Feira
de Santana
As
primeiras medidas para transformar
no que é hoje Feira de Santana,
começaram com a criação
da vila em 13 de novembro de 1832.
O Município e a Vila foram
criados no dia 9 de maio de 1833,
com a denominação
de Villa do Arraial de Feira de
Sant’Anna, com o território
desmembrado de Cachoeira, constituídas
pelas freguesias de São José
das Itapororocas (sede), Sagrado
Coração de Jesus do
Perdão e Santana do Camisão,
atual município de Ipirá.
A
instalação do Município
ocorreu em 18 de setembro do mesmo
ano, quando foram empossados os primeiros
vereadores: capitão Manoel
da Paixão Bacellar e Castro
- primeiro presidente, reverendos
Luiz José Antônio Manoel
Vitorino e Antônio Manoel Paulino
Nascimento, capitão Joaquim
José Pedreira Mangabeira e
Joaquim Caribé Meretova. O
primeiro intendente, a partir da Proclamação
da República, foi Joaquim de
Melo Sampaio.
A
lei provincial nº 1.320, de 16
de junho de 1873, elevou a vila à
categoria de cidade. A partir daí,
passou a ser chamada de Cidade Commercial
de Feira de Santana. Os decretos estaduais
7.455 e 7.479, de 23 de junho e 8
de agosto de 1931, respectivamente,
simplificaram o nome para Feira. O
decreto estadual nº 11.089, de
30 de novembro de 1938, oficializou
a denominação do município:
Feira de Santana.
O
nome da cidade é uma homenagem
dos considerados fundadores. No século
XVIII, o casal Domingos Barbosa de
Araújo e Anna Brandoa ergueu
uma capela na Fazenda Sant’Anna
dos Olhos D’Água, em
homenagem à sua santa de devoção,
Senhora Sant’Anna. 
Começava
a nascer ali um ponto obrigatório
de tropas, viajantes e tropeiros procedentes
do alto sertão baiano e de
outros Estados a caminho do porto
de Cachoeira, então a vila
mais importante da Bahia. Surgia ali
um cada vez mais próspero comércio
de gado, ao lado de uma feira periódica.
O
crescente ritmo de desenvolvimento
do povoado exigiu a construção
de ruas largas, onde começaram
a ser instaladas casas comerciais
em grande quantidade, para atender
à população que
crescia somada a chegada de brasileiros
e estrangeiros que adotaram Feira
de Santana como moradia.
Esse
acelerado ritmo de crescimento levou
o povo a reivindicar a criação
do município. Era o nascimento
daquela que se transformaria na segunda
cidade do Estado, 31ª do país
e uma vocação para atrair
gente de todas as partes do país
pela sua localização
geográfica, como o entroncamento
que une o país, e a hospitalidade
do seu povo.
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