Com Município em situação de alerta a Dengue, profissionais de saúde são capacitados

5/2/2019, 17:45h

Com o tema “Atitude: o melhor remédio contra a dengue” a Secretaria Municipal de Saúde capacitou profissionais de saúde da rede pública e privada, agentes comunitários de saúde e agentes de endemias quanto o manejo clínico e a vigilância vetorial do Aedes aegypti. O evento aconteceu nesta terça-feira, 05, no auditório Dr. João Batista Cerqueira e toma como base os dados registrados no município.

Com 590 casos suspeitos de dengue e 283 confirmados para a doença, os números de notificações em 2019 correspondem a 52% de todo o ano passado. Para a secretária de Saúde, Denise Lima Mascarenhas, isso mostra um trabalho eficaz de investigação. “Feira de Santana não vai se eximir de fazer a sua parte, estamos operando com todas as estratégias, assim como fizemos com Chikungunya”, ressalta.

De acordo com Francisca Lúcia de Oliveira, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, a ficha de notificação tem sido uma grande aliada das autoridades sanitárias. Ela ressalta que a procura da população por atendimento médico facilita as ações municipais de combate à dengue.

“Quando a pessoa chega para atendimento na unidade de saúde a ficha de notificação é feita, por meio dessa ficha acontece a delimitação da área com maior número de casos e são montadas estratégias com atitudes pontuais para os agentes de endemias e Vigilância”, informa.

SINTOMAS

Febre acompanhada de dor no corpo, dor de cabeça, enjoo, vômito, diarreia e dor ao redor dos olhos são os sintomas clássicos para a dengue. Estes vem acompanhados de manchinhas no corpo que aparecem a partir do quinto dia de contágio com a doença. A infectologista e palestrante, Melissa Falcão, trouxe como alerta a importância do atendimento médico assim que iniciado os sintomas. “A dengue costuma agravar depois que a febre some, então se há presença de febre é importante procurar um posto para ser avaliado”, ressalta.

De acordo com a infectologista, os pacientes com dengue não devem se automedicar. Também não é autorizado o uso de anti-inflamatórios. “A orientação é repouso e bastante hidratação, além da procura pelo serviço de saúde para a indicação da melhor conduta a seguir”, pontua.

O evento também contou com representantes da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), Maiane Ferreira, Wellington Sacramento e Enil Soares, com abordagem do cenário atual das arboviroses, desafios e perspectivas.