SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Novembro Negro da Lagoa Grande discute histórias locais de resistência quilombola em sua 7ª edição

26/11/2019, 18:7h

“Sobrevivemos porque produzimos: contando histórias e estórias de resistências do quilombo Lagoa Grande”. Foi este o tema geral da 7ª edição do Novembro Negro da Comunidade Quilombola da Lagoa Grande. O evento aconteceu na própria comunidade do distrito de Maria Quitéria nos últimos dias 22 e 23 de novembro.

A iniciativa é organizada pela Associação Comunitária de Maria Quitéria com apoio do Governo do prefeito Colbert Martins Filho, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Universidade Estadual de Feira de Santana, dentre outras instituições.

As ações de sua 7ª edição dão foco aos modos de produção e comercialização da comunidade quilombola da Lagoa Grande: com respeito à natureza, aos tempos e diversidade da vida, ao valor da solidariedade e do trabalho coletivo.

O momento, evocado pela celebração do Dia da Consciência Negra (20 de novembro), configura-se em um espaço de encontro festivo que potencializa o sentido e a força das conquistas da comunidade, além de proporcionar o encontro entre diferentes gerações em torno da cultura local.

O evento teve vasta programação: apresentações de alunos das escolas municipais José Tavares Carneiro, Paula de Freitas Almeida, Doutor Francisco Martins da Silva e Vasco da Gama; rodas de conversa para debater os desafios da população negra rural e da luta quilombola diante da pressão da urbanização; oficinas; tendas culturais e artísticas, entre outros.

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Feira terá a única escola cívico-militar da Bahia, de acordo com novo programa do MEC

22/11/2019, 8:56h

Feira de Santana é o único município da Bahia contemplado com o novo modelo de escola cívico-militar. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira, 21, durante coletiva do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que apresentou a primeira relação de municípios a serem atendidos desde o anúncio da implantação das escolas em todo o território. De acordo com o MEC, as escolas já contarão com a implantação do novo modelo na volta às aulas, em 2020.

O MEC informa que recebeu a proposta de 600 municípios com a pretensão de aderir ao modelo. Das 54 escolas contempladas, 38 são estaduais e 16 são municipais, como é o caso da Escola Municipal Quinze de Novembro, do distrito de Jaiba, de Feira de Santana, única contemplada em toda a Bahia. No primeiro semestre deste ano o prefeito Colbert Martins Filho se reuniu, em Brasília, com diretores do FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Foi o primeiro passo para a adesão de Feira de Santana ao Programa.

Ao todo, o Nordeste vai contar com oito unidades de ensino beneficiadas pelo novo Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. O Ministério da Educação anunciou ainda que destinará já em 2020 “R$ 54 milhões para levar a gestão de excelência cívico-militar para as 54 escolas, sendo R$ 1 milhão por instituição de ensino. São dois modelos. Em um, de disponibilização de pessoal, o MEC repassará R$ 28 milhões para o Ministério da Defesa arcar com os pagamentos dos militares da reserva das Forças Armadas”. O documento do MEC informa ainda que os outros R$ 26 milhões vão para o governo local aplicar nas infraestruturas das unidades com materiais escolares e pequenas reformas — nestas escolas, atuarão policiais e bombeiros militares.

O ministro Weintraub esclarece que obedeceu a critérios técnicos para a escolha dos municípios e estados, dentre os quais: a localização em capitais ou regiões metropolitanas a fim de atender um número mais expressivo de estudantes; a população do município; localização em faixa de fronteira e finalmente a presença de militares na cidade.

O prefeito Colbert Martins Filho revela que já está sendo desenvolvido o projeto para construção do novo prédio para Escola Quinze de Novembro. "Esta é uma importante conquista para a educação em Feira de Santana, que vem a somar com todos os avanços que o município tem vivenciado nesta área". 

O secretário de Educação de Feira de Santana, Marcelo Neves, disse que a escolha pela Quinze de Novembro atendeu às especificações do edital do MEC pela localização e apresentação de alguns fatores, como registros de vulnerabilidade social e os baixos resultados de aprendizagem no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Ideb.

Ele comemora a notícia, ressaltando que certamente o novo modelo trará resultados positivos para a comunidade escolar que inclusive aprovou por unanimidade a adesão quando foi feita a audiência pública para tratar do assunto no distrito, no último mês de setembro. 

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Festival Negritude, Educação e Resistência celebra cultura no dia da consciência negra

21/11/2019, 17:28h

O palco que marcou o encerramento do projeto “Negritude, educação e resistência” seguramente não resume todo trabalho educativo desenvolvido em novembro pela Escola Pai e Mãe, mantida pela Prefeitura no bairro Feira VI. Mas, é um bom modo de começar a explicar esse processo. Em sua base, podia-se ler a palavra “Resistir”. Ao seu redor, havia adereços que remetem à cultura africana; à frente, bonecas pretas e, ao fundo, imagens de mulheres negras.

Foi nesse cenário que os estudantes dali – maioria negra – apresentaram músicas e peças teatrais. As atividades, iniciadas na terça-feira, 19, culminaram hoje com uma série de ‘pocket-shows’ que reuniram artistas negros reconhecidos e prestigiados na cena cultural feirense.

O projeto é sobre isso: representatividade. Sobre oferecer referenciais positivos a essas crianças. Mostrar que elas podem alcançar posições sociais de destaque e que, inclusive, devem buscá-las, por que essas também lhes são de direito. Garantir que cresçam sabendo que podem ser grandes artistas de sucesso, como os que se apresentavam diante delas. Podem também ser médicas, advogadas, professores, enfim, o que quiserem.

O projeto se integra à proposta geral de conscientização evocada pela celebração do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. Ele busca mostrar às crianças que a cor de sua pele não é empecilho para nada, e que o resto é racismo. Alguns estudantes, cinco artistas e grupos musicais se apresentaram no Festival Cultural Negritude, Educação e Resistência: Bia B, Juli e os grupos Efeito Zumbi, A Vez das Minas e Roça Sound.

Projeto nasceu na sala de aula

Além dos shows, o evento também contou com rodas de capoeira, oficina de turbante, vendinha de acarajé (R$ 1,00 cada) e um mutirão de grafite. Do lado pedagógico, pautas etnicorraciais vêm sendo discutidas dentro da sala de aula de forma transversal nas turmas de 1º ao 5º ano desde o início de novembro. No final de outubro, as professoras receberam formação específica para discutir possibilidades de aplicação da temática em suas aulas.

Ávila Santos, professora do 1º ano, conta que buscou inserir a temática de forma mais leve, inserindo textos de afirmação da identidade negra em suas habituais rodas de contação de história, por ser responsável por uma turma de crianças que estão nos anos iniciais. Ela também buscou apresentar-lhes pessoas negras em posições sociais de destaque.

“Fizemos um mural coletivo. Pegamos fotos de algumas pessoas que atuam em profissões socialmente tidas como exclusivas de brancos. Trouxe essa discussão – a ‘de que a gente pode estar no lugar que a gente quiser’. É preciso dar espelhos para que eles consigam se enxergar. Todo o meu projeto pedagógico foi pautado em fortalecer esses meninos. Eles são muito pequenos, é um campo sutil. É preciso trazer exemplos concretos, mais reais”, destaca.

Esta é a terceira edição do Festival. O projeto existe desde 2016, porém, naquele ano, foi realizado ainda em uma dimensão menor, apenas em uma sala de aula. Foi a partir de 2017 que a escola decidiu ampliá-lo, integrando todas as turmas, para daí abrir seus portões à comunidade no dia de encerramento das atividades – uma forma de promover maior engajamento de todos que contribuem para a construção da escola pública.

Renata Carvalho da Silva, diretora da Escola Pai e Mãe, explica que a ideia do projeto surge da necessidade de se discutir questões etnicorraciais nas escolas – principalmente as públicas, que têm maioria de alunos e professores negros. “Mesmo com essa maioria, vemos muito preconceito racial nesses espaços e muita ignorância, no sentido literal da palavra, de não compreender como o racismo e o ‘apagamento’ da identidade negra podem levar a caminhos ruins”.

O Festival é organizado pela equipe da Escola Pai e Mãe em parceria com os coletivos feirenses H2F Hip Hop Feira e Coletivo de Empoderamento de Mulheres de Feira de Santana. Este ano, o evento também recebeu apoio do Governo do prefeito Colbert Martins Filho através das secretarias municipais de Educação; Cultura, Esporte e Lazer; e da Fundação Municipal de Tecnologia da Informação, Telecomunicação e Cultura Egberto Tavares Costa. Contou ainda com a participação da Associação de Capoeira Bio-equilíbrio.

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Estudantes do InterEduc expõem seus quadros no Museu de Arte Contemporânea

20/11/2019, 20:33h

Pessoas com três olhos e narizes levemente deslocados; cachorros quadrados; traçados cumpridos e bem coloridos. Por mais incomuns que pareçam estas foram características que inspiraram 18 estudantes do InterEduc, Centro Interprofissional de Atendimento Educacional Professora Marliete Santana Bastos, nos últimos seis meses. Após estudarem o artista Gustavo Rosa, eles pintaram suas próprias telas inspiradas no trabalho do pintor.

E na tarde desta terça-feira, 19, esses quadros foram apresentados ao público, no Museu de Arte Contemporânea, MAC, durante a abertura da mostra “Cor, forma e vida – um jeito diferente de ser e entender Gustavo Rosa”, coordenada pela artista plástica Veroka Tosta. Segundo a artista, Gustavo foi escolhido por conta da ludicidade característica de sua obra. A exposição fica aberta à visitação da comunidade até o próximo dia 26.

No período em que participaram das oficinas de arte, esses estudantes passaram por um processo gradativo de aprendizagem: desenharam primeiro no papel, usaram as cores de lápis de cor e, só depois desse primeiro momento, é que eles partiram para a tela – agora com a utilização de pinceis e tinta. A oficina também incluiu outras atividades com massa de modelar, argila, confecção de origamis e dobraduras.

“As crianças adoram por causa do aspecto divertido desse artista. Foi maravilhoso. Pra mim, foi gratificante. Nesta exposição, reunimos um número menor de telas, mas, em contrapartida, a mostra está carregada de significados, de importância. É um resultado positivo tanto pra mim como pra eles por fazer com que percebam que são capazes de produzir arte”, avalia Veroka, orientadora e artista plástica.

Reynan da Silva Santos, aluno da Escola Municipal Horácio Silva Bastos, conta que se divertiu durante as oficinas e que gosta de desenhar; inclusive que acha fácil fazê-lo. Sua avó, Silvéria Cerqueira da Silva, diz que percebeu ‘melhoras’ no neto depois de sua participação nas oficinas. “Está mais responsável. Ele tinha dificuldade para se lembrar de fazer as atividades de casa, mas já está se lembrando e se dedicando mais”.

Durante as oficinas, Veroka explorou diversas modalidades da arte, de acordo com as habilidades de cada estudante. O InterEduc é um órgão mantido pelo Governo do prefeito Colbert Martins Filho, vinculado à Secretaria de Educação que oferece aulas, atividades socioeducativas e de apoio a estudantes da Rede Municipal de Educação que tenham algum tipo de deficiência ou dificuldade de aprendizagem. As oficinas de artes ajudam no desenvolvimento de vários aspectos, a exemplo das funções psicomotoras.

Sheila Menezes, professora que atua no InterEduc, explica os benefícios trazidos a esses estudantes a partir da arte. “Proporciona o desenvolvimento da atenção, das funções executivas – flexibilidade mental, atenção concentrada, organização e planejamento. Por que quando o aluno está elaborando a tela, primeiro ele vai precisar refletir, observar o quadro e pensar em como passar para o papel o que ele está pensando, dentre outros aspectos que servem de base para as funções cognitivas, metacognitivas e questões pedagógicas”.

A abertura da mostra contou com a presença de familiares, amigos e de todo o corpo de profissionais que atuam no InterEduc. A exposição pode ser visitada em horário comercial até o próximo dia 26.

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Estudantes apresentam releituras de Gustavo Rosa a partir desta terça

19/11/2019, 11:7h

Cor, forma e vida - um jeito diferente de ser e entender Gustavo Rosa. Este é o título da exposição que reunirá produções assinadas pelos estudantes do InterEduc, Centro Interprofissional de Atendimento Educacional Professora Marliete Santana Bastos (InterEduc), da Rede Municipal de Educação. A abertura acontece esta terça-feira, 19, a partir das 14:00, no Museu de Arte Contemporânea, MAC, e a mostra segue até o próximo dia 26.

Os alunos são acompanhados pela artista plástica Veroka, no contraturno das atividades escolares. As obras apresentadas fazem uma releitura do artista plástico Gustavo Rosa. Nos quadros elementos como ludicidade, humor, diferentes cores, vivacidade, traçado e características infantis bem peculiares ao modo de produção de Rosa.

De acordo com Veroka, os trabalhos dos estudantes deixam claro que a “arte é uma condição de vida que transversaliza a produção entre os diferentes sujeitos respeitando seus modos de ser e compreender as produções, além de oportunizar e valorizar suas condições de aprendizagem”.

O Intereduc, equipamento mantido pelo Governo do prefeito Colbert Martins Filho, oferece atendimento especializado psicológico e psicopedagógico a alunos da Rede Municipal. Está localizado à Rua Domingos Barbosa de Araújo, 363, na Kalilândia.

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Estudantes da Escola Célida Soares concluem projeto de robótica com quatro protótipos criativos

18/11/2019, 9:30h

O desperdício de água dentro de casa é um tema bem explorado há algum tempo. Em 2014, a Organização das Nações Unidas, ONU, já dizia que um banho de 15 minutos, sem fechar o registro, gasta mais água do que a quantidade considerada ideal por pessoa em um dia inteiro. E, por mais incrível que pareça, ainda existe quem não tenha o hábito de fechar o chuveiro na hora de se ensaboar.

Foi com base nessa situação específica que os estudantes da Escola Municipal Célida Soares Rocha, do bairro Rua Nova, desenvolveram um chuveiro inteligente. O objeto conta com um sensor de presença, ou seja: assim que a pessoa sai debaixo do chuveiro é interrompido o fluxo d´água, proporcionando economia de maneira instantânea e automática. E esse foi apenas um dos objetos construídos por eles.

Desde julho, os estudantes de 3º e 5º ano da unidade ensino estão envolvidos com o projeto STEM – iniciais para as palavras Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática em inglês – com foco em robótica. A iniciativa é da Belgo Bekaert Arames, através da Fundação ArcelorMittal, com o apoio da Secretaria Municipal de Educação.

Na tarde desta quarta-feira, 13, os alunos apresentaram suas construções durante o projeto e ainda participaram de uma divertida batalha entre robôs – que também tiveram boa parte de sua estrutura projetada por eles próprios. O momento marcou o encerramento do projeto.

Uma vez por semana, esses estudantes assistiram a aulas sobre programação, montagem de protótipos e outras temáticas vinculadas à robótica, oferecidas por professores da empresa Genius Robótica Educacional, que funciona na Faculdade Católica Paulista. A empresa foi responsável pela implementação da Plataforma Educação Científica do projeto.

Além do chuveiro, os estudantes também foram responsáveis pela construção de um sensor de umidade que indica quando a terra deve ser molhada ou já está suficientemente irrigada; e por uma bengala virtual – um par de óculos equipado com um sensor ultrassônico que consegue detectar barreiras a determinadas distâncias e que pode auxiliar a deficientes visuais.

Proposta Interdisciplinar

Paulo Tarso (foto), que foi um dos professores responsáveis pela condução pedagógica do projeto, destaca o caráter interdisciplinar dessa iniciativa. “Eles estudaram programação e montagem, mas também interpretação de texto. A partir do momento que tinham que entender o que os projetos que trazíamos exigiam deles. Estudaram inglês, por que muitas peças são importadas, e também a linguagem usada na programação”.

A sustentabilidade também foi algo pontual durante a execução do projeto. Muitos dos materiais utilizados pelos estudantes tinham o lixo como destino. Foi nas aulas de robótica que eles encontraram outra utilidade. “Principalmente o sensor de umidade. Nele, a gente trabalha muito com a ‘cultura maker’, ou seja, ‘faça você mesmo’, que propõe desenvolver soluções para os problemas cotidianos com o que se tem em mãos”.

Paulo destaca sua sensação de gratificação com os resultados alcançados nesse período. “Nossa perspectiva de trabalho foi sempre inclusiva. O aluno teve autonomia, sempre esteve à frente do processo. É muito gratificante por estarmos trabalhando com algo de ponta na educação, numa escola de subúrbio, pública, onde existem certas dificuldades sociais”, complementa.

Para Ana Cláudia Bastos Silva (foto), diretora da Célida Soares, o projeto cumpriu o compromisso do governo do prefeito Colbert Martins Filho com a educação e deixou uma semente positiva na vida dos alunos. “Foi algo que eu disse a eles. ‘Esse aprendizado vai ficar pra vida. O que a gente aprende aqui, pode ajudar numa profissão. A gente tá dando essa oportunidade, vocês têm que aproveitar’, e eles se envolveram muito. Era nítida a empolgação”.

João Guilherme da Silva (foto), de 9 anos, do 3º ano, é um desses alunos. Junto com seus colegas, ele criou o sensor de umidade. “As pessoas que moram na zona rural podem usar para saber a hora certa de regar as plantas”, explica. Ele conta que sempre gostou de robótica; pensava em ser “jogador de futebol ou um cientista, inventor”. “Aí me disseram que existem campeonatos de robótica e que eu poderia ser os dois ao mesmo tempo”. E é esse o caminho que ele pretende trilhar. 

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Formação discute abordagens específicas para a Educação do Campo

14/11/2019, 15:52h

Entre o momento da preparação da terra e o da colheita daquilo que foi plantado há muito mais do que se imagina; há História, Geografia, Ciência. Em outras palavras: há muito conhecimento. E trazer abordagens que proponham caminhos semelhantes a esse para as salas de aula das escolas da zona rural é uma forma de tornar a educação mais ampla, mais democrática, pois estes são assuntos que fazem parte do dia a dia daqueles estudantes. Isto antecipa a associação de elementos e facilita a sua compreensão.

Esse exemplo específico foi trazido pela professora Magnólia Pereira esta quarta-feira, 13, durante o primeiro encontro com gestores e coordenadores da Educação do Campo da Rede Municipal de Educação. O evento promovido pelo Governo do prefeito Colbert Martins Filho aconteceu no Centro de Convivência para Idosos Dona Zazinha Cerqueira e teve como tema central a “Educação do Campo em Feira de Santana: conhecimento, identidade e pertença”.

Magnólia Pereira coordenou a construção do caderno de Educação do Campo da Proposta Curricular de Ensino Fundamental de Feira de Santana. A Proposta Curricular já está disponível em plataforma on-line para os professores da Rede Municipal desde seu lançamento, no primeiro semestre deste ano, entretanto, esta foi a primeira discussão entre os docentes e a Secretaria de Educação.

Cultura camponesa é diversa

Além de discutir sua implantação, o encontro também debateu a configuração dos Projetos Político-Pedagógicos dessas unidades de ensino com foco nas especificidades do campo.

“Como entender o processo de preparação da terra até a hora da colheita?”, perguntou em sua palestra. “Quanto de Ciência tem ali? Ou até de Língua Portuguesa? É um processo feito por um coletivo de pessoas, e elas contam histórias ali, cantam... Tudo é possível”, complementa.

Ela pontua que a cultura camponesa é diversa; marcada por angústias, identidades e relações de pertencimento que precisam ser transformadas didaticamente para ampliar a educação oferecida a essas crianças e jovens. E exemplifica: “como uma criança de 10 anos não entende o que a outra, de 6, entende?’ Infâncias diferentes.  A juventude do campo não vivencia as mesmas coisas que a da cidade. É preciso mudar a proposição pedagógica”, sinaliza.

A formação continuada específica para professores da Educação do Campo é uma demanda da docência municipal, inclusive relembrada por Magnólia em sua fala. Kleber Pereira de Souza, professor do curso de Educação do Campo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e palestrante durante o encontro, se pôs à disposição para ajudar na construção dessa capacitação.

“Nós, da UFRB, temos alguns projetos de extensão que vêm sendo desenvolvido nessas escolas. Quando eu recebi esse convite para falar aqui, eu coloquei que uma apresentação inicial da perspectiva da Educação do Campo no cenário atual não pode ficar fechada em uma fala pontual. Se apontamos que é necessária uma ação mais orgânica para garantir mais dignidade aos povos do campo, precisamos focar nessa parceria”, afirma.

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Intercâmbio de cartas entre estudantes de Feira e Serra Preta amplia diálogo sobre a comunicação social

12/11/2019, 18:58h

Estudantes das turmas de 6º ano da Escola Municipal Chico Mendes, mantida pela Prefeitura no bairro Campo Limpo, trocaram correspondências em pleno 2019. Isto mesmo! A ideia da escola foi promover o intercâmbio entre os estudantes de duas escolas – a da Rede Municipal de Educação de Feira de Santana e os da Escola Municipal Cipriano Soares de Lima, localizada no povoado Lagoa da Caiçara, de Serra Preta. No último sábado, 9, os alunos se encontraram durante a culminância do projeto, que aconteceu na Escola Chico Mendes.

Intitulado “Cartas e e-mails: encurtando distâncias”, o projeto foi idealizado pela professora Vanuzia Batista Santos, da área de Linguagens, que decidiu apresentar aos alunos outros recursos da comunicação. “Eles cresceram com a tecnologia, então só conhecem os recursos do meio eletrônico”, contextualiza a professora.

“O gênero textual carta, nos dias atuais, não é tão difundido, mas a escola pode oportunizar o uso deste recurso, que também acaba promovendo o encontro entre pessoas, incentiva a escrita e a contação de histórias”, argumenta Vanuzia Santos. Na avaliação dela, o projeto resgata o gênero e deu a chance aos alunos de conhecerem outros estudantes da mesma faixa etária, criando o vínculo de amizade.

Durante dois meses, os alunos trocaram experiências através das correspondências, tiveram a chance de escrever, de conhecer o outro e ainda novas realidades ao trocar informações com os colegas da outra cidade. “Além do mais, ao conhecer a carta, eles perceberam que a comunicação social é bem mais ampla. Que o contato virtual e as ferramentas digitais ou eletrônicas são apenas uma tipologia da comunicação, no caso, a mais modernas”, avalia.

Para a gestora da Escola Municipal Chico Mendes, Laís Alcântara, iniciativas como esta, estimuladas pelo Governo do prefeito Colbert Martins Filho, valorizam o estudante e o papel da escola pública, “que torna-se ainda mais plural e atualizada”.

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Estudantes da Educação de Jovens e Adultos expõem seus melhores projetos na 3ª edição do EJA em Foco

12/11/2019, 16:53h

Para as novas gerações, a maneira mais comum de se tratar uma gripe, resfriado ou até mesmo uma tosse é a partir do uso de medicamentos farmacêuticos. Mas quem viveu tempos menos industrializados traz consigo uma bagagem de conhecimento natural. O projeto Plantas Medicinais, da Escola Municipal Ana Brandoa, mantida pela Prefeitura no bairro Tomba, dá destaque a estes saberes.

E ele foi apresentado ao público no último sábado, 9, durante a 3ª edição do Projeto EJA em Foco. O evento aconteceu na Secretaria Municipal de Educação, com a participação de 200 estudantes e professores de 20 escolas.

A umburana é um exemplo dessas plantas que têm função medicinal – mais especificamente suas sementes. O chá feito a partir delas pode ser usado para combater os sintomas de gripes ou resfriados. Já a bebida preparada com a folha de sene tem efeito laxativo e pode ajudar a regular o intestino. Entretanto, seu uso deve ser regulado e não repetitivo, pois ele também pode causar alterações intestinais.

O projeto foi desenvolvido pelas turmas de estágio I e II da Educação de Jovens e Adultos da unidade de ensino. Seu objetivo inicial era trabalhar durante as aulas algo que fizesse parte do dia a dia daqueles estudantes – maioria deles, idosos.  “Queríamos valorizar o conhecimento tradicional deles, e deu certo”, destaca a professora Maria das Graças Ferreira da Silva, coordenadora do projeto.

Eles apresentaram os resultados da iniciativa para os colegas da Ana Brandoa. “Muitos colegas não conheciam os aspectos medicinais de várias das plantas que eles trouxeram para o desenvolvimento do projeto; tanto os jovens quanto os professores. Existem também especificações acerca de quantidade, efeitos colaterais, e eles conhecem tudo isso. Por isso, deu tão certo”, complementa a professora Maria das Graças.

Dona Cleusa Silva dos Santos, estudante da EJA daquela unidade de ensino, conta que tem o hábito de ingerir chás para se acalmar. Para ela, é importante que se fale sobre esses conhecimentos tradicionais. “Muitas pessoas conhecem a planta, mas não os benefícios que elas trazem para a saúde. Então, a gente divulgando, aumenta o acesso de todos”, acredita.

Os projetos trazidos pelos estudantes da EJA para o evento são iniciativas que tiveram bons resultados quando apresentados anteriormente em suas respectivas unidades de ensino. A Escola Municipal Ester da Silva Santana apresentou maquetes e réplicas de monumentos de Feira de Santana; a Escola Municipal 15 de Novembro expôs um banner com a temática “Cultura Popular: Empoderamento Negro”; o Centro Integrado de Educação Municipal Professor Joselito Falcão de Amorim trouxe o seu Jornal da EJA; entre outros.

O EJA em Foco

O objetivo do Projeto EJA em Foco, iniciativa do Governo do prefeito Colbert Martins Filho, é contribuir para a formação integral dos sujeitos da EJA, a partir de parcerias que extrapolem os muros das escolas; oferecer serviços socioeducativos a esses estudantes e socializar suas experiências exitosas buscando a ressignificação dos seus saberes.

A iniciativa surgiu a partir das demandas apresentadas pelos professores da Educação de Jovens e Adultos durante os encontros formativos realizados em 2017. O encontro também é uma forma de colaborar com o cumprimento dos sábados letivos a partir de uma proposta socioeducativa.

A terceira edição contou com oficinas de sucos detox e cuidados com a pele, oferecidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, Senac; educação tecnológica, ministrada pelo Núcleo de Tecnologias Educacionais da Seduc, Nutec; higiene bucal; aromatizador de ambiente, turbante, brincos, pulseiras e tiaras, automaquiagem, além de serviços de corte de cabelo e aferição de pressão arterial.

Para Marly Damasceno, professora e uma das coordenadoras da EJA, membro da organização da atividade, o evento cumpriu bem o seu papel de dar visibilidade às ações dos alunos. “Contamos com um grande envolvimento deles. Reunimos mais de 200 estudantes de 20 escolas. Ficamos muito satisfeitas ao ver a alegria estampada na cara deles por participar dessas ações educativas e apresentarem seus trabalhos, desejando mesmo estar ali”, comemora.

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Votação do Feira Que Te Quero Ver pela internet até esta quarta-feira

11/11/2019, 20:53h

Internautas têm até esta quarta-feira, 13, para escolherem as três melhores produções dos estudantes da Rede Municipal de Educação para o Feira Que Te Quero Ver 2019. Os votos são para definir as escolas que tiveram o melhor desempenho na criação e desenvolvimento de e-books, vídeos e fotografias a partir da temática “Cultura popular: festividades locais”. A votação acontece na internet, na página da Prefeitura: www.feiradesantana.ba.gov.br/feiraquetequerover.

Este ano, a solenidade de premiação do Feira Que Te Quero Ver acontece no dia 5 de dezembro, no Museu Parque do Saber. Até aqui, os estudantes participaram de oficinas de produção de vídeo, de edição de imagens e da elaboração de e-books, para a apropriação de técnicas básicas e produção de seus materiais. As oficinas aconteceram nas próprias escolas.

Com a temática deste ano, a equipe coordenadora do programa buscou aproximar a comunidade estudantil dos momentos festivos marcantes de Feira de Santana e de sua riqueza cultural, além de rememorar eventos que ficaram registrados na história do município. Ao todo, 18 escolas concluíram as atividades do projeto e participam de sua etapa final.

A professora Ivamara Bastos, chefe da Divisão de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação e coordenadora da iniciativa, destaca o nível de diversidade alcançada pelos estudantes em suas produções. “Alguns alunos foram até o cenário que queriam mostrar, outros criaram esses cenários; percebemos uma vivência cultural muito forte retratada a partir do material produzido por eles”, pontua.

O “Feira Que Te Quero Ver”, iniciativa estimulada pelo Governo do prefeito Colbert Martins Filho, visa promover a difusão do patrimônio histórico-cultural do município a partir do estudo dirigido e da visitação de estudantes e professores aos bairros, distritos e entornos das escolas, além de incentivar o uso da tecnologia a favor da educação.

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