diz muitas histórias. Por que Helena do Bode? 
Segundo contam, quando Helena se estabeleceu em Feira criava um bode preto que era o símbolo do êxito de suas rezas, seus trabalhos. 

Mas dizia-se que o bode só a ajudava para o mal. Se alguém queria se livrar de alguém que andava atrapalhando a sua vida, Helena fazia um trabalho qualquer e pronto. Mas com o tempo o bode foi ficando velho e acabou morrendo. Com ele foi-se esvaindo a fama da temida Helena do Bode. Ficou-lhe apenas o nome.

Há vinte anos em Feira, esconde no seu sorriso matreiro, maiores explicações sobre a sua vida e os seus poderes. Informa apenas que a visita não foi em boa hora. 

Sua festa para Omolu é prestigiada, com casa cheia de gente que vem de São Paulo, Minas, Goiás, Pernambuco, além de mães e pais-de-santo de quase toda a Bahia. Além das rezas e dos trabalhos espíritas, para tirar mau-olhado, tem no seu terreiro as festas de quase todo o calendário das cerimônias afro-brasileiras.

Olha pelo canto do olho, um sorriso desconfiado e responde laconicamente à indagação das razões de tanta gordura:

- Tenho apetite e como de tudo, mas gosto principalmente de frutas e comidas de dendê.

É um sábado e Helena informa que não atende a consultas: “Só olho no meio da semana. Nunca aos sábados nem aos domingos”. Suas consultas são cobradas à razão de Cr$ 50,00. Depois é para se acertar, seja qual tratamento for: desde os maus-olhados, até os corpos carregados, doenças, vida apertada, prender marido, etc.

Marlene, uma jovem sarará de belos dentes e corpo esguio, provocante decote numa moderna blusa de malha, ostenta no braço uma pulseira de Omolu. Seu grande sonho é tornar-se mãe-de-santo e está trabalhando e vivendo para isso, mas – segundo ela – as despesas variam entre 3 e 4 mil cruzeiros.

Helena não fala das suas atividades. Abre a casa para nós, leva-nos até o Peji, onde a fotografamos em meio aos pratos e aos jarros para a comida do Santo, que se distribuem entre as imagens. 

Ali ressaltada e num canto de destaque, dentro de uma fonte, Iemanjá, sereia menina, colorida e sorridente, onde também, no dia 2 de fevereiro, ali mesmo há festa para ela.

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FEIRA EM HISTÓRIA: 1ª quinzena de novembro de 1959 da Câmara

18/11/2019, 10:24h
Vamos lembrar hoje, o que andou acontecendo na câmara municipal durante a primeira quinzena de novembro de 1959, tempo em que a Casa do Povo funcionava no Paço Municipal (foto). Os ofícios, telegramas, moções, requerimentos e projetos de lei estão na página 3 do jornal “Gazeta do Povo” que circulou no domingo, 15, há 60 anos. (Adilson Simas)
 
Mesmo tendo sido instalada no mês de abril quando também foi empossado o novo prefeito Arnold Silva, ofícios continuavam chegando parabenizando a nova mesa diretora e os demais membros daquela IV Legislatura. O ultimo foi enviado pela câmara do Município de Glória. 
 
Vale frisar que para o primeiro período daquela legislatura foi eleita a seguinte mesa diretiva: Presidente – João Durval Carneiro, Vice-Presidente – Antonio Pinto dos Santos, 1º Secretário – João Catapano e 2º Secretário – Humberto Mascarenhas.
 
O poder se completava com os seguintes vereadores: Antonio Araújo, Alberto Oliveira, Artur Vieira, Altamir Lopes, Colbert Martins, Oscar Marques, Sisnando Lima, Theódulo Bastos Junior e Waldir Pitombo, somando um total de treze titulares. Naquele tempo, governistas ou não, os suplentes estavam sempre assumindo. 
 
Secretário da Faculdade de Direito da Universidade da Bahia, bacharel Elesbão de Lima, enviou oficio agradecendo em nome da instituição a homenagem que o  legislativo feirense prestou ao jurista Clovis Beviláquio, que havia falecido.
 
Chefe do poder executivo municipal, o prefeito Arnold Silva encaminhou ao legislativo vários projetos de lei, todos criando créditos especiais para atender a Secretaria de Finanças. As matérias baixaram às comissões permanentes e competentes.
 
Convite para o V Congresso Nacional de Municípios, marcado para Recife de 1º a 8 de dezembro, foi enviado a mesa diretora assinado por Gervásio Bacelar, vice-presidente no exercício da presidência da Associação dos Municípios da Bahia.
 
Membro da bancada pessedista na câmara federal, o deputado Francisco Waldir Pires enviou telegrama à secretaria da casa “agradecendo a gentileza que a câmara lhe prestara por ocasião do seu aniversário natalício”.
 
Telegrama da Presidência da República comunica a câmara municipal ter “encaminhado as providencias que serão atendidas em favor do Hospital Dom Pedro de Alcântara de Feira de Santana, cuja administração não vem sendo eficiente”.
 
O ministro Clovis Salgado também endereçou telegrama ao legislativo feirense. No texto agradece “a homenagem recebida da Câmara Municipal de Feira de Santana, pela criação da Faculdade de Arquitetura da Bahia”.
 
Sempre acompanhados de longos discursos dos autores e aparteados pelos  seus pares,  diversos requerimentos foram apresentados na quinzena. Um deles, do vereador Humberto Mascarenhas, pedindo providencias contra o inexplicável aumento do leite.
 
Líder da bancada pessedista, o vereador Colbert Martins da Silva, teve aprovado por unanimidade, requerimento “solicitando da Secretaria de Segurança Pública do Estado, providências quanto ao serviço de transito desta cidade, que vem sendo uma negação”.
 
Vereador  do distrito de Almas (Anguera), Artur Vieira fez requerimento “implorando da Prefeitura, enérgicas e positivas providências em face da impotente fiscalização municipal, no que diz respeito a pesos e medidas que escandalizam os compradores”.
 
 Membro da bancada petebista, o vereador Altamir Lopes requereu ao prefeito providências para a “retirada do meio da rua do material da construção do senhor Francisco Caribé, em frente ao Mercado Municipal, o que é de fato um abuso”.
 
Depois de discursar na tribuna lembrando fatos recentes e ser aparteado por várias vezes, o vereador Waldir Pitombo apresentou requerimento ao poder executivo “solicitando providências à Prefeitura, quanto aos incêndios na cidade”.  
 
Projeto de numero 36/1959 criando verba especial para Bonfim de Feira, foi dado entrada na secretaria da câmara pelo vereador Theódulo Bastos de Carvalho Junior. A matéria, após lida no plenário, foi encaminhada à comissão permanente de finanças.
 
Segundo justificativa que acompanha o projeto, do vereador representante de Bonfim  lembra que a verba no valor de Cr$30.000,00 “será para auxiliar as festas do 1º Centenário da Freguesia  eclesiástica do distrito a realizar-se em 8 de dezembro deste ano”.
 
No encerramento da sessão ordinária o vereador Alberto Oliveira deu entrada de um requerimento pedindo 27 dias de licença.
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FEIRA EM HISTÓRIA: A cidade em novembro de 1963

11/11/2019, 10:7h
Vamos viajar no tempo, voltar a Feira de Santana de 1963, e lembrar o que estava acontecendo na Feira de Santana há 56 anos, mais precisamente em 9 de novembro que caiu num sábado, dia em que chegavam aos anunciantes, assinantes e leitores os semanários da cidade. (Adilson Simas)
 
Mais disputada casa de ensino, o Colégio Santanópolis anunciou para o período de 16 a 30 as inscrições para os famosos exames de admissão à primeira série. Assinada pela secretária Maria de Lourdes de Oliveira Tanan Pinto, a nota informa que as provas serão realizadas na primeira quinzena de dezembro.
 
Ainda sobre estabelecimentos de ensino, o senhor Rafaelito Alves Ferreira, da Avenida Getulio Vargas “foi o felizardo do liquidificador ‘Arno’ em beneficio da excursão da 3ª série do Colégio Estadual”. O bilhete premiado foi o de numero 871.
 
Vereador da bancada udenistas, Hugo Navarro Silva teve aprovado pela câmara municipal projeto de sua autoria que “dispõe sobre a criação do Departamento Municipal de Estradas de Rodagens – o DMER”. Aprovado no legislativo logo foi enviado ao executivo.
 
Agente nesta cidade do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários, Adrião Bispo de Azevedo publicou edital  tornando público que o órgão desejava locar uma casa ampla e pedindo que os interessados  apresentassem suas propostas.
 
Deu nos jornais e foi anunciado nas emissoras de rádio: “Seguindo nova orientação a sociedade Filarmônica 25 de Março fará realizar no próximo dia 15, às 16 horas, uma tocata no Parque Bernardino Bahia”.
 
Vários udenistas desta cidade já estavam de malas prontas para o I Encontro Regional do Partido, marcado para a cidade de Ilhéus sob a coordenação de Henrique Cardoso, líder político ilheense. Entre as estrelas do encontro estava Carlos Lacerda.
 
Dono da famosa “Casa OK”, Álvaro Barbosa de Carvalho publicou anuncio vendendo “uma casa na Rua Travessa Santo Antonio 89 com dois quartos, sala, copa de vidro, sanitário completo, garagem, quintal, jardim, além de forrada e taqueada”.
 
Triste ficou a cidade com a morte de Maria Matilde Lima Rubem, aos 80 anos de idade. “Quinquinha” morava na Rua Cons. Franco 213 e no seu sepultamento além de parentes e amigos também a confraria N.S. do Carmo e Ordem Terceira do São Francisco.
 
Edital foi publicado pelo Clube dos Comerciários convocando os associados para a Assembleia Geral no dia 14 para a escolha dos novos dirigentes para o exercício do ano seguinte. O clube, de grandes lembranças, funcionava onde hoje existe a agencia central da CEF.
 
João Mendes da Costa Neto, deputado estadual, usou a “Folha do Norte” para desmentir nota publicada na “Gazeta do Povo”. A nota se referia a acusações que o deputado teria rre
 
Ofício sugerindo construir “dois ou três andares no mercado municipal” foi enviado ao prefeito Francisco Pinto por Claudemiro Campos Suzart, presidente da Associação Profissional do Comércio Varejistas de Feira de Santana, com ampla repercussão na imprensa local. 
 
Alega Claudemiro Campos, no inicio do texto que, “os vendedores de roupas feitas e de miudezas permanecem durante o dia expostos ao tempo sem nenhuma segurança para suas barracas”, para em seguida fazer a sugestão que terminou não vingando.
 
Ainda sobre entidades, foi anunciada a instalação no dia 13, quarta-feira, na Rua Conselheiro Franco 144, às 20 horas, da “Associação Profissional das Empresas de Hotéis e Similares, Restaurantes, Pensões, Bares, Cafés e Confeitarias de Feira de Santana”, inclusive com a eleição da primeira diretoria.
 
Na sua coluna “Antônio José Comenta”, publicada na “Folha do Norte”, o festejado colunista atualmente escrevendo na “Tribuna da Bahia”, faz alusão ao trabalho da “Escola de Menores”, dando destaque ao então diretor José Maria Nunes Marques. 
 
Também na coluna, Antônio José fala da sua ultima promoção social e aproveitar para agradecer a coordenação de Osvaldo Sales e as participações de Dival Pitombo, Milton Melo, Manuel Planzo, Hilda Carneiro, Eurico Boaventura, Juracy Dórea, Fernando Pinto de Queiroz, Orlando Sena, Waldemar da Purificação, Hamilton Lima pela Escola de Musica e outros.
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