Mais de 2 mil imůveis encontrados com focos do Aedes Aegypti em 2018

3/1/2019, 8:59h

Com o início da estação mais quente do ano e a presença de chuvas irregulares os cuidados com ambientes propícios para o alojamento do Aedes Aegypti devem ser redobrados. Durante o ano de 2018, 2.265 imóveis foram encontrados com focos do mosquito, desses 85,7% concentram-se em residências.

Evitar reservatórios de água destampados, virar garrafas e baldes com a abertura para baixo, colocar areia em vasos de plantas são as orientações passadas pelos técnicos e que a maioria das pessoas já conhecem. Visando intensificar ainda mais esse trabalho, os profissionais realizaram buscas e visitas, diariamente, durante todo o ano, inclusive nos finais de semana. No total 1.267.301 locais receberam ações dos agentes de endemias, mas a preocupação com os imóveis fechados ainda permanece.

Equipe registrou mais de 45 mil imóveis fechados

Edilson Matos (foto), coordenador de endemias, relata que 45.886 mil prédios foram encontrados fechados em 2018, o número parece pequeno em relação ao quantitativo total de visitas, mas o impacto pode ser grande, trazendo sérios prejuízos. “A gente acaba ficando sem acesso a esses locais que podem conter focos e criadouros, colocando em risco a saúde da população e dificultando o nosso trabalho”, relata.

De acordo com o profissional, com a chegada do período de veraneio o trabalho fica ainda mais complicado. “As pessoas viajam sem tomar as medidas preventivas e comumente encontramos pias cheias de água, pneus abandonados com focos e o reservatório da geladeira sem a devida limpeza”, ressalta.

Inserir mais o cidadão no processo de prevenção

Com a preocupação de inserir ainda mais o cidadão nesse processo de prevenção, a Vigilância Epidemiológica traçou estratégias para 2019. Entre as medidas está uma maior integração entre o grupo de educação em saúde e os agentes de endemias nas ações das comunidades.

“O cidadão tem que entender que ele é o principal responsável pelo ambiente onde vive, pois, às vezes o agente vai lá, faz o trabalho e depois quando volta a residência está o mesmo problema novamente, o armazenamento de maneira desproporcional e desorganizado”, pontua a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Francisca Lúcia de Oliveira.