FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, TELECOMUNICAÇÃO E CULTURA EGBERTO TAVARES COSTA

Apresentação de balé emociona morador do Aviário

17/12/2017, 13:40h

A dona de casa Edvalda Reis, mãe de Sara Jailene, se emocionou ao ver a filha participar do espetáculo “Sonho de uma noite de Natal”, no teatro do CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados) do Aviário. “É a realização do sonho dela e do meu também”, disse, quase comemorando.

Cerca de 30 meninas participaram da oficina Balé Baby, parte do Projeto Arte de Viver, promovido pela Prefeitura de Feira de Santana por meio da Fundação de Cultura Egberto Costa. O teatro lotou de moradores do bairro que foram ver a apresentação das ‘bailarinas locais’, no encerramento da temporada.

Comandadas pelo professor Adauto Silva, as meninas mostraram o que aprenderam nos últimos meses. Trocaram de figurino mais de uma vez. E arrancaram aplausos entusiasmados dos parentes e vizinhos. “Tudo é muito lindo. Tudo é muito lindo”, vibrou Marcela Nascimento dos Santos.

Edvalda Reis disse que até esta semana a filha estava com problemas físicos. “Estava com o pé engessado, mas ela pediu tanto para participar que resolvemos antecipar a retirada do gesso porque o sonho dela é ser uma bailarina”.

Adauto Silva, que define a apresentação como uma aula pública, lembra que o mesmo espetáculo foi apresentado no mês passado no Teatro Ângela Oliveira do Centro de Cultura Maestro Miro. Disse estar extremamente satisfeito com os resultados da oficina. “A descentralização na oferta das oficinas socializou o acesso a cultura, ao balé e a dança”.

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Neojiba encanta plateia com música clássica

16/12/2017, 12:2h

A música clássica que rompe a barreira do tempo por gerações encantou a plateia em Feira de Santana, com a apresentação do projeto Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba), na noite desta sexta-feira, 15. A apresentação, na quadra poliesportiva do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEUs) do bairro Cidade Nova, atraiu centenas de pessoas e agradou a um público misto formado por crianças, adultos e idosos, marcando o início das comemorações natalinas. 

Formado por cerca de 150 crianças, adolescentes e jovens, dos quais 76 subiram ao palco para apresentação, o Núcleo Antônio Gasparini do Neojiba nesta cidade tem em sua principal formação a Orquestra Juvenil de Feira de Santana. Para shows, o grupo ainda se apresenta tanto com a formação da banda sinfônica Portal do Sertão quanto do Grupo de Corda.

O evento contou com apoio do Governo Municipal, através da Fundação de Tecnologia da Informação, Telecomunicação e Cultura Egberto Costa (Funtitec), dirigida por Antônio Carlos Coelho, além do Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CMDCA).

A produtora musical Maila Pita explica que o projeto em Feira Santana vem formando novos intérpretes da música clássica há um ano e meio. “E hoje (sexta-feira) pela primeira vez se apresentam no palco. Justamente por isso denominamos o concerto de “Bem-vindos à orquestra”, explicou.

O show foi aberto com apresentação da Banda Sinfônica Portal do Sertão, interpretando a música orquestral da ópera Carmen, de J. Bizet. Em seguida interpretaram The Start Stripes Forever, de J. P. Souza.

A apresentação prosseguiu com a Orquestra Juvenil de Feira de Santana. De forma ousada e inovadora, começou com a apresentação de repertório erudito e prosseguiu cantando músicas da MPB. Desta forma, o público pode ouvir músicas como Hino a Alegria, de Beethoven; Prelúdio, de Normann Leyden; O Babeiro de Servilha, de Rossini; Tomahalk, de Matesky e outras. Prosseguiu com Boogie Woogie, de autor desconhecido; Aquarela, de Toquinho; Asa Branca, de Luiz Gonzaga; Canção da Despedida, de Dorival Caymmi; Trenzinho Caipira, de Villa Lobos; e Berimbau, de Vinícius de Moraes e Baden Powell. E ainda ousou em cantar Andar com Fé, de Gilberto Gil. Por fim, a apresentação especial do Grupo  de Flautas Tenda da Paz.

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Museu Parque do Saber Dival Pitombo completou nove anos

15/12/2017, 19:5h

O Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo completou nove anos de intensa atividade nesta sexta-feira, 15. Neste período, o equipamento recebeu mais de 350 mil visitantes de Feira de Santana e de outras dezenas de municípios.

“É um grande e importante centro de ciência, onde as pessoas, principalmente estudantes, buscam e ampliam seus conhecimentos”, afirmou Antônio Carlos Coelho, presidente da Fundação Municipal da Tecnologia da Informação, Telecomunicação e Cultura Egberto Costa.

Em 2017, mais de 22 mil pessoas, de 57 municípios e de Feira, visitaram o equipamento. Mas o recorde foi há dois anos, com 78 diferentes origens. “O Museu com seu planetário se tornou uma atração de importância regional”, disse o presidente.

O diretor de Difusão Científica da Fundação, Basílio Fernandez, enfatiza que o Museu Parque do Saber sediou importantes eventos científicos nacionais e internacionais, com destaque para o que teve a participação do professor da Universidade do Havaí, Klaus Keil.

“Foram nove anos de grande produtividade”, afirmou. “Com certeza estas pessoas que aqui estiveram aumentaram os seus conhecimentos na área da ciência e, a partir daí, buscaram novos horizontes”. As visitas são gratuitas.

O planetário é considerado equipamento de excelência. Iguais a ele existem apenas 30 em todo o país – existem outros 200 móveis. Basílio Fernandez diz que para se construir um museu com os mesmos padrões do feirense é necessário o investimento de cerca de R$ 15 milhões.

O diretor afirmou que o Museu ainda vai continuar com a sua missão durante muitos anos. “E as suas portas sempre continuarão abertas aos estudantes. Vida longa ao Museu Parque do Saber Dival Pitombo”.

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Feira está em estágio avançado no conceito cidade inteligente, diz gerente da Prefeitura de Salvador

14/12/2017, 17:27h

O uso da tecnologia coloca Feira de Santana em estágio adiantado no conceito de cidade inteligente. A opinião é de Ricardo Machado Seixas, gerente de Tecnologia da Informação da Secretaria de Gestão, de Salvador, que visitou órgão municipais e esteve com autoridades nesta quinta-feira, 14.

O programa Feira Digital, desenvolvido pela Prefeitura local e que oferece internet gratuita em diversos bairros, também foi elogiado por Ivan Paiva, diretor de Inovações da Secretaria de Cidade Sustentável e Inovação da prefeitura soteropolitana.

“É um programa excelente”, afirmou. A visita teve como objetivo, segundo ele, observar os avanços nas áreas de tecnologia e startup – que são empresas iniciantes. Eles estavam acompanhados por Rafaela Rodrigues, também da Secretaria de Cidade Sustentável e Inovação.

Eles estiveram no Parque do Saber Dival Pitombo, onde foram recebidos pelo presidente da Fundação Cultural Egberto Costa, Antônio Carlos Coelho. “Esta é uma importante referência para o que a gente vem desenvolvendo na cidade neste setor”.

Ricardo Machado Seixas disse que o grupo veio conhecer as tecnologias aplicadas em Feira de Santana e que podem ser aplicadas em Salvador, que está em busca de experiências exitosas. Depois, visitaram o Planetário – disseram admirados com a estrutura.

Eles ouviram uma longa explanação realizada pelo diretor da WiMaxx, Ulisses Bezerra, empresa que instalou e faz a manutenção do Feira Digital. O diretor de Atividades Culturais da Fundação Cultural Egberto Costa, Luiz Augusto Oliveira, mostrou as iniciativas culturais desenvolvidas pela autarquia.

Apresentou as oficinas realizadas pelo projeto Arte de Viver, os festivais de música, os CEUs (Centros de Artes e Esportes Unificados). “São iniciativas que podem ser definidas como ousadas e que atendem a milhares de pessoas todos os anos”, afirmou Antônio Carlos Coelho. O diretor de Difusão Científica da Fundação, Basílio Fernandez, também participou da reunião.

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O encontro de um ex-mecânico com a música, aos 80 anos de idade

11/12/2017, 11:51h

Aos oitenta anos de idade, o aposentado Raimundo Neves não se satisfez em apenas curtir seu momento de aposentadoria sem adquirir mais uma experiência para a sua vida. Ex-mecânico, começou a trabalhar novo e passou por muitos lugares nesse Brasil e até fora dele. Há um ano frequenta a oficina de musica do Programa Arte de Viver realizado pela prefeitura de Feira de Santana, através da Fundação Egberto Costa. Segundo o aposentado, antes da oficina nunca tinha tocado violão, mas guardava consigo uma vontade imensa de aprender a tocar o instrumento, e foi a partir das aulas que ele descobriu uma nova paixão. 

“Eu tinha que ter uma atividade. Sempre tive vontade de tocar violão, ai cheguei aqui no Arte de Viver e encontrei essa oportunidade. Como nunca fiquei parado e comecei a trabalhar desde muito novo, construindo plataforma de petróleo, já morei na África, trabalhei na Petrobras, na Odebrecht e depois de aposentado procurei pelas aulas de violão, que só fez a melhorar mais a minha vida”, diz Raimundo.

Turma canta composição própria

O aposentado Raimundo faz parte da turma do Professor Mano Gavazza que na sua apresentação tocou a música "Trem Bala", de Ana Varella, e "Música é vida", uma composição própria  do grupo.  

Plateia repleta de familiares e amigos

O encerramento das oficinas de música do semestre 2017.2 aconteceu no dia 5 no teatro Ângela Oliveira, do Centro de Cultura Maestro Miro. Os familiares e amigos foram prestigiar os quarenta e quatro alunos que se apresentarem divididos em três turmas. 

Professores fazem apresentação de abertura

A abertura do evento foi com uma apresentação dos três professores, Rogerio Ferrer, Mano Gavazza e Rafael Ras que tocaram e cantaram a música "Lamento Sertanejo" de Dominguinhos e Gilberto Gil.

“A arte tem o poder de transformação e a pessoa busca isto através da prática musical, teatral, seja qual for a escolha", disse Rogerio Ferraz após se apresentar com sua turma tocando Asa Branca de Luiz Gonzaga.

“Como professor é muito emocionante, é como se tivesse um filho vendo ele aprendendo a andar, a gente ver ele ganhando independência, e ver que aquele tempo que nos dedicamos não foi em vão. É um curso básico de violão popular, mas eles saem daqui com uma noção básica de como tocar uma música, posicionar o dedo, é muito interessante esse processo de todo semestre tá formando novas pessoas porque é um aprendizado”, ressalta Rafael Ras.

“Pra mim é gratificante demais, porque a gente ver o resultado nos olhos desses alunos. Quando eles compõe, eles dizem “essa frase é minha” oficinas como essas transformam a vida dessas pessoas. A gente se surpreende muito com o desenvolvimento deles durante as aulas, muitos chegam aqui tímidos e depois estão compondo músicas", conta Gavazza.

PERSONAGEM

O garoto José Neto, convidado pelo professor Mano, para declamar a letra da música composta por seus alunos.

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Palco e equipamentos para Natal Encantado são montados

8/12/2017, 9:28h

O palco onde as principais atrações se apresentarão durante as noites do Natal Encantado já está sendo montado na praça Padre Ovídio. Outro palco será montado ao lado da Catedral Metropolitana. A cobertura terá aproximadamente 400 metros quadrados. Dentro de mais alguns dias, a montagem do segundo palco, no estacionamento da Catedral, será iniciada.

O maior Natal do Nordeste começa no dia 17 e será encerrado no dia 22. Nomes do principal time da música nacional animarão a esperada multidão, como Fagner, Alcione, Gal Costa, Joana e o grupo 14 Bis.

Toda estrutura, aliada as luzes que enfeitarão o Paço Municipal Maria Quitéria, ruas e trechos de avenidas no centro, será decisiva para a preparação do clima de festa. O esperado clima natalino.

Dentro de mais alguns dias, começa o trabalho para armar o palco montado no estacionamento da Prefeitura, em frente ao Paço Municipal. Neste espaço acontecem, ao longo do dia, apresentações diversas, como corais e grupos de escolas.

A Orquestra Sinfônica da Bahia vai abrir a programação. No palco 2, também se apresentarão Wanderley Cardoso, as Divas feirenses, Orquestra Neojibá, Baiana Bossa, entre outras atrações.

PRESÉPIO
O presépio, sempre montado ao lado da Catedral, e a Casa de Papai Noel também estão sendo finalizados. O coreto ganhará enfeites coloridos e iluminação especial.

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Aos 91 anos, escritor Antonio do Lajedinho lança mais uma obra

7/12/2017, 21:27h

Foi lançado na noite de quinta-feira, 6, o livro "Memórias de um Feirense (Aos 91 Anos)", mais uma obra do escritor e poeta Antônio Moreira Ferreira, Antônio do Lajedinho, no Museu Parque do Saber Dr. Dival da Silva Pitombo. O prefeito José Ronaldo prestigiou o evento literário, assim como familiares, secretários, políticos, intelectuais e jornalistas.

“A velhice é gratificante quando temos muitas histórias para deixar na História”, escreveu o autor que tem mais nove livros publicados. Durante o lançamento autografou os exemplares e agradeceu a presença de todos.

“Lajedinho é um grande herói brasileiro, baiano e feirense. É um grande pesquisador e o guardião do acervo histórico de Feira de Santana”, disse a professora e escritora Lélia Vitor Fernandes.

Lajedinho é também advogado, jornalista e membro da Academia Feirense de Letras. É ex-combatente da Segunda Guerra Mundial pela Marinha do Brasil.

“É um grande exemplo para todos nós”

“É uma emoção grande para toda a família prestigiar esse momento. Meu avô aos 91 anos de idade, comemorado nesta noite, é um grande exemplo para todos nós”, reconheceu a advogada Kátia Cristina Barreto Ferreira Oliveira (foto).

PERSONAGEM 

“Estamos todos muito felizes”, disse a emocionada Professora Célia Lima Ferreira, esposa,  do escritor há mais de 60 anos.

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Vencedor de prêmio nacional, poeta feirense vai ao RJ, com apoio da Fundação Egberto Costa

4/12/2017, 10:12h

Feira de Santana estará representada na premiação do 4º Concurso Literário Nacional Julio Salusse, promovido pela Academia Friburguense de Letras, no Rio de Janeiro. O feirense Solidade Lima foi o vencedor do prêmio na modalidade poesia. A Prefeitura Municipal, através da Fundação Egberto Costa, Funtitec, vai custear a ida do poeta para o evento, que acontece no dia 8 de dezembro, na Câmara Municipal de Nova Friburgo.

Solidade Lima participou do concurso junto com outros 240 candidatos, de 22 Estados brasileiros. O soneto é intitulado “Constelação de Sygnus” e foi escrito especialmente para essa disputa, produzido com base no poema “Cisne”, de Júlio Salusse. Para o poeta, o prêmio é uma constatação da primazia da produção literária de Feira. 

“A Fundação Egberto Costa está sempre junto tentando auxiliando os artistas da terra.  E esse prêmio, é uma boa oportunidade tanto para minha carreira como também para a visibilidade da produção de Feira de Santana, já que este concurso é um evento de notabilidade nacional”, comemorou.
 
Começou a fazer poesia aos oito anos de idade

Feirense, egresso de escolas públicas de Feira de Santana, o poeta Solidade Lima começou a escrever poesias aos oito anos de idade depois que conheceu, na escola, a obra de Castro Alves. Aos 15 anos, com a chegada da puberdade, o artista explica que seus escritos tornou-se publicados já que “a rebeldia é uma máquina de fazer versos.

O artista publicou pela primeira vez no extinto Jornal Folha do Norte. Suas criações faz abordagens existencialistas “buscando o entendimento das grandes temáticas da vida” como a morte, por exemplo. 

Para Solidade “o poeta é fundador de mundos” pois criar é refundar uma nova perspectiva de vida. Autor de quatro livros de poesias, o poeta está em processo de produção do seu primeiro livro de prosa, previsto para ser publicado ainda este ano.

Apoio “valoriza quem faz a cultura acontecer”, diz presidente da Fundação 

“É uma forma de valorizar as pessoas que fazem a cultura acontecer”, diz o diretor-presidente da Fundação Egberto Costa, Antonio Carlos Coelho. Assim, assinala, o órgão vinculado a Prefeitura Municipal cumpre, “cada vez mais, nosso papel, que é fomentar a cultura feirense”. 

Conforme o presidente, o prefeito José Ronaldo autorizou que a Fundação custeasse a ida de Solidade ao Rio de Janeiro tão logo foi comunicado do feito do poeta e da necessidade. “De pronto tomamos as providências”. 

Coelho observa que é com recursos próprios, oriundos das atividades realizadas nos teatros que administramos, que a Funtitec tem conseguido levar artistas de Feira de Santana para diversos lugares do Brasil e até para fora do país para representar o município. 

O soneto premiado de Solidade Lima

Constelação de Sygnus

Doces cisnes num lago, doces sinos
nos lábios do vento… brincam brisas
sob o sol que incandesce e que desliza
pela pele do poente alabastrino…

Dois planetas humanos e divinos,
dois cometas numa órbita precisa
(o mundo num segundo paralisa)
mergulham-se na luz de um só destino.

Mas da vida é o tempo atroz adaga;
rasga o seio do sonho e o cisne vaga
serrando as asas e subindo ao ceu.

À noite, quando uma estrela chora,
a lágrima de um cisne inunda a aurora
lembrando aquele amor que não morreu.

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Encerramento do semestre no programa Arte de Viver emociona uma bisavó

29/11/2017, 9:0h

Maria Costa Caribé, 87 anos, viveu momentos de fortes emoções. Ela era uma das presenças no encerramento das atividades do segundo semestre do Programa Arte de Viver 2017, realizado no palco do teatro do Centro de Cultura Maestro Miro. Estava lá para aplaudir a bisneta, de apenas cinco anos. Quezia Caribé fez a sua estréia nos palcos.

Dona Maria confessa: não imaginava um dia assistir a uma apresentação de dança em um teatro. “Eu estou muito feliz por assistir minha bisneta. A família está toda aqui reunida. Estou muito orgulhosa. Fiz esse sacrifício de me deslocar pra fazê-la feliz e valeu muito à pena. Estava tudo lindo”, afirmou. 

A menina Quézia, enquanto isso, mostrava a sua felicidade em participar do evento. “Foi muito legal poder dançar com minhas amigas. E poder me apresentar no palco. Foi muito divertido”, comemorou a bailarina.

O programa Arte de Viver é promovido pela Prefeitura de Feira de Santana através da Fundação  Cultural Egberto Tavares Costa. A iniciativa proporciona aprendizado de várias modalidades artisticas a centenas de jovens.

PERSONAGEM 1


Fernanda Barbosa, 7 anos 

“Eu já fiz balé antes. Minha mãe sempre gostou de dançar e a gente fazia isso em casa. Depois ela me levou para as aulas e eu já tinha feito apresentações antes, mas foi a primeira vez que me apresentei e tive aulas aqui no Maestro Miro, e eu estou muito feliz. Gostei de tudo, me diverti bastante”.


PERSONAGEM 2

Manuela Barbosa, mãe da jovem bailarina

“Linda apresentação, estou realmente encantada com a desenvoltura de Fernanda. Eu estava fazendo jazz, infelizmente não pude participar da etapa final do programa devido questões pessoais, mas fiz questão de incentivá-la e juntamente com o pai dela nós fizemos todo esforço possível pra que ela fosse até o fim e pudesse estar aqui hoje se apresentando”.

Pais e outros familiares na platéia 


As turmas do balé infantil e baby deram um show de alegria e leveza, o que levou o público a se encantar com cada performance apresentada. No público, muitos pais, mães  e demais familiares dos futuros candidatos a artistas.

Abertas inscrições para o próximo semestre


As inscrições para o próximo semestre do programa Arte de Viver já estão abertas e são totalmente gratuitas. Lembrando que o programa possui turmas para todas as idades e vagas para diversas modalidades artísticas. Acesse o site e faça já sua pré matricula.

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Professor doutor da USP, que atuou em Feira nos anos 80, retorna a cidade para lançar livro

28/11/2017, 6:28h

Com fotografias feitas ainda na era da câmara analógica e todo um “trabalho artesanal por detrás”, foi lançado em Feira de Santana o livro “Festa do Bonfim”, do renomado fotógrafo e professor doutor da Universidade de São Paulo (USP), Atílio Avancini. O evento atraiu intelectuais, artistas e pesquisadores ao Museu de Arte Contemporânea, na quarta-feira, 23.

Belas imagens da Festa do Bonfim, tradicional evento de início de ano, em Salvador, em preto e  branco, encantaram o público presente. Conforme o autor, é um trabalho que “busca a cena espontânea, a imagem não posada, saindo portanto do cliché do foto jornalismo”. A imprensa, diz ele, sempre trabalha com “uma coisa muito estereotipada”. Ele acrescenta: “eu diria que é o olhar do artesão, mais do que o artista. A palavra artista tem estado muito gasta nestes tempos”. 

Pós doutor pela Universidade Sorbonne Nouvellle Paris 3, na França, Autor dos livros “Entre Gueixas e Samurais” (Edusp/Imprensa Oficial, 2008) e “Atílio Avancini – coleção artistas da USP n. 15” (Edusp, 2006), Avancini já realizou exposições fotográficas no MIS, MASP e Pinacoteca do Estado de São Paulo. “Fico muito grato porque eu sou professor da USP e os alunos elegeram como um dos livros prediletos deles. Então, isso me deixou muito orgulhoso”.  

“O objetivo desse livro é resgatar a cultura baiana, a essência dessa cultura afro que temos, sendo que o povo é o grande personagem, é um registro ao acaso da fé do povo brasileiro, feito a partir das raízes da Bahia e eu tinha o dever de trazer esse filho de volta ao lar; por isso, foi importante lançar esse trabalho em Salvador e em Feira de Santana”, diz ele.

“Hoje qualquer pessoa faz um livro, qualquer um fotografa”


Câmara digital democratiza a fotografia, mas a torna “muito banal”

O momento não é muito favorável para lançamento de obra literária, afirma Atílio Avancini, “porque hoje qualquer pessoa faz um livro, como qualquer um fotografa”. Mas ele entende que, “em toda obra, o tempo é que vai dar o seu valor, vai julga-la”. Então, assinala: “eu aguardo esse julgamento. Fiz da forma mais inteira e honesta possível”.

A fotografia, com a entrada da câmara digital, se tornou muito democrática, “por outro lado, muito banal”. Essas fotos, ele diz, foram feitas ainda com câmara analógica, quando não existia o digital. “Elas têm todo um trabalho artesanal por detrás, um trabalho que busca a cena espontânea, a imagem não posada, saindo portanto do cliché do foto jornalismo. Imprensa sempre trabalha com uma coisa muito estereotipada.

Autor ministrou cursos de fotografia em Feira, nos anos 80

Atílio Avancini é considerado um artista de grande influência para Feira de Santana. Em sua passagem por esta cidade, na década de 80, ele ministrou cursos de fotografia artística, motivando vários profissionais locais, à época, a investir na carreira. Sobre o seu trabalho lançado aqui, o livro “Festa do Bonfim”, ainda em fotografias produzidas com câmera analógica, ele afirma: “Eu diria que é o olhar do artesão, mais do que o artista. A palavra artista tem estado muito gasta nestes tempos”.

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