SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Combate às fake news é tema de formação para professores de Língua Portuguesa

16/8/2019, 17:18h

Explorar o conceito de letramento midiático alinhado ao combate às fake news. Foi este o ponto central da participação de Andréia Araújo, professora mestra do curso de Jornalismo da Faculdade Anísio Teixeira, durante o encontro de formação da área de Língua Portuguesa realizado na sede da Secretaria Municipal de Educação, esta quarta-feira, 14. O encontro integra o calendário de Atividades Complementares Formativas.

Andréia explicou que letramento diz respeito ao domínio dos estudantes em habilidades como leitura, escrita, interpretação de diferentes gêneros e tipos textuais e seus contextos de uso. O letramento midiático, por sua vez, tem relação direta com o desenvolvimento dessas habilidades no que concerne à apreensão, principalmente, de textos veiculados em redes sociais e em veículos de comunicação.

A professora também chamou atenção para o fenômeno da pós-verdade, esse que, segundo ela, tem ligação direta com as notícias falsas. “Este fenômeno acontece quando o fato tem menos importância para uma pessoa do que suas próprias convicções; do que as tendências pessoais dos indivíduos. As fake news são produzidas ao gosto do freguês, sem preocupação com a veracidade do que é noticiado”, explicou a formadora.

Ela complementa seu raciocínio lembrando Machado de Assis, criador do narrador não confiável. “Hoje nós precisamos de um leitor desconfiado, que não aceite de pronto o texto tal qual chega. Mas alguém que questione a produção, origem e veracidade dessas informações. Por isso, os professores precisam propor atividades que exercitem a leitura crítica de seus alunos”, recomenda a professora.

O letramento midiático é uma característica destacada pela Base Nacional Comum Curricular como essencial para o desenvolvimento dos alunos. A BNCC é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica.

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Estudantes da Escola Jonathas Telles fazem produção sobre bata do feijão visando o "Feira Que Te Quero Ver"

16/8/2019, 17:0h

As produções dos estudantes da Escola Municipal Comendador Jonathas Telles de Carvalho, do bairro Conceição II, sobre a bata do feijão para o “Feira Que Te Quero Ver” 2019 ganharam mais um suporte. Isso por que os alunos participaram esta quinta-feira, 15, da oficina tecnológica sobre a edição de vídeo, fotografia e criação de e-books, oferecida pelos técnicos do Núcleo de Tecnologia da Secretaria Municipal de Educação.

Na oficina, os estudantes aprendem a utilizar programas como o Movier Maker – ferramenta gratuita de edição de vídeos. Nele, é possível cortar e selecionar imagens, balancear colorações, inserir ou suprimir áudios e utilizar efeitos visuais de transição, entre outras possibilidades.

Os alunos também foram instruídos sobre as especificações acerca da produção do e-book, a exemplo de técnicas de formatação básica no Microsoft Word, salvamento do arquivo final de forma que não seja possível editá-lo depois de finalizado, etc. Todas essas produções serão apresentadas e julgadas na quarta edição do “Feira Que Te Quero Ver”,

O objetivo do projeto “Feira Que Te Quero Ver” é despertar nos estudantes o interesse pelo patrimônio histórico e cultural da cidade e ainda motivá-los a utilizar as plataformas digitais para fins educativos. Os estudantes produzem os materiais a partir do uso do celular, tablet e gravadores, entre outras ferramentas.

A oficina teve um fator positivo extra na vida do jovem Jhonatas dos Santos Silva, de 13 anos. Ele já mostra interesse pela carreira de youtuber – influenciador digital que trabalha com produção e divulgação de vídeos em plataformas on-line. “São instruções úteis tanto para o programa como para minha vida pessoal”, destaca o estudante do 8º ano.

Danilo Fé, professor de História das turmas do 7º ao 9º ano e coordenador da equipe da Escola Jonathas Telles de Carvalho, pontua que a iniciativa dialoga com uma das concepções pedagógicas da unidade de ensino: a de que os estudos devem gerar resultados práticos. “Educação tem que gerar produtos. E a oficina instrumentaliza a produção desses materiais”.

O projeto reúne professores e estudantes das escolas municipais de Ensino Fundamental II – do 6º ao 9º ano; as oficinas tecnológicas seguem calendário da Seduc para atender a todos os participantes.

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Joselito Amorim será homenageado por centenário na unidade que tem seu nome

16/8/2019, 9:21h

O “Projeto CIEM Professor Joselito Amorim ontem e hoje: contribuições de egressos para a formação cidadã dos atuais estudantes”, que está sendo desenvolvido na unidade, entre outros objetivos, leva os alunos a conhecer a história do seu patrono, que no próximo mês completa um século de vida.

Dele participam estudantes de todas as séries do Centro Integrado de Educação Municipal Professor Joselito Amorim – são 1,2 mil alunos matriculados do primeiro ano nono ano. O projeto foi iniciado no dia 3 de julho e será encerrado dia 5 de setembro, aniversário do homenageado.

Mais do que conhecer a biografia do professor Joselito Amorim, ex-prefeito que no seu mandato concluiu a unidade de ensino, nos anos 60, a proposta do projeto é criar uma relação de identidade e pertença entre os atuais e ex-alunos do Municipal, como a unidade é conhecida.

Alguns dos ex-alunos que se destacaram nas suas profissões foram contatados. Arquiteto de competência reconhecida, Ed Vasco participou de uma roda de conversas, quando relatou não apenas a sua experiência profissional, mas as lembranças do ginásio e afirmou que as pessoas constroem sonhos.

Falou para os estudantes sobre o ensino público na sua formação profissional. Ganhou como lembrança o seu histórico escolar. “Estamos procurando ex-alunos que se tornaram notáveis nas suas profissões”, disse a diretora Marta da Graça Lima. A advogada Ana Rita Braga, com reconhecida militância na cidade, ex-aluna do Municipal, também foi convidada.

A coordenadora da instituição, Alyne Cavalcante, disse que contatos foram mantidos, mas que as portas da instituição estão abertas para ex-alunos que desejarem participar do projeto. “Sei que todos terão belas histórias para contar”. Contato pelo telefone 3.614.2427. O prefeito Colbert Filho estudou no Municipal.

O que se busca, diz a coordenadora, é motivar os atuais alunos com as histórias dos ex-alunos, leva-los a pesquisar sobre a unidade, pesquisar fotografias antigas do Municipal, construir maquetes do antes e o agora, para comparar os avanços estruturais e conscientiza-los sobre a preservação do prédio e seus equipamentos.

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Obras da quadra esportiva da Escola Clóvis Ramos Lima recebe a visita técnica do prefeito Colbert Martins

15/8/2019, 14:27h

Em estágio bastante avançado, as obras da quadra poliesportiva da Escola Clóvis Ramos Lima, no Parque Ipê, receberam a visita do prefeito Colbert Martins Filho, na manhã desta quinta-feira, 15, em meio à gincana envolvendo alunos do Ensino Fundamental II.

O equipamento, orçado em R$ 418.886,22, está sendo erguido sob a responsabilidade técnica da AVEC Construções. A quadra conta com baterias de sanitários e vestiários, e dentro dos próximos 60 dias a será inteiramente coberta.

“Esta quadra também será útil aos adolescentes da comunidade, que agora poderão praticar esporte e ficar longe do perigo das drogas. Então, toda a sociedade será grata por esta obra”, pontuou a professora Carla Gotardo, diretora do educandário.

O prefeito Colbert Filho, acompanhado do secretário de Ozeny Moraes (Gestão e Convênio), lembrou que Clóvis Lima, o patrono da escola, “foi um bancário que também deixou a sua contribuição ao município, através das suas atuações como vereador”.

Histórico

Localizada na Rua Arco Verde, no bairro Parque Ipê, a Escola Clóvis Ramos Lima atende a 470 alunos do curso Fundamental II, sendo inaugurada em 1978, sob a primeira gestão do ex-prefeito Colbert Martins da Silva(12/11/1928 a 7/11/1994).

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Secretário Marcelo Neves visita escolas da Rede Municipal no Parque Ipê

12/8/2019, 19:20h

O secretário de Educação, Marcelo Neves, visitou na manhã desta segunda-feira, 12, as escolas municipais localizadas no bairro Parque Ipê. Ele disse que pretende conhecer de perto a realidade e especificidades das unidades de ensino da Rede Municipal de Educação.

A visita de hoje se alinhou ao mutirão de atividades realizadas por várias secretarias municipais no bairro Parque Ipê. O prefeito Colbert Martins Filho aproveitou a ocasião para apresentar à comunidade os monitores de trânsito, uma nova equipe que atuará nas ruas de Feira de Santana a fim de proporcionar mais ordem e segurança a motoristas e transeuntes.

Diferentemente dos guardas de trânsito, eles não podem multar; atuarão mais como educadores. Os monitores estão posicionados a partir de hoje em pontos estratégicos da cidade – dentre estes, escolas municipais – para orientar motoristas e pedestres, ajudar na travessia de ruas e orientar as pessoas a utilizarem a faixa de pedestres.

O secretário Marcelo Neves conversou com gestoras, vice-diretoras, professoras e coordenadoras pedagógicas de quatro escolas: a Escola Municipal Doutor Clóvis Ramos Lima, a Escola Tia Ana Lúcia da Associação Pedra de Jacó, a Pré-Escola Municipal João Serafim de Lima e a Escola Municipal Antônio Gonçalves da Silva.

Ele pediu às gestoras e coordenadoras pedagógicas que um relatório objetivo, contendo as demandas que considerarem mais urgentes para que a Seduc possa priorizar as próximas. “A ideia é dialogar com todas as gestoras escolares e solucionar as principais pendências das escolas”, disse.

Marcelo Neves também sugeriu uma reunião entre gestoras para tentar identificar problemas semelhantes nas escolas. “Nestes casos, podemos fazer uma espécie de mutirão e resolver vários problemas próximos de uma vez”, observou. A reposição de aulas aos sábados, por conta da última greve de professores, também foi assunto do diálogo com as gestoras.

O secretário esteve acompanhado da sua chefe de Gabinete, Ana Paula Soto; da diretora do Departamento de Ensino, professora Jozelia Araujo; da diretora do Departamento de Manutenção, Flávia Aguiar; e do chefe da Divisão de Informações Educacionais, Lênio Lins.

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Ação social da Escola Santo Expedito completa seis anos oferecendo serviços à comunidade

10/8/2019, 12:53h

Nos últimos seis anos, a comunidade do bairro Parque Lagoa Subaé vem sendo contemplada com a “Ação Social da Família para a Família”, iniciativa da Escola Santo Expedito, que promove diversas atividades e serviços para a população. Nesta sexta-feira, 9, também aniversário de Maria Eunice de Macêdo, presidente da Associação Comunitária e Centro de Apoio ao Adolescente do bairro, a comemoração foi dobrada. Cerca de 1.500 pessoas participaram das atividades.

“Além de ser a sexta edição, é também dia de celebrar a vida. Sinto que essa foi uma forma de me presentear, também presenteando a comunidade”, destaca Maria Eunice. “No primeiro ano, pensamos em algo pontual, mas foi tão positivo que a cada ano o evento cresce”, avalia.

A ação ofereceu serviços de corte de cabelo, atendimento jurídico, oficinas pedagógicas e cuidados com a saúde como: aferição de pressão, orientação nutricional, medição de glicemia, avaliação auditiva, vacinas e palestras, entre outras atividades.

“É a primeira vez que participo e adorei. Fiz minha carteira de identidade”, conta Lucicleide Lopes dos Santos. “Era muito difícil me deslocar até o centro para resolver essa pendência, facilitou muito minha vida. É importante que as escolas colaborem dessa forma com a comunidade”, acredita.

Também estiveram presentes na ação as técnicas da Educação Infantil e de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação. A professora Janaina Nascimento, coordenadora do currículo na área de Ciências, conversou com os estudantes sobre a importância de uma alimentação saudável, dando destaque para os benefícios da banana.

“A banana é uma das frutas mais ricas em potássio. Temos a possibilidade de saborear a fruta e também usar a sua casca em inúmeras outras atividades, como alimentar animais, adubar o solo e até mesmo como hidratante para a pele. Quando nos alimentamos bem, tudo melhora no nosso corpo. Temos mais energia para as nossas tarefas diárias”, explicou Janaina.

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Estudantes da Rede Municipal apresentam resultados três vezes maiores que o ideal em Matemática

8/8/2019, 9:40h

Estudantes da Rede Municipal de Educação atendidos pelos programas Se Liga e Acelera Brasil apresentaram avanço três vezes maior que o parâmetro ideal considerado pelo Instituto Ayrton Senna, responsável pelas iniciativas. Os resultados são do ano de 2018, segundo a avaliação de impacto feita pelo instituto, que mede periodicamente os resultados de aprendizagem dos alunos.

A divulgação dos índices ocorreu durante encontro periódico dos gestores dos programas com a equipe técnica – professores que atuam como coordenadores locais e secretários de educação – dos cinco municípios participantes. A reunião aconteceu esta terça-feira, 6, na sede do instituto, em São Paulo.

A ex-secretária de Educação de Feira de Santana, professora Jayana Ribeiro, e a coordenadora técnica dos programas no município, Lisandra Sampaio, representaram Feira de Santana. Servidora pública da pasta, Jayana Ribeiro atua também na equipe técnica da Seduc.

Feira de Santana alcançou o segundo melhor resultado entre os cinco municípios avaliados. Além de Feira, estão Juazeiro, Maceió, Porto Velho e Recife. Integrantes do Insper – Instituto de Estudo e Pesquisa acompanharam a divulgação dos dados.

Resultados positivos de aprendizagem 

Para que os resultados fossem considerados positivos, os estudantes dos cinco municípios deveriam alcançar pontuação média de 20 pontos em três níveis diferentes de proficiência, nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa – cada nível com sua avaliação própria. Feira de Santana teve a segunda maior pontuação, com 60 pontos em Matemática I – referente aos alunos que estão em fase inicial de aprendizagem. O primeiro colocado foi Juazeiro, que ficou com 80 pontos.

Já em Língua Portuguesa, o índice de Feira foi 20 pontos, o mesmo alcançado pelos demais municípios.

Para obter os dados, os alunos das escolas municipais que apresentam distorção idade-ano e são atendidos pelos programas, além daqueles que frequentam aulas regulares e não estão inseridos nos programas, foram avaliados no final de 2017, no início e no fim de 2018.

O resultado diz respeito aos impactos observados na avaliação destes estudantes, em termos comparativos. A escala leva em conta aspectos como a competência de leitura e escrita dos participantes, a realidade dos municípios, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de cada um, entre outros.

Também foram constatados índices positivos em outros aspectos. Os alunos que apresentam distorção idade-ano e são assistidos pelos programas Se Liga e Acelera Brasil se mostraram mais atenciosos que aqueles que não estão inseridos no acompanhamento específico do Instituto Ayrton Senna. A pesquisa mostra que os programas tiveram um impacto positivo, com índices bastante significativos na avaliação.

Distorção idade-ano cai e alunos aprendem

Entre 2014 e 2018, 23,5% dos estudantes do Ensino Fundamental I avançaram nos aspectos que caracterizam a distorção idade-ano: eles não estão na série adequada para a idade e não dominam competências para o ano que cursam. Este resultado implicou diretamente na queda de 49,5% para 26% do índice de distorção idade-ano.

Trocando em miúdos, significa que as crianças 1º ao 5º ano que apresentam atraso e não dominam competências fundamentais para a idade estão aprendendo e consequentemente avançando.

Também entre maio e junho de 2018, mais de 35% dos estudantes inseridos no programa Acelera Brasil apresentaram avanço no quesito “produção textual” – eles passaram a escrever textos com frases ampliadas e desenvolvimento lógico de ideias.

O Se Liga objetiva garantir a alfabetização das crianças na idade certa; já o Acelera Brasil visa contribuir para que o aluno alcance, em um ano, o nível de conhecimento esperado para avançar em sua escolaridade. Ambos são desenvolvidos pelo Instituto Ayrton Senna em parceria com a Seduc.

Este ano, 516 estudantes estão sendo atendidos pelos programas de correção de fluxo – são 269 inseridos no Se Liga e 247 no Acelera Brasil. Ao todo, 28 turmas são contempladas pelas iniciativas. Elas estão distribuídas em 20 escolas diferentes.

A professora Jayana Ribeiro destaca que os resultados positivos são frutos do trabalho sério dos gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores que atuam no programa. “Temos um Comitê Gestor dentro da Seduc que acompanha as ações e toma as medidas necessárias para o desenvolvimento dos programas, mas sem os profissionais que estão na escola e que abraçam a metodologia seria impossível alcançar estes índices positivos”, pontua.

A professora Lisandra de Oliveira Sampaio lembra que “os principais beneficiados são os alunos e suas famílias, uma vez que as crianças voltaram a desenvolver-se com resultados bastante positivos que vão refletir no futuro delas”, comemora. 

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Contadora de histórias une educação ambiental e valores humanos em apresentação no Centro Integrado Joselito Amorim

7/8/2019, 9:0h

Da sustentabilidade a valores humanos essenciais. Assim caminhou a apresentação de Kiara Terra, contadora de histórias, no Centro Integrado de Educação Municipal Professor Joselito Falcão de Amorim, que fica no Centro da cidade. Nesta segunda-feira, 5,  os alunos de Ensino Fundamental I e II da unidade de ensino conheceram de perto o projeto “Histórias para pertencer ao mundo”, do Instituto Estre, e do qual a artista faz parte.

Personagem principal injustiçada, solidariedade, preconceito, humor e educação ambiental. Tudo isso faz parte da história de Maria, uma menina sempre adorada por seus conterrâneos. O motivo: uma habilidade especial que a permitia fazer florescer qualquer lugar.  Entretanto, a jovem foi obrigada a se afastar de sua terra quando decidiu parar de usar seu dom. 

Em dois episódios, a população de sua cidade despeja grandes quantidades de lixo perto dos locais em que ela ia se alojando, para afastá-la ainda mais. Ela chega a tomar algumas medidas parciais especificas em ambos: em um, plantou uma horta, no outro, construiu uma casa. E decidiu não se afastar mais; ficaria em seu novo lar a partir dali.

Policiais, bombeiros, entre outras figuras, tentaram convencê-la a ir, mas ela considerava aquele ódio inexplicável e alegava não ser ouvida. Foi então que uma professora decidiu conversar com ela. Além de resolver as desavenças, ambas deram jeito também em todo o lixo restante, construindo um aterro sanitário no local.

A principal discussão deste projeto do Instituto Estre é sobre meio ambiente, mas ele também foca em questões sociais, humanas: a história de Maria trata de sua marginalização recorrente e de como a sociedade ao seu redor lida com isso. “O que a gente faz com quem tá fora da sociedade: afastamos mais ou acolhemos? A gente precisa desse ato de transformar,” disse Kiara.

Outro ponto destacado pela artista foi a figura central de toda mudança. Na história original, é um padre quem resolve ouvir Maria. Kiara é criadora do método “história aberta”. Nele, há um roteiro definido, mas além de incentivar sua plateia a sugerir fatos, ele também permite pequenas adaptações no desenvolvimento da trama. “Eu acho que quem está fazendo transformação social hoje é o professor. Imagine 120 vidas passarem pelas suas mãos todos os dias e você transformá-las em todos esses dias”, declarou.

Segundo Bruno Villaça, biólogo e assistente de projetos do Instituto Estre, este é um dos projetos desenvolvidos pela instituição voltados para o meio ambiente no Brasil. Seu objetivo primário é ampliar a discussão sobre educação ambiental de uma forma lúdica, a partir da arte. Mas ele vai além. “De forma divertida e interativa, a Kiara trabalha também valores humanos. É importante para ampliação da consciência humana de forma geral”, afirmou.

Há também o programa “Escolas Sustentáveis”, que tem o objetivo de fomentar a construção de espaços educadores sustentáveis a fim de incorporar as ideias da educação ambiental crítica em todas as vias da unidade escolar; e o projeto “Cadê o lixo que estava aqui?”, em que o Instituto oferece oficinas pedagógicas em escolas para fortalecer o debate acerca da educação ambiental.

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Novo secretário de Educação acumula experiência em gestão pública

2/8/2019, 15:24h

Já está trabalhando o novo secretário de Educação, Marcelo José Almeida das Neves, que assume o cargo em substituição à professora Jayana Ribeiro, que pediu exoneração após sete anos na função. Feirense, Marcelo Neves tem 45 anos, é advogado e acumula vasta experiência em cargos de gestão pública. Ele foi superintendente da Sudene, Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, no período entre 2016-18.

Na manhã desta sexta-feira, 2, o gestor conheceu as instalações da Secretaria Municipal de Educação e a equipe de trabalho. Disse que o novo cargo representa um “desafio importante na sua carreira e a oportunidade de continuar aprendendo. Uma missão que espero poder conduzir da melhor forma possível, como sempre fiz em toda minha carreira”, pontuou.

Em visita aos setores, disse que pretende fazer um diagnóstico dos departamentos e que conta com a experiência e o apoio da ex-secretária Jayana Ribeiro que inclusive integra o quadro técnico da Seduc.

“Estamos levantando todas as informações, tratando de fazer um diagnóstico detalhado da pasta. Já sei que conto com uma equipe técnica qualificada. A partir de agora, vamos aproveitar as experiências exitosas, mas também buscar novas práticas a fim de melhorar os índices da educação em Feira”, defendeu.

Marcelo Neves atuou como juiz conciliador no Tribunal de Justiça da Bahia e foi assessor jurídico do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose do Estado da Bahia. Durante oito anos, foi superintendente administrativo da União dos Municípios da Bahia, UPB. Foi também secretário parlamentar da Assembleia Legislativa da Bahia.

GESTÃO POSITIVA

Durante a gestão da professora Jayana Ribeiro, a Secretaria Municipal de Educação desenvolveu uma série de programas de formação para gestores escolares e professores da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II. Ela criou programas e projetos socioeducativos para os estudantes, como o Programa Música na Escola que oferece uma série de atividades para aproximadamente 3.500 estudantes.

Também sob sua gestão o município construiu 32 Centros Municipais de Educação Infantil – CMEI e escolas de ensino fundamental de grande porte, inaugurando um novo padrão arquitetônico. São escolas amplas, arrojadas e coloridas, com salas de aula e setores específicos mais bem equipados. As unidades de ensino ganharam novo e moderno mobiliário.

Entre 2013 e 2019, foram contratados novos professores através de concurso público. No âmbito da avalição de aprendizagem, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, IDEB, no plano das escolas municipais, em 2015, deu fim a estagnação dos índices das últimas quatro avaliações.

Nos últimos cinco anos, o Ideb da Rede Municipal subiu de 3,4, em 2013, para 4,0, em 2015; e deste para 4,4, em 2017. Isto garante ao conjunto das escolas um avanço sempre superior ao índice médio esperado para cada biênio – que é de 0,3.

Nesta última análise, 80 escolas da Rede foram avaliadas - destas, 66 tiveram aumento em comparação ao índice anterior; 40 ficaram acima da meta esperada e três atingiram a nota esperada. Oito ficaram com o mesmo índice e seis escolas regrediram.

O Ideb é o principal indicador da qualidade da educação básica no Brasil. É calculado com base nos resultados das provas de português e matemática aplicadas a cada dois anos e no fluxo escolar – taxa de aprovação, reprovação e ainda abandono dos estudantes.

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Prefeitura disponibiliza areia nova para parquinho do Centro de Educação Básica da UEFS

29/7/2019, 10:10h

Para garantir momentos de lazer de forma mais saudável para os alunos do Centro de Educação Básica da UEFS (CEB), a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação, disponibilizou o material para a troca da areia do parquinho da unidade de ensino. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau do Estado da Bahia (Sintest/BA) e a diretoria da escola fizeram a solicitação.

Segundo Daiana Alcântara, coordenadora do Sintest e mãe de um aluno do grupo 5, a areia antiga estava com focos de Larva Migrans Cutânea (Bicho Geográfico) e bicho de pé, que poderiam infectar as crianças. “A infraestrutura do CEB não é responsabilidade da Seduc, mas o órgão responsável estava sem recursos e decidimos fazer este pedido”, relata.

Os bancos de areia contaminados foram retirados e substituídos pela nova, que conta também com uma camada de cal virgem por baixo, de acordo com a solicitação feita pelo próprio sindicato. “Fomos orientados a usar o cal e aguardar um mês antes de deixar os estudantes utilizarem o espaço, para garantir que esteja limpo e sem riscos”, explica Daiana.

Para Érika Medeiros, diretora do CEB: “O contato com a natureza e o ambiente externo é muito importante para as crianças. Precisamos dessa flexibilidade de espaços para os estudantes e a troca da areia irá colaborar muito com isso”.

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