Biografia dos homenageados no Parque de Exposições
Coriolano de Carvalho Pacheco (Cori Neto)
Em 02 de março de 1947, nascia, em Salvador, Coriolano de Carvalho Pacheco, o então conhecido Cori Neto. Aos três meses de vida, por problemas de saúde, foi com sua mãe para a fazenda dos avós, em Feira de Santana, Sr. Coriolano de Carvalho e Dona Lili, a fim de ser melhor cuidado.
Mas não mais retornou para casa de seus pais; pois, seus avós, encantados com o neto, decidiram criá-lo como filho.
Cori Neto teve seu avô, Coriolano, como grande inspiração, o qual era conhecido por suas contribuições significativas à comunidade feirense, especialmente na região de sua fazenda, que mais tarde se tornou o bairro do Sobradinho. Doou terrenos para a construção de um chafariz, facilitando o trabalho das lavadeiras, e para a Feirinha do Sobradinho, onde feirantes podiam comercializar seus produtos. Além disso, cedeu terras para a construção do Colégio Coriolano Carvalho, contribuindo para a educação local. Era uma referência na pecuária da Bahia, com grande influência econômica e social.
Cori Neto cresceu apaixonado pelo campo e pelo cuidado com os animais, mostrando uma habilidade natural para o agro. Paralelamente, descobriu sua paixão pela arte e, por ela, em meados de 1967, retornou a Salvador para estudar na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde se formou em Belas Artes.
Na Arte, ficou marcado pelas pinturas em quadro, que muitas famílias têm o prazer de lembra-lo através delas; e na criação de logotipos, os quais são usados até hoje no setor agropecuário. Com o tempo, tornou-se um pecuarista de renome nacional, participando ativamente da EXPOFEIRA, uma das maiores exposições agropecuárias do país, produzindo uma nova marca a cada ano e expondo animais de alta qualidade.
Ao retornar para Feira de Santana, em 1973, casou-se com Fátima e teve quatro filhos. Continuou a se dedicar ao campo, aprimorando seus conhecimentos na seleção de bovinos de leite, caprinos e ovinos.
Encontrou sua verdadeira vocação na equinocultura, destacando-se na criação de cavalos, especialmente no Mangalarga Marchador de pelagem pampa e no Pônei Brasileiro.
Cori Neto desempenhou um papel essencial no desenvolvimento da pecuária regional, trazendo inovações e orientando outros criadores sobre a importância da evolução genética dos rebanhos para obter os melhores resultados.
Seu amor pela criação de animais era tão grande que nunca deixou de participar do evento que mais esperava, a EXPOFEIRA. Infelizmente, em 17 de setembro de 2008, morre Cori Neto um dia após o encerramento de mais uma edição desta festa; mas permanece vivo na lembrança e nos corações de toda a família e amigos.