Apaixonada por leitura, estudante da zona rural realizou sonho de comprar livros

1/10/2018, 18:41h

A maioria das crianças na faixa etária de Bruna Ferreira Oliveira, estudante do 2º ano na Escola Municipal Nossa Senhora das Candeias, do distrito de Humildes, deseja ter algum brinquedo tecnologico, celular ou tablet. Mas para ela, que está descobrindo o prazer da leitura, o objeto de desejo é algo que pode ser bastante acessível para alguns: livros.

Durante o Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (Flifs), que foi encerrado neste domingo, 30, Bruna teve a oportunidade de comprar livros pela primeira vez em sua vida. Ela foi uma dentre os 2.600 estudantes, além de 500 profissionais da rede municipal de educação, que foram contemplados com  vale-livros.

“Eu amei poder comprar os livros que eu sempre quis ter e não podia”, comemora. “Gosto de ler, estou aprendendo a soletrar e hoje comprei dois livros que queria muito. Estou tão empolgada, quero mostrar tudo para a minha mãe”, conta.  

Oportunidade de escolher motivou Maria Isabel 

A chance de fazer as próprias escolhas animou a estudante Maria Isabel Silva dos Santos, 3º ano na Escola Municipal João Macário Ataíde, do distrito de Jaíba: “A gente pode escolher o que quiser, isso é bom. Levei o ‘Alice no País das Maravilhas’, para poder ler de novo, pois achei muito bom”.

Investimento de R$ 100 mil 

Neste ano, foram investidos R$ 100 mil para atender à demanda de 2.600 estudantes e 500 profissionais da educação. Cada aluno inscrito através do edital da Secretaria Municipal de Educação recebeu um vale-livro no valor de R$ 28,00; cada professor, no valor de R$ 50,00. Livros acadêmicos, histórias encantadas, brinquedos, diários, quadrinhos, entre outros, foram adquiridos com os vales.

“Professores precisam ser constantes leitores, para que possam também passar o exemplo aos alunos. Este é um importante incentivo para que continuem se aperfeiçoando”, acredita a diretora da Escola Municipal Nossa Senhora das Candeias, Suzana Alves de Almeida. “Nós temos um trabalho de leitura na escola e pudemos observar que estamos gerando frutos, as crianças estão cada vez mais interessadas nos livros”, afirma.



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