Alunos e professores de escola municipal levam alimentos a comunidade carente, no Jussara

29/11/2017, 17:3h

A realidade difícil da comunidade Ocupação Sonho Real, localizada no bairro Jussara, ganhou momentaneamente ares de esperança e solidariedade, na manhã de terça-feira, 28. Os estudantes e professores fizeram a doação de nada menos que uma tonelada de alimentos arrecadados pela Escola Municipal Adenil da Costa Falcão, do bairro Brasília. 

Mais de 50 famílias foram beneficiadas pelos donativos angariados pela escola na Gincana Solidária que este ano chegou à 6ª edição.

Este ano, a gincana abordou o tema “Sou criança e dou exemplo” e buscou aliar atividades lúdicas e esportivas à solidariedade. Participaram da entrega dos alimentos os estudantes que venceram a gincana. Eles tiveram a oportunidade de conhecer os moradores beneficiados. 

“Transforma-los (os alunos) em seres humanos cada vez melhores” 

“É importante que nossos alunos aprendam desde criança sobre cidadania, e saibam que existem famílias carentes que precisam da nossa colaboração. Queremos construir valores que possam transformá-los em seres humanos cada vez melhores”, destaca a professora Geruza Ferreira (foto), diretora da escola municipal.

PERSONAGEM

Isabelle Santos Silva, estudante do 3º ano

“Foi bom ter vencido (a gincana), mas a maior recompensa mesmo foi ajudar quem precisa. Às vezes desperdiçamos alimentos sem perceber, ao invés de compartilhar com outras pessoas. Pra mim, foi uma alegria participar deste momento”.

São verdadeiros anjos, diz moradora, emocionada

“Quem vem nos visitar, só de olhar já percebe como é nossa vida aqui. A maioria dos nossos dias são difíceis e sofridos, mas um momento como esse é motivo de muita alegria para todos”, relata Aglaice Lime da Costa, moradora da comunidade. “Essas crianças, nos deram um maravilhoso presente de Natal”, comemora.

De acordo com Daniel Lacerda Silva, morador da comunidade Sonho Real, a Adenil Falcão foi a primeira escola da rede pública de ensino a angariar doações para a comunidade. “Nossas famílias moram em barracos e temos uma realidade bem difícil, é gratificante ver que não estamos sozinhos e totalmente excluídos da sociedade”, diz.



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