SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Escola Municipal Nóide Cerqueira levou Língua Brasileira de Sinais à 11ª Feira do Livro

1/10/2018, 18:50h

“Queremos estimular o respeito à diversidade, preparar nossas crianças para espalhar a mensagem da inclusão”. A afirmação partiu da professora Leiva Santana, diretora da Escola Municipal Dr. Nóide Cerqueira, do bairro Campo Limpo, durante o número musical “Linguagem em Libras”. A apresentação dos alunos do 3º ano aconteceu na 11ª Feira do Livro – Festival Cultural de Feira de Santana (Flifs), na quinta-feira, 27.

Segundo Leiva, o enfoque de valores éticos já integra a prática pedagógica da escola. Os alunos interpretaram uma música adaptada à Língua Brasileira de Sinais (Libras) pela primeira vez no dia das mães. O exercício da linguagem na escola surgiu a partir do trabalho desenvolvido pelo professor auxiliar Israel Menezes. “Eu assisti uma apresentação, gostei e resolvi fazer um curso para me especializar em Libras”, relata Israel.

A prática é inserida aos poucos no dia-a-dia dos alunos. “Em toda acolhida, estudamos algum pequeno aspecto da Língua de Sinais: números, saudações ou o alfabeto, por exemplo; e sempre damos ‘boa tarde’ em Libras”, explica o professor auxiliar. Nesta quarta-feira, 26 de setembro, foi comemorado o Dia Nacional do Surdo, segundo a Lei 11.796/2008.

O aluno João Vitor Santana conta que ficou emocionado durante a apresentação e que gosta muito da prática nas aulas. “Acho muito legal por que podemos ajudar várias pessoas; se a gente encontrar alguém com essa necessidade, podemos tentar ensinar a família dela para ajudar”, defende.

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Apaixonada por leitura, estudante da zona rural realizou sonho de comprar livros

1/10/2018, 18:41h

A maioria das crianças na faixa etária de Bruna Ferreira Oliveira, estudante do 2º ano na Escola Municipal Nossa Senhora das Candeias, do distrito de Humildes, deseja ter algum brinquedo tecnologico, celular ou tablet. Mas para ela, que está descobrindo o prazer da leitura, o objeto de desejo é algo que pode ser bastante acessível para alguns: livros.

Durante o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (Flifs), que foi encerrado neste domingo, 30, Bruna teve a oportunidade de comprar livros pela primeira vez em sua vida. Ela foi uma dentre os 2.600 estudantes, além de 500 profissionais da rede municipal de educação, que foram contemplados com  vale-livros.

“Eu amei poder comprar os livros que eu sempre quis ter e não podia”, comemora. “Gosto de ler, estou aprendendo a soletrar e hoje comprei dois livros que queria muito. Estou tão empolgada, quero mostrar tudo para a minha mãe”, conta.  

Oportunidade de escolher motivou Maria Isabel 

A chance de fazer as próprias escolhas animou a estudante Maria Isabel Silva dos Santos, 3º ano na Escola Municipal João Macário Ataíde, do distrito de Jaíba: “A gente pode escolher o que quiser, isso é bom. Levei o ‘Alice no País das Maravilhas’, para poder ler de novo, pois achei muito bom”.

Investimento de R$ 100 mil 

Neste ano, foram investidos R$ 100 mil para atender à demanda de 2.600 estudantes e 500 profissionais da educação. Cada aluno inscrito através do edital da Secretaria Municipal de Educação recebeu um vale-livro no valor de R$ 28,00; cada professor, no valor de R$ 50,00. Livros acadêmicos, histórias encantadas, brinquedos, diários, quadrinhos, entre outros, foram adquiridos com os vales.

“Professores precisam ser constantes leitores, para que possam também passar o exemplo aos alunos. Este é um importante incentivo para que continuem se aperfeiçoando”, acredita a diretora da Escola Municipal Nossa Senhora das Candeias, Suzana Alves de Almeida. “Nós temos um trabalho de leitura na escola e pudemos observar que estamos gerando frutos, as crianças estão cada vez mais interessadas nos livros”, afirma.

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Aluno da Rede Municipal de apenas sete anos leva tradição familiar do cordel para o Flifs

1/10/2018, 18:15h

Representando a quinta geração de cordelistas da família, Juan Pedro Pereira Firmo de Oliveira, conhecido com Juan Olliver, de apenas sete anos, apresentou seu primeiro cordel durante o Flifs - Festival Literário e Cultural de Feira de Santana, a 11ª Feira do Livro.

Juan é o filho mais novo de Olliver Brasil, que há 35 anos tem no cordel a sua principal forma de expressão artística. O garoto é aluno da Escola Municipal Professora Francy Silva Barbosa, do bairro Campo Limpo.

Juan Olliver encontrou na Feira do Livro o espaço ideal para expor a sua primeira publicação. Iniciado na arte do cordel há apenas dois meses, ficou feliz com o reconhecimento da obra. “Aprendi a construir versos e estrofes com meu pai. Gostei muito de ter apresentado o meu primeiro cordel”, comemorou.

Não esperávamos que Juan fosse demonstrar interesse, diz pai

Orgulhoso, Olliver Brasil mostrava o primeiro cordel do filho para os visitantes do festival. “A literatura de cordel está na nossa família há cinco gerações, ainda assim, não esperávamos que Juan fosse demonstrar interesse, até o dia que pediu para apresentar um dos meus poemas na escola e, logo depois, começou a escrever o próprio texto”, conta.

“Me senti muito orgulhoso do meu filho. A felicidade quando soube do interesse dele foi enorme. É gratificante vê-lo repassando a tradição da família Firmo adiante, se interessando pela nossa cultura de forma tão natural”, relata Olliver emocionado.

O Flifs, realizado este ano na Praça Padre Ovídio, conta com diversas apresentações culturais, exposições e venda de livros e obras artísticas, contaçao de histórias, literatura de cordel, mesas-redondas, oficinas e diversos shows. As atividades foram encerradas neste domingo, 30.

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Além do TCU, o STF, TCE e FNDE impedem repasse de precatórios do Fundef para professores

27/9/2018, 18:55h

O Tribunal de Contas da União não é o único órgão federal a ter determinado, às prefeituras brasileiras, que não façam repasse dos recursos precatórios do extinto Fundef para professores, como reivindicam entidades representativas da classe, em vários locais do país. O Supremo Tribunal Federal, o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) também fazem advertência aos prefeitos, que podem sofrer ação de improbidade, caso façam uso desse dinheiro para remunerar, indenizar ou bonificar professores.

No TCU, a medida está documentada no acórdão de número 1962/2017, a que todo cidadão pode ter acesso.  O órgão federal, responsável pela fiscalização da aplicação da verba, diz que estão “devidamente claras as razões pelas quais não deve ser observada a subvinculação do percentual de 60% (do valor em precatórios) para fins de remuneração dos professores”.

Em 15 de maio deste ano, o Supremo Tribunal Federal manifestou-se sobre o assunto, negando o pedido de segurança coletivo impetrado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará – SINTEPP, contra ato do Tribunal de Contas da União, que determinava a exclusiva utilização dos recursos nas ações de manutenção e desenvolvimento do ensino para a educação básica pública. 

Em sua decisão, o ministro Luiz Alberto Barroso afirmou que entende “não haver qualquer previsão legal para a concessão de abono ou qualquer outro favorecimento pessoal momentâneo aos filiados do sindicato” (o sindicato em questão é a entidade que defende os professores em Belém, no Pará, que ingressou com mandado de segurança tentando a liberação do recurso dos precatórios para a categoria). Decisão que vale para todo o país.

Consultado a respeito do tema,  o FNDE se posicionou no sentido de que “não cabe a prevalência da subvinculação do percentual de 60% do Fundef à remuneração dos profissionais do magistério. Afirma o FNDE:

“Não se afigura, pois, coerente que, contrariando a legislação de regência e as metas e estratégias previstas no PNE, 60% de um montante exorbitante, que poderia ser destinado à melhoria do sistema de ensino no âmbito de uma determinada municipalidade, seja retido para favorecimento de determinados profissionais, sob pena de incorrer em peremptória desvinculação de uma parcela dos recursos que deveriam ser direcionados à educação. Isto porque a sua destinação aos profissionais do magistério, no caso das verbas de precatórios, configuraria favorecimento pessoal momentâneo, não valorização abrangente e continuada da categoria, fazendo perecer o fundamento utilizado para a subvinculação, de melhoria sustentável nos níveis remuneratórios praticados”.

Nesse sentido também se posicionou o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, por meio da Resolução 1346/2016: ‘Art. 2º Em estrita obediência ao princípio constitucional da razoabilidade, a proporção prevista no art. 22 da Lei Federal nº 11.494/2007 (que trata do repasse de 60% dos recursos do atual Fundeb para remuneração dos professores) não se aplica, obrigatoriamente, à utilização dos recursos de que trata o artigo anterior (precatórios do extinto Fundef).

Prefeito reafirma cumprir decisões judiciais

O prefeito Colbert Martins Filho participou, na tarde de quarta-feira, de uma reunião com a dirigente da APLB, Marlede Oliveira, o presidente da Câmara, José Carneiro, e outros vereadores. O encontro, no gabinete do dirigente do Legislativo, foi para tratar dos precatórios do Fundef. A APLB reivindica cerca de R$ 150 milhões para distribuir entre professores, correspondente a  60% do total de recursos pago pela Governo Federal ao Município. O prefeito apresentou as decisões judiciais como impeditivo para o atendimento deste pleito.

Colbert disse que a APLB, como entidade de classe, deve evitar induzir os professores a pensar que a Prefeitura estaria dificultando o repasse, tendo conhecimento das decisões judiciais a respeito. “Isto gera uma ansiedade na categoria”. Ele afirma que a administração municipal  será rigorosa com eventuais paralisações: “não podemos permitir que milhares de crianças sejam prejudicadas. As aulas precisam ser cumpridas”.

Que são os precatórios do FUNDEF

Os precatórios do FUNDEF são resíduos que a União Federal deixou de repassar aos municípios e estados, a título de complementação dos recursos da educação até o ano de 2006. O Supremo Tribunal Federal entendeu que os recursos quando recebidos devem ser aplicados integralmente na rede pública de educação, sendo vedado que o valor seja simplesmente rateado entre parte dos profissionais da educação.

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Criada pelos irmãos, Helen de Jesus é exemplo emblemático do Projeto 15 Primaveras

27/9/2018, 9:20h

Superação foi o tema do projeto 15 Primaveras deste ano, sétima edição. Já o empoderamento feminino, a principal proposta. Esta definição descreve muito bem a Helen Sousa de Jesus, 15 anos, de hoje. Ela foi uma das 26 alunas da Escola Municipal Maria Antônia da Costa, do bairro Santa Mônica, presenteadas com o baile de debutantes na noite desta terça-feira, 25, na Mansão 888.

Helen perdeu os pais ainda bebê; foi criada pelos quatro irmãos. Portanto, é a caçula e também a única menina. Emocionada, ela conta que tem muito respeito pelos irmãos. “Eles foram os verdadeiros pai e mãe pra mim”, relata. Mas também se viu envolvida em muitas discussões dentro de casa.

Mudança de perspectiva e elevação da autoestima

Uma das estratégias do projeto para aumentar a autoestima das meninas são as palestras proferidas por mulheres que venceram na vida. Helen conta que foi a conversa com a pastora Iranara Braga que mudou sua perspectiva. Cristã, a jovem viu nas palavras de fé da pastora que deveria buscar entender o lado dos irmãos e ao mesmo tempo se impor.

“Nessas discussões, eu sempre ouvia e ficava calada. Hoje eu me imponho, exponho minha opinião até demais!”. Para Helen, essa mudança é bem vista pelos irmãos. “Eles gostam de ouvir. Às vezes eles merecem!”, garante aos risos. Confiança e respeito mútuos são os sentimentos que ela destaca após os quatro meses do projeto. “Hoje eu posso dizer que eles são meus melhores amigos”.

Desde maio, as jovens que participaram do projeto 15 Primaveras vêm assistindo a palestras e participando de rodas de conversas com mulheres que superaram os desafios da vida. Elas receberam visitas de professoras, maquiadora profissional, uma modelo profissional dando dicas de passarela e fotografia, psicóloga para ajudar a lidar com as emoções, enfermeira acompanhada de uma equipe que falou sobre sexualidade, advogada que tratou do tema violência e uma dançarina do Programa do Faustão, da Rede Globo, que é ex-aluna da escola.

“O nosso objetivo é trazer mulheres que tiveram histórias difíceis, mas que superaram esses desafios. Assim, nossas alunas podem se identificar com essas mulheres. A mensagem que a gente quer passar para elas é que as dificuldades estão aí, para todos e todas, mas que podemos vencê-las’”, argumenta a coordenadora pedagógica da Escola Maria Antônia, Tamara Rabelo de Oliveira.

O tão sonhado baile

Além de contemplar alunas que completam ou completaram 15 anos em 2018 e não têm condições de realizar uma festa por conta própria, em sua maioria, o projeto busca envolver também meninas mais tímidas. O empoderamento proposto pelo 15 Primaveras alcançou Helen não só dentro de casa, mas também na pista de dança. Além da valsa com o príncipe, ela e suas 25 colegas também dançaram sozinhas e entre si. De funk a arrocha; de ‘quadradinho’ ao rebolado do ritmo nordestino.

Ex-aluna integra grupo de bailarinas do Faustão

Wlady Lacerda fez o Ensino Fundamental na Escola Maria Antônia da Costa e atualmente integra o grupo de bailarinas do Faustão. Além das palestras ao longo do projeto, ela fez questão de comparecer ao baile para incentivar as meninas. Para ela, o momento de danças individuais reforça a ideia de superação e empoderamento. “A mulher deve dançar todos os ritmos musicais. Funk, forró, sertanejo. O que ela quiser dançar, tem que dançar sim! Sem tabus e sem preconceitos. Dançar é isso: ser livre”, enfatiza.

Para Nelcilandia Arouca, diretora da escola, o impacto causado na vida das alunas ao longo destes sete anos é perfeitamente visível. “A gente pode acompanhar o desenvolvimento de todas as alunas que participaram. As meninas contam que se tornaram outras pessoas, que passaram a enxergar a vida de outra forma. Então, sem dúvida, o projeto é um divisor de águas na vida delas”, relata.

Ela, as vice-diretoras Ilnara Brandão (turno matutino) e Ivana Rita Matos (turno noturno) e toda a equipe de professoras e funcionários da escola foram homenageados pelas estudantes durante a festa. “Obrigada por dar voz e vez a tantas e tantas de nós durante todo o ano”, afirmou Jessica Barbosa, uma das alunas responsáveis pela narração do conto “Castelo da Emmac”.

Em 2016, o projeto foi abraçado pelo apresentador de TV Luciano Huck. Ele compareceu de surpresa à escola, após receber uma carta da vice-diretora Ilnara Brandão. O ator Rodrigo Simas, atuando na telenovela “Malhação” à época, surpreendeu as alunas no baile. Em 2017, foi a vez da dupla Naldinho & Léo Rios aparecer de repente na culminância do projeto.

Neste ano, a grande atração surpresa foi o cantor feirense Fillipe Aladin. “Para mim, foi uma felicidade imensa. Muito gratificante fazer a festa para essa galera que tá realizando um sonho. Se tiver outra dessa amanhã, eu tô aqui de novo!”, assegura o cantor. O DJ Symba, que participou de seis dos sete anos do projeto gratuitamente, foi o responsável pela segunda parte da festa. “Sempre fiz questão de participar desse evento. É uma satisfação enorme. Isso não tem pagamento”, destaca o DJ.

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Flifs promove diversas atividades culturais até domingo

26/9/2018, 18:42h

“A Flifs é fruto de um esforço coletivo, que entrega à população feirense a oportunidade de formação de leitores, acesso às mais diversas construções literárias, artísticas e de cidadania”. A declaração partiu do reitor da UEFS, Evandro do Nascimento Silva, durante a cerimônia da abertura da Flifs - 11ª Feira do Livro – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana, no final da tarde desta terça-feira, 25.

O Festival ganhou este ano sua sigla, Flifs. O evento, que segue até o domingo, 30, voltou ao seu local de origem, a Praça Padre Ovídio, espaço em que foram realizadas as duas primeiras edições. “O festival continua existindo devido às nossas fortes parcerias, que colaboram para que, anualmente, possamos oferecer este evento para a comunidade”, destaca o reitor.

Evento importante para a educação do município

O prefeito Colbert Martins da Silva Filho prestigiou a cerimônia de abertura. “Ficamos muito felizes em colaborar para a realização de um evento que é tão importante para a cultura da nossa cidade”, defendeu.

Representando a Secretaria de Educação, a psicóloga Luscilla Carvalho Lima, chefe da Divisão de Planejamento e Técnicas Pedagógicas, reforçou a importância da Flifs para a educação do município. “Sabemos o quanto a leitura e a cultura são imprescindíveis para o desenvolvimento dos nossos alunos e alunas. Este é um espaço em que eles têm contato com os livros, o ambiente artístico e literário; e nós, da Seduc, acreditamos na importância desta parceria”, declara.

A Secretaria Municipal de Educação colabora com a participação de alunos na visitação, apresentações culturais e artísticas e fomenta o uso do vale-livro. São oferecidos a 2.600 estudantes vales-livros no valor de R$ 28,00 e para 500 professores, no valor de R$ 50,00.

Diversas outras secretarias municipais contribuem para a estrutura do evento, segurança pública e limpeza.

Retorno à Praça Padre Ovídio

A Praça Padre Ovídio, de acordo com os organizadores, oferece melhor infraestrutura para os expositores e também para o público. São esperados 65 mil visitantes durante os seis dias de festival. Além da venda de livros, a Flifs promove apresentações culturais, contação de histórias, literatura de cordel, mesas redondas, oficinas e diversos shows.

“Com um espaço ainda mais amplo e maior circulação de pedestres, aguardamos um bom público este ano. Além da comunidade local, pessoas de municípios circunvizinhos a Feira de Santana prestigiam o nosso festival todo ano”, estima a professora Eliana Carlota Marques Lima, coordenadora geral do evento.

Também estiveram presentes à cerimônia do Flifs o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Edson Borges; o diretor do Núcleo Regional de Educação, Ivamberg dos Santos Lima; o diretor da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo; o arcebispo de Feira, Dom Zanoni Demettino Castro.

“O Violão e a Palavra”

A abertura também contou com a apresentação da cantora Margareth Menezes, que trouxe o projeto “O Violão e a Palavra”. A apresentação aconteceu no teatro do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca). Quem não teve acesso ao teatro acompanhou o show na arena externa do Cuca através de um telão.

A proposta foi oferecer ao público um momento musical, literário e de conversa com a cantora. Margareth compartilhou com o público sua experiência no começo da carreira e a importância da arte em sua vida.

“Essa minha ligação com a música é algo de nascença. Aos três anos de idade eu já brincava com instrumentos e me descobri compositora aos 15 anos, quando ganhei o meu primeiro violão. Me apaixonei perdidamente pela música”, relatou Margareth. “A composição para mim sempre foi muito intuitiva, quando a inspiração chega, ela simplesmente vem, até me surpreende”, conta.

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Precatórios: TCU não permite repasse de 150 milhões de reais da educação para professores

25/9/2018, 17:7h

A Secretaria de Educação da Prefeitura de Feira de Santana presta esclarecimentos, aos pais dos alunos da rede municipal de ensino, e à comunidade, sobre a questão dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). O assunto volta à tona nesta terça (25), quando os professores da rede municipal fazem uma paralisação de 24 horas, reclamando repasse, para ser distribuído com a categoria, de cerca de R$ 150 milhões.

Municípios brasileiros encontram-se impedidos de efetuar qualquer pagamento a professores com recursos dos precatórios, conforme expressa o Tribunal de Contas da União (TCU), em acórdão de número 1962/2017.  Órgão federal responsável pela fiscalização da aplicação da verba, o TCU determina: “estão devidamente claras as razões pelas quais não deve ser observada a subvinculação do percentual de 60% (sessenta por cento) para fins de remuneração dos professores, e delas não se extrai qualquer contradição com as demais razões de decidir adotadas pelo Acórdão embargado”.

Em parecer, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) reforça a a tese do TCU: “Não se afigura, pois, coerente que, contrariando a legislação de regência e as metas e estratégias previstas no PNE, 60% de um montante exorbitante, que poderia ser destinado à melhoria do sistema de ensino no âmbito de uma determinada municipalidade, seja retido para favorecimento de determinados profissionais”. Para o FNDE, a destinação de tal volume de recursos aos profissionais do magistério, no caso das verbas de precatórios, “configuraria favorecimento pessoal momentâneo, não valorização abrangente e continuada da categoria”.

Em Feira de Santana, a APLB ingressou com ação judicial pedindo o bloqueio de 60% dos recursos do Fundef na conta da Prefeitura – percentual que a entidade defende seja repassado aos professores e demais trabalhadores da educação. No entanto, a medida foi rejeitada pela Vara da Fazenda Pública e também pelo Tribunal de Justiça da Bahia, a quem a entidade recorreu.

Nesta terça-feira, enquanto grande número de prefeituras ainda nem sabe como pagar a folha do mês de setembro, em todo o país em Feira de Santana o funcionalismo – incluindo os professores e demais profissionais da educação - já está com o salário em conta, podendo planejar o seu orçamento. 

A secretária de Educação, Jayana Ribeiro, lamenta a paralisação das aulas: “estamos cumprindo com todas as nossas obrigações com os professores e esperamos que eles cumpram com o seu dever, de dar aula. As crianças não podem ser prejudicadas por motivações que não se justificam. Foge à nossa competência e poder de decisão, repassar 150 milhões de reais da educação para a categoria”. 

Jayana observa que professores da rede privada não recebem salários superiores aos seus colegas da rede municipal. No entanto, não se ouve falar em greve nas escolas particulares. A paralisação é algo que prejudica enormemente a milhares de crianças. Será cortado o ponto dos professores que não tenham comparecido ao trabalho no dia de hoje.

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Festival da Escola Geraldo Dias democratiza acesso ao esporte

25/9/2018, 10:19h

Inverter a lógica das olimpíadas estudantis comuns e envolver o máximo possível de estudantes. Este é o principal objetivo do Festival da Cultura Corporal, promovido pela Escola Municipal Geraldo Dias de Souza, do distrito de Humildes, e que chega à sua terceira edição este ano. O evento acontece concomitantemente ao primeiro Festival de Artes da escola. As atividades foram iniciadas foram encenrradas no sábado, 22.

Segundo o professor Edson do Espírito Santo, que atua na área de Educação Física e é o idealizador do projeto, o objetivo foi fazer com que cada aluno participasse de pelo menos uma atividade durante o festival. 

Objetos de conhecimento

“Se temos um aluno que não gosta de esportes, ele pode se sentir contemplado na oficina de dança, de jogos populares ou capoeira. Queremos fazer dessas ramificações da cultura corporal objetos de conhecimento”, incentiva.

Além das competições esportivas nas modalidades de futsal, handebol, baleado, voleibol, corfebol - esporte semelhante ao basquetebol que reúne homens e mulheres na composição das equipes – foram realizadas oficinas de artesanato, dança, lutas, jogos populares, fundamentos da luta e capoeira, entre outras.

Silas optou pela oficina de fundamentos da luta

Silas Ferreira, aluno do 6º ano, é um dos estudantes contemplados pela proposta inclusiva do evento. Ele diz não gostar de esportes coletivos e por isso decidiu participar da oficina de fundamentos da luta. “Achei interessante. Quis participar também para aprender a me defender”, conta.

Valorizar a participação

Para Jaceli Cerqueira, diretora da Geraldo Dias, os festivais são um diferencial para a escola. “Conseguimos atingir esses quase 500 estudantes. Aqui não valorizamos a vitória, e sim a participação, sem nunca perder de vista o lado pedagógico. São trabalhados valores; aplicadas penalidades por determinadas condutas, assim como no esporte, entre outros fatores”, pontua.

Neste ano, o Festival da Cultura Corporal teve como tema a cultura dos povos indígenas. A abertura do evento contou com a participação de duas mulheres do povo Tumbalalá, que esclareceram pontos, descontruíram preconceitos e estereótipos acerca de aspectos de sua cultura, além de pintarem com carvão os corpos dos alunos.

No sábado, 22, as atividades foram encerradas com a realização do III Desafio de Atletismo de Humildes. Participaram estudantes das escolas municipais João Duarte Guimarães, Maria do Carmo Góes e Antônio Brandão de Souza; e também do Colégio Estadual Padre Henrique Alves Borges. O evento foi aberto para estudantes e para a comunidade local.

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Melhor no Estado, Feira é 4ª do Nordeste em pesquisa sobre gestão municipal da Macroplan

21/9/2018, 17:40h

O Índice de Desafios da Gestão Municipal (IDGM),  estudo realizado pela Macroplan, uma das maiores empresas de consultoria do país, envolvendo os 100 maiores municípios brasileiros, indica Feira de Santana na liderança como a melhor classificação, na Bahia. No Nordeste, tem a quarta posição – está à frente de sete das nove capitais da região. O período da análise é de 2006 a 2016. Um “índice sintético” com 15 indicadores nas áreas de Educação, Saúde, Segurança e  Saneamento/Sustentabilidade balizam o ranking do IDGM, que varia de 0 a 1 - quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do município. 

De acordo com a Macroplan, são priorizados “indicadores finalísticos com dados atualizáveis de fontes oficiais de informação e disponíveis para todos os municípios brasileiros”. O objetivo é  fornecer uma visão comparativa e evolutiva da situação do município, sempre que possível, ao longo da última década. Os indicadores selecionados buscam captar serviços sob influência das prefeituras, mesmo que fornecidos por outros entes da federação e a iniciativa privada. 

Classificada na 66ª posição, dentre os 100 municípios avaliados, Feira de Santana supera, no ranking, as seguintes capitais nordestinas: Salvador (70ª), Recife (73ª), Teresina (79ª),  Aracaju (80ª), Natal (81ª), São Luiz (83ª) e Maceió (87ª). Na Bahia, tem um IDGM melhor que Salvador, Vitória da Conquista e Camaçari – os outros municípios considerados de grande porte, no Estado, e parte da pesquisa.

Divididos em grupos, chamados de “cluster”, os  100 maiores municípios do Brasil são assim distribuídos devido as suas peculiaridades, nas diversas regiões. Tais características, conforme a Macroplan, podem afetar a capacidade da gestão pública de “entregar resultados e melhorar indicadores”.  Agrupados de acordo com algumas de suas características, como disponibilidade de receita per capita, densidade populacional e desigualdade de renda, a análise por cluster permite à consultoria reduzir as diferenças e chegar a uma coleta de dados mais próxima da realidade.

Com essa organização dos municípios, agrupando-os de acordo com a similaridade de suas características, a Macroplan consegue avaliar a performance de cada um em sua complexidade de gestão e disponibilidade de recursos. Além de  comparar de forma mais adequada os resultados alcançados por cada município, assim é possível identificar o potencial de melhoria dos indicadores mais factível com a realidade de cada local. 

O cluster em que Feira de Santana se encontra  envolve os municípios de  Montes Claros (MG), Campina Grande (PB), Boa Vista (RR),  Petrolina (PE), Vitória da Conquista (BA),  Teresina (PI),  Campos dos Goytacazes (RJ), Mossoró (RN), Rio Branco (AC), Caruaru (PE), Santarém (PA), Jaboatão dos Guararapes (PE), Macapá (AP) e Ananindeua (PA). A maior cidade do interior da Bahia ocupa a 5ª posição neste grupo de 15 grandes cidades de diversas regiões do Brasil.

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Durante cinco meses estudantes produziram vídeos sobre a gentileza a partir do uso do celular

20/9/2018, 15:37h

Tornar pedagógico o uso do celular. É este o principal objetivo da terceira edição do “Educavídeo: aqui tem festival audiovisual”, iniciativa da Escola Municipal Chico Mendes, que fica no bairro Campo Limpo. A premiação aconteceu na tarde desta quarta-feira, 19, no Teatro Ângela Oliveira, do Centro de Cultura Maestro Miro, marcando a culminância do projeto. Estudantes de dez turmas apresentaram os vídeos produzidos ao longo dos últimos cinco meses.

O projeto foi desenvolvido com estudantes do Ensino Fundamental II que, após explorar o tema “Pessoas gentis mudam o mundo”, produziram vídeos usando os próprios celulares, dentro e fora da escola. O intuito é fazer com que eles encarem a utilização do celular também como recurso didático-pedagógico.

Ferramenta de educação e comunicação

A ideia é aproveitar a aproximação dos jovens aos aparelhos eletrônicos. “Queremos que eles se apropriem das técnicas básicas da produção audiovisual, textual e corporal como ferramenta de educação e comunicação”, defende a professora Liamara Martfeld, articuladora da área de Linguagens e idealizadora do projeto.

Uso do celular passou a ser moderadamente aceito na escola

Para a diretora da Chico Mendes, Anna Virginia Felix de Araújo, o Educavídeo teve grande impacto na dinâmica da escola. “Após a experiência do projeto, o uso do celular passou a ser moderadamente aceito na escola. Antes tínhamos problemas e era necessária a intervenção dos pais. Hoje, esses acordos com os alunos são mais fáceis de firmar. O celular é um computador; pode e deve ser usado como uma ferramenta pedagógica de pesquisa e produtividade”, atesta a professora.

Em sua primeira edição, realizada em 2016, o projeto teve como tema os 25 anos da escola; em 2017, a temática foi diversidade. A escolha para o tema deste ano deu-se a partir das histórias e ações do profeta Gentileza, que, por sua vez, dá nome à canção de Marisa Monte, interpretada por três alunas da escola durante a cerimônia desta tarde.

O vídeo produzido pela turma do 9º ano, orientado pela professora Vanuza Batista, ficou com o primeiro lugar. As cinco melhores produções foram premiadas com cheques que variam de R$ 40,00 a R$ 200,00; o sexto melhor trabalho levou um brinde. O dinheiro das recompensas foi arrecadado através de rifas realizadas por professores da área de Linguagens e doações dos apoiadores do projeto, Saber Consultoria e Formação e a editora FTD Educação.

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