SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Estudantes da Escola Monteiro Lobato superam ‘medo da arte’ e expõem suas obras

5/12/2018, 16:12h

Do medo que paralisava à produção de belas pinturas. Estes dois principais momentos marcaram o projeto de artes do Centro de Educação Monteiro Lobato, do bairro Capuchinhos. O projeto, que ganhou o título “Redescobrindo a arte”, culminou na última sexta-feira, 30, na 1ª Mostra de Artes da escola.

Ana Clara de Jesus, do 5º ano, foi uma das alunas que viveu os momentos descritos no parágrafo acima. “Fiquei com medo, não queria participar por que achava que não iria conseguir”, contou. Assim como aconteceu com os demais estudantes envolvidos, o medo foi superado.

Ana Clara agora sonha em ser artista

No caso de Ana Clara (foto), a empolgação foi ainda maior: ela agora sonha em ser artista. Aproveitou a visita de um artista convidado pela escola para conhecer mais o campo das artes e descobriu sua vocação.

A turma da aluna ficou responsável por estudar e abordar a história do grafite. Inspirada nas obras do feirense Geziel Rafael da Silva Ramos, o KBÇA, ela pintou uma moça segurando um guarda-chuva debaixo de uma chuva de tinta.

Desde julho, os estudantes do Ensino Fundamental I vêm estudando a obra e o estilo de artistas feirenses e brasileiros, e também praticando, desde os rabiscos iniciais às telas expostas na Mostra de Artes.

Além de KBÇA, as obras de Cândido Portinari foram estudadas pelos alunos do 4º ano; Juraci Dórea, pelo 3º ano; Tarsila do Amaral, pelo 2º ano; e Romero Britto, pelo 1º ano.

A coordenadora pedagógica da escola, Milena Almeida, conta que o projeto foi iniciado em 2017, mas não foi possível realizar a mostra naquele ano. O objetivo, segundo a professora, é desconstruir o medo dos alunos de enveredarem pelo mundo artístico.

Releitura de grandes obras

As produções também permitem criar releituras de obras de grandes artistas conceituados. Na opinião de Danusa Paiva (foto), professora de Artes, este é um dos grandes pontos positivos do projeto. “Essa oportunidade de criar algo que tenha a cara deles é muito importante. Todo grande artista saiu de uma escola e também partiu de um momento em que não detinha as habilidades que, posteriormente, lhe consagraram”, destaca.

A professora também ressaltou as reações de surpresa e felicidade dos alunos ao perceberem que alguns dos artistas estudados estão em plena atividade, como KBÇA. “Já reconhecem os grafites dele espalhados por Feira!”, completou.

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Mostra de artes da Pré-Escola Marina Carvalho estimula leitura e escrita

5/12/2018, 14:15h

Estimular a leitura e a escrita através das produções artísticas. Foi este o principal objetivo da 8ª Mostra de Artes da Pré-Escola Municipal Marina Carvalho, do bairro Subaé, que aconteceu na última sexta-feira, 30. Aberta à comunidade, a exposição explorou o tema das parlendas e trava-línguas, que inspiraram a produção artística de mais de 100 crianças do grupo 3 ao grupo 5.

“Nossa intenção foi aliar o trabalho artístico às histórias, pois as crianças estão em fase de formação, desenvolvendo a leitura e a escrita. Incentivar a criatividade é importante”, destaca a professora Adriana Castelo Branco. “Trouxemos textos que são do cotidiano deles para que se interessassem ainda mais por transformá-los em obras de arte”, relata.

Autonomia dos alunos

A autonomia dos alunos durante a produção foi destacada pela diretora da escola, Cristina Passos Souza. “Os professores não interviram, apenas orientaram. Deixaram que as crianças tivessem liberdade para criar, a fim de que as obras refletissem a autenticidade”, explica.

Argila, tinta, material reciclado, colagem e até mesmo alimentos como pipoca foram utilizados nas obras. “Minha filha chegou muito animada em casa contando sobre a exposição e pedindo para que eu viesse prestigiar. Fico satisfeita ao ver a felicidade e animação dela”, conta Liege Noberto da Silva, mãe de aluna Yasmin Victória da Silva, do grupo 4.

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Com 18 novas creches, vagas na Educação Infantil tiveram incremento de 25 por cento

4/12/2018, 13:52h

Ampliação de 25% das vagas para Educação Infantil, construção de 32 escolas, das quais 18 creches, e o desenvolvimento de programas e projetos que priorizam a aprendizagem e pretendem diminuir a distorção idade-série. São estas, de maneira resumida, as principais ações dos últimos seis anos na Educação, no âmbito do município de Feira de Santana.

Elas foram apresentadas nesta segunda-feira, 3, pela secretária de Educação, Jayana Ribeiro, aos cônsules de oito países do Corpo Consular da Bahia, durante o Encontro de Cooperação Internacional. O evento aconteceu durante todo o dia, no auditório do SESI.

A iniciativa é do projeto Feira 2030, que tem reunido técnicos da iniciativa privada e agentes públicos, em torno da construção do Plano de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Município. Idealizado pela Secretaria do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, o projeto conta com a parceria da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, SUDENE.

O principal objetivo do evento é o estreitamento das relações internacionais com os países que dispõem de representação na Bahia, nas áreas de negócios, cultura, tecnologia e educação.

O prefeito Colbert Martins Filho ressaltou a importância da apresentação das ações do município no encontro. “Mais do que buscar por investimentos, queremos criar boas relações, nos aproximar destas pessoas e, consequentemente, promover o interesse nos nossos projetos”, defende.

Ambientes mais organizados e prioridade para a aprendizagem

Entre as ações apresentadas pela secretária Jayana Ribeiro (foto) se destacaram a ampliação de 25% das vagas para crianças de 0 a 5 anos com a construção de 18 Centros Municipais de Educação Infantil, além de outras 14 unidades de Ensino Fundamental. Para melhor atender aos alunos da sede e dos distritos, foram também reformadas e ampliadas 180 escolas.

“Priorizamos ambientes mais adequados e organizados para os nossos estudantes. Hoje nossos alunos contam com bibliotecas, brinquedotecas, Salas de Recursos, espaços amplos, arejados e coloridos, que buscam atender às necessidades pedagógicas de toda a equipe escolar”, destaca Jayana.

As escolas contaram também com o Projeto Reequipar, que adquiriu mobiliário moderno e de qualidade como computadores, impressoras, projetores, mesas, cadeiras, armários e equipamentos industriais para as cozinhas, entre outros.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi outro destaque. Em 2015, a Rede Municipal saiu da estagnação das últimas quatro avaliações e 57 escolas melhoraram o índice. Já em 2017, o Ideb do Ensino Fundamental I subiu de 4.0 para 4.4 pontos, se aproximando da meta de 4.5; 38 escolas ficaram acima da meta e 46 melhoraram o índice.

Além da estrutura física, o município investiu também na área pedagógica. Nos últimos cinco anos, os professores tiveram um aumento de 49% nos salários, beneficiando também os aposentados. Programas de Correção do Fluxo Escolar (Se Liga e Acelera Brasil), o Mais Alfabetização, o Novo Mais Educação e o Projeto de Prevenção da Violência Escolar – Prevesc também foram destacados.

Mais de 7 mil alunos são atendidos pelo Programa Música na Escola que, desde 2015, oferece aulas de técnica vocal e diversos instrumentos para crianças e adolescentes; criou quatro fanfarras nos distritos e institiuiu Orquestra Sinfônica Infantojuvenil Princesa do Sertão.

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Período de matrícula para 2019 na Rede Municipal de Educação será entre 17 e 25 de janeiro

4/12/2018, 10:8h

O período de matrícula nas escolas da Rede Municipal de Educação para o ano letivo de 2019 será entre os dias 17 e 25 de janeiro. Serão oferecidas aproximadamente 50 mil vagas. Os alunos que já frequentam aulas em uma das 217 escolas da Rede têm até o dia 21 de dezembro para confirmar a permanência e assegurar sua vaga.

As datas e demais orientações sobre a matrícula estão sendo divulgadas na portaria de nº 42/2018, publicada no último sábado, 1º, na edição nº 876, do Diário Oficial Eletrônico de Feira de Santana.

A Rede Municipal de Educação conta com 217 escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental I e II, distribuídas pelos bairros e distritos de Feira de Santana. Os concluintes da Educação Infantil nos Centros de Educação Infantil do município terão asseguradas vagas em unidades escolares da Rede, no 1º ano do Ensino Fundamental.

Para efetuar a matrícula, os pais ou responsáveis devem se dirigir à escola onde pretende a vaga para o filho.  No ato da nova matrícula, devem apresentar os seguintes documentos: histórico escolar (original); cópia da certidão de registro civil ou da cédula de identidade, uma foto 3x4 recente; para o estudante beneficiário do programa Bolsa Família, cópia do cartão em nome do pai, mãe ou responsável legal; para estudantes da Educação Infantil, cópia do cartão de vacinação atualizado e cópia do comprovante de residência atualizado. Os documentos originais também devem ser apresentados no ato da matrícula para fins de conferência.

Conforme o calendário para 2019, o ano letivo será iniciado no dia 11 de fevereiro e se encerrará em 20 de dezembro. Não há sábados letivos previstos para o próximo período que, conforme orienta a legislação, terá 200 dias letivos. A jornada pedagógica do próximo ano – destinada aos professores –acontece entre os dias 4 e 8 de fevereiro.

Demais orientações sobre a realização da matrícula podem ser consultadas no link https://www.diariooficial.feiradesantana.ba.gov.br/abrir.asp?edi=876&p=1, a partir da página 25.

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Adolescentes da Escola Jonathas Telles de Carvalho debatem preconceitos, conflitos e gentileza

3/12/2018, 11:1h

Bullying, racismo e principalmente as variadas formas de expressão da gentileza foram amplamente debatidos pelos estudantes do Ensino Fundamental II da Escola Municipal Comendador Jonathas Telles de Carvalho, do bairro Conceição II, até esta sexta-feira, 30. Os assuntos, evocados majoritariamente pelos próprios estudantes, ganharam destaque durante o Fórum de Adolescentes promovido pela escola e que chega este ano à sua oitava edição. O tema central do evento foi “Meu Adolescer e Gentilezas”.

O fórum acontece na unidade de ensino desde 2005 e se transformou num espaço de debates, que busca dar ênfase ao protagonismo juvenil, abordando temas que contemplam os conflitos e realidades do universo adolescente. Já recebeu o prêmio Escola Solidária do Ministério da Educação e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime, em duas ocasiões – na quarta e quinta edições.

Hoje repreendo qualquer tipo de preconceito, diz Kauanne

Kauanne Correia, de 15 anos, aluna do 8º ano, conta que sofria com as brincadeiras maldosas feitas por uma prima que usava principalmente apelidos pejorativos; ela conta que compensava o sofrimento fazendo o mesmo com os colegas da escola. “Fazia isso com eles até que percebi como doía. Hoje eu repreendo qualquer tipo de preconceito que eu veja. É quase uma palestra o que eu faço, porque tomo todo o tempo da pessoa”, explica, sorridente.

Na visão da estudante, há uma luta que precisa ser travada contra todos os tipos de preconceito e que o Fórum de Adolescentes cumpre esse papel de enfrentamento. Estes temas foram, inclusive, abordados na apresentação teatral protagonizada por sua equipe no turno matutino. Nada menos que dez equipes apresentaram temas variados.

Combate ao preconceito, inclusive dentro de casa

Cassiane Souza da Silva, de 16 anos e aluna do 9º, destacou a importância das oficinas preparatórias que os alunos participam desde o início do ano, aos sábados, uma vez escolhido o tema geral do evento. Ela conta que também adotou o comportamento de combate, inclusive dentro de casa. “Meu avô é negro e diz que não gosta de negros. Eu começo a questionar: ‘mas, vô, o senhor é negro. O senhor tem que gostar!’”.

As duas encerram suas falas com uma espécie de “máxima conjunta”: “o certo é você respeitar o que a pessoa é, o que ela aceita. É isso aí”, destacam.

Adolescentes empoderados escolhem temas

Frank Everson Nascimento (foto), estudante de Teologia pela Faculdade Católica de Feira de Santana, foi um dos palestrantes do evento. Apesar da graduação voltada para a religião, ele conta que preferiu não tratar diretamente do assunto. “Precisamos entender o adolescente dentro de todas as suas peculiaridades. Neste aspecto, é melhor utilizar uma abordagem mais aberta por que a realidade dos alunos é desconhecida e, assim, podemos atingir um número maior de jovens; ninguém se fecha”, explicou.

Os temas explorados nos fóruns ao longo destes anos foram sempre decididos através de pesquisa feita com os alunos. Racismo, respeito e afetividade, bullying, questões de gênero, entre outros, foram algumas de suas sugestões desde então. O evento envolve sempre os estudantes do Ensino Fundamental II.

Neuman Ribeiro de Brito (foto), professora aposentada e ex-diretora da Escola Jonathas Telles de Carvalho, era a gestora da escola quando o fórum foi criado; fez questão de comparecer à 8ª edição do evento para prestigiá-lo. Hoje ela atua como professora de uma escola da Rede Estadual. “É o meu xodó! Alunos que saem daqui desta escola e fazem o Ensino Médio lá, na outra instituição, nos cobram a realização do fórum. Apesar dessa saída dos estudantes, o evento é capaz de causar mudanças no ambiente escolar de forma geral. E elas são duradouras”, avalia.

O 8º Fórum de Adolescentes foi iniciado na última quarta-feira, 28. O encerramento aconteceu na sexta-feira, com um baile à fantasia.

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Projeto de Prevenção à Violência Escolar já atendeu a 74 alunos

1/12/2018, 12:39h

As ações do Projeto de Prevenção à Violência Escolar – Prevesc, iniciativa da Secretaria Municipal de Educação, foram apresentadas aos representantes de órgãos e equipamentos socioassistenciais que compõem o Sistema de Garantia de Direitos das Crianças e dos Adolescentes, nesta sexta-feira, 30.

O evento aconteceu na Seduc. O Prevesc já atendeu a 74 alunos da Rede Municipal de Educação, além dos seus familiares em algumas situações específicas. Através do projeto, os profissionais também promovem palestras, oficinas e orientações às equipes escolares, pais e responsáveis. 

Participaram do encontro representantes do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS); Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS); e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). Foram discutidos temas que envolvem a violência escolar e a importância do encaminhamento adequado para os órgãos de referência.

“É necessário que estejamos alinhados com os representantes socioassistenciais do município a fim de que atuemos de forma adequada para ajudar aos alunos, pais, responsáveis e a comunidade. É um momento de fortalecimento da nossa parceria”, define a psicóloga Luscilla Carvalho Lima, chefe da Divisão de Planejamento e Técnicas Pedagógicas da Seduc.

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Secretária de Educação, Jayana Ribeiro, conhece políticas públicas de Sobral, município líder no Ideb

30/11/2018, 17:55h

A secretária de Educação, Jayana Ribeiro, e a diretora do Departamento de Ensino, Jozelia Araujo, estão conhecendo de perto as políticas educacionais de Sobral, no Ceará, município de melhor Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, no Brasil. Elas participam desde a manhã desta quinta-feira, 29, do XIV Seminário sobre a Educação de Sobral. O município é referência educacional no país.

Na última avaliação do Ideb, divulgado em setembro, o município ficou com o melhor desempenho, tanto no Ensino Fundamental I – de 1º ao 5º ano – quanto no II – do 6º ao 9º ano; os índices alcançados pela cidade são respectivamente 9,1 e 7,2, bastante superiores às notas de centenas de outros municípios brasileiros.

O evento começou na quinta-feira, 29, com a apresentação da Escola de Formação Permanente do Magistério e Gestão Educacional; e a Coordenadoria de Desenvolvimento da Aprendizagem e Gestão Pedagógica. À noite, as representantes de Feira de Santana conheceram o Planetário de Sobral.

Realizado mensalmente, o Seminário é um momento em que são apresentadas as propostas pedagógicas do município, materiais didáticos utilizados, formações continuadas, entre outros aspectos; o evento é voltado para secretários de educação, prefeitos, vereadores, professores, acadêmicos e pesquisadores interessados na temática. Acontece no auditório da prefeitura de Sobral. 

Na manhã desta sexta-feira, 30, o secretário de Educação do município, Francisco Herbert Lima Vasconcelos, proferiu palestra sobre “A experiência educacional de Sobral – 20 anos”. Após a conferência, os participantes conheceram o Centro Educacional Infantil Jacyra Pimentel Gomes. 

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Por uma matemática mais lúdica, alunos do CEB dão aula a futuros professores da UEFS

29/11/2018, 10:50h

Método de extração da raiz quadrada, quebra-cabeça com proposta didática e o Crivo de Eratóstenes, entre outros. Os temas são comuns nas aulas de matemática no Ensino Fundamental II, do 6º ao 9º ano. Mas, nem sempre são apresentados aos estudantes de maneira interessante e atraente, o que muitas vezes contribui para a falta de interesse ou mesmo a dificuldade para aprender.

Daí, os próprios alunos do 6º ano do Centro de Educação Básica (CEB) da UEFS, escola da Rede Municipal, foram motivados a ministrar uma aula para estudantes do terceiro e quinto semestres do curso de Matemática da Universidade Estadual de Feira de Santana.

O objetivo é mostrar aos professores, a partir de um exemplo real, como as aulas podem ser mais lúdicas. Com a parceria, os adolescentes da Educação Básica demonstram então aos futuros docentes qual é o tipo de professor que eles gostariam de ter.

A experiência, realizada na última semana, integra o projeto “Troca de Saberes - o protagonismo da Educação Básica”, iniciativa do professor de Matemática Cristiano dos Santos e da professora Márcia Suely de Oliveira, que ministra a disciplina Didática, também na UEFS. 

No primeiro momento, foram os universitários que visitaram os alunos do CEB e também o Colégio Estadual Governador Luiz Viana, que ficam no bairro Cidade Nova. No segundo encontro, os estudantes vivenciaram uma situação contrária ou revés.

Encarados com muito respeito pelos estudantes da universidade

Segundo o professor Cristiano, foi uma experiência incrível. “Foi muito bacana por que os alunos de 11 anos deram aulas para futuros professores; e eles foram encarados com muito respeito pelos estudantes da universidade, foi uma generosidade legal. Os mais jovens estão ensinando aos mais velhos como tornar as atividades de matemática mais dinâmicas, atraentes, a despertar o interesse das crianças”, conta.

Algo mágico, diz aluna

Ísis Karoline de Sousa Maciel (foto), de 11 anos, foi a responsável por abordar o Crivo de Eratóstenes – algoritmo ou método simples para encontrar números primos até um determinado valor. “Achei algo mágico! Foi a minha primeira vez dando aula e pra gente que já sabia o assunto, que vai ser professor em breve”, disse, entusiasmada.

Ísis fez questão de destacar como positiva, inclusive, as estratégias pedagógicas utilizadas pelo seu professor, Cristiano. “Ele tem métodos diferentes. Não explica só baseado no livro ou ditando pra gente escrever. Ele gosta muito de perguntas e respostas”, pontuou.

Importante aprenderem que tipo de aula funciona mais com os alunos

Ranielle Pereira (foto), de 12 anos, fez a introdução da aula com uma dinâmica denominada “Matemágica”. Ela sugeria que os universitários pensassem em um número e, após algumas operações matemáticas, ela os adivinharia. “Foi quase um truque, né? Eles acharam diferente e legal. Acho importante eles aprenderem que tipo de aula funciona mais com os alunos”, comenta.

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Merendeiras aprendem receitas utilizando cascas, talos e folhas

28/11/2018, 15:41h

Cascas, talos e folhas também podem ser utilizados para o preparo de comida. Esta foi uma das dicas da nutricionista Marion Cerqueira dos Santos, do Mesa Brasil SESC, durante a capacitação continuada para merendeiras da Rede Municipal de Educação. O encontro foi realizado na manhã desta terça-feira, 27, no auditório da Escola Municipal Acioly Silva Araújo, no Muchila.

O Mesa Brasil SESC é uma rede nacional de bancos de alimentos contra a fome e o desperdício. Marion Santos falou sobre o aproveitamento total dos alimentos e debateu com as merendeiras a importância de evitar o desperdiçar. “Muitas vezes, mesmo cozinhando diariamente, não se sabe que existem certas partes dos alimentos que podem ser aproveitadas. E não são. Esta noção evita justamente que os alimentos sejam jogados fora”, explica.

Oferecermos o melhor às crianças

“Meu trabalho na cozinha melhorou muito depois que comecei a participar da capacitação”, ressalta Iraildes Pereira de Jesus (foto), que atua como merendeira da Rede Municipal há dez anos. “Indico que outras colegas participem, pois é um aprendizado necessário para oferecermos o melhor às crianças”, destaca.

Higiene, cuidados com o armazenamento da comida, organização na cozinha, uso dos itens alimentares em novas receitas e a manipulação adequada dos alimentos foram também abordados pela equipe de nutrição do setor de Alimentação Escolar da Seduc. As merendeiras ainda receberam um kit com touca, avental e livro de receitas com várias sugestões interessantes.

Trabalho em equipe é essencial

“Falamos sobre as principais dúvidas que aparecem quando visitamos as escolas. Além disso, destacamos a importância do trabalho em equipe, pois este é essencial na atuação da merendeira”, comenta a nutricionista Kelli Carine Cerqueira (foto).

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Escola promove Feira de Africanidades e lembra 119º aniversário do Mestre Bimba

27/11/2018, 15:24h

Na data em que seria celebrado o 119º aniversário do Mestre Bimba - responsável pela fundação da primeira escola de capoeira no Brasil – tradição e ancestralidade foram retratadas em telas e no movimento durante a exposição da II Feira de Africanidades da Escola Municipal Nossa Senhora das Cadeias, do distrito de Humildes, que aconteceu na última nesta sexta-feira, 23. Mais de 250 alunos do grupo 3 da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental atuaram nas produções.

A capoeira, além de representada nas obras artísticas dos estudantes, foi trazida para o pátio da escola. Ao som das palmas, do berimbau e do pandeiro, os alunos comemoraram a culminância do projeto.

Aprendi sobre disciplina e respeito, diz pequena capoeirista

“Pra mim, a capoeira é arte e cultura”, afirma Larissa Moreira Santos, de 11 anos e aluna do 5º ano. “Já pratico há onze meses e é muito bom. Aprendi sobre disciplina, respeito ao próximo e também a me defender”, conta.

Valorizar a cultura africana de forma lúdico-pedagógica

O objetivo do projeto é valorizar a cultura africana de forma lúdico-pedagógica. “Nossa escola está localizada no campo e podemos observar o quão forte são as raízes dos ancestrais africanos por aqui. É importante que estas crianças se reconheçam e percebam a representatividade da sua própria cultura”, destaca a diretora da escola, Suzana Alves.

“A arte foi muito importante para o aprendizado dos alunos”, acredita Érika Casaes, coordenadora pedagógica. “Permitiu que o conteúdo fosse abordado de forma leve e divertida, os alunos assimilam muito melhor quando o contexto histórico é aliado às telas e esculturas”, observa.

Alunos desmitificaram alguns conceitos

As professoras de arte, Juliane Faria (foto) e Márcia Cerqueira, foram as responsáveis por colocar o projeto em prática. Beleza negra, animais, bonecas Abayomi e capoeira estiveram entre as temáticas retratadas nas obras. “Além da valorização, muitos alunos desmitificaram alguns conceitos e aprenderam a respeitar as religiões de matrizes africanas, por exemplo. Tivemos um feedback positivo”, declara Juliane.

“Existem muitas tradições que as crianças não conhecem e precisamos mantê-las vivas”, acredita Miraci Machado, mãe de Fábio Lucas Nunes, aluno do 2º ano. “Valorizar isso é resgatar parte importante da história dos nossos ancestrais e da nossa vida”, defende ela.

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