SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Projeto da Creche Dalva Suzart aproxima crianças da MPB

4/10/2019, 16:59h

Fazer com que as crianças conheçam músicas populares brasileiras e desenvolvam gosto por elas. Foram estes os principais objetivos do Projeto MPB, realizado com os alunos do Grupo 5 – que contempla estudantes dessa idade – da Creche Escola Municipal Professora Dalva Suzart Gomes, do bairro Alto do Papagaio. Sua culminância aconteceu na última sexta-feira, 27, com várias apresentações diante de pais e familiares.

O projeto aconteceu desde o primeiro semestre letivo da Creche Dalva Suzart. Neste período, os pequenos ouviram as músicas compostas por vários artistas que marcaram e marcam gerações a partir deste gênero musical, como Noel Rosa, Chico Buarque de Holanda, Arnaldo Antunes, Dorival Caymmi, entre outros.
 
Os alunos também puderam conhecer instrumentos musicais a partir do projeto. Na apresentação de encerramento, além de cantar, havia até quem tocasse o xilofone – instrumento de percussão com sons agudos. Suíte do pescador, de Dorival Caymmi; João e Maria, de Chico Buarque; A nossa casa, de Arnaldo Antunes, foram algumas das músicas apresentadas pelos pequenos.

  •  

Em formação itinerante, professores de Arte vão ao Cuca conhecer peças artísticas

4/10/2019, 16:55h

Vivenciar bem de perto as mais variadas formas de arte. Foi este o objetivo da oficina pedagógica para os professores de Arte do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Educação, durante esta quinta-feira, 3. Em uma aula itinerante, os docentes visitaram o Centro Universitário de Cultura e Arte, conheceram peças de artes e até alguns artistas feirenses como Jorge Galeano, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana. Professores de Educação Física também participaram de formação.

Nessa visita, os professores conheceram os espaços do Cuca destinados às artes plásticas, visuais, oficinas desenvolvidas no Centro, entre outros. “Aqui eles têm oportunidade de experimentar a arte de uma forma mais próxima. Eles podem debater, ver exposições acontecendo aqui dentro, conhecer diferentes técnicas, apreciar” explica, Neidivan Santos, professora da Rede Municipal e formadora da disciplina.

O professor Everton Carvalho, responsável pela disciplina na Escola Municipal Accioly Silva Araújo, visitou o Cuca pela primeira vez nesta oportunidade. Ele reconhece a importância da formação, principalmente por que “a vida moderna afasta as pessoas da arte“. “Ao mesmo em que o Cuca fica no coração da cidade, muitas pessoas não o acessam por vários motivos. Então é interessante que possamos levar essa experiência para nossos alunos”, diz. 

  •  

Mostra de arte do CMEI Antonio Carlos Machado aborda literatura e meio ambiente

1/10/2019, 16:10h

Consciência ambiental e literatura aliadas à arte. Assim foi a 3ª edição da Mostra de Artes do Centro Municipal de Educação Infantil Antonio Carlos Machado, do bairro Feira VII, realizada nesta sexta-feira, 27. A exposição abordou diferentes obras literárias e buscou utilizar materiais recicláveis na confecção das produções.

O CMEI atende 120 crianças do grupo 2 ao grupo 5, que participaram ativamente da montagem da exposição. Pintando, colando e produzindo, eles tiveram a oportunidade de conhecer novas histórias e explorar a arte durante o processo.

“A festa no céu”, “Romeu e Julieta”, “Escolinha no mar”, “Flor de maio” e “A arca de Noé” foram alguns dos contos literários trabalhados com os pequenos. Cada turma ficou responsável por uma história e as salas de aula foram decoradas de acordo com cada narrativa.

“Pensamos em uma atividade que fosse lúdica e interdisciplinar. Os estudantes não só aprenderam as histórias, como puderam aplicar isso na arte, se divertindo e assimilando novos conhecimentos ao mesmo tempo”, acredita a diretora, Mônica Cristina de Jesus Santos Rosa.

O grupo responsável pelo conto da “Flor de maio” foi o que mais teve a questão da consciência ambiental abordada em sala. As crianças aprenderam sobre os riscos de poluir o meio ambiente.

“A história fala de uma borboleta que nasceu com a asa quebrada por que jogaram veneno na natureza, onde estava o casulo dela. Aprendi que não podemos jogar nada de ruim nas plantas nem nos animais”, relatou o pequeno Arthur Sousa, do grupo 3.

Segundo Mônica, reforçar a importância da sustentabilidade influenciou a todos no CMEI. “As professoras decidiram usar materiais recicláveis, diminuíram o consumo de produtos como borracha, por exemplo, e visamos que no ano que vem isso seja ainda mais trabalhado”, relata. 

  •  

Livros emprestados e o hábito da leitura à noite mudaram a história de vida de Taissa Gomes, estudante de 10 anos

1/10/2019, 15:43h

Os livros contam muitas histórias. Mas as histórias incríveis que surgem por causa deles são surpreendentes e também merecem destaque. Taissa Gomes, de 10 anos, é um exemplo de uma dessas trajetórias nascidas por causa dos livros. E ela compartilhou um pouco de sua relação com a leitura na roda de conversa “Um dedo de prosa sobre o encontro com a leitura”, durante a 12ª Feira do Livro – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana. Aconteceu na última sexta-feira, 27.

Havia apenas creches particulares no bairro em que Taissa morava quando mais nova. Como sua mãe não tinha condições financeiras para matriculá-la em uma dessas instituições, deixava-a em casa enquanto ia trabalhar como empregada doméstica. A dona de casa saía logo cedo e só voltava à noite, e a menina não frequentou uma instituição de ensino até certo ponto de sua vida.

Mas uma coisa fez a diferença na vida da criança: frequentemente, sua mãe voltava para casa com um livro em mãos. Sua patroa gostava de ler e quando finalizava algumas dessas leituras, emprestava-lhe alguns exemplares. E foi com estes livros que a doméstica se esforçou para ensinar a filha a ler aos pouquinhos, após longos e sucessivos dias de trabalho.

Taissa foi matriculada em uma creche pela primeira vez aos seis anos. Hoje, aluna do 5º ano da Escola Municipal Eurides Franco de Lacerda, do bairro Conceição, é ela quem influencia e ajuda os amigos a lerem. A primeira vez que pisou na sala de leitura da unidade de ensino, ela conta, sentiu-se em casa. “Tinha muitos livros que eu gostava: gibis, clássicos”, relata.

Para enfatizar o quanto gosta de ler, relembra um momento em que ouviu alguns resmungos de uma senhora na rua enquanto lia um livro ao mesmo tempo em que caminhava para casa. Algo que não lhe incomodou nem um pouco, garante.

Há um acordo entre estudantes e a equipe pedagógica na Escola Eurides Franco de Lacerda: o aluno que terminar suas atividades mais cedo tem direito a um momento de leitura livre; ele pode escolher livros e formar sua caixinha de leitura – é mais uma forma de incentivar o hábito. Taissa já usufruía bastante da regra em 2018, mas este ano, ela diz que vem abusando ainda mais.

Taissa é uma menina tímida e simples. Parecia um pouco nervosa enquanto falava, apesar de falar bem. Ela diz ter orgulho de sua escola, “do jeitinho que ela é”, por ter lhe proporcionado um espaço para ler; por incentivá-la. Ao finalizar sua participação na roda de conversa, quis apenas agradecer pela oportunidade. “Espero que o que eu falei aqui hoje possa incentivar outras crianças a gostarem de ler”, recomenda a estudante.

Gleice Anne Silva de Souza Assis, diretora da Eurides Franco de Lacerda, acompanhou Taissa neste momento. O mesmo potencial que ela vê na aluna, enxerga em todo estudante da escola. “Taissa tem esse prazer em ler. O que a escola faz é dar acesso aos alunos. Acreditamos que todas as crianças e adolescentes têm as mesmas possibilidades, mas não oportunidades. É dando este acesso que a gente pode despertar esse prazer em ler”.

A roda de conversa

A roda de conversa “Um dedo de prosa sobre o encontro com a leitura” integrou a campanha de doação de livros organizada pela coordenação da Flifs e pela Secretaria Municipal de Educação para contemplar também crianças que visitam a Feira, mas não têm condições financeiras de adquirir um livro.

A campanha nasceu há anos da parceria entre a Feira do Livro e as escolas da rede privada de Feira de Santana – são as instituições particulares que fazem as doações. Este ano, foram 19 unidades de ensino parceiras e cerca de 2000 livros arrecadados – os livros ficaram em dois estandes da Flifs, e as crianças puderam escolher quais eles queriam levar para casa. A roda de conversa leva os alunos de ambas as redes – pública e privada – para uma conversa.

“A ideia é fazer com que essas pessoas se encontrem, tanto quem doa, quanto quem recebe. Para proporcionarmos uma boa conversa sobre a leitura; mostrar como é importante você incentivar, ser incentivado. E para fazer com que a leitura aproxime essas pessoas; sem diferenças. Que a gente promova a nossa democracia e a cidadania através da formação de bons cidadãos”, destaca a professora Rosana Falcão, da equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação, que participa da coordenação da campanha.

A roda de conversa aconteceu em duas ocasiões nesta 12ª edição da Flifs. Na última, participaram alunos das escolas municipais Eurides Franco de Lacerda e Ernestina Carneiro. Dentre as instituições particulares, estiveram presentes os estudantes da Creche Escola Prime; Colégio Adventista; João Paulo I e Creche Escola Aconchego de Mãe.

  •  

Estudantes apresentam jogos matemáticos que facilitam a aprendizagem

30/9/2019, 17:3h

Cada estudante aprende de uma forma. E a fim de promover maiores possibilidades de ensino da matemática em sala de aula a partir dos jogos matemáticos, os professores desta disciplina que atuam no Ensino Fundamental II estiveram na última quinta-feira, 26, na formação das Atividades Complementares, que contou com a participação de estudantes do Centro de Educação Básica da UEFS, o CEB, da Rede Municipal de Educação, e do Colégio da Polícia Militar, CPM, da Rede Estadual.

A ideia de trazer os estudantes para a formação é do professor Cristiano dos Santos, que atua no CEB e responsável por ministrar a formação. “Acho que a melhor forma de mostrar que algo tem um efeito positivo em sala de aula é com o próprio estudante, que conta como aprendeu e compartilha, ensina. Pessoalmente, acredito que aprendemos com nossos estudantes o tempo todo, é uma troca”, afirma.

Os jogos matemáticos consistem em atividades lúdicas que aliam a brincadeira ao pedagógico. Podem ser usados brinquedos, quadros, diários, tabelas... Diversas possibilidades para juntar a aprendizagem com a diversão.

“Aprender não é só abrir um livro e ler, existem muitas outras formas”, declara Isis Karoline de Sousa Maciel, do 7º ano do CEB, que participou como palestrante. “Hoje, eu mostrei como encontrar a “Constante de Kaprekar”, de forma lúdica. É importante variarmos as formas de ensinar para ficar mais fácil”, recomenda.

“Todo sujeito é diferente e aprende de uma forma diferente. Sendo assim, precisamos ter disponíveis mais de uma metodologia de ensino, tendo em mente que cada uma se adéqua ao aprendizado de um estudante. Os jogos são apenas mais uma dessas formas de facilitar o ensino, buscando facilitar a aprendizagem dos alunos”, defende Fernando dos Santos, coordenador das formações de matemática do Ensino Fundamental II da Secretaria Municipal de Educação.

  •  

Estande da Seduc oferece jogos pedagógicos divertidos na Flifs

27/9/2019, 18:27h

Jogo da memória, para colorir, desenhar, para fazer associações entre nomes e imagens, quebra-cabeças, entre outros. Estes foram apenas alguns dos games disponibilizados no estande do Núcleo de Tecnologias Educacionais, Nutec, da Secretaria Municipal de Educação durante a 12ª Flifs, Feira do Livro – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana.

O espaço do Nutec visa difundir o uso da lousa digital nas escolas municipais como ferramenta de gameficação – um conceito pedagógico que se vale de variados tipos de jogos enquanto instrumentos de ensino e aprendizagem. Nele, os técnicos do setor estão utilizando o site jogoseducativos.hvirtua.com.br, uma plataforma gratuita que disponibiliza jogos de vários graus de dificuldade, próprios para diferentes faixas etárias.

Numa das imagens projetadas na lousa digital estão uma árvore, uma folha e um carro, todos situados em um ambiente esverdeado. Diante disso, o jogo pergunta ao seu interlocutor: “qual destes está fora do lugar?”. Basta um toque no desenho que lhe parecer correto para efetivar a resposta; a ideia da dinâmica é o exercício da concentração e do raciocínio lógico.

Ana Clara Pires dos Santos, de 13 anos, estudante da Escola Municipal Doutor João Duarte Guimarães, do bairro Limoeiro, testou suas habilidades em um jogo que devia tocar a lousa no momento em que desejasse despejar um pedaço de madeira em movimento. O objetivo ali era construir a maior torre que pudesse. Apesar de não se sair muito bem, ela reconhece que é possível aprender a partir da brincadeira. “Porque precisa se concentrar e treinar o raciocínio”, afirma.

Geralmente, as lousas digitais ficam em salas-multimídia nas escolas municipais. Cid Quintela, um dos técnicos presentes no estande, explica que a lousa permite um tipo de ensino híbrido – em que parte do assunto é tratada em aulas regulares, outra num ambiente tecnológico. “A partir do auxílio dela pode-se ministrar uma aula específica para reforçar ou complementar assuntos vistos entre os conteúdos”, explica.

  •  

Comunidade de Jaíba aprova adesão ao modelo cívico-militar para a Escola Municipal Quinze de Novembro

26/9/2019, 9:1h

A comunidade escolar do distrito de Jaíba aprovou por unanimidade a adesão da Escola Municipal Quinze de Novembro, da Rede Municipal de Educação, ao modelo cívico-militar. A decisão foi tomada em audiência pública realizada na própria unidade de ensino na manhã desta quarta-feira, 25. O debate é motivado pelo Programa Nacional das Escolas Cívico-militares, de autoria do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Defesa, que propõe a implantação de 216 escolas deste tipo no Brasil até 2023.

Participaram do encontro pais, estudantes, representantes de associações comunitárias, da gestão escolar e do colegiado de professores, além da diretora do Departamento de Ensino da Secretaria Municipal de Educação, Jozelia Araujo. A manifestação de interesse da escola segue para avaliação do Governo Federal, uma vez que cada estado poderá ter apenas duas unidades de ensino, de acordo com a iniciativa.

O Programa Nacional das Escolas Cívico-militares apresenta um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa, com a participação do corpo docente da escola e o apoio dos militares. Sua proposta é que militares atuem no apoio à gestão escolar e educacional, enquanto professores e demais profissionais da educação continuam responsáveis pelo trabalho pedagógico.

A aprovação da comunidade escolar é um dos pré-requisitos para adesão ao modelo.  A escola também deve estar em localizada em zona considerada de situação de vulnerabilidade social e com baixo desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb); estar localizada na capital do estado ou na respectiva região metropolitana; oferecer Ensino Fundamental II e/ou Médio e, preferencialmente, atender de 500 a 1000 estudantes nos dois turnos.  Todos os pré-requisitos são atendidos pela Escola Quinze de Novembro.

DISCIPLINA E INVESTIMENTOS

A disciplina é uma marca registrada das escolas militares. Este foi um aspecto destacado pelo professor Marcelo Martins, gestor da Escola Municipal Quinze de Novembro, que tem experiência numa unidade de ensino deste tipo. “Eu vim de uma escola militar e sei que dá certo. E é por isso que eu trago essa proposta para vocês com tanta empolgação”, defendeu.

A professora Jozelia Araujo parabenizou a comunidade pela decisão. “Este é um projeto que vem somar, e não apenas do ponto de vista da disciplina. Agora é o momento de trazermos mais conhecimento e mais oportunidades para esses jovens que vão sair daqui para encarar o mercado de trabalho e ter uma vida digna. Para que eles tenham um caminho seguro e melhor pela frente”, afirmou.

Caso seja uma das selecionadas, a escola passaria a contar com o apoio direto do 35º Batalhão de Infantaria de Feira de Santana. A unidade de ensino também receberia recurso da ordem de R$ 1 milhão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, FNDE, para despesas com materiais, atividades esportivas e de musicalização, e também para ajudar na aquisição de uniformes – cada estudante terá três uniformes: um para festas, outro para as aulas regulares e mais uma para atividades físicas.

  •  

Formação na área de História discute masculinidade tóxica e homofobia nas escolas

26/9/2019, 8:57h

O colega que chora, o estudante homossexual, a menina com trejeitos ditos masculinos. Alunos com estes perfis certamente integram escolas em toda Rede Municipal de Educação de Feira de Santana. Incerto é se eles têm ou não a devida liberdade para ser como melhor se reconhecem. Isso por conta de dois hábitos sociais hegemônicos discutidos durante o encontro de formação de professores da área de História, na última terça-feira, 24: a masculinidade tóxica e a homofobia.

Para o debate, foram convidados os professores Kleber Simões, doutorando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia, e Daniela Nascimento, mestra em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismos também pela UFBA. Ambos discorreram sobre como determinados comportamentos reproduzem violências que tendem a oprimir e excluir os estudantes e também professores.

Segundo Daniela, gritar com o professor, falar alto, bater a porta, arremessar o caderno sobre a mesa antes de alertar que não realizará a atividade proposta são comportamentos que denunciam a tentativa constante de autoafirmação enquanto detentor de uma força que precisa ser imposta em relação aos demais, inclusive ao professor; mais ainda à professora.

Kleber aponta como é nítido dentro das próprias escolas o quão fechado é esse mundo masculino. “Você só pode fazer parte de um grupo se apresentar os comportamentos padrões autorizados por eles”. Daniela complementa. “O discurso é muito forte, a negação do feminino. ‘Não sente como uma mulherzinha, não fale como uma mulherzinha, não se comporte como uma mulherzinha’”.

Ela destaca que nem sempre o aluno que reproduz esses comportamentos o faz por que o quer ou por que o acha certo. “Como a condição para fazer parte desses grupos é agir de tal forma, eles acabam reproduzindo coisas que nem sempre condizem com o que pensam. Se você for mais sensível, um cara que chora, que ‘escape’ desses padrões autorizados, você acaba ficando fora do grupo”, aponta a professora.

Kleber chama atenção para o fato de que estas opressões se estendem também a professores homossexuais. “Já ouvi relatos muito difíceis de colegas sobre experiências vivenciadas em salas de professores – verbalização, expressões de violência dentro da categoria... A escola deve ser um lugar de justiça social pra todos. Não somente para os estudantes. Temos que criar um lugar com um ambiente equânime, em que todos se sintam pertencentes”, destaca.

“Se a escola é o espaço de socialização, essa socialização deve se dar a partir da justiça social e reconhecimento da diferença como elemento fundante da pessoa humana. Se existe um comportamento padronizado, normatizado, a escola tem que problematizar isso, por que todos têm que ser aceitos em suas diferenças”, orienta.

O tema, a formação e o combate

O tema foi escolhido pelos próprios professores da disciplina de História no início do ano, quando realizada uma enquete entre eles para seleção de dois assuntos que deveriam ganhar mais atenção este ano – o outro foi a intolerância religiosa. Ambas fazem parte do calendário de atividades complementares formativas estabelecido pela Secretaria Municipal de Educação. Vários conceitos foram discutidos no encontro. Dentre eles, patriarcado, sexismo, desigualdade de gênero, homofobia, heteronormatividade, entre outros.

Segundo Daniela, não há caminho pronto para o combate à homofobia e à masculinidade tóxica, mas todo professor, independente da disciplina que leciona, tem papel fundamental neste percurso. “Nas aulas de História é preciso indicar que os movimentos históricos não são lineares, pois são fluidos, mudam ao longo do tempo. Contudo, se observarmos, o poder masculino branco e heterossexual sempre esteve mais atuante no mundo político, econômico, social, religioso, impondo discursos, sistemas de poder, excluindo as mulheres e colocando-as como o segundo sexo”, aponta.

  •  

"É preciso estimular a leitura de bons livros para que eles não sejam substituídos por computadores e celulares", diz prefeito na abertura da Flifs

25/9/2019, 13:55h

A XII edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana, o Flifs, foi aberta oficialmente na tarde desta terça-feira, 24, oferecendo aos feirenses uma gama de atividades e ações socioeducativas e culturais, tendo como principal protagonista o livro.

Durante seis dias, a Praça Padre Ovídio será palco de exposição e lançamento de livros, reunindo pessoas de todas as faixas etárias, promovendo encontros entre autores e leitores, discussões temáticas; contação de histórias e doação de livros.

A Flifs é um convite à sociedade a mergulhar no universo do conhecimento e do entretenimento, do prazer e do lazer oferecidos pela literatura, em suas incontáveis categorias, estilos e plataformas de apresentação.

A Literatura permite ainda ao individuo superar os próprios limites, ultrapassar as barreiras relativas a espaço/tempo; contribuindo, assim, não só com a sua bagagem cultural, mas, sobretudo, na consolidação do sentimento de cidadania e pertencimento.

Em consonância com estes pressupostos, o Governo Municipal estabeleceu uma profícua parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na realização do festival literário, transformado em patrimônio cultural e imaterial da Bahia, através da Lei 13.934/2018.

Ao abrir à mostra ao lado do reitor Evandro Nascimento, o bispo Diocesano Dom Zanone Demettino Castro, e dos secretários estadual e municipal de Educação, Jerônimo Rodrigues e Marcelo Neves, respectivamente, o prefeito Colbert Martins Filho enalteceu a inciativa, considerando-a um vetor de difusão cultural:

“Este festival literário se renova a cada edição. É preciso que a gente estimule a leitura de bons livros para que eles não sejam substituídos pelos computadores ou pelos celulares. E a Flifs é uma oportunidade de acesso a bens culturais, tendo como objetivo principal a formação de leitores. Nós agradecemos à UEFS pela parceria”,disse Colbert.

  •  

Obras de Tarsila do Amaral ganham traços leves e diversidade na releitura das crianças do CMEI Paulino Martins

25/9/2019, 11:22h

O pátio do Centro Municipal de Educação Infantil Paulino Martins dos Santos, do distrito de Maria Quitéria, se transformou em um rico espaço de produções artísticas na última sexta-feira, 20. Em uma exposição aberta à comunidade, foram apresentadas as obras assinadas pelas crianças de 3, 4 e 5 anos, durante o segundo trimestre letivo a partir do projeto “Manacá: fazendo arte com Tarsila do Amaral”.

A partir do projeto, os alunos fizeram releituras de grandes obras da artista em diversos formatos – instalações, artesanato, pintura, desenho, colagem, etc. Toda semana, eles exploravam um subtema e telas planejadas pelos professores a fim de conhecer todo o trabalho de Tarsila - sempre dando preferência às obras que ofereciam maior possibilidade de compreensão para a Educação Infantil.

O objetivo geral do Projeto “Manacá: fazendo arte com Tarsila do Amaral” é desenvolver nas crianças a linguagem oral, escrita e artística para possibilitar a representação do mundo real e do imaginário infantil. Tarsila foi a escolhida por ser considerada uma grande artista brasileira, de influência e repercussão internacional.

Os alunos do Grupo 4 – ou seja, de quatro anos – fizeram, por exemplo, releituras de duas grandes obras da artista: Carnaval em Madureira e Operários. No caso da primeira, a festa carioca foi substituída pela tradicional Micareta feirense realizada no bairro Tomba. O segundo, que traz rostos de vários operários negros em frente a um prédio industrial, foi substituído pelas faces dos próprios alunos, com sua unidade de ensino ao fundo.

“A partir de Operários, pudemos traçar paralelos entre as relações de trabalho e pensar qual a relação da criança com a escola; como elas se veem enquanto estudantes. Foi interessante também para eles compreenderem o Dia do Estudante, que foi um subtema dentro do projeto”, explica a coordenadora pedagógica do CMEI Paulino Martins, Iza Franco.

Cores, texturas e formas diferentes

Já a obra Cuca ganhou um tratamento diferente. Como a imagem causava medo nas crianças, elas foram instruídas a repensarem-na de uma forma mais harmoniosa, de modo que afastassem ou diminuíssem o medo que sentiam.

“A ideia era dar cores, texturas e formas diferentes a essa Cuca para que ela deixasse de amedrontar. Para que as crianças entendam que o medo existe, faz parte da vida, é um elemento a ser trabalhado também na escola, e a arte está aí para nos auxiliar nessas relações sociais com o desconhecido – o que dá alegria e medo também”, complementa Iza.

Para a coordenadora pedagógica, é fundamental estudar e conhecer a história da artista. “Ela tem tanto a falar sobre o nosso país. Seu trabalho retrata a realidade com elementos de fácil compreensão para as crianças pequenas, então isso também justifica sua escolha”, explica Iza.

Uma oficina de sentidos marcou o lançamento do projeto – um ambiente planejado e modificado com materiais diversos para exploração de cheiros, cores, sabores, imagens, texturas e sons. Sua meta foi proporcionar aos alunos experiências que lhes permitissem exercitar o uso dos seus sentidos e que também os levassem a fazer novas leituras do mundo, numa perspectiva artística.

  •