Biografia dos homenageados no Parque de Exposições
João Martins da Silva
João Martins da Silva, brasileiro, nascido em Feira de Santana, Bahia, no dia 20 de outubro de 1890. Filho de Quintiliano Martins da Silva e Dona Edwiges Tavares da Silva. Desde muito jovem, começou a trabalhar, já despontando a sua vocação de empreendedor, quando criou a firma João Martins & Irmãos, cujo objetivo era o comércio de couros, peles, carnes verdes e enfardava fumo para exportação. Em 1920, com sua mãe Dona Edwiges Tavares da Silva, compraram a Fazenda Grande Vista, no Distrito de Maria Quitéria, de Feira de Santana, a Dona Líbia Pacheco Sampaio aumentada com outras compras feitas por João Martins da Silva. Essa Fazenda Grande Vista, adquirida há 100 anos, continua com seus filhos na Agropecuária João Martins S/A. Falar sobre ele, é muito gratificante pelas suas qualidades e os legados que deixou. Um bom filho, um pai exemplar, amigo de fidelidade a toda prova, ajudando as pessoas parentes, afilhados, sendo inclusive com sua mãe, padrinho e madrinha de batismo do grande médium espírita, também feirense, Divaldo Pedreira Franco, além de colaborar com instituições privadas, públicas religiosas e assistenciais. Feirense apaixonado pela terra onde nasceu, foi Chefe Político Influente, respeitado pelo seu caráter, na época ex-vereador, participativo em tudo de bom para Feira de Santana. Foi Presidente e sócio benemérito da Sociedade Filarmônica 25 de março, e a quem se deve a reconstrução da sua sede social na Rua Conselheiro Franco, além de possibilitar a compra de um imóvel próximo à igreja Matriz, cuja renda deu continuidade para a existência da Filarmônica. Destacou-se, entretanto, em diversas áreas e regiões, tornando-se bastante conhecido em toda a Bahia.
Adquiriu, com alguns amigos, a Empresa Amado Bahia S/A, que depois saíram do Investimento, como previamente acordado entre os mesmos Era a maior Empresa que fazia o comércio em larga escala de carnes verdes, na Bahia, com mais de cento e cinquenta açougues, além de possuir várias fazendas necessárias a logística do negócio na época, De Feira de Santana a Salvador (Paripe). Anos depois, João Martins da Silva, e os poucos sócios que permaneceram, criaram a Empresa de Carnes Verdes da Bahia Ltda, que sucedeu a Amado Bahia S/A, e aumentaram em muito o negócio, adquirindo até um navio da navegação de cabotagem wildberger (Camacã), adaptado com instalações para o transporte de 300 Bois, em pé, de ilhéus para a Fazenda Meirelles (Paripe) e depois para o abate no Retiro. Tinha ○ transporte ferroviário, da Leste Brasileiro, que transportava os bois até Paripe. Tinha grandes instalações na rua direta do Uruguai, com fábrica de pó de osso, sebo e outros subprodutos. João Martins da Silva, visualizou na sua Fazenda de Paripe, a possibilidade de criar um novo bairro de Salvador, na época um tranquilo subúrbio ferroviário. Constituiu a SOCREL-Sociedade Construtora Residencial Ltda, que construiu o conjunto de prédios residenciais para o IAPC, no bairro de monte serra, na cidade de Salvador, que existe até hoje. Projetaram a 1a Etapa do Loteamento Jardim Suburbano de Paripe em 1951, fizeram a 1a Escola Barros Barreto, com a doação da Escola e do terreno para o Governo. Na Inauguração da Escola, esteve presente o Ministro de Educação da época, Ernesto Simões Filho, proprietário do poderoso Jornal A Tarde. Construíram e transferiram para Paripe, a Coletoria Estadual de Rendas. Construíram 35 casas residenciais para Montepio dos funcionários públicos. Essa 1a. Etapa do Loteamento, de 1951, muito bem projetada, com Praças, áreas verdes, escola, tinha 330 lotes com mais de 360m², Graças a esse tipo de projeto, Paripe tem as melhores condições do subúrbio: Bancos, Mercadões, Casas Bahia, Assai, Rede Mix, Guaibim, Magalu, Atacarejo, Escolas de Tempo Integral e tudo mais. A Praça João Martins, muito bonita, onde se realiza ○ carnaval e São João do Bairro. Para realizar a 2a e 3a Etapas do Loteamento Jardim Suburbano de Paripe, com mais de 2.000 lotes com área mínima de 360m². constituiu em abril de 1958 a imobiliária Martins Ltda, que permanece até hoje ativa. Por desprendimento e para ajudar sobrinhos, filhos de um irmão falecido precocemente, participava de uma rede de lojas que vendia peças para automóvel, e
importava uma marca inglesa de carros. A Empresa de Carnes Verdes da Bahia Ltda, com mais duas ou três outras, construíram o Frigorifico São Francisco, onde hoje tem a Frimesa. Em 1958, houve uma dissidência na Empresa. foi quando ele se desligou dos sócios, na Empresa, e deixou o ramo de comércio de carnes verdes. O pecuarista João Martins da Silva, possuía a Fazenda Grande Vista, 'em Feira de Santana, 500 Ha. As Fazendas Reunidas Maravilha, 6.000 Ha, em Itapetinga, com menor parte em Itarantim. A Fazenda Alto Alegre 2.000 Ha, em Baixa- Grande.
A Fazenda Santa Cruz: 87Ha, onde em 1966 ele doou 100.000m², da sua melhor parte, na BR- 324, para a construção do Parque de Exposições Agropecuárias de Feira de Santana, que colocaram o nome Parque de Exposições Agropecuárias João Martins da Silva, em sua homenagem. Hoje, passa nela a Avenida Noide Cerqueira, e nos terrenos do Parque está sendo construído o "Centro de Excelência de Equinocultura". com Faculdade, muito importante para o Sistema e para a cidade, pela CNA/SENAR. Nessas
Fazendas, se cria, recria, engorda gado da raça Nelore. Em Baixa- Grande, se cria em menor quantidade cruzamento de pardo suíço com gir leiteiro. Também, um pequeno criatório de cavalos da raça marchador.
Para conclusão, em 14 de junho de 1965, foi constituída a Agropecuária João Martins S/A, com incorporação de Fazendas pelo casal João Martins da Silva,50% e Dona Marianina Moreira Martins da Silva, 25%. E os outros 25%, com a subscrição em dinheiro, pelos filhos do casal. Em 1972, foi incorporada pela Agropecuária João Martins S/A a Empresa de Carnes Verdes da Bahia Ltda, com todo seu ativo e passivo, sendo essa, consequentemente, extinta pela Incorporação. João Martins da Silva, faleceu em 15 de março de 1975, com 84 anos, deixando viúva Dona Marianina Moreira Martins da Silva, com quem foi casado durante trinta e cinco (35) anos, e tiveram os seguintes filhos: João Martins da Silva Junior, brasileiro, formado em Administração de Empresas pela UFBA, casado com Maria Luiza Baleeiro Martins, David Moreira Martins da Silva, brasileiro, advogado, formado em Direito pela UFBA, casado com Lara Conceição de Oliveira Martins da Silva, Antônio Carlos da Silva Martins, brasileiro, médico veterinário, formado pela UFBA, casado com Eliana Feitosa Silva. Paulo Moreira Martins, brasileiro, Arquiteto e Urbanista, formado pela UFBA, casado com Maria Virginia Gordilho Martins, Ana Maria Martins Kruschewsky, Professora, brasileira, casada com o Engenheiro Agrimensor Carlos Kauark Kruschewsky Joaquim Marcelo Moreira Martins, brasileiro, formado em Administração de Empresas pela UCSAL, casado com Claudia Rocha Martins. Em 19 de junho de 2002, faleceu Dona Marianina Moreira Martins da Silva, com 4 anos do IOR Inventado por Dona Marianina Moreira Martins da Silva, Agropecuária João Martins S/A, detentora de todo o Patrimônio, ficou pertencendo aos seis filhos do casal, em partes iguais, administrado pelos mesmos como vem ocorrendo há muitos anos.