Banda Sal agrada com o seu som atemporal
18/12/2015, 14:59h |
Quem assistiu ao show da Banda Sal, na segunda noite do Natal Encantado, na quinta-feira, 17, vivenciou sonoridades indefinidas. A desconstrução de conceitos enraizados. Ouviu um som atemporal, transcendental. O repertório, totalmente autoral, leva a sonoridade da banda feirense a prazerosamente percorrer o corpo. E o espírito é evidenciado em toda a sua plenitude.
Com dez anos de estrada, a Sal aos poucos vem atingindo a maturidade musical, mesmo que adote a liberdade de não submeter-se a conceitos, mas livrar-se deles. Bem ao estilo filosófico da banda, quem assistiu a sua apresentação elevou a sonoridade da alma e, livre, deixou-se invadir zonas desconhecidas e ser invadido pelo novo.
É uma banda que nas suas letras fala de amor, não do amor brega - se isto existe, mas de uma maneira transcendental, com ênfase na desordem natural das coisas, como afirmam seus componentes. A talentosa vocalista Kleyde Lessa é uma atração à parte. A sua interação com o público é um dos pontos altos do show.


