SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Divulgado calendário escolar 2020 para a Rede Municipal de Educação

20/12/2019, 9:29h

O ano letivo de 2020 nas escolas da Rede Municipal de Educação começará no dia 6 de fevereiro e se encerrará no dia 18 de dezembro. Dentre os 200 dias totais dedicados às atividades escolares, haverá apenas um sábado letivo – que será 15 de fevereiro.

As datas, que compõem o calendário escolar, foram divulgadas na edição de nº 1152, do Diário Oficial Eletrônico do município, no último dia 3. O documento foi aprovado pelo Conselho Municipal de Educação através da resolução nº 03/2019.

A jornada pedagógica do próximo ano acontece entre os dias 3 e 5 de fevereiro. Os resultados parciais de rendimento serão divulgados no dia 18 de dezembro; o período de recuperação e avaliação final será entre os dias 21 e 23 do mesmo mês. O fechamento dos resultados finais acontecerá no dia 30.

Serão 16 dias não letivos – dentre feriados e pontos facultativos para as escolas – além dos recessos de Carnaval (de 24 a 26 de fevereiro), Semana Santa (de 9 a 12 de abril), Micareta (de 23 a 27 de abril), junino (de 20 de junho a 5 de julho) e natalino (24 a 27 de dezembro).

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Núcleo de Alfabetização da Seduc leva brincadeiras e alegria para a Escola Margarida Brito de Oliveira

18/12/2019, 15:41h

O laço da aprendizagem entre professores e alunos é forte, e extremamente importante nessa relação. Mas o afetivo também, pois ele é que estabelece a base para a confiança mútua. E foi justamente com o objetivo de estreitar este segundo vínculo que o Núcleo de Alfabetização, NAFS, da Secretaria Municipal de Educação dirigiu-se à Escola Municipal Margarida Brito de Oliveira, no bairro São João do Cazumbá, na manhã da última quinta-feira, 12. E também para por em prática o NAFS em Movimento.

A ação foi pensada a partir do ideal de aproximação, pedagógica e afetiva, com os estudantes da Rede Municipal de Educação de Feira de Santana. O objetivo é construir um espaço de convivência, formação, desenvolvimento do protagonismo e de autonomia das crianças e adolescentes, a partir dos interesses, demandas e potencialidades dos alunos e alunas que estão matriculados no Ensino Fundamental I da Rede.

Karina Macedo de Assis, coordenadora do NAFS, explica que o grupo entendeu que a ação era necessária, uma vez que todo o ano letivo é dedicado majoritariamente à organização das formações dos professores. “Para encerrar esse ciclo, escolhemos nos aproximar das crianças. Resolvemos trazer um dia de atividades didático-pedagógicas e afetivas”. 

O grupo escolheu a Escola Margarida de Oliveira por conta de sua localização em um reduto quilombola e que enfrenta carências sociais. Das 8:00 às 17:00, as crianças tiveram acesso a pula-pula, pintura no rosto, algodão doce, contação de histórias interativas e confecção de slimes.

Teve também oficinas de construção de pipa, de guirlanda, automaquiagem e também corte de cabelo, estas duas últimas oferecidas pelo Senac – Serviço Nacional do Comércio. E até o Papai Noel reservou um tempo para visitar a unidade de ensino no meio de toda essa festa.

Alexsandra El-Chami, também coordenadora do Núcleo, pontua que a criança precisa aprender mais do que apenas ler, escrever e contar. “É preciso desenvolver a ludicidade. É a partir daí que ela interage, se percebe, apreende e se envolve no mundo de maneira crítica. É possível, através da brincadeira, desenvolver o imaginário e essa percepção deles enquanto sujeito social que interage com o mundo”.

Para Noelice Rodrigues da Silva Ribeiro, professora da escola, ações como essa são importantes para a unidade de ensino localizada em uma comunidade carente. “São necessários muitos elementos para que a educação de qualidade aconteça. Precisamos desse apoio a cada dia, dessas intervenções que são significativas para os nossos alunos”, defende.

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Com ambiente mais agradável, Escola Municipal Dr. Francisco Martins é reinaugurada

13/12/2019, 19:54h

A reinauguração de uma escola é sempre um momento de muita alegria para toda comunidade. Surge ali um espaço completamente melhorado e pronto para oferecer às crianças, jovens e professores um ambiente mais organizado e agradável. A manhã desta sexta-feira, 13, foi um desses momentos, pois a comunidade do distrito de Maria Quitéria celebrar a nova sede da Escola Municipal Doutor Francisco Martins da Silva.

O momento tem um significado ainda mais especial para Luana Kely Pereira Boaventura Nogueira. A mãe dela, que atua na mesma unidade de ensino como professora há aproximadamente 30 anos, a levava para a escola em várias ocasiões, tornando aquele um ambiente familiar. Hoje, ela é a diretora da escola Francisco Martins.

“É um momento de muita gratidão justamente por essa trajetória. Eu acompanhei de perto tempos de mais dificuldades. Vários diretores e a própria comunidade lutaram pela reforma dessa escola. Estar aqui nesse momento é um grande presente. A vida coloca a gente nos lugares certos na hora certa. É um espaço que vai possibilitar melhor aprendizagem para os nossos estudantes, que é o mais importante”, diz a gestora.

A escola, que contava com oito salas de aula, agora dispõe de 12. Foram construídos uma biblioteca, um espaço administrativo com diretoria e secretaria, despensa, refeitório, depósito, área de serviço, cantina e banheiros novos. As salas de aula e corredores ganharam revestimento cerâmico e o telhado, novas telhas. A unidade de ensino também foi contemplada com a nova fachada do Governo Municipal e os ambientes se tornaram mais acessíveis, com rampas e portas maiores.

O prefeito Colbert Martins Filho também anunciou que a escola contará com a instalação de aparelhos de ar condicionado e de sistema de monitoramento por câmeras. Também ganhará uma quadra poliesportiva coberta. “É preciso conforto para aperfeiçoar ainda mais a qualidade de ensino, já que escola boa é aquela em que se ensina e se aprende. Essa escola é de vocês, crianças. E da comunidade.”

O secretário de Educação, Marcelo Neves, destacou que a inauguração de qualquer equipamento público é motivo de felicidade para todos, mas no caso de uma escola, é sempre algo ainda mais especial. “Todos sabemos o quanto é importante um ambiente com uma boa estrutura para que se possa oferecer uma educação ainda melhor. É uma grande felicidade poder entregar mais essa escola para a comunidade de Maria Quitéria, atestou o secretário.

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Colbert Filho autoriza reforma e ampliação da Escola Antônio Freitas Borja, em Maria Quitéria

13/12/2019, 15:30h

A Escola Antônio Freitas Borja, localizada às margens da BR 116, no distrito de Maria Quitéria, vai ser reformada e ampliada pela Prefeitura de Feira de Santana. O serviço, com previsão de conclusão no segundo semestre do próximo ano, foi autorizado pelo prefeito Colbert Filho na manhã desta sexta-feira, 13.

O investimento no serviço será de R$ 735.318,55. A unidade vai ganhar novas salas de aula – que vai aumentar a capacidade de matrícula em 50% - hoje tem 120 alunos dos grupos III e V - mais refeitório, biblioteca, refeitório, entre outros espaços.

Colbert Filho disse que o município, com as novas escolas e as modernizações (o serviço em outras unidades já foram ou estão em processo licitatório) são sementes que oferecerão educação de qualidade. “Estamos voltados para o futuro. Um escola moderna facilita o aprendizado”.

O prefeito determinou que portas, telhas e madeiras, que serão trocadas e que estejam em condições de serem aproveitadas , sejam levadas para o depósito da Prefeitura. Todo o material será doado às famílias carentes, de acordo com critérios adotados pela Secretaria de Desenvolvimento Social, que vai definir os beneficiados.

O secretário de Educação, Marcelo Neves, disse que as reformas na escola vai prepara-lo para atender as expectativas dos alunos e favorecer ainda mais o aprendizado. A unidade, construída no início dos anos 60, vai passar pela sua primeira grande reforma.

A diretora Cristine Cardim, disse que a reforma autorizada pelo prefeito é um sonho acalentado durante décadas e que agora começa a ser concretizado. “Tenho a certeza de que todos, professores, alunos e pais, estão extremamente contentes com a reforma e modernização da escola”.

O vereador João Bililiu destacou a sequência de novas escolas, ampliação e reforma que sem sendo anunciada pelo governo municipal. O vereador Robeci da Vassoura elogiou estas iniciativas. “É um serviço que o povo ganha em qualidade na educação e na quantidade de novas vagas”.

A escola, que é campesina – oferece um conteúdo voltado para a vivência dos estudantes, matricula crianças que moram nos distritos de Maria Quitéria, Matinha e Tiquaruçu. Secretários municipais acompanharam o prefeito Colbert Filho.

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Após ampla reforma, Escola Municipal Dr. Francisco Martins será reinaugurada esta sexta-feira

12/12/2019, 20:56h

Uma nova e maior Escola Municipal Dr. Francisco Martins da Silva será entregue à comunidade do distrito de Maria Quitéria esta sexta-feira, 13, às 8:00. A unidade de ensino passou por uma ampla reforma para atender melhor os estudantes e a equipe escolar.

O ato de reinauguração contará com a presença do prefeito Colbert Martins Filho e de secretários municipais, entre os quais, o de Educação, Marcelo Neves. Em seguida, às 9h30min., também no distrito de Maria Quitéria, eles darão ordem de serviço para a reforma da Escola Municipal Dr. Antonio de Freitas Borja, localizada no KM 10 da BR 116 – nas imediações da entrada de São José (após o Restaurante Budega).

A escola, que contava com oito salas de aula, agora dispõe de 12. Foram construídos uma biblioteca, um espaço administrativo com diretoria e secretaria, despensa, refeitório, depósito, área de serviço, cantina e banheiros novos.

As salas de aula e corredores ganharam revestimento cerâmico e o telhado, novas telhas. A unidade de ensino também foi contemplada com a nova fachada do Governo Municipal e os ambientes se tornaram mais acessíveis, com rampas e portas maiores. “Quando concluímos uma reforma numa escola garantimos um espaço mais digno e organizado tanto para os estudantes quanto para os professores”, atesta o prefeito Colbert.

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Pais prestigiam filhos no terceiro dia de apresentações dos corais no Natal Encantado

12/12/2019, 11:59h

A presença e o envolvimento dos pais na jornada pedagógica de seus filhos são fatores essenciais para que as crianças tenham melhor desempenho na escola. Com esse apoio, eles se sentem mais confortáveis, confiantes e seguros. E esse foi um dos destaques da manhã dessa quarta-feira, 11, terceiro dia de apresentações das escolas municipais na programação do Natal Encantado, no Mercado de Arte Popular, MAP.

Raquel da Silva Ramos é uma dessas mães que prestigiam os filhos em suas apresentações. Ela já compareceu em atuações de sua filha, Alice da Silva Ramos, na Escola Municipal Doutor Cícero Carvalho, do bairro Jardim Cruzeiro, em outros momentos, como o Dia das Mães. Hoje, Raquel foi conferir de perto o show dos corais.

Para a mãe, o apoio dos pais em programas como o ‘Música na Escola’ incentiva os filhos a se envolverem em atividades culturais. “São coisas que colaboram para o crescimento deles. Nos dias em que há aula de música, ela chega em casa radiante. Eu estou muito satisfeita com o desempenho dela e dos professores”, conta.

Elsson Carlos Oliveira dos Santos diz que já percebeu uma melhora na comunicação de seu filho, Wellington Carlos Oliveira dos Santos. “Ele está se desenvolvendo mais. Antigamente era mais preso para falar, para conversar, e está se soltando mais. Essa apresentação aqui é boa para ele e para os colegas por que eles ficam mais alegres”.

Ambos, Wellington e Alice, se apresentaram no MAP hoje, no coral da Escola Cícero Carvalho. Eles integraram o grupo formado por aproximadamente 40 alunos que cantou, entre outras, a música Arco-íris, que foi um hit na voz Xuxa Meneghel, na década de 1990.

Rose Mary Miranda Ribeiro, diretora da unidade de ensino, destaca que a relação dos pais com o ‘Música na Escola’ é tão boa que todos os que têm filho no programa permitiram a participação deles no Natal Encantado.

A professora de música Rosa Eugênia Vilas Boas, coordenadora do programa, pontua que a participação dos pais é fundamental em toda a formação dos filhos. “Em casos de programas como o ‘Música na Escola’ é um reforço positivo para o que a criança está fazendo. Imagine que você está participando de um processo e você tem o apoio de seus pais. Isso te motiva e te dá segurança por que não te deixa sozinho”.

Na parte da tarde, se apresentaram os alunos das escolas municipais Doutor João Duarte Guimarães, Comendador Jonathas Telles de Carvalho e Centro Municipal de Educação Infantil Irma Rosa de Lima Caribé Amorim.

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Sindicância vai apurar descarte de materiais na Escola Monteiro Lobato

11/12/2019, 15:3h

A Secretaria Municipal de Educação  instaurou sindicância para apurar o descarte indevido de uma quantidade de porta-lápis, destinado a estudantes, que foi encontrada nas imediações do Centro de Educação Municipal Monteiro Lobato, no bairro Capuchinhos, na noite desta terça-feira, 10.

Uma equipe técnica da Seduc esteve na escola na manhã desta quarta-feira, 11, para levantar as primeiras informações.

Estiveram presentes a chefe de Gabinete, Paula Soto; a diretora do Departamento de Ensino, Jozelia Araujo; e o professor Marcos da Silva da Rosa.

A sindicância levantará informações sobre o descarte dos estojos de lápis vazios que teriam sido descartados nas imediações da escola.

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Crianças do Programa Música na Escola "roubam a cena" durante apresentações no Mercado de Arte

10/12/2019, 18:47h

As vozes das crianças que integram os corais do Programa Música na Escola animam e enchem de melodia o Mercado de Arte Popular (MAP) durante esta semana. As apresentações das 27 escolas são parte da programação do Natal Encantado e acontecem nos dois turnos – manhã e tarde – até esta quinta-feira, 12.

Para a coordenadora do Música na Escola, a professora e maestrina Rosa Eugênia Vilas-Boas, possibilitar que estes alunos se apresentem em locais públicos é uma forma também de aprendizagem. “Eles têm a chance de mostrar tudo que aprenderam durante o ano e começam a lidar com questões como ansiedade, respeito pela plateia e comunicação. Isso é muito importante para o desenvolvimento”, acredita.

Na manhã desta terça-feira, 10, estiveram presentes as escolas municipais Monsenhor Jessé Torres Cunha, Nossa Senhora das Candeias e Dr. Alberto Oliveira. No turno da tarde, estiveram as unidades de ensino João Marinho Falcão, Oyama Figueiredo, Allan Kardec e Acioly da Silva Araújo.

A relação da Escola Municipal Nossa Senhora das Candeias com o Natal Encantado já completa quatros anos. “Trazer o nosso coral para estes ambientes garante um brilho especial neste período, na vida das nossas crianças. As crianças adoram mostrar os resultados do que é feito na escola”, declara a diretora Suzana Alves de Almeida.

Os corais trazem um repertório diversificado, com músicas de axé, forró e, claro, natalinas. Coreografias e o acompanhamento com instrumentos musicais pelos monitores do programa compõem também as apresentações.

A Escola Municipal Monsenhor Jessé Torres Cunha havia selecionado apenas 30 estudantes para a apresentação no MAP, mas a animação foi tanta que 78 crianças acabaram participando. “Eles fizeram questão de participar, assim como os pais também pediram muito. A música sempre fez parte da escola e a verdade é que eles adoram cantar. São mais de 100 estudantes que fazem parte do programa na nossa escola”, conta Jeovania Sobrinho Alves Batista, diretora da unidade de ensino.

Acostumado com o palco, Rafael Souza Farias, do 5º ano da Monsenhor Jessé, participa pela terceira vez do Natal Encantado. “Gosto muito de participar, canto e me divirto bastante com os meus amigos”, relata.

Corais em outros ambientes

Já na manhã do dia 18 de dezembro, os estudantes da Orquestra Sinfônica Infantojuvenil Princesa do Sertão, dos corais Cantando na Escola e do Instrumenta – em que os estudantes tocam violão, teclado, acordeom e flauta doce – realizam uma apresentação especial para os idosos do Centro de Convivência Dona Zazinha.

“O programa funciona durante todo o ano e as crianças ficam empolgadas neste momento de compartilhar. O ‘Música na Escola’ não trabalha só a área musical, mas também a coletividade, o companheirismo, então quando eles estão no palco é um momento de muita empolgação”, avalia Luscilla Carvalho Lima, chefe da Divisão de Planejamento e Técnicas Pedagógicas da Secretaria Municipal de Educação.

Além do Natal Encantado, os resultados do programa também serão apresentados para as comunidades de diversas escolas, durante o encerramento do ano letivo e também, nos distritos, com a participação das fanfarras em celebrações de Natal.

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Debate sobre aspectos coloniais da educação atual e troca de experiências que ultrapassam esses estigmas marcam I Endoce

10/12/2019, 9:1h

A BNCC – Base Nacional Comum Curricular – limita as discussões sobre preconceito. A própria palavra é encontrada apenas 54 vezes no documento – isso se incluídos os “preconceitos linguísticos”. A crítica partiu do professor Eduardo Oliveira Miranda, do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Feira de Santana, durante a abertura do Endoce, I Encontro Docente de Currículo Escolar do 6º ao 9º ano, na noite da última sexta-feira, 6. O evento, encerrado no sábado, aconteceu no Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho.

O pesquisador falou a professores da Rede Municipal de Educação, que atuam no Ensino Fundamental II – do 6º ao 9º ano, sobre o tema “Decolonialidade e educação: perspectivas curriculares”.

Ao destacar a produção científica dos professores, o secretário de Educação, Marcelo Neves, defendeu a importância do debate democrático entre educadores e estudantes. “É relevante que a escola seja um cenário de discussões ricas, do livre pensar. Nesta esfera, devemos falar sobre a história de formação do nosso povo, pois isto nos leva a pesquisar e a pensar mais”, instiga Marcelo.

De acordo com o professor Eduardo Oliveira Miranda, se se fizer uma busca pela palavra “racismo”, são encontrados apenas seis resultados. “A BNCC fala muito de preconceito e cabe à escola o papel de evitar e não trabalhar com estes ‘preconceitos’. Só que o preconceito no Brasil tem um nome bem demarcado, que é o racismo. O feminicídio é um tipo de preconceito que vem de uma concepção heteropatriarcal. Mas é preciso dar os nomes. Se a gente deixa tudo como ‘preconceito’, apaga-se tudo que precisa ser discutido e aprofundado”, enfatiza.

Eduardo Miranda também apresentou a concepção de educação descolonial X decolonial. De acordo com ele, o primeiro termo indica uma educação crítica e já emancipada de suas heranças coloniais. Já o segundo, se refere a um processo que ainda busca por essa emancipação e criticidade. “Por isso, a escolha pela segunda palavra: ainda não nos livramos por completo do nosso legado colonial”, atesta.

O professor destaca que a BNCC se propõe a ser uma base comum para toda a população. “Mas, como tratar todos os aspectos culturais de um país a partir de uma base que tenta formar todos a partir do mesmo segmento cultural? Não é uma perspectiva de trabalhar com a diversidade, mas sim de tornar homogênea a formação de todos os estudantes”, problematiza o palestrante.

“Nós somos uma sociedade racista, heteropatriarcal e capitalista. A partir disso, começamos a entender a escola dentro desses três vieses e como isso influencia a formação dos alunos, dos professores e do currículo escolar. Uma perspectiva decolonialista vem criticar essa educação meramente técnica, que fornece mão de obra do trabalhador para o capitalismo e apaga toda a sua cultura”, pontua Eduardo.

A BNCC orienta o que os alunos devem aprender na Educação Básica e serve como referência para os currículos escolares. Mesmo que a desigualdade de gênero seja uma realidade brasileira, o documento não inclui a discussão no rol de “aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica”.

Em março de 2018, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, divulgou o estudo “Estatísticas de Gênero - Indicadores sociais das mulheres no Brasil”. Ele apontou que mulheres ganhavam 25% a menos do que os homens, quando considerados os rendimentos médios mensais de todos os trabalhos – ainda que elas sejam maioria no mercado de trabalho dentre os que detêm diploma de nível superior.

Troca de experiências

O Endoce foi organizado pelo Grupo de Currículo do Ensino Fundamental da Seduc como uma forma de celebrar os professores e professoras enquanto pesquisadores e a sala de aula enquanto espaço de criação e intervenção. O objetivo é a partilha de experiências entre os profissionais, socializando relatos dos trabalhos desenvolvidos nas escolas. A manhã do sábado, 7, foi marcada por essas trocas.

Algumas das atividades trazidas pelos professores dialogam com a proposta do debate da noite anterior. O projeto “Contos Africanos”, orientado por Fernanda dos Santos Silva, professora de Língua Portuguesa do Centro Integrado de Educação Municipal Joselito Falcão de Amorim, foi uma dessas atividades. Envolveu os estudantes das turmas de 6º ano da unidade de ensino.

Fernanda conta que escolheu a temática por conta da necessidade de valorização da cultura africana pelos próprios estudantes, sendo que, muitas vezes, isto não é um tema abordado em sala de aula ou simplesmente fica restringido ao Dia da Consciência Negra. De setembro a novembro, eles pesquisaram sobre a África e sobre os escritores que foram trabalhados, buscando articular as narrativas dos contos às suas histórias de vida.

“O rio das quatro luzes”, de Mia Couto, foi um dos contos estudados. A história se passa em Moçambique e traz a uma breve narrativa sobre um menino que não vê alegria em viver. Suas angústias e aparente desprezo pela vida foram alvo de debate durante as aulas. “Qual era o motivo de sua tristeza? As condições precárias, dos problemas e conflitos, um país em guerra. Essa criança se sente o tempo todo em aflição. E daí surgiram as discussões sobre os problemas que eles próprios passam”, destaca a professora.

Ao fim da experiência, na culminância do projeto, alguns estudantes apresentaram também seus relatos – em forma de texto ou oralmente – de situações de discriminação racial pelas quais eles passaram. Um deles, conta Fernanda, disse ter ido a um restaurante de uma rede norte-americana com um colega – ambos sem farda. Eles queriam recarregar o celular ali, mas os funcionários do local chamaram a polícia.

“Discutimos o porquê da importância de se conhecer a cultura africana; para entender todo esse processo de como os negros foram trazidos para o Brasil e escravizados, e como o racismo perdura até hoje. Então eles próprios, a partir da vida deles, perceberam que o racismo persiste, infelizmente, e que é preciso fazer algo para mudar isso”, defende Fernanda.

Debates diversificados 

Jaciene de Andrade Santos, professora de Inglês da Escola Municipal Jonathas Telles de Carvalho, tratou da aprendizagem dos verbos modais (should, can, must) em torno da temática “what’s feminism”. Mas este foi só um dos aspectos abordados a partir do tema. Os alunos foram apresentados a Chimamanda Adichie, escritora feminista nigeriana.

Além de uma pesquisa individual sobre a autora, os estudantes assistiram ao vídeo de seu discurso “We should all be feminists” (Devemos todos ser feministas, em português), legendado em português, protagonizaram uma roda de conversa sobre os sentidos atribuídos ao ser mulher na sociedade, refletindo sobre as próprias experiências e as relatadas pela autora, entre outros pontos.

A partir das discussões realizadas, a turma foi dividida em grupos. Cada um ficou responsável por um tema a ser aprofundado e apresentados em cartazes – frases sobre os direitos das mulheres, personalidades marcantes, leis de defesa às mulheres, glossário feminista. Os cartazes foram socializados em sala e depois expostos nos corredores da escola.

“Senti o envolvimento dos estudantes – e o meu próprio – em toda a sequência pedagógica. Algumas alunas, já engajadas no debate feminista, tiveram espaço para se expressarem melhor com os colegas, tirarem dúvidas mutuamente. Alguns meninos, inicialmente silenciosos na roda de conversa, fizeram perguntas e contribuíram na socialização dos cartazes”, comenta a professora Jaciene.

Professores lançam livros

Jaciene Santos lançou o livro de sua autoria “Textos em trânsito: Machado de Assis e o projeto literário nacional”, na noite da sexta-feira, 6. Cláudia Gomes, professora da Escola Municipal Doutor Clovis Ramos Lima, também lançou um livro de autoria própria – Condado Poético.

A professora Jozelia Araujo, diretora do Departamento de Ensino da Seduc, destacou a importância de momentos como os proporcionados pelo Endoce. “É algo sublime por que é a continuação do que iniciamos há alguns anos, as formações. Busquemos fazer outros Endoces; aperfeiçoá-lo. Quem sabe envolver os professores desde a Educação Infantil à EJA, e deixar um legado para a Rede. Refletir sobre a prática nos tira do comodismo. Faz a gente pensar, repensar, planejar, rever”, defende.

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Rede Municipal matricula estudantes novos de 15 a 31 de janeiro

6/12/2019, 17:46h

A matrícula na Rede Municipal de Educação, para estudantes vindos das redes estadual e particular, será realizada entre os dias 15 e 31 de janeiro, em qualquer escola municipal. De 16 a 24, serão matriculados os alunos previamente cadastrados no Sistema Integrado de Educação. Já os alunos que ainda não estão no cadastro poderão buscar uma vaga no prazo de 25 a 31 de janeiro.

Quem ainda não está no cadastro pode procurar qualquer escola da Rede Municipal e solicitar a inclusão do nome, indicando a unidade de ensino onde pretende a vaga. Já a documentação necessária para a matrícula deve ser encaminhada à escola onde o estudante vai estudar.

O aluno que regularmente frequenta a escola até o final deste ano letivo e que os pais ou responsáveis tiverem assinado a confirmação de permanência até esta sexta-feira, 6, terá assegurada a renovação automática da matrícula.

A renovação da matrícula no mesmo turno em que o estudante cursou o ano letivo de 2019 será garantida desde que haja a etapa, ano ou estágio subsequente. Quando de interesse do responsável legal pelo estudante, a mudança de turno ficará condicionada à existência de vaga no horário pretendido.

As crianças que estão concluindo a Educação Infantil terão as vagas asseguradas no primeiro ano do Ensino Fundamental em unidades escolares municipais.

 

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