SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

Fumacê começa a circular em bairros com alto índice de infestação do Aedes Aegypti

30/1/2019, 17:13h

Em continuidade com as ações estratégicas para o combate do mosquito Aedes Aegypti, o carro fumacê começa a passar nesta quarta-feira, 30, a partir das 16h30, nos Distritos de Maria Quitéria, Humildes, Matinha e nos bairros Viveiros, Feira X, Santo Antônio dos Prazeres, Tomba e Sitio Matias (cronograma ao fim do texto). A Secretaria Municipal de Saúde alerta para a comunidade abrir portas e janelas, retirar animais domésticos da frente das casas e o recolhimento de pessoas com comorbidades para cômodos mais seguros.

Após solicitação da Secretaria Municipal de Saúde ao Estado, carros fumacê foram liberados para a dispensação de inseticida nas áreas mais afetadas pelo mosquito. O levantamento dos bairros foi feito com base no número de notificações, pessoas acometidas com as arboviroses, Dengue, Zika e Chikungunya, índices de infestação, entre outros critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Juliana Andrade, referência técnica do Georreferenciamento da Vigilância Epidemiológica, ressalta que a ação emergencial, com a utilização do inseticida, se faz necessário devido o aumento de casos nessas localidades. “O fumacê é sempre a última estratégia a ser utilizada, mas lembramos que o inseticida apenas mata o mosquito que está na fase adulta. Então pedimos a população que verifiquem se há ambientes propícios para focos do Aedes aegypti em suas residências e tomem as medidas preventivas, que são sempre as mais eficazes”, ressalta.

De acordo com Juliana, a população não deve se descuidar, atitudes simples colaboram com o trabalho das autoridades sanitárias e tornam o ambiente mais seguro. “Virar as garrafas, limpar o reservatório de água no fundo da geladeira, evitar o acúmulo de lixos e entulhos, colocar areia em vasos de planta, não armazenar água de maneira inadequada, como em baldes e tanques sem tampas. São pequenas atitudes que colaboram para a proteção dessa pessoa e da vizinhança ao redor”, explica.

 

BAIRROS E DISTRITOS

DATAS

DISTRITO DE MATINHA
 

DISTRITO DE MARIA QUITÉRIA
 

DISTRITO DE HUMILDES

 

FEIRA X
 

SITIO MATIAS
 

TOMBA

 

VIVEIROS
 

• 30/01
• 02/02
•05/02
•08/02
•11/02

BRASÍLIA

LAGOA SALGADA

STO. ANTONIO DOS PRAZERES

• 01/02

• 04/02

• 07/02

• 10/02

•13/02

GABRIELA
 

MANGABEIRA
 

SIM

 

• 31/01
• 03/02
• 06/02
• 09/02
• 12/02

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Após perder filhos e marido tragicamente, dona de casa encontrou motivação em oficinas terapêuticas

30/1/2019, 9:32h

Para ajudar os pacientes que passam pelos mais variados tipos de transtorno mental, os CAPS (Centro de Atendimento Psicossocial) oferecem oficinas em grupos terapêuticos, com o objetivo de estimular a atenção, paciência, memória, criatividade e a organização interna de cada pessoa acompanhada.

Elienay Farias (foto) é uma das pacientes que participa da oficina “Mãos à obra” realizada na unidade CAPS 3. Acompanhada pelo serviço desde 2002, ela diz ter encontrado no grupo uma motivação para vencer.

“Eu fiquei depressiva e isolada dentro de casa por perder meus filhos e marido em um acidente e logo em seguida perdi minha mãe e meu irmão. Mas graças a Deus depois que fiz acompanhamento e tratamento me sinto bem. Encontrei aqui uma motivação, hoje eu ensino e ajudo as colegas que não sabem confeccionar produtos de artesanato”, relata.

Assim como Elienay, outros pacientes foram reinseridos na sociedade através do grupo que confecciona tapetes, panos de prato, sandálias e pulseiras artesanalmente. Os integrantes possuem quadro psíquico estabilizado, aptos a manipulação de tesouras e objetos pontiagudos, e também dispostos a encontrar alternativas para lidar com os próprios conflitos.

Atividades manuais possibilitam o resgate da autoestima

Responsável por acompanhar o grupo, a psicóloga Margarete Carneiro observa que as atividades manuais possibilitam o resgate da autoestima dos pacientes, recupera a segurança, ordem e respeito.

“Trabalhamos a educação, imposição de limites e o fortalecimento do vinculo social. Muitas delas viviam isoladas e aqui no grupo é feita uma troca de saber, onde uns ensinam aos outros as técnicas que dominam. Então todas as pacientes são professoras e isso as deixam com autoestima elevada, pois percebem que podem passar algo de produtivo a alguém”, ressalta.

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Com 18 por cento das notificações de dengue em todo o município, Matinha é alvo de ações estratégicas

29/1/2019, 16:30h

Com 368 casos suspeitos de dengue notificados e 61 desses confirmados, a Secretaria Municipal de Saúde tem desenvolvido ações estratégicas nas localidades com maior incidência em Feira de Santana. Nesta segunda-feira, 28, a equipe de endemias esteve trabalhando no Distrito da Matinha, a área teve 67 casos notificados.

A residência de Florisvaldo Pereira, 60 anos, foi a primeira a ser visitada. A última vez que os profissionais estiveram no local várias irregularidades foram encontradas, como o reservatório de água com focos e a tampa que precisava ser trocada. O morador seguiu as orientações. “Eles vieram aqui, avisaram e eu providenciei logo para tampar corretamente”, relata.

A equipe de endemias esteve novamente conferindo o ambiente. Armazenamento de água para os animais, limpeza da calha, acúmulo de lixos e pneus, além de garrafas que deveriam estar viradas com a parte aberta para baixo. A ação também contou com a dedetização para cortar a cadeia de transmissão da dengue e a utilização do pó larvicida nos reservatórios para matar as larvas.

Durante a inspeção, os agentes ensinaram como remover os ovos do Aedes aegypti localizados na parede do tanque de água. “Toda vez que lavar o tanque é necessário esfregar bem o local com o auxílio de uma esponja ou escova para retirar os ovos”, explica o coordenador de endemias, Edilson Matos.

De acordo com Edilson, a falta de cuidado dos moradores com o armazenamento de água em tanques e cisternas é um dos fatores preocupantes na zona rural, podendo ser um dos contribuintes para os altos índices de focos encontrados. “Muitos reservatórios são localizados destampados, cheios de larvas, as pessoas não fazem a devida limpeza. O agente passa nas casas, mas os moradores têm que praticar os cuidados preventivos no dia a dia e na maioria das vezes encontramos falhas”, ressalta.

Além da Matinha, outras áreas têm sido trabalhadas diariamente, com atenção redobrada para os bairros Viveiros, Feira X, Tomba, Sitio Matias e Distrito de Maria Quitéria. Essas localidades tiveram mais que 10 notificações de casos suspeitos de dengue nesse mês de janeiro.

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Quase 2 mil pessoas recebem acompanhamento gratuito para prática de atividades físicas

24/1/2019, 14:57h

A prática de atividade física está entre as recomendações médicas para evitar o desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade. Em Feira de Santana, o incentivo a melhor qualidade de vida é feito através das equipes do NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família), distribuídas nas Unidades de Saúde e na Academia da Saúde no Parque Municipal Erivaldo Cerqueira. Por meio do serviço a população pode realizar gratuitamente exercícios com a orientação de profissionais qualificados.

Atualmente 1.940 pessoas são acompanhadas pelas equipes da Atenção Básica, estas compostas por fisioterapeuta, professor de educação física, nutricionista, psicólogo, assistente social e farmacêutico. Dentre as práticas realizadas estão atividades aeróbicas, dança, funcional, alongamento e flexibilidade, jogos, dinâmicas de grupo, treinos de equilíbrio, exercícios de força, musculação, pilates e boxe. Atividades educativas de nutrição e postura também são feitas como complemento para uma vida saudável.

“O maior público são pacientes portadores de hipertensão, diabetes e obesos. Todas essas doenças são decorrentes do sedentarismo e poderiam ser evitadas com uma alimentação saudável e práticas corporais”, afirma a referência técnica do NASF, Jamiley Dias (foto).

De acordo com Jamiley, os pacientes costumam relatar melhoras nas condições de saúde após iniciarem a rotina de atividade física. “Há relatos de melhora no humor, controle da pressão e glicemia, redução das dores, inclusive algumas pessoas nos procuram para falar que houve redução do uso de medicamentos, como analgésicos por exemplo”, relata.

Para ser acompanhado nas atividades desenvolvidas pelo NASF é necessário se dirigir a Unidade de Saúde mais próxima a área de residência e ter em mãos documento oficial com foto, cartão de saúde da família e cartão SUS. O paciente passa por uma avaliação e estando apto poderá ser inserido ao grupo.

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Secretaria de Saúde notificou 92 casos de hanseníase em 2018

23/1/2019, 14:53h

A conscientização acerca da hanseníase, doença que tem como sinais manchas na pele com alteração e perda da sensibilidade, é intensificada durante o mês de janeiro. Em Feira de Santana 92 casos foram notificados durante 2018, número maior que 2017, com 84.

Crianças, adultos e idosos estão sujeitos a contrair a doença por meio do contato com pessoas infectadas. O tratamento gratuito é realizado no Programa de Hanseníase, localizado no Centro Especializado Dr. Leone Coelho Lêda (CSE). Por ser silenciosa a doença pode demorar até sete anos para se manifestar.

“Os sintomas iniciais são as manchas esbranquiçadas, vermelhas ou amarronzadas. A doença também pode se manifestar pelo formigamento, perda de sensibilidade em um local sem a mancha, dores nas mãos e nos pés. Tudo isso acontece lentamente. As limitações podem ser piores em estágio avançado, como mão em garra, nervos comprometidos e pé caído, nesses casos pode ser necessário a intervenção cirúrgica”, ressalta a enfermeira Kaline Mendes.

Vanessa Nascimento, 27 anos, é uma das pacientes atendidas pelo Programa. Ela conta que o primeiro sintoma foi a perda de sensibilidade no local da mancha. “Eu não sabia o que era a doença. Descobri a hanseníase através de uma amiga que suspeitou e eu não acreditei. A mancha foi crescendo e após receber diagnostico de um dermatologista iniciei tratamento aqui no programa”, relata.

O tipo de hanseníase ao qual Vanessa contraiu é a paucibacilar, ou seja, a não contagiosa, cujo tratamento demora uma média de seis meses. O outro tipo é a multibacilar, considerada mais grave por ser transmitida pelo sistema respiratório, ao espirrar, tossir ou falar.

Para o diagnóstico correto o primeiro passo é procurar uma Unidade de Saúde. A confirmação pode vim através do exame físico, baciloscopia ou exames laboratoriais. “Ao chegar a unidade esse paciente será avaliado, caso seja encontrada alguma característica da doença, ele será encaminhando para o programa”, informa a enfermeira.

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Depressão é uma das doenças que lideram estatísticas no CAPS

23/1/2019, 8:37h

O Centro de Atendimento Psicossocial João Carlos Lopes Cavalcante (CAPS 3) realizou mais de 14 mil atendimentos em 2018. A unidade possui 8 mil pacientes cadastrados com os mais variados transtornos, os principais casos envolvem esquizofrenia, bipolaridade e depressão.

De acordo com a coordenadora da unidade, Renata Bittencourt, a depressão é a causa mais comum entre os pacientes que procuram a unidade pela primeira vez para atendimento. Ela observa que a maioria são mulheres com faixa etária entre 28 e 50 anos, que desenvolvem o transtorno por não conseguir uma recolocação no mercado de trabalho, motivos de violência, abandono ou relacionados a traição amorosa.

“A depressão moderada a grave é um estopim para casos de suicídio ou bipolaridade. Então se o paciente chega com depressão e abandona o tratamento ou a família não contribui para a continuidade desse, de dois a três meses esse caso pode se agravar”, ressalta.

Segundo Renata, ao chegar a unidade os usuários passam por uma triagem e são atendidos por uma equipe multidisciplinar. Os casos mais simples, como insônia, inquietação e depressão leve são redirecionados para Atenção Básica, hoje preparada no município para atender a demanda. Já os casos contundentes, onde o paciente apresenta sintomas mais severos, são acolhidos e encaminhados para os tratamentos necessários, como acompanhamento psicológico, medicamentoso ou terapêutico.

“Possuímos a Atenção Básica preparada para nos dar apoio no acompanhamento de alguns pacientes em relação a saúde mental. Além disso temos a disposição cinco CAPS no município, o paciente pode procurar o que corresponde a área de abrangência a qual ele reside. Para as crianças e adolescentes temos a disposição o CAPS i e o CAPS AD para o tratamento relacionado a álcool e drogas”, informa.

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Mais da metade das denúncias feitas ao Centro de Zoonoses é inverídica e decorrente de briga entre vizinhos

22/1/2019, 7:53h

Responsável pelo controle de doenças transmitidas entre animais e humanos, o CCZ (Centro Municipal de Controle em Zoonoses) realiza um trabalho intensivo em Feira de Santana no atendimento a solicitações feitas pela comunidade. O objetivo é identificar e se necessário apreender animais que sofrem maus tratos, zoonoses ou animal agressor.

Só em 2018, 729 vistorias foram feitas pelo órgão, com 58 apreensões de maus tratos, 13 apreensões de suspeitas de raiva e 10 apreensões de animais agressores. No entanto a preocupação é a quantidade de denúncias inverídicas feitas pela comunidade, mais de 50% dessas relacionadas a brigas entre vizinhos.

“Isso é um grande problema que dificulta o nosso trabalho. Das 729 vistorias, 439 se enquadravam em brigas entre vizinhos, que nada tinha a ver com doenças ou problemas condicionados a saúde do animal”, informa a coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro.

De acordo com Mirza, o órgão tem recebido muitas ligações para atendimento veterinário clínico ou cirúrgico, hospedagem de animais, entre outras solicitações que não é de competência.

“As pessoas passam pela rua veem qualquer animal e liga para o Centro, é importante entender que o papel do CCZ é recolher o animal com zoonoses, ou seja, aquele que possa causar algum risco para sociedade”, ressalta.

Competência do CCZ

Entre as competências do Centro Municipal de Controle em Zoonoses estão o controle de animais sinantrópicos, a exemplo os escorpiões e pombos; a realização de diagnóstico laboratorial de zoonoses; a vacinação antirrábica; o programa de leishmaniose; recolhimento e transporte de animais, quando este apresentar risco a saúde pública.

A comunidade tem um papel importante ao prestar informações que colaborem para efetividade do serviço. Ao encontrar quaisquer irregularidades pode-se fazer contato através do número 3614-3613 ou pelo aplicativo Fala Feira (156).

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Cooperados recebem neste sábado pagamento de cinco dias restantes do salário de dezembro

18/1/2019, 17:19h

Os mais de mil cooperados que receberam no último dia 7 o pagamento do salário líquido correspondente a 25 dias trabalhados no mês de dezembro, terão o restante dos seus proventos pagos pela Caixa Econômica Federal na manhã deste sábado, 19. São ao todo 1.096 trabalhadores, que eram ligados a Coofsaúde, cooperativa que prestava serviços para a Prefeitura fornecendo mão de obra na área de saúde. No dia 25 do mês passado teve contrato cancelado pela administração municipal, uma vez que se envolveu em escândalos sob a investigação do Ministério Público. 

O prefeito Colbert Martins Filho trabalhou de maneira intensa, nos últimos dias, para acelerar o processo burocrático necessário visando o pagamento a que tem direito os cooperados que cumpriram as suas obrigações no mês passado, em diversas unidades de saúde do Município.

Trata-se de prestadores de serviços que recebiam em  instituições financeiras diversas, mas que precisaram migrar para conta-salário na Caixa Econômica Federal, para viabilizar o recebimento da remuneração. 

Uma força-tarefa envolvendo equipes de tecnologia da Prefeitura, Secretaria de Saúde e a própria Caixa, foi criada para dar celeridade a esse trabalho.  O Município rompeu contrato com a Coofsaude e, em entendimento com o Ministério Público, faz o pagamento de forma direta aos seus cooperados. Uma Organização Social deverá ser contratada para atuar provisoriamente no lugar da Coofsaude nos meses de janeiro, fevereiro e março. Nesse período, a administração fará nova licitação. 

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Amputados devido ao diabetes relatam seus problemas

18/1/2019, 8:38h

Ulisses Alves da Silva (foto), tem 76 anos, Manoel Santos da Silva, 61, Manoel de Jesus, 63, e Lady Laura, 42. São diabéticos e têm em comum sequelas graves da doença: são amputados ou cegos. Todos são pacientes do CADH (Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso), mantido pela Prefeitura de Feira de Santana.

O aposentado Ulisses Alves da Silva, que mora no Parque Getúlio Vargas, lembra bem o 19 de novembro passado: foi o dia no qual os médicos amputaram sua perna até a altura da coxa. “Cortaram até onde deram no sangue”. O problema começou em um dos dedos do pé direito. “Um probleminha besta”. Disse que toma 13 comprimidos diariamente. “A bicha é perigosa”. É diabético há 12 anos.

Há cerca de seis meses, Manoel Santos da Silva (foto), que mora no distrito de Maria Quitéria, teve metade do pé esquerdo amputado. Diabético há oito anos, disse que pisou em um prego e não sentiu problema algum. “Apenas três dias depois do acidente tive que fazer a cirurgia”. Há três anos faz tratamento no CADH.

A diabetes descontrolada deixou cego Manoel de Jesus (foto), que mora na Rua Nova. Há oito anos não mais enxerga. Foi diagnosticado com retinopatia diabética. “Aos poucos fui deixando de enxergar, até o dia que não mais vi nada”. Gosta de contar que um dia viajou muito pelo mundo. “Europa e Ásia”. Anda pelas ruas guiado por uma bengala. A cegueira o limitou.

O nome de Lady Laura (foto), que mora no Alto do Rosário, região de Santo Antônio dos Prazeres, foi homenagem que os pais dela prestaram a Roberto Carlos, de quem eram fãs. Graves problemas derivados do diabetes causavam fortes dores nas suas pernas. Diabética há 12 anos, sofria de vasculite – qualquer doença ou grupo delas que causa a inflamação dos vasos sanguíneos. Teve as duas pernas amputadas.

“E ainda tive uma trombose”, diz. Ao contrário dos outros pacientes, que demonstraram tristeza, Lady Laura narra que as amputações lhes trouxeram ganho na qualidade de vida. “Me livrei das dores que me incomodavam muito”. Revelou que se adaptou bem à cadeira de rodas e que sessões de fisioterapia a ajudam a se equilibrar nas próteses das pernas. “Não é fácil, mas vou conseguir”.

Eles têm em comum, na avaliação da coordenadora do CADH, Andrea Silva, o fato de não terem adotado o rigor no tratamento para manter normais os índices de valores de glicose no sangue. “Amputação é resultado direto dos níveis mal controlados”. Descontrolada, a glicose leva a parda da sensibilidade nas extremidades do corpo.

Segundo ela, a amputação leva os diabéticos à mudança de comportamento, em relação à doença. “Eles passam a enxergar a necessidade da adequação ao tratamento”. Assim, evitam que outros problemas derivados do comportamento arredio aos medicamentos apareçam.

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Mais de 30 por cento dos pacientes diabéticos e hipertensos abandonam tratamento

17/1/2019, 15:29h

Cerca de 1/3 dos mais de quatro mil pacientes do CADH (Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso) voluntariamente abandonam o tratamento. Se não retornarem no prazo de um ano são automaticamente desligados.

Para retornar ao CADH, o paciente deve procurar uma unidade de saúde – UBS ou ESF – para que o médico faça novo encaminhamento. Estes pacientes devem apresentar mais de três complicações, como retinopatia diabética, nefropatia ou neuropatia, entre outras.

O abandono, diz a coordenadora do CADH, Andrea Silva, dificulta o tratamento e favorece o aparecimento de outras doenças. “Ele precisa fazer novo cadastramento e, mais importante, se comprometer com a sua saúde”.

O aparecimento de novos problemas de saúde ou agravamento dos existentes, diz a coordenadora, leva à conscientização dos pacientes de quem devem continuar o tratamento. Os mais idosos são os mais resistentes à continuidade do tratamento.

Portanto, não há admissão diretamente no órgão, que diariamente realiza, em média, 150 atendimentos médicos – endocrinologistas, cardiologista, angiologista neurologista, mais de enfermagem, com assistentes sociais, fisioterapeutas, nutricionistas, psicologias.

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