SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

Mais da metade dos casos de sepse evolui para óbito, alerta especialista

23/10/2018, 18:3h

A sepse é uma infecção generalizada com alto índice de mortalidade que leva cerca de 419.047 pacientes adultos por ano a serem tratados em UTI no Brasil. Para alertar sobre a importância de conhecer e estudar mais sobre esse tema, a Sessão Cientifica do SAMU desta segunda-feira, 22, trouxe como palestrante o médico intensivista Lúcio Couto.

De acordo com Lúcio Couto, 50% dos casos diagnosticados de sepse no Brasil evoluem para óbito, para ele o alto índice também estar relacionado com a falta de conhecimento acerca da doença. “Com condições ideais de diagnóstico e tratamento, e uma população bem avisada do quanto essa doença pode matar, o esperado de mortalidade é 18% a 20%, esses são os números de países bem desenvolvidos no âmbito da saúde”, ressalta.

Portadores de diabetes e HIV têm mais chances de desenvolver a doença

Pacientes com diabetes e HIV tem mais chances de desenvolver sepse, que possui entre os sintomas febre alta, pressão baixa e falta de ar. “Uma das preocupações é a piora da sepse e a evolução do paciente para quadro de choque séptico – que é uma síndrome de comprometimento de oxigenação e perfusão dos tecidos, onde a tonalidade circulatória e o metabolismo celular são graves os suficientes para aumentar a mortalidade substancialmente”, destaca.

Lúcio Couto (foto) também alerta que muitas vezes os sintomas geram confusão, por serem parecidos com de outras doenças. “Uma das coisas mais importantes na área de saúde é o compromisso que você tem. Estudar pra gente é uma obrigação, nós como profissionais de saúde temos que estudar e ter conhecimento para saber como tratar aquilo que chega para gente”, ressalta.

A Sessão Cientifica do SAMU acontece uma vez ao mês no auditório da Secretaria Municipal de Saúde e traz temas de  relevância para capacitação de estudantes e profissionais de saúde. O evento é aberto e gratuito.

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Concluída construção do Caps I

23/10/2018, 14:52h

As obras do Centro de Atendimento Psicossocial Infantil (CAPS I) já foram concluídas e o equipamento deverá ser inaugurado pela Prefeitura Municipal dentro em breve. O equipamento, que está localizado no bairro Olhos D’Água, vai atender pacientes na faixa etária de 0 a 17 anos com sofrimento psíquico.

O espaço dispõe de salas amplas e arejadas, área de circulação, cozinha, refeitório e banheiros. Moderna pintura foi aplicada nas paredes. O interior do equipamento ganhou a cor verde, enquanto na área externa os tons pasteis do amarelo, laranja e cinza predominam.

Nesta semana, funcionários da empresa responsável pela construção realizam alguns retoques na pintura para entregar o equipamento à Prefeitura.

Segundo a coordenadora de Saúde Mental, Robervânia Cunha, a Prefeitura segue ainda com as obras do Caps III, que está sendo construído em área contigua ao Caps i, e o Caps II, no bairro Mangabeira.

Rede de Saúde Mental

Em Feira de Santana, a Rede de Saúde Mental atendeu, no ano passado, 27.385 pessoas com algum tipo de transtorno psíquico. Neste ano, já são 28.678 mil usuários matriculados.

Além do Caps i, que é destinado para crianças e adolescentes, o município dispõe ainda de uma unidade voltada para o tratamento de usuários de Álcool e outras Drogas (Caps AD), com 7.067 pessoas cadastradas, e dois CAPS tipo II (Oscar Marques e Silvio Marques) para pessoas maiores de 18 anos com transtornos mentais graves e persistentes , onde atualmente estão matriculados um total de 11.395 usuários.

Além destes, há o CAPS III que atende adultos com transtornos mentais e persistentes - 7.287 estão cadastradas. Este equipamento funciona em regime 24h, com disponibilização de leitos para acolhimento noturno.

De acordo com a coordenadora de Saúde Mental, os Centros de Atenção Psicossocial promovem a reinserção social de seus pacientes, por meio de tratamento medicamentoso, terapêutico e acompanhamento por uma equipe multiprofissional. Ela acrescenta que a demanda pelo atendimento é espontânea.

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Exames médicos e orientação sobre registro de nome social para transexuais e travestis

22/10/2018, 16:3h

Em uma ação inédita em Feira de Santana, a equipe do programa Consultório na Rua, da Secretaria Municipal de Saúde, junto aos profissionais da Secretaria de Desenvolvimento Social, realizaram na noite da última sexta-feira, 19, atendimento médico e social para transexuais e travestis em situação de prostituição.

Em pontos estratégicos da cidade, a equipe de abordagem fazia o primeiro contato. Em seguida os demais profissionais (médico, psicólogo, sexóloga, enfermeiros, técnico de enfermagem e assistente social) se aproximavam para iniciar o acolhimento.

Ayresca optou por fazer todos os exames

Ayresca Aragão (nome social), 20 anos, foi uma das beneficiadas com a ação. Ao ser perguntada sobre quais testes rápidos queria fazer, logo respondeu: “quero fazer todos”. Enquanto a examinava, a enfermeira Darlene dos Santos também explicava sobre a seriedade e ética dos profissionais, garantindo sigilo nos resultados, positivo ou negativo para qualquer uma das doenças (hepatite, sífilis, HIV); além de apresentar outros serviços de saúde gratuitos no município.

Histórico familiar de diabetes é uma das preocupações de Thamy

A oportunidade também foi aproveitada por Thamy (nome social) que trabalha há oito anos como profissional do sexo. Entre os exames realizados, ela solicitou a aferição de glicemia e relatou ao médico Ritze Viegas ter histórico familiar de diabetes. “Deu 114. Como você não está em jejum podemos considerar normal, lembrando que em jejum o ideal é até 100”, informou o médico.

Registro do nome social é uma das principais demandas

Durante atendimento, os transexuais e travestis foram questionados sobre interesse ao registro do nome social e orientados sobre como proceder para adquirir o benefício. “Este ano a justiça determinou que não precisa mais o laudo médico para mudar o nome, então basta chegar no cartório e ter esse direito. Então a gente vai auxiliar, já que é a maior demanda que elas trazem”, informou o chefe da Divisão de Promoção de Direitos às Minorias, Fabio Ribeiro.

Através da Prefeitura, eles terão todo acompanhamento para dar entrada com recurso na Defensoria Pública, sem nenhum tipo de custo. “Apesar da aparência feminina, no documento o nome é masculino, então elas passam por muito constrangimento. Através do novo documento elas irão se sentir mais à vontade para ir a órgãos públicos e privados, porque o nome social irá coincidir com a imagem do documento”, revelou Fabio.

Esta foi a primeira ação de saúde e social noturna voltada para transexuais e travestis. A iniciativa do município visa através da assistência acolher essas pessoas, promovendo um maior acesso aos serviços públicos de saúde e social. Durante os atendimentos, fichas foram preenchidas para continuidade do acompanhamento pela equipe em momento posterior, assim como acesso a outros programas. Preservativos e lanches também foram distribuídos.

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Policiais rodoviários são orientados sobre cuidados com a saúde

18/10/2018, 18:39h

Policiais foram sensibilizados sobre cuidados com a saúde e a importância do acompanhamento médico, através de palestras e uma série de serviços oferecidos pelo projeto “Patrulha da Saúde”, nesta quinta-feira, 18. A ação que aconteceu no auditório da Policia Rodoviária Federal (PRF) teve a parceria da Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com a enfermeira referência em saúde do homem, Isabella Machado, a atividade é também uma forma de alertar para doenças como o câncer próstata, neste período de campanha do outubro rosa e novembro azul. “Cerca de 90% do quadro da corporação são homens, então eles estão sendo sensibilizados a entregar exames anuais e a participar de alguns serviços que estamos oferecendo hoje”, ressalta.

Os profissionais passaram por pesagem e avaliação da altura para cálculo do Índice de Massa Corporal, onde pode ser diagnosticado sobrepeso ou obesidade. Na oportunidade também foram alertados sobre a higiene dos alimentos e a importância de uma alimentação saudável. Aferição de pressão arterial, teste de glicemia e prática de atividade física fizeram parte da ação.

Alerta para alimentação

Para o policial rodoviário, Péricles Oliveira (foto), a iniciativa serviu como um alerta a sua saúde alimentar. “Esse momento é importante para a categoria. Todo ser humano tem que ter um cuidado especial com a saúde, e eu percebi que cuidava pouco em relação a minha alimentação, vou procurar melhorar isso aí”, relata.

“A patrulha pretende sensibilizar os profissionais com a sua saúde e essa ação é para avaliar se o servidor está realmente se cuidando”, explica Jucimara Nascimento (foto), agente administrativa.

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Transexuais e travestis serão alvos de ação do Consultório na Rua na próxima sexta

17/10/2018, 8:50h

Na próxima sexta-feira, 19, o programa Consultório na Rua promoverá uma ação voltada para transexuais e travestis em Feira de Santana. A equipe atuará de forma itinerante, entre as 21h e 23h30, passando pela Rua Marechal Deodoro, Praça da Matriz e Avenida Presidente Dutra.

Entre os serviços que serão oferecidos estão: atendimento médico, psicológico e social; testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites; aferição de pressão arterial e glicemia; distribuição de preservativos e orientações quanto à prevenção de doenças.

De acordo com a enfermeira, Darlene dos Santos, a ação tem como objetivo “diminuir a exposição destas pessoas as diversas doenças as quais ficam expostas e cuidar das questões emocionais relacionadas ao preconceito e no social através da orientação quanto ao Registro Civil”, informa.

Sobre o Consultório na Rua

Iniciativa da Rede de Atenção Básica, da Secretaria Municipal de Saúde, o Consultório na Rua é desenvolvido por médico, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistente social e psicólogo. Eles atuam em parceria dos profissionais do Serviço de Abordagem Social e do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), ambos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, e de prepostos da Secretaria Municipal de Prevenção à Violência e Promoção aos Direitos Humanos (Seprev).

O programa tem a sua base no primeiro andar onde funciona o Centro Municipal de Hepatites Virais, instalado na rua Barão do Rio Branco, 1.054, centro. A comunidade também pode acionar o serviço ligando para o número (75) 3624-4199. 

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Brincadeiras e massagem shantala promovem bem-estar para bebês e crianças no Campo Limpo

11/10/2018, 18:38h

Pintura no rosto, cama elástica, massagem shantala e brincadeiras fizeram parte das atividades lúdicas referente ao Dia das Crianças comemorado antecipadamente nesta quinta-feira, 11, na Unidade de Saúde da Família do Campo Limpo I, V e VI.

Na parte externa da unidade a agitação entre as crianças era intensa, de olhos vendados elas tinham o desafio de colar um rabo no desenho de um cavalo. Atividade esta que gerou muitas risadas e bastante diversão. “Acreditamos que quando promovemos alegria, melhoramos o corpo inteiro e isso é saúde. Hoje nos mobilizamos nesse intuito em presenteá-las com um dia feliz dentro da própria comunidade”, ressalta a enfermeira Danielle Almeida (foto).

Mães aprenderam a fazer massagem que relaxa bebês

Enquanto as crianças maiores se divertiam no pátio da unidade, os bebês curtiam uma sessão de relaxamento com massagem shantala, ao som de uma música suave. “Essa massagem promove relaxamento e a música provoca intencionalmente isso, além de trabalhar a afetividade da criança com a pessoa que está massageando, melhora o funcionamento gastrointestinal, a respiração e consciência corporal do bebê”, explica a fisioterapeuta do NASF, Cleidiane de Almeida (foto).

Momento descrito como aprendizado importante para a mamãe Cintia Sampaio (foto), acompanhada na unidade desde o pré-natal e agora com a pequena Maria Valentina de três meses de vida. “Aprendi a técnica e vou fazer a massagem em minha filha todos os dias, pois descobri que pode também aliviar as dores e mal-estar provocado pelas gases”, afirma.

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Cólica em bebês pode estar relacionada a posição incorreta da amamentação, explica enfermeira

11/10/2018, 14:39h

Comum em recém-nascidos até os 60 dias de vida, a cólica é uma dor intensa e o choro do bebê é difícil de acalmar. Algumas vezes, a causa da dor pode estar relacionada a posição incorreta da amamentação, onde a criança acaba engolindo metade do liquido do leite e ao mesmo tempo ingerindo ar, trazendo como consequência o acúmulo de gases no abdome, gerando desconforto. A informação é da enfermeira e professora Karine Souza, durante palestra na Semana do Bebê, na Unidade Básica de Saúde do CSU, nesta terça-feira, 9.

Para que pais e responsáveis saibam como proceder diante desta situação, Karine Souza (foto) alertou sobre a importância de buscar auxílio profissional. “Existem exercícios e, em algumas situações, medicações que aliviam a dor de cólica. Como o motivo da dor às vezes é muito individual, o melhor é procurar um enfermeiro ou pediatra para saber a conduta adequada, e não buscar receitas de vizinhos que muitas vezes não trazem solução”, ressalta.

Primeira consulta pediátrica

Silvana Késsia Almeida (foto), 35 anos, levou o pequeno Bernardo, com 25 dias de vida, para a primeira consulta pediátrica. O momento foi uma oportunidade para entender melhor como tratar as recorrentes cólicas que o bebê tem sentido.

“Ele passou um tempo trocando o dia pela noite e eu estava tendo dificuldade com a alimentação, o que deixa a criança estressada. Mas aqui pude tirar muitas dúvidas sobre a forma de amamentar e de conduzir a criança, isso é muito legal, pois facilita a criação. Só tenho a elogiar”, relata.

A atividade faz parte do momento de orientação dos mil dias da criança, que vão desde a gestação até os dois anos de idade. Até o dia 11, unidades de saúde do município estão realizando um momento especial para comunidade, voltado ao esclarecimento de dúvidas relacionadas ao aleitamento materno, vacinação e cuidados com o bebê.

“Nosso objetivo é trazer informações além das que já são passadas durante as consultas. Visamos reforçar cuidados indispensáveis no dia a dia em casa, para que a saúde da criança esteja 100%”, informa a enfermeira Lorena Rocha (foto).

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50 casos de automutilação de crianças e adolescentes registrados em Feira desde o ano passado

11/10/2018, 9:3h

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) registrou 50 casos de automutilação envolvendo crianças e adolescentes, em Feira de Santana, de 2017 até setembro deste ano. O número serviu como sinal de alerta para a Secretaria Municipal de Saúde, através do Grupo de Trabalho de Saúde Mental, sensibilizar nesta quarta-feira, 10, os profissionais de saúde, assistência social e educação na busca de uma maior atenção a esses casos.

O evento realizado no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC) trouxe como abordagem estratégias para unir a sociedade em combate a automutilação e suicídio. “Toda a comunidade deve contribuir nesse processo, não só os profissionais, mas a família também tem que ser um correspondente”, ressalta a assistente social referência de saúde mental da Atenção Básica, Diana Damilles Costa.

Mudanças de comportamento servem como indicador

Algumas mudanças de comportamento podem servir para os pais como indicador que algo não vai bem com a criança ou adolescente. De acordo com a coordenadora da Rede de saúde mental, Robervânia Cunha, é preciso ficar atento a sinais como a utilização frequente de roupa de manga comprida, o ato de cobrir todo o corpo e a exposição durante muito tempo nas redes sociais. “É importante procurar saber o motivo desse isolamento e pedir ajuda num serviço de atendimento especializado”, alerta.

Ainda segundo Robervânia, a pessoa que se automutila tem intenções diferentes de um suicida. “Ele não quer acabar com a vida, mas quer acabar com a dor, e essa dor é emocional. Então essa pessoa machuca o corpo na tentativa de aliviar essas emoções”, ressalta.

Entre as estratégias utilizadas pelo município no atendimento a esse público estão as psicoterapias, as atividades em grupo e a escuta qualificada através de um psiquiatra, serviços esses gratuitos oferecidos através dos CAPS e encaminhados pela Atenção Básica. Além disso, o Grupo de Trabalho de Saúde Mental, que une os CAPS e Atenção Básica em parceria com faculdades do município, foi criado há um mês visando melhor capacitar profissionais no atendimento a esse público.

Atenção Básica é a porta de entrada desse serviço

“Nós temos hoje em Feira de Santana 115 Equipes de Saúde da Família e a gente sabe que a Atenção Básica é a porta de entrada desse serviço. A criança que está passando por automutilação, e o pai e a mãe conseguem observar essa questão, pode procurar a Unidade de Saúde do território e conversar com o médico, enfermeiro ou assistente social. Chamamos atenção também para os profissionais de educação que podem estar notificando esses casos, pois se preciso será feito o encaminhamento para o serviço especializado que é o CAPS Infantil”, informa Diana Damilles (foto).

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Concentrando 25 por cento dos casos de dengue em Feira, distrito de Humildes é alvo de ação

5/10/2018, 11:51h

Feira de Santana confirmou 167 casos de dengue de janeiro a setembro deste ano. Desses 42 foram no distrito de Humildes, 25% do total registrado em todo o município. Visando combater esse índice, a equipe da Vigilância Epidemiológica esteve realizando uma ação contra o Aedes Aegypti nesta quarta-feira, 03, no povoado de Fulô, área com maior incidência da doença no Distrito.

O trabalho consistiu na procura de focos, o tratamento com larvicida e borrifação feita pelos agentes de endemias. Os profissionais passaram casa a casa, principalmente a de pessoas com sintomas associados a doença. 

Noélia foi orientada sobre como evitar focos de reprodução do mosquito

Uma das primeiras residências foi a casa de Noélia Santos, 54 anos. A neta de Noélia, que possui cinco anos de idade, desenvolveu sintomas da dengue. Durante a visita, focos do Aedes Aegypti foram encontrados em dois reservatórios de água. “Para que os ovos não eclodam é necessário lavar com bucha e cloro. Além disso, é importante deixar os reservatórios cobertos, para evitar que sirvam de alojamentos”, informa a bióloga Juliana Andrade.

Ainda na visita a residência, a enfermeira referência em arboviroses, Neuza Santos, que esteve acompanhando a ação, mostrou a Noélia outros objetos espalhados pelo quintal que apresentam riscos. “Esse vaso, se cair água, pode se tornar um criadouro”, orienta.

Grata pelas dicas, Noélia diz que irá colocar em prática todas as orientações. “Amanhã mesmo vou lavar o tanque”.

Com sintomas de dengue, Gilsara foi orientada a ir na policlínica

No local os profissionais estiveram conversando também com Gilsara Carvalho (foto), 38 anos, outra pessoa com suspeita de dengue. “Com cinco dias começaram as manchinhas no corpo, fiz exame na Policlínica, aí depois iniciou uma coceira. Outras pessoas tiveram essa coceira exagerada”, relata.

De acordo com Neuza, o caso de Gilsara pode ser dengue associado com zika, no entanto ela ressalta só poder confirmar após resultado laboratorial. “Todos que possuírem sintomas característicos devem procurar a Policlínica ou Unidade de Saúde para que seja feita a notificação e investigação da doença”, informa.

Os profissionais temem o aumento de casos, devido a proximidade do verão, por isto além de orientar a comunidade a ação tem como objetivo atualizar os agentes. “Nós estamos colocando em prática uma Atualização sobre controle químico, onde eles já tiveram acesso a parte teórica”, ressalta a bióloga, Juliana Andrade, que também informa a continuidade da atividade nesta sexta-feira, 5, no Distrito de Olhos D’Agua.

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Cuidadores de pacientes acamados recebem acolhimento psicológico

4/10/2018, 17:43h

A aposentada Elza Lima, 81 anos, é acompanhada pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) da Secretaria Municipal de Saúde há quatro meses, desde que foi desospitalizada com quadro de demência senil associada a AVC (Acidente Vascular Cerebral). Em casa, os cuidados da paciente ficam por conta de seu esposo, Viriato Manuel de Sena, que conta com mais duas pessoas o auxiliando nas atividades diárias. Nesta quarta-feira, 03, mais uma visita da equipe foi realizada, porém o acolhimento teve outro foco: cuidar de quem cuida.

A iniciativa faz parte do projeto Cuidando do Cuidador que acontece até esta sexta-feira, 05, no município. De acordo com a enfermeira referência, Mirella Ribeiro, o objetivo é promover o bem-estar para essas pessoas que acabam deixando tudo de si para ajudar o outro. “Eles geralmente estão sobrecarregados por tarefas domésticas, administração de medicamento, dar banho e fazer a refeição. Se essa pessoa adoece, sofre ele e o paciente”, ressalta.

Viriato admite que tem descuidado de sua própria saúde

Viriato Manuel concorda que acabou deixando de cuidar de sua saúde. Em conversa com a psicóloga do serviço, ele relata que o seu foco “é ela” (a esposa). “Agora com as instruções que recebi, vou tentar me adaptar pra poder ficar forte e cuidar da minha preta”, comenta carinhosamente.

Alívio dos sintomas do estresse e ansiedade

A sessão com a psicóloga, Sofia Portugal, que ajudou Viriato a refletir sobre o seu estado físico e emocional tem sido realizada com todos os cuidadores de paciente, por meio de uma escuta qualificada.  “A proposta é oferecer acolhimento para alívio dos sintomas do estresse, ansiedade e se o caso for muito crítico, como uma depressão por exemplo, essa pessoa é encaminhada para acompanhamento psicológico”, explica Sofia.

Questionado se está satisfeito com serviço, Viriato não poupa elogios. “Desde o primeiro dia que eles vieram aqui percebi que é uma equipe muito competente, amorosa e dedicada”, pontua.

Para ser contemplado com o serviço de equipe multidisciplinar em seu domicílio é necessário que seja solicitado avaliação médica na unidade de saúde mais próxima de sua residência. “Após avaliação e com relatório médico, a unidade de saúde encaminha para o SAD, caso o paciente se enquadre nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, informa Mirella Ribeiro.

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